Robos imprimíveis e automontáveis inspirados em origami

Pesquisadores do MIT trabalham no desenvolvimento de robôs a partir de peças planas produzidas por impressoras 3-D que se dobram quando aquecidas. A tecnologia permite a montagem automatizada em configurações tridimensionais pré-determinadas.

A técnica se baseia na sobreposição de uma folha de PVC entre duas películas de um poliéster rígido crivadas com fendas de larguras diferentes. O calor faz com que a camada do meio se contraia, forçando a folha a se dobrar em ângulos diferentes, conforme a largura do sulco.

O desafio dos pesquisadores é aperfeiçoar o controle sobre a configuração final. A complexidade deste processo está relacionada ao fato de que as dobras  do material ocorrem de modo  simultâneo, influenciando seus ângulos mutuamente. Neste sentido, as folhas são projetadas com vincos impressos ou criados por corte a laser, com base em cálculos matemáticos efetuados por um programa de computador com o objetivo de gerar com exatidão as formas que os pesquisadores querem produzir.

A pesquisa é liderada por Daniela Rus, que se baseou em trabalhos anteriores realizados por Erik Demaine, professor de ciência da computação e engenharia no MIT. Demaine pesquisou adaptação de técnicas de origami para criação de robôs reconfiguráveis. Como parte do projeto, estão sendo desenvolvidos componentes elétricos auto dobráveis, tais como sensores, atuadores e resistores para ajudar a trazer essas máquinas para a vida.

A ideia é fornecer ferramentas de design para que indivíduos que não são especialistas consigam construir suas próprias máquinas de modo mais fácil e barato.

Referências

The Kurzweil Accelerating Intelligence
Self-assembling printable robotic components

MIT News
Bake your own robot

Newscientist
High-tech origami folds itself when heat is on por Aviva Rutkin

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Submissão de trabalhos: ARQDOC 2014

Até 28 de julho de 2014 podem ser efetuadas submissões de trabalhos (artigo completo ou pôster) para o ARQDOC 2014, evento que acontece de 5 a 7 de novembro na cidade de João Pessoa.

arqdoc

O evento científico, conforme seus divulgado pelos organizadores “trata dos mecanismos de documentação digital e ou informatizada, para a geração de informações com vistas ao desenvolvimento de novo conhecimento para intervenção e conservação do patrimônio arquitetônico e urbano, segundo três eixos principais:

-Documentação.
-Intervenção.
-Ensino e aprendizagem.

Mais informações no site do evento

Apicultura Urbana, design e tecnologia abertas

apicultura-urbana-medialab-prado
“Voltar a encher as urbes de flores e abelhas” é o que propõe o projeto Miel de Barrio criado em Madrid.

Seus participantes formam um grupo colaborativo sobre Apicultura Urbana apoiado em iniciativas DIY (Do It Yourself) visando elaborar colmeias “opensource”. A ideia é associar tecnologia abertas, arte, design e sustentabilidade.
O grupo conduz uma série de workshops em maio e junho de 2014 no Foodlab, espaço vinculado ao Medialab Prado que promove iniciativas com objetivo de discutir questões sobre alimentação, tecnologia e sociedade.

Além das atividades realizadas pelo Miel de Barrio, será apresentada uma workshop sobre a Apilink.net, uma plataforma de monitoração permanente de colmeias por meio de diferentes tipos de sensores. Seu funcionamento consiste na coleta automatizada de informações armazenadas num banco de dados que ao ser analisado possibilita identificar padrões fenológicos das colônias. Os resultados das análises fornecem subsídios para planejar o design de ferramentas no intuito de reduzir custos e aumentar a produtividade.

Os projetos abordados neste e no post anterior, demonstram uma tendência de buscar a reflexão sobre problemas das cidades a partir da junção de várias perspectivas, que neste exemplos que vão desde a economia sustentável até a arte contemporânea, com uso de metodologias abertas e participativas como open-source, open-hardware (arduino).

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Foodlab Medialab-prado
Miel de Barrio: Apicultura Urbana DIY

Miel de Barrio
Presentación de Apilink: Un proyecto de monitorización de datos para colmenas por Tina Paterson

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, repensando as cidades

Proibida em várias cidades do mundo até recentemente, a apicultura urbana é uma tendência que ganha força entre os habitantes de Hong Kong, Madrid, Londres, Maastricht, entre outros locais.
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fonte: beecollective.wordpress.com
A prática ressurge na esteira do crescimento de iniciativas que repensam o funcionamento das cidades em vários países. Proposições inovadoras e criativas para o espaço urbano tem envolvido temas como a agricultura urbana, street food, energia sustentável, hardware open source, engenharia, design, e empreendedorismo social, e vários outros abordados aqui.

Com relação a apicultura urbana, telhados de edifícios públicos, hotéis, ambientes comunitários e residências se tornam espaços para produção de mel e derivados por meio da junção de competências de técnicos, artistas, designers e outros profissionais, junto aos cidadãos interessados.
 
Na cidade de Maastricht (Holanda) um grupo chamado Bee Collective formado por apicultores e designers elaborou um sistema chamado Sky Hive Solar que consiste numa torre que eleva as colmeias usando um motor elétrico alimentado por energia solar. O dispositivo foi apresentado na Semana de Design de Milão de 2014, e recebeu certificação para ser utilizado em espaços públicos em toda a Europa.

Em Londres, outro grupo denominado Bee-Collective lançou um serviço de processamento de mel para os apicultores urbanos. Na loja “Honey House” são extraidas, engarrafadas e rotuladas toneladas de mel produzidas por apicultores de toda a cidade. Mediante um taxa pelos serviços prestados, o grupo financia treinamentos em apicultura, desenvolve uma estratégia de plantio de árvores e projetos de infraestrutura verdes para acolher abelhas. Conforme o Guardian, a apicultura urbana atingiu níveis sem precedentes na cidade nos últimos cinco anos. Estima-se que existam 5.000 apicultores, cada um com uma média de três colmeias, segundo associações do setor.

Em Hong Kong, o artista Michael Leung reuniu apicultores, designers, fotógrafos, e outros artistas, para criar um grupo que já distribuiu 11 colmeias urbanas pela cidade. O Hong Kong Honey,  segue a tradição chinesa, seus participantes não usam roupas de proteção, nem fumegadores.

Muitos destas iniciativas conectam conhecimentos de apicultura, com metodologias colaborativas e participativas. Inovações no campo da eletrônica e fabricação digital e tecnologias abertas de open-source e open-hardware também são utilizadas. Com esta perspectiva, foi criado em Madrid, o projeto Miel de Barrio com apoio do Foodlab, laboratório vinculado ao Medialab Prado que fomenta a inovação no âmbito alimentação, tecnologia e sociedade. Este projeto será abordado no próximo post.

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Brasil247
Abelhas urbanas – Colmeias voltam às cidades

BBC
Apicultura urbana se populariza em ‘selva de pedra’ de Hong Kong

Bee Collective
Sky Hive por Robin van Hontem

The Guardian – Environment blog
Can a honey-processing service unite urban beekeepers?

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Projeção animada interativa cria “tapetes mágicos” em Catedral em Marrocos

Uma projeção animada interativa criada pelo designer francês Miguel Chevalier transformou os corredores da Catedral do Sagrado Coração, em Casablanca (Marrocos), numa experiência que mistura música e tecnologia em meio a mosaicos multicoloridos.

Projetado em estilo neo-gótico nos anos 30 pelo arquiteto francês Paul Tournon, o local encerrou suas atividades religiosas em 1956 e passou a funcionar como um centro cultural.

A obra criada por Chevalier para o espaço remete à tradição da arte islâmica, em particular o mosaico e os tapetes. Os desenhos se modificam conforme os visitantes seguem numa direção ou alteram suas trajetórias. Os movimentos de luz são sincronizados com sons que compõem uma atmosfera musical criada por Michel Redolfi.  O trabalho foi exibido no local durante o mês de abril de 2014.
Referências:

The creators project
Interactive Light Display Turns Floor Of Moroccan Church Into “Magic Carpets” por Emerson Rosenthal

INHABITAT
Miguel Chevalier Transforms a Former Church Into a Colorful Pixelated Setting for a ‘Magic Carpet’ Ride por Lidija Grozdanic

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Chamada de trabalhos: Computer Art Congress

Até 12 de maio de 2014 estão abertas as inscrições de trabalhos para quarta edição do CAC – Computer Art Congress que acontece em setembro no Rio de Janeiro.

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Com uma programação que prevê debates, palestras, e workshops, o evento é organizado com a colaboração do NANO LAB núcleo laboratorial da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) para pesquisa em artes, hibridação e biotelemática, e apoio do Programa de Graduação em Artes Visuais, da URFJ.

Os conceitos fundamentais desta edição envolvem os seguintes temas:

Computer art & design for children.
Computer art & design for visually impaired.
Computer art & design for audio impaired.
Computer art & design for motor impaired.

Mais informações no site do evento

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Vinyl Terror & Horror: Paisagens sonoras a partir da desconstrução dos discos de vinil

Vinyl Terror & Horror é um projeto que produz paisagens sonoras surpreendentes ao hackear pick-ups, subverter, danificar e destruir discos de vinil.

Fonte:http://thump.vice.com/ Fonte:http://thump.vice.com

As musicistas dinamarquesas Camilla Sørensen e Greta Christensen (radicadas em Berlim) desenvolveram a ideia em 2001. Segundo elas, o conceito surgiu a partir de uma prática visual e escultural que inspirou a desconstrução e rearranjo dos toca-discos e da mídia vinil em todas as formas imagináveis.

O nome Vinyl Terror & Horror resulta da natureza inquietante e caótica dos sons produzidos, com um alto nível de tolerância para possíveis “desastres” ou “acidentes”. Multiplas camadas sonoras são executadas ao mesmo tempo a partir de discos desgastados ou mesmo riscados propositalmente. As composições incorporam a ocasional quebra de agulhas, empurrões feitos de “forma desrespeitosa” nas pick-ups, ou objetos jogados que viram obstáculos para agulha como vidros quebrados ou pedaços de outros discos. Também são utilizados dispositivos de corte de precisão para fazer com que os registros se transformem literalmente num quebra-cabeças .
Na perspectiva do projeto, a composição e o improviso musical geram uma narrativa abstrata que remete o ouvinte a diferentes situações e estados mentais.

Sobre o aspecto visual, Sørensen e Christensen afirmam que muitas vezes as ideias para sons se originam de uma escultura, e às vezes é o contrário.

Referências:

Thump
Vinyl Terror and Horror Are Making The Art of DJing Seriously Weird por Daniel Montesinos-Donaghy

Dangerous Minds
Vinyl terror and horror’s jaw-dropping record manipulations por Ron Kretsch

Contraversao
Hackeando toca-discos para ouvir a música sinistra por Raphal Fernandes

Audition Records
Vinyl Terror & Horror : Deconstructed turntables and cut-up records (entrevista)

Via Neural Magazine

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

IOGraphica: representação visual dos movimentos do mouse

IOGraphica é um aplicativo que transforma os movimentos do mouse em representações visuais interessantes.


Enquanto o usuário desenvolve suas tarefas cotidianas no computador, com o programa aberto em segundo plano são registrados todos os movimentos do mouse gerando uma peça gráfica. Sempre que o mouse fica imóvel o aplicativo cria um círculo que tem o tamanho proporcional à duração de tempo de inatividade.

3 hours in Photoshop
3 hours in Photoshop

Criado pelos designers russos Anatoly Zenkov e Andrey Shipilov, o programa gera um mapeamento da utilização do mouse que pode ajudar a entender melhor como os  indivíduos usam seus computadores.
Outro designer Jonay OUrbina (País Basco) realizou um vídeo (publicado acima) que registra sua rotina diária de trabalho por meio do aplicativo no decorrer de um ano.

O IOGraphica é gratuito, de fácil utilização e pode ser baixado no site do programa.
Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Chamada de trabalhos: ANIMASIVO 2014

Até 15 de junho de 2014, curtas de animação em qualquer técnica podem ser inscritos no concurso internacional promovido pelo fórum de animação contemporânea ANIMASIVO 2014 na Cidade do México.

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A pergunta “¿Crees que estás viendo lo mismo que yo?” é o foco principal desta edição, e faz referência à capacidade da imagem animada para subverter, reinventar e explorar estéticas, imaginários e estilos narrativos.

Os trabalhos não poderão exceder 10 minutos de duracão, e devem ser enviados para o e-mail concurso@animasivo.net (em formato .mp4 ou mov., sempre e cuando no superem 100MB). O assunto da mensagem deve ser o título do trabalho.

Desde 2008 o fórum se dedica ao universo das animações experimentais e de autor, sendo uma das principais plataformas deste gênero na América Latina.

Mais informações no site do ANIMASIVO.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

#ArenaNETmundial ParticipaBR discute a liberdade na internet

De 22 a 24 de abril de 2014  acontece o #ArenaNETmundial ParticipaBR com debates, oficinas e apresentações musicais ligadas à cultura digital tendo como foco iniciativas para uma internet livre, colaborativa, democrática e plural.

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Realizado no Centro Cultural São PaulO, o evento conta com a participação de Gilberto Gil, Demi Getschko, Frank William La Rue, Alessandro Molon, Manuel Castells, Tim Berners-Lee, e Fabio Malini.

O #ArenaNETmundial ParticipaBR ocorre simultaneamente ao Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet (NETmundial).

Conforme os organizadores serão discutidos “os princípios da governança da internet” e a “a sociedade civil poderá participar com suas ideias, que depois serão organizadas em uma Carta Proposta para os coordenadores do NETmundial“.

Mais informações sobre a programação no site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Começa a CryptoRave, com 24 horas de oficinas, exposições, debates e palestras

Hoje, 19hs, 11 de abril de 2014, começa a CryptoRave, uma maratona de 24 horas de atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede.
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O evento acontece Centro Cultural De São Paulo, e abrange oficinas, exposições, debates e palestras visando popularizar e difundir conceitos visando possibilitar que as pessoas comuns tenham “condições de defender sua privacidade e proteger suas informações”. Entre os variados temas que serão abordados estão o jornalismo investigativo, espionagem, cyberguerras, biometria, criptomoedas, liberdade na rede, neutralidade da rede, criptografia para mulheres, e os direitos do consumidor na internet.

O conjunto de convidados abrange pesquisadores, ativistas e jornalistas como Klaus Wuestefeld, Jorge Stolfi (UNICAMP), Bob Fernandes (jornalista), Natália Viana (Agência Pública), Sérgio Amadeu (UFABC), Bruna Provazi e Jérémmie Zimmermann (La Quadrature du Net), e muitos outros.

Conforme divulgado pelos organizadores, a CryptoRave segue a lógica das cryptoparties eventos que ocorrem em diversos países e “fazem parte de um esforço global de popularizar o uso de ferramentas de criptografia para ampliar a segurança das pessoas que se comunicam nas redes digitais”.

As atividades ocorrem no Piso Caio Graco do Centro Cultural De São Paulo e a participação é aberta mediante inscrição online gratuita.

Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Projeto promove a agricultura urbana em estações de trem em Tóquio

Soradofarm é um projeto que consiste na criação de hortas e jardins nos terraços de cinco estações de trem em regiões da cidade de Tóquio.

Na esteira de projetos de agricultura urbana desenvolvidos em várias cidades do mundo, Soradofarm foi elaborado a partir de uma colaboração entre a empresa de transporte ferroviário East Japan Railway,  e a Ekipara, companhia do setor de entretenimento.
O espaço para cultivo é dividido em pequenas áreas de três metros quadrados, que podem ser alugadas por qualquer pessoa, mesmo sem conhecimentos de agricultura. São fornecidas ferramentas e instruções sobre o cultivo.

A ideia é repensar estes locais ociosos transformando-os em espaços produtivos em que as pessoas podem exercitar e desenvolver habilidades agrícolas enquanto esperam o seu transporte. Ao mesmo tempo, é possível produzir alimentos de qualidade, reduzir o estresse de viagem, e aproveitar o tempo de espera de modo mais interessante.

 

Referências:

Food Politic
Put a Farm on It! por Dove K. Danovich

Architizer
Train Station Rooftop Farms Let Commuters Grow Fruits and Veggies on the Go por James Bartolacci

THE POP-UP CITY
Japanese Commuters Grow Veggies On Train Station Rooftops por Joop de Boer

THE POP-UP CITY
Top 5 Of The Greatest Urban Rooftop Farms por Joop de Boer

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Selfiecity: análise de autorretratos em cinco cidades do mundo

Selfiecity é um projeto que investiga o fenômeno dos selfies, os autorretratos produzidos com celulares ou câmeras digitais que se popularizam nas redes sociais da internet.

Selfie” foi considerada a palavra do ano em 2013 pelo dicionário Oxford. A prática se espalhou pelo mundo, e a ideia do projeto é refletir sobre a demografia dos indivíduos que publicam selfies, suas poses e expressões, tendo por base cinco grandes cidades do mundo: São Paulo, Moscou, Nova York, Berlim e Bangkok.

Englobando vários métodos teóricos, artísticos e quantitativos, a equipe de Selfiecity tem a participação dos pesquisadores Lev Manovich, Mehdad Yazdani, Dominikus Baur e Moritz Stefaner.

Uma plataforma interativa online permite navegar num conjunto de 3.200 fotos. São disponibilizadas visualizações em formatos de rich media que reúnem milhares de fotos com objetivo de apresentar padrões interessantes que podem ser relacionados a outras informações, como idade e gênero, por exemplo.

Se propõe a produção de ensaios teóricos visando discutir o fenômeno a partir de perspectivas como a da história da fotografia, a função das imagens nas mídias sociais, e dos métodos para analisar conjuntos de dados.

Referências:

Software Studies Initiative
Gender, age, and ambiguity of selfies on Instagram por Mehrdad Yazdani

Olhar Digital
‘Selfie’ é eleita a palavra do ano pelo dicionário Oxford

Well-Formed Data
Selfiecity

HuffingtonPost.com
Your Hot Selfie Reveals All por Mark Morford

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Encontro online discute o presente e o futuro dos Recursos Educacionais Abertos (REA)

No dia 15 de março de 2014, no horário das 11h às 12h30, a educação aberta e Recursos Educacionais Abertos (REA) são discutidos em encontro online: “Presente e Futuro – Planejando os próximos 5 anos: encontro da comunidade brasileira REA.br“.

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O evento ocorre em comemoração à Open Education Week (Semana de Educação Aberta), evento internacional que discute a Educação Aberta.

Recursos Educacionais Abertos conforme descrição da UNESCO “são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros”.

A Comunidade REA-Brasil é composta por “educadores, cientistas, engenheiros, profissionais de TICs, advogados, e toda e qualquer pessoa que acredita em educação aberta e recursos educacionais abertos visando a construção de uma educação mais democrática, inclusiva e mais próxima a cultura colaborativa da Internet”, em definição do site REA.br.

A moderação do encontro é de Débora Sebriam e Priscila Gonsales (Instituto Educadigital/REA.br).

Participam do debate Oona Castro e Luiz Augusto (Wikimedia Community User Group Brasil), Jamila Venturine (USP), Romero Tori e Rodrigo Filev (USP e eMundo), Rafael Pezzi (UFRG e OKF-Br) e Marcelo Akira (UFG e membro comunidade REA.br).

Conforme divulgado pela organização “apresentadores também vão falar sobre o projeto de mapeamento de REA no Brasil e América Latina”. Serão exploradas “parcerias e compartilhar informações sobre os projetos atuais e nossos sonhos para progredir com REA no Brasil. Um relatório dessa discussão será posteriormente publicado no site do REA.br“.

O encontro ocorre via ferramenta Hangout do Google (o link será disponibilizado às 10h40).
As informações sobre como participar estão em página do rea.net.br

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Fórum sobre Educação Aberta permite participação online e gratuita

Está aberto para participação online e gratuita o fórum para discutir o tema: “Rumo à Educação Aberta no Brasil com REA e EAD: oportunidades e desafios na educação básica“.

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O Fórum compõe parte da programação do Open Education Week 2014, evento internacional que ocorre de 10 a 15 de março de 2014, e busca aumentar a consciência do movimento de educação aberta. A moderação da discussão é de Paula Ugalde (Telecentro Info.com – RS), Cláudio Kirner (Universidade Federal de Itajubá – MG), Cristiana Mattos Assumpção (Colégio Bandeirantes – SP) e Francisco Velasquez (Secretaria Municipal de Educação do RJ).

A Educação Aberta constitui um tema de grande importância nas discussões sobre educação no contexto internacional. Suas práticas visam ampliar as oportunidades de acesso ao conhecimento por meio de recursos educacionais abertos, tanto por meio de plataformas tecnológicas que permitem a intercomunicação, acesso e inovação, como por meio de instrumentos legais (licenças abertas) que garantem a liberdade para compartilhar reutilizar e modificar materiais. Desta forma é possível combinar recursos para construir coisas novas, ampliando as possibilidades para alunos e educadores em todo o mundo.

Dica da Paula Ugalde

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Improvisation Machine de Annika Frye

Improvisation machine (máquina de improvisação) é um mecanismo configurável de produção experimental que visa favorecer a variação de formas ao invés da repetição da fabricação em série.

Um dos destaques da exposição Adhocracy (já comentada anteriormente neste blog), o sistema construído pela designer alemão Annika Frye permite a produção de itens únicos por meio de uma máquina de rotomoldagem movimentada através de uma simples furadeira sem fio.

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As peças são criadas a partir de um molde preenchido com um material feito de gesso-polímero molhado. Suspensos numa armação feita de tiras de tecido, os moldes são rotacionados pela máquina ao se acionar a furadeira num encaixe específico. Com o movimento o material se espalha ao mesmo tempo em que seca e se fixa no molde. O material é um gesso especial que endurece dentro de pouco tempo (30 minutos) e se assemelha à cerâmica com a vantagem de ser mais leve.

Improvisation_Machine

Depois da secagem, os objetos são lixados a partir do exterior, e seu interior é coberto com verniz. Alguns são cortados com uma serra, a fim de criar um recipiente ou um vaso. Desta forma, a parte superior e a parte inferior de um vaso, recipiente ou prato pode ser produzidas dentro de um molde único. Os moldes de plástico são criados a partir de uma folha plana, que ao ser dobrada produz formas geométricas simples, adaptando uma rede baseada em octógonos tesselados, permitindo que o padrão possa ser facilmente alterado.

Com características que remetem a cultura DIY e ao open design, Improvisation machine se contrapõe a uniformização dos produtos ao incorporar a espontaneidade e a imprevisibilidade no processo de produção em série.

Referências:

Dezeen
Improvisation Machine by Annika Frye

Share Design
Annika Frye’s ‘Improvisation Machine’

Annika Frye
The improvisation machine

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Prix Ars Electronica prorroga inscrições até 19 de março

Até o dia 19 de marco de 2014, projetos criativos que explorem as interligações entre arte, tecnologia e sociedade podem ser apresentados para concorrer ao  Prix Ars Electronica.

O prêmio é um dos mais importantes no campo da mídia digital no mundo. Nesta edição os trabalhos podem ser submetidos nas seguintes categorias:
• Computer Animation / Film / VFX
• Interactive Art
• Digital Communities
• u19 – CREATE YOUR WORLD
• [the next idea] voestalpine Art and Technology Grant
• Visionary Pioneers of Media Art

Mais informações no site do evento
http://www.aec.at/prix/en/

Inscrições abertas para programa de residências artísticas em Paris

Até o dia 9 de março de 2013, estão abertas inscrições para o programa de residências artísticas em Paris promovido pela Embaixada da França.

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Denominado como programa de residências na “Cidade internacional das artes”, a iniciativa vai oferecer passagem aérea e uma bolsa de 3.000 euros, além dos os custos de aluguel de um ateliê/residência com espaço de aproximadamente 40m², no bairro de Marais em Paris. A duração é de 3 meses consecutivos, no segundo semestre de 2014.

Os projetos para residências devem abranger as seguintes áreas: arquitetura, paisagem, urbanismo, intervenção urbana, circo e marionetes, artes plásticas, dança, performance e teatro

As inscrições devem ser realizadas junto à Embaixada da França no Brasil, através do e-mail scacbrasilia@gmail.com.

Informações mais detalhadas podem ser encontradas no site da FUNARTE.

Via Catraca Livre

Dica de Suzana Moraes

Impressora 3D constrói casa de 2.500 pés quadrados em 20 horas

Impressora 3D criada por pesquisadores na Califórnia tem capacidade para construir uma casa de 2.500 pés quadrados (aproximadamente 232 metros quadrados) em 20 horas.

Desde 2008, uma equipe liderada pelo Professor Behrokh Khoshnevis da Universidade do Sul da Califórnia, elabora pesquisa sobre uma nova tecnologia de fabricação em camadas chamada Contour Crafting.

A tecnologia não utiliza termoplásticos (material normalmente adotado em impressões 3D), mas camadas de concreto sobrepostas depositadas por meio de um bico suspenso por um guindaste pórtico, com movimentos controlados por computador.

Podem ser construídas paredes retas,curvas, ou estruturas em forma de cúpula ou domus.

Entre os usos previstos, os pesquisadores propõem que este tipo de construção, por ser mais barata, rápida e eficiente, pode ajudar a substituir habitações precárias que contribuem para o aumento de doenças em regiões pobres ou em áreas destruídas por desastres naturais.
Também está sendo estudada a utilização em colônias fora do planeta como a Lua ou Marte para construção de edifícios, estradas, cabides e habitats para o ser humano.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Referências:

Mashable
The Answer to Affordable Housing Could Lie Within a 3D Printer por Alex Magdaleno

Huffington Post
This 3D Printer, Capable Of Building A House In A Day, Could Change Construction Forever por Kathleen Miles

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Chamada de trabalhos: design processes

Até 18 de fevereiro de 2014, trabalhos relacionados ao tema “design processes” podem ser enviados em formato de resumo pelos interessados em participar da 5 ª edição da STS Italia Conference será realizada em Milão, Itália, de 12  a 14 de junho 2014.STS ITALIA

O evento é centrado em diversos aspectos do estudo social dos processos de inovação, tecnologia, ciência e design. A organização é da Società Italiana di Studi sulla Scienza e la Tecnologia em colaboração o Politecnico di Milano Doctoral School in Design.

Para esta edição estão confirmadas as presenças dos palestrantes: Kjetil Fallan (Universidade de Oslo), Sheila Jasanoff (Universidade de Harvard), Elizabeth Shove (Universidade de Lancaster) e Charis Thompson (London School of Economics).

Para efetuar as submissões e obter mais informações é preciso acessar o site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves