common sense – citizen science

Common Sense é um projeto desenvolvido por pesquisadores da University of California, Berkeley e do grupo Urban Atmospheres do Intel Research.

O projeto tem entre seus objetivos: ampliar o conhecimento científico dos cidadãos por meio de participação; fornecer aos cientistas um rico e detalhado conjunto de dados para serem trabalhados e analisados; criar nova experiências, modos de uso do celular como instrumento de participação dos cidadãos nas decisões políticas governamentais; utilizar sensores e softwares para desenvolver um maior compreensão e preocupação de questões direcionadas ao clima e meio ambiente; possibilitar mudanças sociais positivas. O projeto pretende publicar os dados disponíveis em breve.

Através de uma “rede de instrumentos de medição pessoal” baseada em sensores acoplados a celulares, o projeto pretende possibilitar um gênero de computação móvel chamado “Citizen Science“. Nesta perspectiva, pessoas são convidadas a recolher e compartilhar diariamente medições relacionadas ao cotidiano pessoal. A idéia é utilizar a tecnologia para obter infos sobre temperatura, poluição e umidade, até a avaliação dos teores de tóxicos de utensílios domésticos ou alimentos.

http://citizensensing.org/

Colaborou: Franscisco Arlindo Alves

Design de Conexões: pessoas, lugares e informação

Repensar a mobilidade e conectividade na relação entre pessoas e lugares, produzindo uma experiencia social mais rica. Idéias e projetos inseridos nesta temática foram tratados na palestra “Design de Conexões: pessoas, lugares e informação” proferida por Federico Casalegno, diretor do Mobile Experience Lab do MIT, no encerramento do Simpósio Internacional de Comunicação promovido pela FAPCOM.

Inicialmente Casalegno falou dos projetos desenvolvidos no MIT e fez um paralelo da sua proposta com aspectos de civilizações onde preponderava a cultura oral: incas, tribos africanas e aborígenes australianos, culturas nas quais conhecimento e atores compartilhavam o mesmo espaço. No caso dos aborígenes, por exemplo, determinadas canções estão ligadas a objetos específicos e só são cantadas em lugares determinados; prática na qual o território funciona como recurso mnemônico.

A conexão entre o território, pessoas e informações é construída em um dos projetos denominado Electronic Lens. A proposta é convidar estudantes a visitar prédios públicos e colar etiquetas nas paredes das edificações com informações e impressões pessoais sobre o local. Estas etiquetas são fotografadas por celulares equipados com sistema GPS, as fotos são georrefenciadas num mapa. No caso do mapa construído em Electronic Lens as informações conseguidas por satélite são enriquecidas por outras que surgem de um processo bottom-up e exigem apenas um software, etiquetas de papel e celulares com GPS; o que gera um processo diferente do utilizado em mapas convencionais a partir de imagens por satélite (top-down).

Re-thinking fashion trade shows” é um projeto criado inicialmente para feiras de negócios no setor da moda, mas que pode ser adaptado a outros tipos de feiras e eventos. Federico propõe repensar a experiência de estar numa feira, desde a entrada (as tradicionais catracas, que segundo ele se parecem com um “curral”) fazendo um redesign que propicie uma interação mais rica entre os participantes, novas formas de armazenar e organizar as informações disponibilizadas por este tipo de evento. Com um crachá inteligente os participantes podem trocar informações, e através de ferramentas multimídia, adicionar recursos de áudio e vídeo e texto a respeito de produtos, empresas e pessoas, para após o evento acessar os dados recolhidos de uma maneira mais interessante e completa.

As idéias, propostas e projetos discutidos na palestra remetem a reflexão de como as novas tecnologias podem a resgatar os vínculos com o local (sítio) e com espaços físicos por meio de uma experiência intensa de troca de informações entre pessoas.

Anteriormente, no mesmo evento, foi discutido o Investimento social privado e tecnologias móveis

O uso da tecnologia em ações de responsabilidade social, e a reflexão sobre os modelos de negócio frente as mudanças tecnológicas foram alguns dos tópicos abordados por Pedro Prata do Instituto de Responsabilidade Social Oi Futuro no segundo dia do Simpósio Internacional de Comunicação promovido pela FAPCOM. Pedro coordena o programa Novos Brasis, que constrói parcerias com ONGs nas quais são promovidas ações sociais com uso da tecnologia, objetivando o elevar os índices de desenvolvimento humano em comunidades carentes.

Entre outros temas, o palestrante ressaltou que a disseminação da comunicação móvel e o surgimento de novos recursos advindos da tecnologia 3G justifica a necessidade de um foco mais centrado no desenvolvimento de ferramentas de educação à distância para celulares. Reforçando esta perspectiva, Pedro lembrou a mudança de paradigma provocada por tecnologia, como no caso do novo gênero literário do Japão: os livros de celular, escritos em celular e publicados em blogs. O romance “Se Você” da japonesa de 21 anos que usa o codinome Rin, se tornou um livro real e foi o livro mais vendido no ano passado no país com uma tiragem de 400.000 cópias.

A possibilidade dos aparelhos celulares se interconectarem sem a necessidade de operadoras também foi um tema levantado nas questões colocadas pelo público. Esta tem sido preocupação da operadoras, neste sentido elas não podem perder de vista a noção da evolução tecnologia como parâmetro para repensar seus modelos de negócio. O provimento de Internet sem fio para cidades inteiras com tecnologias como WIMAX* altera a maneira como as pessoas fazem ligações telefônicas, por meio de serviços como o VOIP ou SKYPE, introduz novos desafios para os operadoras de telefonia: elas devem buscar novas formas de se viabilizarem economicamente.

Colaborou: Francisco Alves

Using Tomorrow's Technology in Today's Teaching

Palestra do professor AJ Kelton, especialista na utilização em contextos educacionais do mundo virtual Second Life, Diretor de Tecnologias Instrucionais Emergentes do College of Humanities and Social Sciences (CHSS) da Montclair State University. site: http://www.sorry-afk.com/Welcome.html

Local: FUNDAP http://www.fundap.sp.gov.br/

O professor AJ Kelton, que veio ao Brasil ministrar a aula magna no TIDD -Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP-  participou de evento na FUNDAP na semana passada onde proferiu a palestra Using Tomorrow’s Technology in Today’s Teaching. AJ mostrou como os educadores que trabalham com EAD estão percebendo o potencial dos ambientes virtuais do Second Life e como isto tem resultado numa presença efetiva de instituições de ensino no Second Life (mais de 300 atualmente). Kelton abordou as vantagens da participação virtual em relação a uma participação presencial como por redução de custos, ausência de deslocamento e a possibilidade de reunir instantaneamente pessoas de diferentes lugares do planeta num mesmo lugar virtual em questão.

O evento foi mediado pela Andrea C. Silva, designer instrucional da Fundap, mestranda do Programa de Pós-graduação em Design do Centro Universitário SENAC e teve como debatedores o professor Romero Tori (CAS-SENAC e USP) e o professor Alexander Joseph Romiszowski professor titular da Syracuse University e consultor da FUNDAP.

Colaborou Francisco Alves