5 alternativas ecológicas para limpeza de vazamentos de petróleo

Como evitar um desastre ecológico de grandes proporções e limpar uma imensa mancha de petróleo como a causada pela explosão da plataforma Deepwater Horizon controlada pela British Petroleum  (BP) ?
Os 800 mil litros de petróleo, que vazam diariamente do fundo do mar e se espalham no Golfo do México na costa sul dos Estados Unidos, ameaçam entre outras regiões, o frágil ecossistema de pântanos da Louisiana que representa 40%  dos pântanos e mangues americanos. O site Inhabitat publicou um artigo em que discute 5 alternativas ecológicas para limpar a mancha. O Inhabitat funciona como um fórum especializado na discussão de projetos que utilizem tecnologias, práticas e materiais sustentáveis nos campos da arquitetura e design.

Algumas das soluções levantadas pelo site já estão sendo implementadas.  De modo muito breve abordamos estas 5 alternativas com algumas contextualizações. São elas:

1- A construção de uma cúpula ou funil gigante
A cúpula ou funil (conforme tem sido informado pela  BBC), consiste numa estrutura gigante que vem sendo construída esta semana, e a previsão é que seja finalizada no dia de hoje (quarta). A ideia é transportá-la para local do vazamento até  final de semana. A estrutura deverá captar o petróleo, e canalizá-lo do fundo do mar até a um barco na superfície. A operação pode enfrentar certos imprevistos, em razão de que uma estrutura deste porte nunca foi enviada anteriormente pela (BP) a uma profundidade tão grande, em torno de 1,5 mil metros.

2- Mistura de cogumelos e cabelos

A criação de tapetes com utilização mesclando cogumelos e cabelos consiste numa forma organica de absorção do oléo sobre a água. A estratégia foi utilizada com bons resultados por ocasião do  vazamento de 220 mil litros de óleo entre as cidades de São Francisco e Oakland (Estado). O desastre foi provocado pelo rombo no casco do cargueiro sul-coreano “Cosco Busan” que se chocou com  a base de uma ponte.

3- Bactérias que se alimentam de óleo
Esta alternatica se caracteriza pela utilização de microrganismos  naturalmente presentes para limpar vazamentos de petróleo. Bactérias que vivem no oceano “comem” o óleo. Conforme artigo publicado no Pesquisa Fapesp, “para certas bactérias, o solo contaminado com esse tipo de poluente pode representar um banquete, uma vez que os microrganismos conseguem usar os resíduos ricos em matéria orgânica como fonte de energia. Essa atividade microbiana, aliás, pode até ser bastante desejável. É que, ao se alimentar, as bactérias degradam os compostos orgânicos e ajudam na limpeza das áreas poluídas”.

4- Turfa e musgo
Uma pequena empresa norueguesa de compostos organicos para o solo de jardins, a Kallak Torvstrøfabrikk, percebeu que a turfa é um  notável  absorvente do óleo. A utilização de uma combinação de cascalho e pedras misturadas com a turfa, gerou resultados satisfatórios por ocasião do vazamento de óleo no acidente com navio-cargueiro panamenho  “Full City”, que encalhou na região de Langesund, na costa da Noruega. Conforme informação disponibilizada pelo Research Council of Norway, a turfa pode ser semeada diretamente sobre o óleo flutuando na água. Ela absorve o óleo em contato com ele. O óleo encapsulado é aprisionado em uma crosta não pegajosa.

5- Pêlos de animais e meias

Em São Francisco a ONG Matter of Trust  tem solicitado a proprietários de cães e gatos e pet shops, a doação de  pelos de animais de estimação. O material acondicionado dentro de  meias-calças, pode ser usado para criar esteiras que são perfeitos para  absorver o óleo.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Referências:

Inhabitat
5 Innovative Solutions That Clean Up Oil Spills

Revista Fapesp

Research Council of Norway
Cleaning up oil with peat moss

BBC
Petroleira usará funil gigante para conter vazamento nos EUA

Estadão
Guarda Costeira apura vazamento de óleo na Baía de San Francisco

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