Mídia NINJA: o jornalismo alternativo das mídias sociais


A Mídia NINJA, acrônimo de Narrativas INdependentes, Jornalismo e Ação é uma iniciativa de “jornalismo-cidadão” que se destaca e ganha poder de influência em meio às manifestações populares pelo país.

midia_ninja-visita_papa

O projeto surge num contexto em que cidadãos se apropriam intensamente de dispositivos e tecnológicos portáteis e de plataformas de publicação de conteúdos na internet para registrar e comunicar suas perspectivas de fatos e acontecimentos.

A idéia é estabelecer um contraponto aos meios de comunicação tradicionais (TVs, jornais e rádios), atraves do uso de recursos online como os disponibilizados pelo Facebook, Youtube, Twitter, ferramentas de streaming, e outros . A cobertura feita pelo grupo repercute de modo crescente tanto nas redes sociais, como também em TV e Jornais, durante os protestos em várias cidades, ao mostrar relatos interessantes, e ao mesmo tempo denunciar e prevenir abusos policiais.

Nesta semana, no decorrer dos protestos organizados no Rio de Janeiro, por ocasião da chegada do Papa, oito membros do grupo que transmitiam os eventos foram presos por policiais sem identificação, veja o vídeo acima. Uma multidão se reuniu em frente ao 9º DP da cidade até a soltura dos ativistas, ao final da noite.

A origem do projeto é o movimento “midialivrismo” que teve como laboratório inicial uma cobertura jornalística feita pelos membros da Rede Fora do Eixo, Rafael Vilela e Thiago Dezan, que percorreram 11 aldeias Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul. O material foi publicado no Coluna PósTV Guarani Kaiowá.

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Seguindo a proposta “midialivrista”, a Mídia NINJA foi criada em São Paulo, e se espalhou pelo país. Em suas primeiras ações seus integrantes foram à Tunísia para cobrir o Fórum Social Mundial de 2013. E na chamada “A Missão Marabala“, acompanharam o Julgamento do assassinato dos ativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, no interior do estado do Pará. Todo o material produzido foi licenciado em Creative Commons para livre uso e reprodução.

No áudio abaixo, o integrante Bruno Torturra entrevistado por Jacqueline Lafloufa, fala um pouco sobre as idéias do projeto, soluções e dificuldades técnicas, e as “gambiarras” necessárias numa cobertura em tempo real pela internet.

[soundcloud params=”auto_play=false&show_comments=true”]http://api.soundcloud.com/tracks/97849673[/soundcloud]

Conforme seus organizadores, o grupo visualiza “o potencial de utilização dessas ferramentas on-line, além da crescente acessibilidade a cada vez mais equipamentos e por preços cada vez menores, abre-se espaço para uma real disputa de imaginário através de meios de difusão de informação acessíveis a todos“.

Em meio as discussões sobre formas alternativas de jornalismo, é interessante conhecer às criticas do repórter Arthur Rodrigues (Estado de S. Paulo) e ao resposta de Bruno Torturra (Mídia Ninja) publicada na Revista Forum.

Os conteúdos produzidos pelo Mídia NINJA podem ser acompanhados por vários canais entre eles Flickr, streaming via Twitcasting, Facebook e Twitter. Qualquer pessoa pode participar e dar sua contribuição.

Referências:

Observatório da Imprensa
POSTV, de pós-jornalistas para pós-telespectadores por Elizabeth Lorenzotti

CatracaLivre
“Ninjas” do jornalismo travam guerrilha pela liberdade da mídia por Felipe Blumen

O Estado de S. Paulo
No meio do redemunho por Camila Hesse

Blue Bus
Cobertura independente do Mídia NINJA – Blue Bus entrevista Bruno Torturra por Jacqueline Lafloufa

Mídia Livre – Fora do Eixo
A Mídia Livre Fora do Eixo

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Software para indexação e distribuição de recursos educacionais

Duda Library é um software livre que mapeia, padroniza, indexa, armazena e redistribui Recursos Educacionais Abertos (REA) disponibilizados gratuitamente no mundo inteiro.

Seus recursos permitem a disponibilização dos conteúdos educativos de modo offline para instituições educacionais e comunidades dispersas geograficamente sem que seja necessário uma boa conexão com a Internet.

Criado por Eduardo Nogueira, o sistema tem como objetivo enfrentar os empecilhos que monitores/professores encontram na péssima qualidade da conexão de internet, e principalmente na dificuldade de encontrar os conteúdos úteis e específicos a cada prática pedagógica, apesar de já existirem muitos laboratórios de computadores em escolas e comunidades em lugares remotos.

Em entrevista ao site brasileiro do REA, Eduardo afirma: “Não podemos esperar que os professores conheçam tecnologia a fundo para que consigam baixar e levar o REA pra dentro da sala de aula. Nós, hackers, programadores e conhecedores da tecnologia em geral é que devemos fazer essa ponte: criar uma ferramenta que coloque os REAs certos, nos lugares certos, nas mãos das pessoas certas”.

Segundo a UNESCO, os Recursos Educacionais Abertos – REA, (em inglês: Open Educational Resources, OER), “consistem em diversos tipos de materiais educacionais sob domínio público ou licenciados de maneira aberta, o que dá direito legal aos usuários para usar, copiar, adaptar, remixar e redistribuir gratuitamente”.

Referências:

UNESCO
Fórum Latino-Americano de Políticas em Recursos Educacionais Abertos

Centro de Tecnologia Acadêmica IF-UFRGS
Seminário de Recursos Educacionais Abertos por Tatiana Pereda

Internantando
Seminário Recursos Educacionais Abertos em Porto Alegre de Débora Sebriam

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Sesc Belenzinho: Dicionário P2P – 50 verbetes sobre mídias digitais

Com inscrições gratuitas, começa na terça, dia 8 de maio, no Sesc Belenzinho a partir das 19h “Dicionário P2P – 50 verbetes sobre mídias digitais” que consiste numa série de bate-papos sobre cultura digital que vão acontecer todas terças e quintas até dia 24 de maio na sala de internet.

Serão discutidos alguns dos principais fenômenos, teorias, tendências e expressões que envolvem o universo das mídias digitais, dando enfoque a significados e definições, com a apresentação de projetos e ferramentas online, vídeos, e bibliografia especializada.

A orientação é de Francisco Arlindo Alves.  Inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas pessoalmente, na sala de internet.

Mais informações: http://www.sescsp.org.br/sesc/programa_new/mostra_detalhe.cfm?programacao_id=219461

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mulheres, tecnologia e usabilidade

As mulheres demonstram ter um senso intuitivo de usabilidade quando atuam no desenvolvi meto de produtos tecnológicos, afirma Audrey MacLean, professora da Universidade de Stanford no Department of Management, Science, and Engineering.

MacLean esteve envolvida na fundação ou desenvolvimento de várias empresas de tecnologia na área de produção de equipamentos de rede e de armazenamento de dados.

Em entrevista a um blog de negócios do jornal New York Times, ela destaca as vantagens de ser mulher atuando no campo da tecnologia, área que muitas vezes é vista como inóspita para as mulheres. Para ela, as mulheres trazem benefícios para as equipes por trabalhar colaborativamente e por apresentar habilidades extremamente importantes no desenvolvimento de um produto.  Além disso, o fato das mulheres representarem metade da população, em sua perspectiva cria uma tendência favorável para as engenheiras do sexo feminino. Elas são cada vez mais procuradas pois as empresas querem a elaboração de interfaces de usuário que atendam todo o universo de compradores.

Leia a entrevista completa no Small Business do NYT

Via Usability News

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

ABCiber e Itaú Cultural lançam “A Cibercultura em Transformação”

A ABCiber – Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura, e o Instituto Itaú Cultural lançam com apoio da CAPES e da Pluricom, o volume 2 da Coleção ABCiber de textos sobre cultura digital, em formato e-book online, sem versão impressa e aberto ao acesso universal.

A obra “A Cibercultura em Transformação: Poder, liberdade e sociabilidade em tempos de compartilhamento, nomadismo e mutação de direitos” apresenta trabalhos de pesquisadores brasileiros destacados no campo da cibercultura. Compõem o projeto, textos de Adriana Amaral, André Lemos, Diana Domingues, Erick Felinto, Eugênio Trivinho, Fátima Régis, Fernanda Bruno, Francisco Rüdiger, Gilbertto Prado, Gisela G. S. Castro, Lucia Santaella, Lucrécia D’Alessio Ferrara, Luisa Paraguai, Marco Silva, Marcos Palacios, Rogério da Costa, Sandra Portella Montardo, Sergio Amadeu da Silveira, Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, Suely Fragoso e Yara Rondon Guasque Araújo.

Conforme consta na sinopse da obra divulgado pelos organizadores, “o projeto concentra e aprofunda preocupações teóricas, epistemológicas e metodológicas a respeito das principais características do processo civilizatório aí pressuposto, de base multimediática avançada – suas origens, seu estado da arte, suas tendências e horizontes –, e, em particular, de como ele se expressa no Brasil, seja por seus aspectos problemáticos, seja por sua diversidade e suas potencialidades“.

A obra está disponível no site da ABCiber

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

WikiRebels, documentário sobre o Wikileaks

WikiRebels é um documentário lançado esta semana, que narra a história do Wikileaks, desde o seu inicio até a recente publicação dos milhares de documentos da diplomacia americana.

Primeira parte:

http://www.youtube.com/watch?v=yJA5acjd0lI&feature=player_embedded
Produzido pela televisão pública da Suécia, Sveriges Television (SVT), o documentário oferece uma perspectiva sobre o funcionamento  da rede de colaboradores do Wikileaks, por meio de uma série entrevistas e do acompanhamento do trabalho do fundador Julian Assange, e outros membros da organização. O documentário tem aproximadamente uma hora de duração, sendo que, a versão com legendas em português está dividida em quatro partes.  A primeira parte foi postada acima, e segue abaixo as outras três partes complementares e a versão original.

Segunda parte:

http://www.youtube.com/watch?v=rB_Wp4Bt6vk

Terceira parte:

http://www.youtube.com/watch?v=YlpcU4hfgao&feature=player_embedded

Quarta parte:

http://www.youtube.com/watch?v=x3E6b-n-NHY&feature=player_embedded

Versão original:

http://www.youtube.com/watch?v=7C-vmlh48xY

Referências:

Open Culture
WikiRebels: New Documentary Tells the WikiLeaks‎ Story por Dan Colman

Outras Palavras
WikiRebels – Documentário (agora, legendado) por Caue Seigne Ameni

Brasilianas.org
O documentário WikiRebels, legendado. por Luis Nassif (via Ozório)

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Entrevista ao Conexões Tecnológicas

Em entrevista publicada no site do Festival Conexões Tecnológicas, tive a oportunidade de discutir sobre a pesquisa do corpo como tecnologia e modelos do espaço e de concepção do mesmo, e a incorporação de elementos da investigação destes temas nas atividades em sala de aula. Também destaquei e comentei sobre alguns trabalhos inscritos no Festival Conexões Tecnológicas 2010.
Confira no link: http://conexoestecnologicas.org.br/?p=1773

Interdisciplinaridade no Design

Segue link para texto publicado por Marcelo Bicudo no bretail branding +retail. Conforme informa no site, o texto “discute questões relativas a interdisciplinaridade, inovação, criatividade e projeto. Coloca o modo de pensar do designer como fundamental para intervenções projetuais no mundo contemporâneo“.

Design Thinking – Interdisciplinaridade no Design

Sobre a célula sintética

Tem produzido grande repercussão em todo mundo, o anúncio da criação da primeira célula sintética pela equipe de investigação liderada por Craig Venter do J. Craig Venter Institut, publicado em artigo da edição de 20 de maio da ScienceExpress.

imagem original: J. Craig Venter Institut

A evolução da ciência genômica nos últimos anos, se direcionou no sentido de permitir a “leitura” do código genético dos organismos vivos através do seqüenciamento do seu DNA. As informações identificadas no processo são inseridas em computadores de forma que a composição química do DNA seja convertida em “zeros” e “uns”. O anuncio feito esta semana, apresenta a possibilidade de inversão deste processo, de forma que a partir dos “zeros” e “uns” gerados por um computador se possa definir as características de uma célula viva, ou seja indica o surgimento da capacidade de escrever o software da vida, inaugurando uma nova era na ciência. É possível vislumbrar uma enorme quantidade de aplicações, como a produção de bactérias úteis, que podem ser utilizadas em novas vacinas e medicamentos, biocombustíveis, ou na limpeza do meio ambiente.

O artigo publicado relata que os cientistas conseguiram produzir em laboratório um genoma sintético e transferi-lo para a célula de uma bactéria (Mycoplasma mycoides), o mesmo substituiu o DNA original do organismo, passando a controlar a célula.

Várias discussões em torno do assunto circundam as esferas da ética, da ciência e da religião. O governo americano solicitou imediatamente um estudo à comissão de bioética da Casa Branca, para levantar os limites éticos implicados na questão. Ao mesmo tempo autoridades católicas italianas, mostraram perplexidade ao declarar que a pesquisa seria um “devastador salto ao desconhecido”.

Em declarações reproduzidas em artigo do Pesquisa Fapesp, o pai da célula sintética, Craig Venter afirmou que “trata-se de um avanço tanto filosófico como técnico”, e acrescentou que a célula sintética criada seria “a primeira espécie que se autorreplica do planeta cujo pai é um computador”.

imagem original: J. Craig Venter Institut

No intuito de esclarecer possíveis equívocos, especialistas têm se manifestado sobre o tema. Em artigo publicado no Correio Brasiliense, Mayana Zatz, diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), afirma que “os pesquisadores transformaram uma célula viva em outra célula. O que foi colocado de diferente é o genoma. O certo, então, é falarmos em uma célula programada”. No mesmo artigo, Marcelo Briones, chefe da disciplina de microbiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirma que “há uma grande diferença entre biologia sintética e vida artificial”. A longo prazo, várias são as possibilidades existentes, inclusive, de desenharmos um organismo do jeito que quisermos”.

Referências:

Pesquisa Fapesp
O impacto da biologia sintética

J. Craig Venter Institute
First self-replicating synthetic bacterial cell

O artigo publicado na edição de 20 de maio da ScienceExpress
Synthetic Biology Breakthrough

Correio Brasiliense
Primeira célula com DNA semi-sintético causa reações do governo dos EUA e da igreja

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Virada Cultural: Ricardo Palmieri e Danilo Oliveira convidam Nani Brisque

Mis

Av Europa 158, Jardim Europa, São Paulo – SP

Os artistas Danilo Oliveira e Ricardo Palmieri realizarão intervenções de graffiti digital projetadas na fachada do Museu, das 20 às 22h de sábado e da meia-noite às 2h de domingo. Participação especial da artista Nani Brisque, com abertura da mesa para acesso público durante o intervalo das apresentações.

abaixo alguns links de intervenções de guerrilha em que os artistas participaram:

http://www.youtube.com/watch?v=IoE2Df3Agdw
http://mais.uol.com.br/view/319242

Vamos em Sinais, promove LIBRAS por meio de viagens de bicicleta

O projeto Vamos em Sinais viaja pelo Brasil de bicicleta tendo entre seus objetivos  promover a interação entre surdos e ouvintes, e ao mesmo tempo incentivar a divulgação e conhecimento da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS).

Em 2009 foram percorridos 1.200 quilometros nos litorais de São Paulo e do Rio de Janeiro, em que foram visitadas instituições de ensino e oferecidas oficinas em várias instituições de ensino, desde escolas até universidades.

A equipe do projeto é formada pelos designers Raquel Couto Amaral, Diego Ferrari Bruno, e Syélida Luna formada em relações públicas. Atualmente o projeto visita o estado de Pernambuco.

Mais informações:
http://ves.sur10.net/

5 alternativas ecológicas para limpeza de vazamentos de petróleo

Como evitar um desastre ecológico de grandes proporções e limpar uma imensa mancha de petróleo como a causada pela explosão da plataforma Deepwater Horizon controlada pela British Petroleum  (BP) ?
Os 800 mil litros de petróleo, que vazam diariamente do fundo do mar e se espalham no Golfo do México na costa sul dos Estados Unidos, ameaçam entre outras regiões, o frágil ecossistema de pântanos da Louisiana que representa 40%  dos pântanos e mangues americanos. O site Inhabitat publicou um artigo em que discute 5 alternativas ecológicas para limpar a mancha. O Inhabitat funciona como um fórum especializado na discussão de projetos que utilizem tecnologias, práticas e materiais sustentáveis nos campos da arquitetura e design.

Algumas das soluções levantadas pelo site já estão sendo implementadas.  De modo muito breve abordamos estas 5 alternativas com algumas contextualizações. São elas:

1- A construção de uma cúpula ou funil gigante
A cúpula ou funil (conforme tem sido informado pela  BBC), consiste numa estrutura gigante que vem sendo construída esta semana, e a previsão é que seja finalizada no dia de hoje (quarta). A ideia é transportá-la para local do vazamento até  final de semana. A estrutura deverá captar o petróleo, e canalizá-lo do fundo do mar até a um barco na superfície. A operação pode enfrentar certos imprevistos, em razão de que uma estrutura deste porte nunca foi enviada anteriormente pela (BP) a uma profundidade tão grande, em torno de 1,5 mil metros.

2- Mistura de cogumelos e cabelos

A criação de tapetes com utilização mesclando cogumelos e cabelos consiste numa forma organica de absorção do oléo sobre a água. A estratégia foi utilizada com bons resultados por ocasião do  vazamento de 220 mil litros de óleo entre as cidades de São Francisco e Oakland (Estado). O desastre foi provocado pelo rombo no casco do cargueiro sul-coreano “Cosco Busan” que se chocou com  a base de uma ponte.

3- Bactérias que se alimentam de óleo
Esta alternatica se caracteriza pela utilização de microrganismos  naturalmente presentes para limpar vazamentos de petróleo. Bactérias que vivem no oceano “comem” o óleo. Conforme artigo publicado no Pesquisa Fapesp, “para certas bactérias, o solo contaminado com esse tipo de poluente pode representar um banquete, uma vez que os microrganismos conseguem usar os resíduos ricos em matéria orgânica como fonte de energia. Essa atividade microbiana, aliás, pode até ser bastante desejável. É que, ao se alimentar, as bactérias degradam os compostos orgânicos e ajudam na limpeza das áreas poluídas”.

4- Turfa e musgo
Uma pequena empresa norueguesa de compostos organicos para o solo de jardins, a Kallak Torvstrøfabrikk, percebeu que a turfa é um  notável  absorvente do óleo. A utilização de uma combinação de cascalho e pedras misturadas com a turfa, gerou resultados satisfatórios por ocasião do vazamento de óleo no acidente com navio-cargueiro panamenho  “Full City”, que encalhou na região de Langesund, na costa da Noruega. Conforme informação disponibilizada pelo Research Council of Norway, a turfa pode ser semeada diretamente sobre o óleo flutuando na água. Ela absorve o óleo em contato com ele. O óleo encapsulado é aprisionado em uma crosta não pegajosa.

5- Pêlos de animais e meias

Em São Francisco a ONG Matter of Trust  tem solicitado a proprietários de cães e gatos e pet shops, a doação de  pelos de animais de estimação. O material acondicionado dentro de  meias-calças, pode ser usado para criar esteiras que são perfeitos para  absorver o óleo.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Referências:

Inhabitat
5 Innovative Solutions That Clean Up Oil Spills

Revista Fapesp

Research Council of Norway
Cleaning up oil with peat moss

BBC
Petroleira usará funil gigante para conter vazamento nos EUA

Estadão
Guarda Costeira apura vazamento de óleo na Baía de San Francisco

causa(s) mortis: entre stress, pesticidas e celulares

Em 2006, pedi que os alunos de design de interfaces fizessem uma pesquisa sobre as causas mortis de colônias de abelhas em vários países e continentes.  Hoje saiu mais uma matéria sobre o assunto na FAZ:  há mais controvérsias sobre causas da ” Colony Collapse Disorder”  do que sobre impactos do fenômeno na economia dos vários países.

http://www.spiegel.de/video/video-17343.html

Jam3media e Transmedia Storytelling

Jam3media é um premiado estúdio que produz trabalhos para novas mídias. Sediado em Toronto e criado por Mark McQuillan, Pablo Vio e Adrian Belina, sua especialidade é desenvolver CGI e efeitos visuais em Flash para sites interativos.

Um exemplo do trabalho do estúdio é a experiência de ficção interativa criada no hotsite Autotopsy (ver vídeo acima) que objetiva promover o seriado canadense “Crash and Burn“.

O visitante do site ajuda a descobrir o culpado de um acidente em que estão envolvidos 5 veículos. Por meio das interfaces disponibilizadas é possível saber o que as pessoas faziam antes do acidente para tentar solucionar o mistério. Continue reading “Jam3media e Transmedia Storytelling”

Favelas Georreferenciadas

Serviços de pesquisa e visualização de ruas e mapas na internet geralmente não abrangem favelas. O projeto Wikimapa coordenou a elaboração de mapas de ruas e vielas de comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro. Os mapas são construídos num sistema colaborativo bottom-up, agregando valor pela participação dos próprios moradores (wiki-repórteres).

Morro Santa Marta Georreferenciado pelo projeto wikimapa
Morro Santa Marta Georeferenciado pelo projeto wikimapa

O projeto piloto envolveu as comunidades do Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Santa Marta, Pavão Pavãozinho e Cidade de Deus. Usando o celulares ou internet os habitantes podem se informar ou enviar informações sobre trajetos ou locais de interesse como escolas, pontos de comércio, hospitais, igrejas, clubes, bares, lan houses entre outros.

As novas formas de apropriação do produzidas, refletem uma relação renovada entre indivíduos e seu entorno intensificando a discussão de questões como a sustentabilidade, tratamento do lixo, a iluminação pública, a precariedade de serviços como correio, fornecimento de água, atendimento médico, a segurança pública em razão das intervenções da polícia pacificadora, a violência e a marginalidade. São discussões que alcançam o campo político e social.

Ao mesmo tempo práticas como esta colaboram na desmistificação destes locais para o observador que vive fora desta comunidades, revelando a perspectiva dos próprios moradores que difere substancialmente da veiculada pelos meios de comunicação em geral. As informações mostram outros aspectos da vida cotidiana deste lugares, fugindo do enfoque centrado apenas no tráfico de drogas ou violência.

Site do projeto:

http://wikimapa.org.br

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

The Ultimate Display (1962)

Segue abaixo um trecho do ensaio “The Ultimate Display” de Ivan Edward Sutherland um dos pioneiros da computação gráfica, criador de um dos primeiros sistemas interativos de desenho por computador, o Sketchpad em 1962, entre outros desenvolvimentos. Esta é uma versão comentada pelo escritor de ficção científica Bruce Sterling (((os comentários estão entre parênteses)).

Sterling faz referências aos desenvolvimentos atuais da tecnologia, por exemplo no campo da realidade virtual, dos games e outras areas, reforçando o caráter visionário do texto. Para ele, “The Ultimate Display” está para realidade aumentada na mesma maneira como o texto classivo “As We May Think” (1945)  de Vannevar Bush está para as redes de computadores.

Leia o texto completo com comentários de Bruce Sterling aqui

[…] We live in a physical world whose properties we have come to know well through long familiarity. We sense an involvement with this physical world which gives us the ability to predict its properties well. For example, we can predict where objects will fall, how well-known shapes look from other angles, and how much force is required to push objects against friction. (((In-world physics.)))

We lack corresponding familiarity with the forces on charged particles, forces in non-uniform fields, the effects of nonprojective geometric transformations, and high-inertia, low friction motion. A display connected to a digital computer gives us a chance to gain familiarity with concepts not realizable in the physical world. It is a looking glass into a mathematical wonderland. (((Virtual reality, MMORPGs, simulators.)))

Computer displays today cover a variety of capabilities. Some have only the fundamental ability to plot dots. (((Dot-matrix.))) Displays being sold now generally have built in line-drawing capability. (((Vector graphics.))) An ability to draw simple curves would be useful. (((NURBS, splines, CAD-CAM.))) Some available displays are able to plot very short line segments in arbitrary directions, to form characters or more complex curves. (((Processing.))) Each of these abilities has a history and a known utility.

It is equally possible for a computer to construct a picture made up of colored areas. Knowlton’s movie language, BEFLIX [1], (((MPEG, AVI, .mov))) is an excellent example of how computers can produce area-filling pictures. No display available commercially today has the ability to present such area-filling pictures for direct human use. It is likely that new display equipment will have area-filling capability. We have much to learn about how to make good use of this new ability.

The most common direct computer input today is the typewriter keyboard. Typewriters are inexpensive, reliable, and produce easily transmitted signals. As more and more on-line systems are used, it is likely that many more typewriter consoles will come into use. Tomorrow’s computer user will interact with a computer through a typewriter. He ought to know how to touch type. (((With his thumbs, on a “typewriter” touchscreen the size of a matchbox.)))

A variety of other manual-input devices are possible. The light pen or RAND Tablet stylus serve a very useful function in pointing to displayed items and in drawing or printing for input to the computer. The possibilities for very smooth interaction with the computer through these devices is only just beginning to be exploited. (((Mouse, trackpad.)))

RAND Corporation has in operation today a debugging tool which recognizes printed changes of register contents, and simple pointing and moving motions for format relocation. Using RAND’s techniques you can change a digit printed on the screen by merely writing what you want on top of it. If you want to move the contents of one displayed register into another, merely point to the first and “drag” it over to the second. (((”Drag and drop.”))) The facility with which such an interaction system lets its user interact with the computer is remarkable.

Knobs and joysticks (((”knobs and joysticks”))) of various kinds serve a useful function in adjusting parameters of some computation going on. For example, adjustment of the viewing angle of a perspective view is conveniently handled through a three-rotation joystick. (((AR-capable mobile with compass, GPS, accelerometer.))) Push buttons with lights are often useful. (((Power button, mobile keypad.))) Syllable voice input should not be ignored. (((Voice recognition.))) […]

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Sociedades de Controle

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Este vídeo é baseado na perspectiva abordada pelo filósofo Gilles Deleuze no texto “Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controle“. O video é produzido pelos professores Gary Hall (School of Art and Design at Coventry), Clare Birchall (University of Kent) e Pete Woodbridge. Continue reading “Sociedades de Controle”

RecyclingDesignpreis 2010

Letreiros de luzes de neón em desuso se transformam numa bela luminária, monitores usados viram um elegante fruteira, um conjunto de petecas passa a ser um um interessante abajur sutentado por raquetes.

Trabalhos como esses, fazem parte do RecyclingDesignpreises, que organiza uma exposição na cidade Dessau apresentando os projetos premiados em 2009. Trata-se de uma competição que convidou artistas e designers a explorar materiais em desuso dando um novo sentido as “coisas descartadas” e tornando-as utilizáveis.

Para a edição 2010, professores e estudantes de design da Alemanha e do exterior podem enviar seus projetos em inglês ou alemão até agosto de 2010.

Mais instruções:
http://www.recyclingboerse.org/index.php/Designpreis2010/

Colaborou: Francisco Arlindo Alves