Hackeando a cidade: bibliotecas DIY

Nas ruas de Nova York, “Bibliotecas DIY” (Do It Yourself / faça você mesmo) são fabricadas e instaladas voluntariamente por meio de uma intervenção urbana realizada pelo arquiteto John Locke.

De modo simples e com baixo custo, o projeto faz um redesign das estruturas de cabines telefônicas abandonadas da cidade.

As mini-bibliotecas comunitárias são construídas com prateleiras de madeira compensada e preenchidas com livros doados por vizinhos e amigos, sem que seja alterada a operacionalidade e visibilidade do telefone.

O que se propõe é que as pessoas retirem, depositem e compartilhem livros, em uma tentativa de promover uma atitude participativa da comunidade.

Locke trabalha num projeto mais abrangente chamado The Department of Urban Betterment. A idéia é reunir especialistas em várias áreas e elaborar intervenções que transformem os locais e estruturas subutilizadas da cidade, propondo novos e criativos usos dos espaços públicos.

Intervenções em várias cidades do mundo, como as realizadas por John Locke têm sido classificadas como ações de “hackers urbanos”, termo usado por Andrew Hyder, do site Hack Your City. A expressão, segundo Peter Geoghegan, surgiu no livro “Access All Areas: A User’s Guide to the Art of Urban Exploration” (2005) de Jeff Chapman. A obra define o “hacking urbano”, como uma prática de “infiltrar-se ou invadir áreas ou espaços restritos ou de acesso proibido”.

Referências

Hack Your City
DIY Libraries por  Andrew Hyder

NovaE
Hackers do Espaço: nenhum território inacessível por Peter Geoghegan (tradução)

The Atlantic Cities
How New York Pay Phones Became Guerrilla Libraries por  John Metcalfe

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

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