Lançamento do Livro: Futuros Possíveis: arte, museus e arquivos digitais.

No dia 25 de novembro de 2014, às 19h, acontece o lançamento do livro “Futuros Possíveis: arte, museus e arquivos digitais” no Itaú Cultural.
futuros possiveis
O livro é bilíngue, e “discute estratégias e metodologias para o armazenamento e preservação de arte digital e processos de digitalização de acervos, incluindo também estudos sobre novas formas de organização e disponibilização das informações em sistemas de visualização de dados. Além disso, Futuros Possíveis/Possible Futures apresenta estudos de caso e reflexões sobre o surgimento da estética do banco de dados e o campo emergente da curadoria de informação” conforme a sinopse divulgada pelos organizadores.

Será realizado debate e apresentação com Giselle Beiguelman e Ana Gonçalves Magalhães (Organizadoras), e Lucas Bambozzi. A mediação é de Marcos Cuzziol.

Mais informações na página no evento.

Test pattern [times square] de Ryoji Ikeda

Em outubro, das 23:57 à meia-noite mais de 47 telas em cinco espalhados em cinco blocos na Time Square em Nova York ficaram piscando ou deslizando padrões preto-e-branco.

A instalação audiovisual Test pattern [times square] foi criada pelo artista japonês radicado em Paris, Ryoji Ikeda conhecido por seu trabalho que explora artes sonoras sincronizadas a experiências audiovisuais.

Para potencializar sua sensação imersiva 400 fones de ouvido foram distribuídos para público ouvir uma trilha sonora intensa sincronizada por computador ás imagens exibidas.

O artista apresentou um comunicado inusitado a imprensa com o seguinte código binário:

00110110 01100001 01100011 01100011 01100100 01100001 01100101 00110001 00110011 01100101 01100110 01100110 00110111 01101001 00110011 01101100 00111001 01101110 00110100 01101111 00110100 01110001 01110010 01110010 00110100 01110011 00111000 01110100 00110001 00110010 01110110 01111000

Em Test pattern [times square], Ikeda faz referência códigos de barras, processamento instantâneo de informações geralmente relacionadas ao comércio e dinheiro.

Referências:

NYT
Putting Cold Data in the Service of Language and Music por Ben Ratliff

Times Square NYC
Ryoji Ikeda

Animal Newyork
Ryoji Ikeda’s “test pattern” Will Take Over Five Blocks Of Times Square por Marina Galperina

Fast Company
Ryoji Ikeda Is Trolling Times Square Every Night This Month at 11:57 por Marina Galperina

Construa seu robô humanoide em casa com impressoras 3D

InMoov é um projeto de robô humanóide disponibilizado livremente e replicável em impressoras 3D.

Criado pelo escultor e maker francês Gael Langevin, o robô é composto de servomotores, placas controladoras Arduinos, microfones, câmeras e um computador. Seu controle pode ser realizado por gestos ou reconhecimento de voz.

Trata-se de um projeto open-source. Toda a documentação e arquivos 3D podem ser compartilhados, e estão organizados de acordo com cada parte do corpo, contendo instruções de montagem.

As peças para o robô InMoov podem ser baixadas na plataforma Wevolver.com

Referências:

Design Livre
InMoov, um humanóide impresso em 3D por Fred

MAKE
Humanity: At the Core of Robotics Excitement por Stuart Gannes

Inhabitat
InMoov is an Open-Source Humanoid Robot You Can Make With a 3D Printer por Al Bredenberg

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Crianças inglesas terão aulas de programação a partir dos 5 anos

Uma reforma no currículo educacional na Inglaterra tem o objetivo de ensinar crianças a elaborar os seus próprios programas. A idéia é que elas não sejam apenas meras utilizadoras do computador, mas entendam seu modo de operação, e controlem o seu funcionamento para criar o que queiram.

Imagem criada por Wesley Fryer "Scratch Scripts to move in a circle" disponibilizada por licença CC-BY-SA no site Flickr Imagem criada por Wesley Fryer
“Scratch Scripts to move in a circle” disponibilizada por licença CC-BY-SA no site Flickr

Esta é uma das principais propostas da mudança do currículo escolar na Inglaterra, que envolve o ensino de programação a crianças a partir dos 5 anos de idade.

A iniciativa é vista como ambiciosa e tem gerado controvérsias. Por um lado é percebida como uma solução que vai surtir resultados a longo prazo para o déficit de profissionais qualificados, mas para ativistas da tecnologia as habilidades de programação beneficiam as crianças em outros aspectos, tornando-as mais criativas, e despertando o pensamento lógico, e a curiosidade sobre a forma como as coisas são construídas. Conforme afirma Bill Mitchell da BCS (Academy of Computing Board) “Quando você aprende computação, você está pensando sobre o pensar”.

O investimento intenso de empresas privadas como Google e Microsot ao financiar projetos de formação de professores também tem gerado polêmica. Renunciou ao cargo em agosto, Linda Sandvik, diretora do Code Club, umas das entidades que participa neste processo formativo. Linda afirma ter recebido ordens para não criticar patrocinadores (Google) a respeito de questões como por exemplo a vigilância em massa. Representantes do Google negam qualquer orientação neste sentido. Outra crítica realizada por representantes de professores é sobre a falta de preparo, em relação a uma implementação apressada das reformas.

O novo programa irá atingir mais de 5 milhões de alunos com idade entre 5 e 14 nas escolas públicas inglesas. Estão incluídas outras mudanças importantes como a introdução de uma língua estrangeira obrigatória mais cedo, ao invés de aos onze anos, aos sete anos de idade.

Referências:

Telegraph
Five-year-olds to be taught computer programming and foreign languages

The Guardian
Coding at school: a parent’s guide to England’s new computing curriculum por Stuart Dredge

UOL
Ingleses passam a ter aulas de programação a partir dos 5 anos

PandoDaily
UPDATED: Code Club cofounder resigns after being ordered not to criticize Google por David Holmes

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, design e tecnologia abertas

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“Voltar a encher as urbes de flores e abelhas” é o que propõe o projeto Miel de Barrio criado em Madrid.

Seus participantes formam um grupo colaborativo sobre Apicultura Urbana apoiado em iniciativas DIY (Do It Yourself) visando elaborar colmeias “opensource”. A ideia é associar tecnologia abertas, arte, design e sustentabilidade.
O grupo conduz uma série de workshops em maio e junho de 2014 no Foodlab, espaço vinculado ao Medialab Prado que promove iniciativas com objetivo de discutir questões sobre alimentação, tecnologia e sociedade.

Além das atividades realizadas pelo Miel de Barrio, será apresentada uma workshop sobre a Apilink.net, uma plataforma de monitoração permanente de colmeias por meio de diferentes tipos de sensores. Seu funcionamento consiste na coleta automatizada de informações armazenadas num banco de dados que ao ser analisado possibilita identificar padrões fenológicos das colônias. Os resultados das análises fornecem subsídios para planejar o design de ferramentas no intuito de reduzir custos e aumentar a produtividade.

Os projetos abordados neste e no post anterior, demonstram uma tendência de buscar a reflexão sobre problemas das cidades a partir da junção de várias perspectivas, que neste exemplos que vão desde a economia sustentável até a arte contemporânea, com uso de metodologias abertas e participativas como open-source, open-hardware (arduino).

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Foodlab Medialab-prado
Miel de Barrio: Apicultura Urbana DIY

Miel de Barrio
Presentación de Apilink: Un proyecto de monitorización de datos para colmenas por Tina Paterson

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, repensando as cidades

Proibida em várias cidades do mundo até recentemente, a apicultura urbana é uma tendência que ganha força entre os habitantes de Hong Kong, Madrid, Londres, Maastricht, entre outros locais.
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fonte: beecollective.wordpress.com
A prática ressurge na esteira do crescimento de iniciativas que repensam o funcionamento das cidades em vários países. Proposições inovadoras e criativas para o espaço urbano tem envolvido temas como a agricultura urbana, street food, energia sustentável, hardware open source, engenharia, design, e empreendedorismo social, e vários outros abordados aqui.

Com relação a apicultura urbana, telhados de edifícios públicos, hotéis, ambientes comunitários e residências se tornam espaços para produção de mel e derivados por meio da junção de competências de técnicos, artistas, designers e outros profissionais, junto aos cidadãos interessados.
 
Na cidade de Maastricht (Holanda) um grupo chamado Bee Collective formado por apicultores e designers elaborou um sistema chamado Sky Hive Solar que consiste numa torre que eleva as colmeias usando um motor elétrico alimentado por energia solar. O dispositivo foi apresentado na Semana de Design de Milão de 2014, e recebeu certificação para ser utilizado em espaços públicos em toda a Europa.

Em Londres, outro grupo denominado Bee-Collective lançou um serviço de processamento de mel para os apicultores urbanos. Na loja “Honey House” são extraidas, engarrafadas e rotuladas toneladas de mel produzidas por apicultores de toda a cidade. Mediante um taxa pelos serviços prestados, o grupo financia treinamentos em apicultura, desenvolve uma estratégia de plantio de árvores e projetos de infraestrutura verdes para acolher abelhas. Conforme o Guardian, a apicultura urbana atingiu níveis sem precedentes na cidade nos últimos cinco anos. Estima-se que existam 5.000 apicultores, cada um com uma média de três colmeias, segundo associações do setor.

Em Hong Kong, o artista Michael Leung reuniu apicultores, designers, fotógrafos, e outros artistas, para criar um grupo que já distribuiu 11 colmeias urbanas pela cidade. O Hong Kong Honey,  segue a tradição chinesa, seus participantes não usam roupas de proteção, nem fumegadores.

Muitos destas iniciativas conectam conhecimentos de apicultura, com metodologias colaborativas e participativas. Inovações no campo da eletrônica e fabricação digital e tecnologias abertas de open-source e open-hardware também são utilizadas. Com esta perspectiva, foi criado em Madrid, o projeto Miel de Barrio com apoio do Foodlab, laboratório vinculado ao Medialab Prado que fomenta a inovação no âmbito alimentação, tecnologia e sociedade. Este projeto será abordado no próximo post.

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Brasil247
Abelhas urbanas – Colmeias voltam às cidades

BBC
Apicultura urbana se populariza em ‘selva de pedra’ de Hong Kong

Bee Collective
Sky Hive por Robin van Hontem

The Guardian – Environment blog
Can a honey-processing service unite urban beekeepers?

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Sampa CriAtiva recebe propostas para melhorar a cidade de São Paulo

Até 31 de dezembro de 2012, propostas para melhorar a cidade de São Paulo podem ser enviadas para plataforma Sampa CriAtiva iniciativa promovida pela Fecomercio, Sesc e Senac.

sampacriativa

As ideias podem ser inseridas em dos cinco eixos: governar juntos, negócios, inovações sociais, nas ruas, e diálogos. Conforme divulgado pelos organizadores, o “Sampa CriAtiva encaminhará semanalmente a representantes da Prefeitura e da Câmara de Vereadores um relatório com as propostas publicadas. O relatório também será enviado aos parceiros de Sampa CriAtiva”.

Entre os parceiros da iniciativa estão a Associação Viva o Centro, Catraca Livre, Centro da Cultura Judaica, Cidade Democrática, e o Instituto Europeo di Design.

A plataforma Sampa CriAtiva funciona como canal colaborativo, que além de receber propostas, publica e divulga exemplos de projetos bem sucedidos que transformaram outras cidades do Brasil e do mundo.

Mais informações no site da plataforma.

http://www.sampacriativa.org.br/

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Projeto do Google propõe acesso à internet em todo mundo através de rede de balões

Project Loon é um projeto experimental e ambicioso do Google, lançado em junho, com o objetivo de criar uma rede de balões movidos a energia solar e eólica visando disponibilizar o acesso a Internet para pessoas que vivem em regiões com baixa ou nenhuma conectividade.


Antes do lançamento, em outubro do ano de 2012, a empresa realizou testes com balões no estado americano do Kentucky. O teste produziu polêmica entre moradores que pensavam ter avistado um UFO, posteriormente identificado pelo Google como um de seus balões.

Um dos grandes obstáculos do projeto consistiu na dificuldade em manter balões gigantes numa posição fixa, resistindo ao vento das correntes atmosféricas.  Para isso, seria necessária uma grande quantidade de energia. Diante do problema, Rich DeVaul, um dos líderes do projeto, recriou o conceito inicial ao propor a ideia de uma grande rede de balões mais leves que se utilizam das correntes para uma distribuição coordenada.

A partir da constatação de que balões são reféns das correntes de ar, se pensou numa grande rede de balões de tamanho menor que sobem e descem e “pegam carona” nos ventos que apresentam diferentes direções conforme a altitude. Os balões podem percorrer o globo, da mesma forma que veleiros, tendo que gerar pouca energia para a locomoção.

Para isso, algoritmos complexos analisariam uma grande quantidade de dados sobre as correntes atmosféricas produzidos por institutos e agências governamentais. Ao mesmo tempo, estes algoritmos possibilitariam um comportamento coordenado entre os balões no intuito de que consigam aumentar sua cobertura.

Cada balão tem informações sobre o comportamento dos outros balões, e sobre as diferentes correntes em vários níveis da estratosfera, desta forma podem calcular suas movimentações na direção de uma formação e espaçamento para abranger uma área maior possível.

Referências:

WIRED
The Untold Story of Google’s Quest to Bring the Internet Everywhere—By Balloon por Steven Levy

Ars Technica
Google’s “Project Loon” flying Internet coming to homes in California por Jon Brodkin

Google +
Project Loon
Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mapa colaborativo permite indicar problemas e soluções para a cidade de São Paulo

A prefeitura de São Paulo lançou um mapa interativo para que os cidadãos indiquem os problemas da cidade que servirá como referência para plano diretor da cidade.
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No mapa, os pontos vermelhos indicam os problemas, e os verdes representam soluções, ambos podem ser apontados por qualquer pessoa. O usuário do sistema pode clicar na tela, descrever o problema ou solução, e se quiser publicar uma foto.

O projeto utiliza as potencialidades da plataforma de mapeamento colaborativa OpenStreetMap (alternativa de código aberto para o Google Maps).

Conforme divulgado pela prefeitura no site do projeto “pedidos de serviço, obras, fiscalização ou vistorias não serão atendidos por este mapeamento (exemplos: reparos em iluminação pública; tapa-buraco; poda de árvore; entre outros pedidos) e devem ser formalizados no Sistema SAC, da Central 156 ou nas Praças de Atendimento das Subprefeituras“.

 

Referências:

Ecodesenvolvimento
Gestão Urbana SP: Prefeitura cria site para cidadãos apontarem problemas
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/julho/gestao-urbana-sp-prefeitura-cria-site-para

André Lemos
Link da semana 8

 

Colaborou:
Francisco Arlindo Alves

 

Praças Digitais: Praça Dom José Gaspar testa internet sem fio gratuita

A Praça Dom José Gaspar, em São Paulo foi a primeira a oferecer internet sem fio gratuita por ocasião do lançamento do projeto Praças Digitais que vai abranger 120 praças em todas as regiões da capital.

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A praças definidas no projeto vão receber uma conexão de 512 kbytes para o uso irrestrito por qualquer pessoa com um dispositivo compatível com o sistema wi-fi.

Antes do lançamento, a prefeitura disponibilizou uma ferramenta online que ajudou a população definir por meio de sugestões uma lista de praças de cada distrito. Numa etapa posterior, a ferramenta passou a receber relatos, sugestões e fotos que abordavam desde o mobiliário e equipamento das praças (mesas, cadeiras, quadras, pistas de skate e aparelhos de ginástica) até opiniões sobre o tipo de público e os locais preferidos em cada uma delas, visando adequar os espaços antes da implantação da rede por parte dos prestadores de serviços.

A partir do dia 8 de agosto,relatos, sugestões e críticas sobre a qualidade do sinal na Praça Dom José Gaspar podem ser enviados pelo Twitter no perfil (@wifi_livre), no Facebook , ou pelo e-mail pracasdigitais@prefeitura.sp.gov.br. É importante informar qual o aparelho usado para acessar a internet na praça.

Referências:

Prestando Contas
A Secretaria de Serviços quer sua contribuição para descrever as praças onde haverá internet livre

Rede Brasil Atual
Praça Dom José Gaspar, em São Paulo, é a primeira a receber sinal aberto para Wi-Fi

Prefeitura de São Paulo
Projeto Praças Digitais testa wi-fi gratuito no Centro

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

People Make Parks: engajamento de comunidades para criação de parques urbanos

People Make Parks promove o envolvimento de comunidades nos projetos de criação, financiamento e design de parques urbanos. O projeto propõe que a partir deste envolvimento dos cidadãos, o governo construa melhores parques, e as pessoas se sintam mais comprometidas a preservar estes espaços, por terem participado de sua elaboração.

Baseado em Nova York, o projeto disponibiliza 11 ferramentas em seu site para coordenar o recolhimento de ideias e opiniões sobre o que uma comunidade deseja ter no seu novo parque. Há um repositório online com estudos de casos de iniciativas já bem sucedidas de comunidades que podem ser replicadas. Além disso, é oferecido apoio e informações sobre como pleitear financiamentos a órgãos governamentais. O site do projeto tem versões em inglês e espanhol.

A iniciativa é organizada pelo Hester Street Collaborative’s (HSC), grupo que trabalha em projetos educação e design comunitários. O grupo estimula que os moradores de uma região desenvolvam um senso de propriedade positiva ao ter suas ideias ouvidas sobre a forma como seu entorno é construído e moldado.

People Make Parks também é apoiado pelo programa Partnerships for Parks (PFP) que defende uma cultura de colaboração entre as pessoas e governo em torno do reconhecimento dos parques como centros vitais da vida numa comunidade.

Referências:

BMW Guggenheim Lab
100 Urban Trends

Urban Omnibus
People Make Parks por Hillary Angelo e Anooradha Siddiqi

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Jornalismo-Drone: manifestações vistas do céu de Istambul

Um cidadão comum utilizando um Drone, veículo aéreo não-tripulado (VANT) controlado por rádio, tem ajudado a registrar manifestações populares na Turquia.

A aeronave equipada com uma câmera é controlada por Jenk K, usuário da plataforma de vídeo Vimeo , conhecido como “Sky Pilot” no Twitter. Numa iniciativa de jornalismo cidadão, Jenk produziu diversos vídeos documentando as manifestações de modo panorâmico, revelando cenas dramáticas e violentas do embate entre ativistas e policiais.

Uma das aeronaves foi abatida por balas de borracha atiradas pelas forças polícia, conforme o vídeo abaixo:

As manifestações na Turquia foram iniciadas como um ato contra a construção de um shopping no parque Gezi, em Istambul, e se ampliaram após uma ação brutal de policiais contra cidadãos, se transformando num movimento de contestação ao governo.

Referências:

Mashable
Watch: Incredible Drone Journalism Footage of Istanbul Protests por Alex Fitzpatrick

DIY drones
Man whose RC drone was shot down over Turkey protest returns to the skies por Matthew Schroyer

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Repositório colaborativo de cartazes para manifestações

20 cents

Uma estratégia de crowdsourcing foi utilizada pelo estúdio de design gráfico Meli-Melo ao abrir uma campanha para a criação de cartazes em formato A3 visando apoiar as manifestações contra o aumento da passagem de ônibus na cidade de São Paulo.

meli-melo

Muitos cartazes foram impressos nas máquinas do estúdio, disponibilizadas gratuitamente. Os que não puderam ser impressos foram publicados numa página do Facebook que se tornou um grande repositório colaborativo com trabalhos abordando temas relativos aos protestos.

O Studio Meli-Melo funciona como uma plataforma criativa que produz impressões em Risograph para designers gráficos, ilustradores e artistas.

Via Global Voices

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Robô-água viva gigante

Pesquisadores americanos criam um robô-água-viva com 1,7 metros de diâmetro que se desloca de modo autônomo.

Denominado Cyro, o robô foi desenvolvido no Virginia Tech (Virginia Polytechnic Institute and State University) localizado em Blacksburg, localidade do estado norte-americano da Virgínia.  O protótipo surgiu a partir de um outro muito menor, do tamanho de uma mão humana.

Cyro possui uma estrutura de silicone e oito braços de metal, controlados por motores. As ondulações que produzem o deslocamento gastam menos energia do que os movimentos convencionais de natação, e o seu grande tamanho permite percorrer enormes distâncias. O protótipo possui uma bateria com duração de 4 horas, mas estão previstos aperfeiçoamentos para que não seja preciso efetuar recargas por meses.

Entre as aplicações previstas estão o monitoramento do oceano, operações de limpeza em catástrofes marítimas, e missões militares de reconhecimento.

Referências:

Inhabitat
Cryo: Virginia Tech Creates Giant 170-Pound Jellyfish Robot! por  Morgana Matus

Mashable
Huge Jellyfish Robot Is an Underwater Spy por Amanda Wills

WIRED UK
Man-sized robotic jellyfish mimics worlds’ largest por Duncan Geere

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

NETWORK_LA transit: redes de dados e compartilhamento para um trânsito melhor

NETWORK_LA transit é uma iniciativa de um grupo de arquitetos e urbanistas que planejam reinventar o transporte público usando o poder das redes e a análise dos fluxos de dados produzidos em tempo real pelos sistemas, autoridades, automóveis e indivíduos.

Tendo como foco a cidade de Los Angeles, a abordagem busca aumentar a capacidade de resposta do sistema, fazendo com que ela seja mais personalizada e precisa.
Além da análise de grandes quantidades de dados, um dos aspectos considerados é o potencial de incorporar a frota pública uma certa quantidade de carros compartilhados e “pay-per-use” (que se aluga pelo tempo ou trajeto utilizado) e outros meios de transporte como bicicletas e scooters.

Por meio da conexão em tempo real de todos os usuários do sistema localizados via GPS, se produziriam dados enviados para um aplicativo chamado TripFinder que informa a rota mais eficiente combinando os vários tipos de veículos da frota e veículos de reserva determinados com antecedência.

Também se propõe uma flexibilidade da frota de ônibus que poderia ser redistribuída com base nas áreas com maior número de passageiros identificadas pela análise de dados em tempo real.

NETWORK_LA transit, consiste na criação de ciclos de feedback do trânsito, com o uso de tecnologias de computação em nuvem e geolocalização em tempo real que aumentam a precisão das informações. Com isso, se pode otimizar o uso dos ativos de transporte existentes, não se resumindo apenas aos ônibus e trens, mas incluindo carros compartilhados, bicicletas e scooters.

Referências:

P2P Foundation
Project of the Day: The Networked Transit System proposal for Los Angeles
por Michel Bauwens

Shareable
Can Big Data Revitalize Public Transit in Los Angeles? por Paul M. Davis

Fast Company

Remaking L.A. With A Groundbreaking New Idea For Public Transportation por Li Wen and Shawn Gehle

 

IG
Onda do carro compartilhado surge no Brasil
por Thiago Vinholes

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Lançado documentário sobre computação criativa

Hello World! Processing” é um documentário, que acaba de ser lançado abordando as possibilidades criativas da ferramenta de código aberto Processing, utilizada por artistas, designers e pesquisadores em todo mundo.

Possibilitando a produção de uma infinidade de trabalhos artísticos, muitos deles já abordados neste blog, Processing é um ambiente e linguagem de programação criativa.

O documentário é recomendado a qualquer pessoa, independente do conhecimento de programação. Nos seus 40 minutos de duração, é discutido o papel das idéias e da criatividade como um jogo de processos, experimentações e algoritmos. São apresentadas entrevistas com importantes entusiastas e desenvolvedores, e comentados exemplos de trabalhos de destaque.

A direção é do artista Abelardo Gil-Fournier e do cineasta Raúl Alaejos, este último teve como trabalho anterior “Arduino: the documentary“, já comentado aqui anteriormente.

“Hello World! Processing” é a primeira parte da série de três documentários “Hello World!” produzidos pelo grupo Ultra-Lab. Os próximos serão sobre as tecnologias abertas “OpenFrameworks” e “Pure data“.

Referências:

Digitalarti
[documentary] “Hello World!” first episode about Processing is a must-watch

we-make-money-not-art
Hello World! A documentary series on open creative programming languages por Regine

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Sentient City Survival Kit

Sentient City Survival Kit é um projeto de pesquisa em design que propõe uma série de artefatos experimentais para subverter o funcionamento de tecnologias digitais de vigilância e marketing que interferem na privacidade e autonomia dos indivíduos.

O arquiteto Mark Shepard concebeu o projeto, a partir da perspectiva de que as cidades se tornam cada vez mais inteligentes, e podem sentir, lembrar e antecipar o comportamento das pessoas. Sua proposta busca refletir sobre as implicações deste “futuro próximo” em que sistemas de informação baseados em computação ubíqua, espalhados pelo espaço urbano podem executar uma monitoração reflexiva, ao captar informações inadvertidamente por meio de câmeras ocultas, sistemas de tráfego, registro de navegação na internet, telefones, bilhetes de transporte público, e até mesmo roupas e sistemas de medição da corrente galvânica da pele, entre outros recursos.

As soluções elaboradas visam defender o indivíduo das ameaças invasivas destas tecnologias. Para despistar as câmeras de vigilância, foi desenvolvido um guarda-chuva equipado com 256 LEDs infravermelhos que piscam e confundem a visão da câmera. Outra solução é um sistema denominado Serendipitor que ao invés de fornecer a rota mais curta para um destino, sugere caminhos sinuosos que enriquecem o trajeto com outros lugares interessantes, propiciando uma navegação lúdica pela cidade. Shepard concebeu também um dispositivo equipado com sensores que acoplado a roupa íntima pode vibrar ao detectar sistemas de leitura de dados num espaço público.

Sentient City Survival Kit tem apoio do New York State Council on the Arts (NYSCA). Todos os projetos estão reunidos num livro publicado pela  MIT Press. A obra é ilustrada com esquemas, instruções de construção, lista de peças, e códigos fonte, além de apresentar ensaios de pensadores sobre o tema.

Referências:

CARNET DE NOTES
Sentient City por André Lemos

WIRED.UK
‘Sentient City Survival Kit’ lets citizens flirt with surveillance por Daniel Nye Griffiths

Eyebeam
Sentient City Survival Kit

Boing Boing
Sentient City Survival Kit: gadgets to foul the surveillance state and amuse the bearer por Cory Doctorow

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

Coal Power Plant Mutation: arranha-céus contra a poluição

O projeto Coal Power Plant Mutation propõe a construção de arranha-céus de 1000 metros de altura, como uma abordagem inovadora para diminuir a poluição gerada por usinas de energia movidas a combustíveis fósseis.

Fonte: evolo.us

As estruturas gigantescas propostas pelo arquiteto romeno Bogdan Chipara seriam construídas ao redor de uma usina de carvão para minimizar o impacto dos resíduos nocivos jogados na atmosfera.

Fonte: evolo.us

A idéia é criar uma alternativa enquanto não são implementadas energias verdes para substituir estas centrais térmicas, que atualmente respondem por 85% do mercado global de energia, segundo dados divulgados por Chipara.

A estrutura é composta de três pernas longas e tubulares com um volume de quase 10 milhões de metros cúbicos. São equipadas com vários tipos de filtros de ar de diversas densidades em diferentes alturas.  Os filtros inferiores usam técnicas sintéticas para fixação de dióxido de carbono e os superiores funcionam como bio-filtros.

Desta forma, se diminui os efeitos tóxicos da emissão de gases poluentes que saem de grandes chaminés em virtude do processo de combustão do carvão. Nas usinas convencionais, os gases reagem com a atmosfera produzindo ácidos nítricos, sulfurosos e sulfúricos que caem em forma de chuva.

Uma “pele” de 300.000 metros cobre toda a parte superior. À prova d’água e composta com elastômero (polímero que apresenta propriedades elásticas), esta malha isola gases e vapores, evitando a chuva ácida, além de ser equipada com células fotovoltaicas e sensores para monitorar a qualidade do ar.

Tendo em vista que na maioria das vezes estes complexos energéticos se localizam perto de grandes cidades, a estrutura é iluminada por LEDs, que brilham em padrões verticais, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre suas demandas de energia e seus impactos.

O trabalho recebeu uma menção honrosa no “eVolo’s 2012 Skyscraper Competition“, premiação especializada em arquitetura para “arranha-céus”, que reconhece projetos que utilizem, entre outros aspectos, novas tecnologias, sistemas sustentáveis, considerando os impactos econômicos, sociais e culturais no meio urbano.

Referências:

Bustler
Coal Power Plant Mutation by Bogdan Chipara

eVolo
Coal Power Plant Mutation

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Augmented Structures v2.0

Augmented Structures v2.0 é uma instalação que aproxima a arte e a arquitetura  tendo como base “texturas urbanas” da cidade de Istambul.

O designer Refik Anadol e o arquiteto Alper Derinbogaz  conceberam a obra utilizando conjuntos de dados que se relacionam com a identidade urbana da metrópole. Duas regiões diferentes foram mapeadas, o centro histórico da cidade, e um vasto subúrbio composto por condomínios fechados, e construções residenciais.

Em exibição no Istanbul Modern, Museu de Arte Moderna de Istanbul, o trabalho permite ao visitante visualizar informações geralmente invisíveis que demonstram as singularidades entre as duas regiões da cidade, por meio da combinação de sons e luzes sincronizados em movimentos dispersos.

Referências:

Design You Trust
Refik Anadol + Alper Derinbogaz: Augmented Structures v2.0

Archinet
ShowCase: Augmented Structures v2.0 by Refik Anadol & Alper Derinbogaz

Designboom
Refik Anadol + Alper Derinbogaz: augmented structures v2.0

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

 

Hackeando a cidade: bibliotecas DIY no Brasil

O “Estante Pública” é um projeto de participação coletiva e ocupação urbana na cidade de Porto Alegre que consiste na instalação de bibliotecas DIY “faça você mesmo” (DIY: Do It Yourself) em paradas de ônibus, utilizando algumas estruturas abandonadas originalmente direcionadas para publicidade.

Em termos de simplicidade e criatividade, o redesign de equipamentos urbanos em desuso tem algumas semelhanças com a proposta do nova-iorquino John Locke comentada em post anterior, sobre a criação de mini bibliotecas em cabines telefônicas. Seguindo a lógica do conhecimento aberto presente na cultura DIY dos hackers urbanos, os porto-alegrenses disponibilizaram um PDF com um guia de montagem para que qualquer pessoa, em qualquer cidade possa replicar o projeto.

A primeira biblioteca foi instalada na Avenida Nilo Peçanha com 50 livros, e posteriormente novas estandes foram construídas em vários bairros, com o apoio do coletivo independente Nomade Ind e da Funarte. Algumas resistiram poucos dias, outras foram além das expectativas, e intermediaram a troca de livros, textos, revistas, jornais e outros objetos entre moradores de modo mais permanente.

Os organizadores do projeto usam o conceito de “transvenção” para denominar suas ações.  Segundo esta perspectiva o conceito se diferencia da ideia de “intervenção” por “visar (através da prática intervencionista) dar uma função que seja útil à sociedade ao local afetado, sem afirmar nenhum tipo de possessão privada ou individual“.

No Brasil, existem diversas iniciativas que promovem apropriações criativas dos espaços urbanos aliadas ao incentivo e disseminação da leitura. Entre elas, cabe citar projetos como o Parada Cultural (em pontos de ônibus), Cultura no Ônibus (biblioteca itinerante criada por um cobrador de ônibus no veiculo onde trabalha), ambos em Brasília, Biblioteca Livre Pote de Mel (Biblioteca que funciona em uma padaria em Curitiba), além de outros descritos em artigo “Bibliotecas na rua” publicado no site Bibliotecários Sem Fronteiras.

Na Colômbia funciona um projeto similar através de um programa governamental Paraderos Paralibros Paraparques (PPP) iniciado há 15 anos na cidade de Bogotá. Já foram construídas 51 mini-bibliotecas públicas na cidade, e em todo o país, mais de 100.
http://www.youtube.com/watch?v=Cw2yOr_zkCU
Todas estes projetos são caracterizadas pelo custo reduzido, facilidade de construção e forma como revitalizam o espaço urbano tornando-o mais elegante, agradável e solidário.

Referências:

Bibliotecários Sem Fronteiras
Bibliotecas na rua por Moreno Barros

Hack Your City
DIY Libraries por Andrew Hyder

Secretaría Distrital de Cultura, Recreación y Deporte de Bogotá
Parques para Leer. Paraderos Paralibros Paraparques (PPP)

World Literature Today
10 Unusual Micro Libraries

Colaborou: Francisco Arlindo Alves