Mapeamento de circuitos neurais: Um peixe na Matrix

Neurocientistas da Universidade de Harvard, introduzem peixes em ambientes virtuais para compreender como o cérebro codifica visão, audição, movimento, e o medo.

O peixe-zebra utilizado na pesquisa, fica parado num tanque de água, mas imerso numa realidade virtual. O animal tem a impressão de estar nadando e se deslocando ao perceber a movimentação do cenário ao seu redor. Um vídeo projetado a partir da parte inferior do tanque, cria um mundo virtual com diferentes ambientes de movimentos de luz e escuridão simulando paisagens subaquáticas.

Dados sobre o comportamento da cauda possibilitam a interação do animal com os ambientes. Geradas por análise  de imagem, ou por monitoramento de neurônios motores, estas informações  são transmitidas para um computador que calcula a modificação do vídeo projetado.
A todo tempo, o comportamento do cérebro do animal é monitorado por sensíveis microscópios, com o objetivo de entender como os neurônios trabalham em entre si para decodificar e absorver entradas sensoriais complexas do mundo real (movimento, odores, sons por exemplo) gerando um conjunto extremamente diverso de respostas e comportamentos.
A pesquisa é realizada por uma equipe de cientistas liderada Florian Engert no Department of Molecular and Cellular Biology na Universidade de Harvard.
A vantagem de utilização de peixes-zebra é que eles podem ser manipulados geneticamente de modo mais fácil, e seus tecidos são transparentes, sendo possível observar seu organismo de forma melhor que outras espécies mais complexas.

Referências:

Nature
Mapping brain networks: Fish-bowl neuroscience por Virginia Hughes

Department of Molecular and Cellular Biology of Harvard University
Florian Engert’s Zebra Fish School por Cathryn Delude

National Geographic
Lab Culture: Glowing Fish Brains, Cartoons, and Espresso in the Engert Lab por Virginia Hughes

 

Coloborou: Francisco Arlindo Alves

 

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