Submissão de trabalhos: ARQDOC 2014

Até 28 de julho de 2014 podem ser efetuadas submissões de trabalhos (artigo completo ou pôster) para o ARQDOC 2014, evento que acontece de 5 a 7 de novembro na cidade de João Pessoa.

arqdoc

O evento científico, conforme seus divulgado pelos organizadores “trata dos mecanismos de documentação digital e ou informatizada, para a geração de informações com vistas ao desenvolvimento de novo conhecimento para intervenção e conservação do patrimônio arquitetônico e urbano, segundo três eixos principais:

-Documentação.
-Intervenção.
-Ensino e aprendizagem.

Mais informações no site do evento

Apicultura Urbana, design e tecnologia abertas

apicultura-urbana-medialab-prado
“Voltar a encher as urbes de flores e abelhas” é o que propõe o projeto Miel de Barrio criado em Madrid.

Seus participantes formam um grupo colaborativo sobre Apicultura Urbana apoiado em iniciativas DIY (Do It Yourself) visando elaborar colmeias “opensource”. A ideia é associar tecnologia abertas, arte, design e sustentabilidade.
O grupo conduz uma série de workshops em maio e junho de 2014 no Foodlab, espaço vinculado ao Medialab Prado que promove iniciativas com objetivo de discutir questões sobre alimentação, tecnologia e sociedade.

Além das atividades realizadas pelo Miel de Barrio, será apresentada uma workshop sobre a Apilink.net, uma plataforma de monitoração permanente de colmeias por meio de diferentes tipos de sensores. Seu funcionamento consiste na coleta automatizada de informações armazenadas num banco de dados que ao ser analisado possibilita identificar padrões fenológicos das colônias. Os resultados das análises fornecem subsídios para planejar o design de ferramentas no intuito de reduzir custos e aumentar a produtividade.

Os projetos abordados neste e no post anterior, demonstram uma tendência de buscar a reflexão sobre problemas das cidades a partir da junção de várias perspectivas, que neste exemplos que vão desde a economia sustentável até a arte contemporânea, com uso de metodologias abertas e participativas como open-source, open-hardware (arduino).

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Foodlab Medialab-prado
Miel de Barrio: Apicultura Urbana DIY

Miel de Barrio
Presentación de Apilink: Un proyecto de monitorización de datos para colmenas por Tina Paterson

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, repensando as cidades

Proibida em várias cidades do mundo até recentemente, a apicultura urbana é uma tendência que ganha força entre os habitantes de Hong Kong, Madrid, Londres, Maastricht, entre outros locais.
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fonte: beecollective.wordpress.com
A prática ressurge na esteira do crescimento de iniciativas que repensam o funcionamento das cidades em vários países. Proposições inovadoras e criativas para o espaço urbano tem envolvido temas como a agricultura urbana, street food, energia sustentável, hardware open source, engenharia, design, e empreendedorismo social, e vários outros abordados aqui.

Com relação a apicultura urbana, telhados de edifícios públicos, hotéis, ambientes comunitários e residências se tornam espaços para produção de mel e derivados por meio da junção de competências de técnicos, artistas, designers e outros profissionais, junto aos cidadãos interessados.
 
Na cidade de Maastricht (Holanda) um grupo chamado Bee Collective formado por apicultores e designers elaborou um sistema chamado Sky Hive Solar que consiste numa torre que eleva as colmeias usando um motor elétrico alimentado por energia solar. O dispositivo foi apresentado na Semana de Design de Milão de 2014, e recebeu certificação para ser utilizado em espaços públicos em toda a Europa.

Em Londres, outro grupo denominado Bee-Collective lançou um serviço de processamento de mel para os apicultores urbanos. Na loja “Honey House” são extraidas, engarrafadas e rotuladas toneladas de mel produzidas por apicultores de toda a cidade. Mediante um taxa pelos serviços prestados, o grupo financia treinamentos em apicultura, desenvolve uma estratégia de plantio de árvores e projetos de infraestrutura verdes para acolher abelhas. Conforme o Guardian, a apicultura urbana atingiu níveis sem precedentes na cidade nos últimos cinco anos. Estima-se que existam 5.000 apicultores, cada um com uma média de três colmeias, segundo associações do setor.

Em Hong Kong, o artista Michael Leung reuniu apicultores, designers, fotógrafos, e outros artistas, para criar um grupo que já distribuiu 11 colmeias urbanas pela cidade. O Hong Kong Honey,  segue a tradição chinesa, seus participantes não usam roupas de proteção, nem fumegadores.

Muitos destas iniciativas conectam conhecimentos de apicultura, com metodologias colaborativas e participativas. Inovações no campo da eletrônica e fabricação digital e tecnologias abertas de open-source e open-hardware também são utilizadas. Com esta perspectiva, foi criado em Madrid, o projeto Miel de Barrio com apoio do Foodlab, laboratório vinculado ao Medialab Prado que fomenta a inovação no âmbito alimentação, tecnologia e sociedade. Este projeto será abordado no próximo post.

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Brasil247
Abelhas urbanas – Colmeias voltam às cidades

BBC
Apicultura urbana se populariza em ‘selva de pedra’ de Hong Kong

Bee Collective
Sky Hive por Robin van Hontem

The Guardian – Environment blog
Can a honey-processing service unite urban beekeepers?

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Vinyl Terror & Horror: Paisagens sonoras a partir da desconstrução dos discos de vinil

Vinyl Terror & Horror é um projeto que produz paisagens sonoras surpreendentes ao hackear pick-ups, subverter, danificar e destruir discos de vinil.

Fonte:http://thump.vice.com/ Fonte:http://thump.vice.com

As musicistas dinamarquesas Camilla Sørensen e Greta Christensen (radicadas em Berlim) desenvolveram a ideia em 2001. Segundo elas, o conceito surgiu a partir de uma prática visual e escultural que inspirou a desconstrução e rearranjo dos toca-discos e da mídia vinil em todas as formas imagináveis.

O nome Vinyl Terror & Horror resulta da natureza inquietante e caótica dos sons produzidos, com um alto nível de tolerância para possíveis “desastres” ou “acidentes”. Multiplas camadas sonoras são executadas ao mesmo tempo a partir de discos desgastados ou mesmo riscados propositalmente. As composições incorporam a ocasional quebra de agulhas, empurrões feitos de “forma desrespeitosa” nas pick-ups, ou objetos jogados que viram obstáculos para agulha como vidros quebrados ou pedaços de outros discos. Também são utilizados dispositivos de corte de precisão para fazer com que os registros se transformem literalmente num quebra-cabeças .
Na perspectiva do projeto, a composição e o improviso musical geram uma narrativa abstrata que remete o ouvinte a diferentes situações e estados mentais.

Sobre o aspecto visual, Sørensen e Christensen afirmam que muitas vezes as ideias para sons se originam de uma escultura, e às vezes é o contrário.

Referências:

Thump
Vinyl Terror and Horror Are Making The Art of DJing Seriously Weird por Daniel Montesinos-Donaghy

Dangerous Minds
Vinyl terror and horror’s jaw-dropping record manipulations por Ron Kretsch

Contraversao
Hackeando toca-discos para ouvir a música sinistra por Raphal Fernandes

Audition Records
Vinyl Terror & Horror : Deconstructed turntables and cut-up records (entrevista)

Via Neural Magazine

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Impressora 3D constrói casa de 2.500 pés quadrados em 20 horas

Impressora 3D criada por pesquisadores na Califórnia tem capacidade para construir uma casa de 2.500 pés quadrados (aproximadamente 232 metros quadrados) em 20 horas.

Desde 2008, uma equipe liderada pelo Professor Behrokh Khoshnevis da Universidade do Sul da Califórnia, elabora pesquisa sobre uma nova tecnologia de fabricação em camadas chamada Contour Crafting.

A tecnologia não utiliza termoplásticos (material normalmente adotado em impressões 3D), mas camadas de concreto sobrepostas depositadas por meio de um bico suspenso por um guindaste pórtico, com movimentos controlados por computador.

Podem ser construídas paredes retas,curvas, ou estruturas em forma de cúpula ou domus.

Entre os usos previstos, os pesquisadores propõem que este tipo de construção, por ser mais barata, rápida e eficiente, pode ajudar a substituir habitações precárias que contribuem para o aumento de doenças em regiões pobres ou em áreas destruídas por desastres naturais.
Também está sendo estudada a utilização em colônias fora do planeta como a Lua ou Marte para construção de edifícios, estradas, cabides e habitats para o ser humano.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Referências:

Mashable
The Answer to Affordable Housing Could Lie Within a 3D Printer por Alex Magdaleno

Huffington Post
This 3D Printer, Capable Of Building A House In A Day, Could Change Construction Forever por Kathleen Miles

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Exposição Adhocracy discute a nova revolução industrial

Adhocracy” é uma das exposições que se destacam por explorar a chamada “nova revolução industrial” e a transformação radical do design e dos processos de fabricação por meio de inovações como a impressão 3D, sistemas de software abertos e redes distribuídas.

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Com curadoria de Joseph Grima, a exposição foi apresentada originalmente na Bienal de Design em Istambul (2012) e posteriormente em Nova York (03/2013). Em Londres (09 e 10/2013) foi adaptada por Thomas Ermacora para ocupar os espaços da Galeria Limewharf, compondo parte da programação do London Design Festival 2013.

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O termo “Adhocracy” (utilizado pelo futurólogo Alvin Toffler), foi escolhido pelos organizadores por significar “uma organização sem estrutura que é utilizada para resolver problemas em oposição a uma burocracia”. Com obras originais da África, Europa e Américas “Adhocracy” representa a vanguarda da ecologia de fabricação digital, questionando a própria definição de design.

Conforme Joseph Grima (em tradução livre) o mundo das pessoas que fazem as coisas está em convulsão. O exponencial crescimento de redes de comunicações globais para protótipos digitais de baixo custo transforma radicalmente a vida cotidiana, o que sugere uma nova revolução industrial. Se a última revolução era sobre fazer objetos perfeitos, milhões deles, absolutamente idênticos, esta é sobre fazer apenas um, ou alguns. Seu nascedouro não é a fábrica, mas a oficina, e sua tábua de salvação é a rede.

Em consonância com a perspectiva defendida por Grima, “Adhocracy” propõe que a expressão máxima do design seja cada vez menos um “objeto fechado”, para ao invés disso se transformar no processo em si. Este deslocamento é favorecido pela ativação de sistemas abertos, ferramentas que moldam a sociedade permitindo a auto-organização em plataformas de colaboração que subvertem a competição capitalista, e fortalecem as redes de produção.

O conteúdo da exposição é heterogêneo e com uma abrangencia ampla, abarcando desde a inovação médica à crítica cultural e política, de design de móveis até fabricação de armas. Alguns dos trabalhos e artistas que compõe “Adhocracy” serão destacados e comentados nos próximos posts.

Referências:
Londonist
Adhocracy: Hacking The Design Process In Hackney

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A revolução D.I.Y. das impressoras 3D e fabricação digital na arquitetura, arte e design

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“Autoretrato” Richard Dupont (2008) | Fonte: Mad Museum

Até julho de 2014, o Museum of Arts and Design (MAD) de Nova York promove uma grande exposição que apresenta as possibilidades criativas proporcionadas pelos novos métodos de fabricação digital.

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“3-D printed dress” by Michael Schmidt (2013) | Fonte: Mad Museum

Tecnologias como impressoras 3D, tricô digital, usinagem e máquinas CNC (Controle Númerico por Computadorizado), entre outras, são utilizadas nos trabalhos expostos e discutidas em palestras e workshops.

Com foco nos universos da arte, design e arquitetura, a exposição “Out of Hand” foi organizada pelo curador do museu Ron Labaco. A proposta é explorar a criatividade do século 21 potencializada por métodos avançados de produção assistida por computador. Obras de 80 artistas de vários países contemplam criações nos campos da escultura, arte, acessórios para moda, objetos de design, e projetos de arquitetura.

“Out of Hand” revela como artistas individuais, arquitetos e designers ampliam suas oportunidades com métodos DIY “faça você mesmo” (DIY: Do It Yourself) na busca de abordagens criativas não-convencionais por meio do acesso aos recursos de fabricação digital de hoje.

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Julian Mayor (2005)| Fonte: Mad Museum

Conforme divulgado pelos seus organizadores, é a primeira grande exposição do museu a considerar o impacto destes novos métodos revolucionários de fabricação assistida por computador. O objetivo é explorar uma transição monumental na forma como os seres humanos compreendem a criação, desde os primeiros objetos concebidos e produzidos por fabricantes individuais através das ferramentas de inovação tecnológica.

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Frank Stella (2011)| Fonte: Mad Museum

Programação de workshops
A exposição será acompanhada por uma lista ativa de programas públicos de ensino, a partir de oficinas e palestras para envolver os visitantes nos processos de criação e desenvolvimento dos artistas para revelar o potencial de longo alcance de muitas dessas novas tecnologias. Seguem abaixo algumas das atividades:

Everything You Wanted to Know About 3D Printing but Didn’t Know Who to Ask

Intro to 3D Printing, Software, Materials, and Processes

Intro to 3D Design for 3D Printing

3D Printing for Sculptors

The Once and Future Interior

3D Printing for Sculptors

3D Printing for Jewelers

3D Printing for Fashion

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Prédio do Ars Electronica se transforma em cubo mágico

Puzzle Facade é uma instalação que permite a interação das pessoas com o espaço urbano ao transformar a fachada de um prédio num cubo mágico  (Rubik’s Cube).

Em outubro de 2013, o projeto criado por  Javier Lloret utilizou como suporte o prédio do complexo de  mostras do Ars Electronica, na cidade de Linz (Áustria).

A interface do participante é um cubo em tamanho normal e sem cores, por meio dele, é possível alterar e rotacionar automaticamente as cores projetadas na fachada. O projeto foi criado com a plataforma de programação open source OpenFrameworks, e utiliza uma placa Pro Mini Arduino,  e  transmissão de dados via Bluetooth.

A ideia é proporcionar uma maneira fácil e lúdica para interação com as edificações na cidade.

Referências:

HuffingtonPost
You Thought A Rubik’s Cube Was Hard? Check Out This Rubik’s Building por Priscilla Frank

Digitalarti
Ars Electronica’s media facade transformed into a giant Rubik’s cube por Digitalarti Mag

Adafruit industries
Puzzle Facade por Jeff

colaborou: Francisco Arlindo Alves

Remixando brinquedos: Free Universal Construction Kit

The Free Universal Construction Kit é um conjunto de 80 peças adaptadoras que permitem a interoperabilidade entre vários tipos de brinquedos de montar produzidos por diferentes fabricantes.

Qualquer pessoa pode produzir as peças por um baixo custo usando uma impressora 3D. Os modelos digitais das peças são disponibilizados gratuitamente no site do projeto ou no Thingiverse.com, e todo o material é distribuido por uma licença de direitos autorais aberta Creative Commons.

O kit permite que a criança explore melhor o seu potencial criativo ao facilitar a interligação de uma peça a qualquer outra, integrando diferentes sistemas de brinquedos. Há uma diversificação das possibilidades construtivas ao invés do número limitado de combinações de um sistema fechado.

Além de proporcionar a criação de novos projetos com brinquedos de montar, The Free Universal Construction Kit tem a proposta de provocar uma reflexão sobre questões relacionadas à propriedade intelectual e cultura de código aberto, e demonstrar um modelo de engenharia reversa como uma atividade cívica. Nesta perspectiva, um processo criativo conduzido por qualquer pessoa pode desenvolver peças necessárias para reduzir as limitações apresentadas por artefatos comerciais produzidos em massa.

A iniciativa do projeto é do F.A.T. Lab e do Sy-Lab, ambos coletivos que reúnem designers, artistas, programadores, desenvolvedores.

Referências

SCRIPTed – A Journal of Law, Technology & Society
The Intellectual Property Implications of Low-Cost 3D Printing por Simon Bradshaw, Adrian Bowyer° and Patrick Haufe

F.A.T.
The Free Universal Construction Kit por fffffa

Object and Matter
Free Universal Construction Kit

WIRED

Ars Electronica at the ITU in Bangkok por Bruce Stering

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

 

 

 

 

 

 

3º Workshop Internacional FAB LAB SP, na FAUUSP

Acontece até amanhã, dia 14 de novembro o 3° Workshop Internacional FAB LAB promovido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) em sua sede na rua do lago, 876,  em  São Paulo.

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Fabricação digital aplicada ao Design e à Arquitetura Contemporâneos” é o tema do evento que apresenta uma série de palestras e workshops com convidados brasileiros e internacionais.

Os FAB LABs (abreviação de Fabrication Laboratory) consistem num conceito que surgiu no MIT,  podem ser entendidos como espaços de prototipagem rápida com equipamentos, tecnologias e softwares abertos que permitem as pessoas criarem peças e protótipos individuais, possibilitando rapidamente uma aproximação da ideia ou conceito ao objeto ou protótipo.

Segue a programação com as atividades:

13/11/2013

Edifício ANEXO (LAME) / FAU – Cidade Universitária

14h30 – 18h00
Workshop de fabricação – Parte 2
GRUPO A José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Paul Shepherd – University of Bath (UK)
GRUPO B Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) / Alexandra Paio – ISCTE-IUL (Lisboa)

14/11/2013

SEMINÁRIO INTERNACIONAL ABERTO / Auditório Ariosto Mila / FAU – Cidade Universitária

09h00 – 09h30
Abertura
Prof. Dr. Marcelo de Andrade Roméro – Diretor da FAUUSP /
Prof. Dr. Paulo Eduardo Fonseca de Campos – Coordenador do Grupo de Pesquisa DIGI FAB (FAUUSP)

09h30 – 10h10
FAB LAB: Rede Colaborativa de Pesquisa e Open Design
Prof. Dr. Paulo Fonseca (FAUUSP) / Arq. Eduardo Lopes (Garagem FabLab)

10h10 – 10h50
Fabricação Digital Com/Sem Fabrição Digital
Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto)

10h50 – 11h10 INTERVALO

11h10 – 11h50
A Biomimética na Arquitetura e no Design
Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona)

11h50 – 12h30
Mesa Redonda
Moderador: Prof. Dr. André Leme Fleury – EPUSP / Debatedora: Profa. Dra. Cibele Haddad Taralli – FAUUSP
Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) /
Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE – IUL (Lisboa) / Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

12h30 – 14h00 INTERVALO

14h00 – 14h40
Apresentação de Trabalhos do Workshop
Juliana Harrison Henno – Doutoranda ECA-USP / Alex Garcia Smith Angelo – Mestrando FAUUSP /
Representantes dos GRUPOS participantes

14h40 – 15h20
Qual o Papel dos Laboratórios de Fabricação Digital?
Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE-IUL (Lisboa)

15h20 – 15h40 INTERVALO

15h40 – 16h20
Digital Architectonics (não haverá tradução simultanea)
Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

16h20 – 17h00
Mesa Redonda
Moderador: Prof. Dr. Paulo Fonseca – FAUUSP / Debatedor: Prof. Dr. Artur Rozestraten – FAUUSP / Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) / Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE – IUL (Lisboa) / Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

Fachada do edifício Fiesp-SESI é palco da Mostra Vivacidades: Poéticas Socioambientais

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fonte: Verve cultural

Até dia 30 de setembro, a fachada do edifício FIESP-SESI se transforma numa tela gigante para exibição de obras interativas que compõem a mostra de arte digital “Vivacidades: Poéticas Socioambientais” promovida pela Galeria de Arte Digital do Serviço Social da Indústria de São Paulo SESI-SP.

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fonte: Verve cultural

A curadoria de Marília Pasculli, da Verve Cultural tem como objetivo “provocar a reflexão sobre a relação de suas vidas nas metrópoles e os fenômenos naturais, como o fluxo dos mares, a força dos ventos e as mudanças climáticas”, conforme divulgado pela Agência Indusnet FIESP.
Questões como relações entre consumo, meio ambiente, mudanças climáticas e qualidade de vida dos habitantes de uma megalópole serão abordadas por diferentes perspectivas nas 6 obras que compõem a exposição. São exploradas linguagens artístico-estéticas por meio da interação com tablets, celulares e outros dispositivos, além de experiências de visualização de dados em tempo real.

 

Waterdrops, é uma obra interativa criada por Carles F. Juliá, Daniel Gallardo e Sebastián Mealla, participantes do Music Thecnology Group de Barcelona. A participação do público ocorre por meio da mesa interativa “Reactable” que consiste numa interface multiusuário sensível ao toque. O dispositivo já foi utilizado anteriormente como instrumento musical pela cantora Björk. Neste trabalho, a interatividade da mesa possibilita manipular um quebra-cabeça virtual, com peças que controlam várias fontes de “águas virtuais” exibidas na fachada do prédio. A ideia é despertar uma reflexão sobre como a água pode ser um recurso renovável se utilizado do modo correto.
Em 2008, o grupo já havia realizado um trabalho experimentando as possibilidades da Reactable para controlar intervenções visuais em grandes estruturas arquitetônicas na Torre Agbar.

O Music Thecnology Group reúne pesquisadores de disciplinas diferentes e complementares na Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona, para o estudo de temas como processamento de sinais de áudio, descrição sonora e musical, e interfaces musicais. O grupo incorpora conhecimentos provenientes tanto de disciplinas científico-tecnológicas como humanístico-artísticas.

 

SCSD (Smart Citizen Sentiment Dashboard) de Nina ValkanovaMortiz Behrens possibilita que as pessoas se expressem sobre problemas da cidade exibindo o conjunto de contribuições numa linguagem visual simples na fachada do prédio. Durante sua estada em São Paulo, os artistas europeus visitaram o Centro Cultural da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha, e o CEU Paraisópolis, locais onde ministraram workshops sobre seu trabalho.
Nina Valkanova é uma artista multimídia e programadora búlgara, especialista em design de interação. Entre outros projetos, ela participou do #myPosition que consiste numa fachada urbana interativa que apresenta uma visualização coletiva de opiniões dos cidadãos. Este trabalho foi produzido em parceria com o Mobile & Physical Interaction Team do T-Labs / TU Berlin e o Institute for Internet and Society de Berlim.
Moritz Behrens é um designer de interfaces alemão, que pesquisa arquitetura de computação adaptativa urbana. Entre seus trabalhos se destaca o projeto multimídia “Screens in the Wild” que explora a conectividade de comunidades na cidade de Londres, permitindo a indivíduos situados em locais separados se comunicarem através de telas em rede colocadas em espaços públicos.

 

Open Enviroment é uma obra apresentada pelo coletivo brasileiro Late! (Laboratório de Arte e Tecnologia). O trabalho, conforme seus criadores, “aponta algumas questões emergentes relacionadas à forma como o fluxo de informação nas cidades é capaz de promover grandes mudanças socioambientais”. O publico participa por meio de redes sociais e dispositivos móveis, para tornar possível “manter um ecossistema virtual que se alimenta deste fluxo de dados”.
O Late! é um laboratório/coletivo que envolve diversas áreas do conhecimento, como a arte, a ciência da computação, eletrônica, música e design. É formado por Kiko Barretto, bacharel em Ciências da Computação e Mestre em Arte e Tecnologia e Carlos Eduardo Batista, doutor em informática (Sistemas Hipermídia).

 

In the Air, dos artistas espanhóis Neréa Calvillo e Martin Nadal, exibe na fachada do prédio, uma visualização de dados sobre a composição do ar na cidade de São Paulo com a utilização de informações disponibilizadas pela CETESB (Companhia do Meio Ambiente do Governo Paulista). Componentes atmosféricos (CO, SO2, NO2, PMO3) são representadas com o uso de diferentes cores.
Neréa Calvillo é arquiteta e especialista em novas tecnologias com projetos voltados a temas ligados à visualização de dados e cartografia.
Martin Nadal é programador e desenvolve projetos no campo da arte e tecnologia.

 

SP Reflections é uma obra do grupo venezuelano Tecné Collective, que apresenta na fachada do prédio a representação de dados atmosféricos da cidade em tempo real, por meio de um conjunto de animações. Informações sobre velocidade e direção do vento, da temperatura e da qualidade do ar, correspondem a variadas cores e padrões visuais .
Com artistas baseados em Madrid, Florida e Miami, o Tecné Collective elabora trabalhos de arte e tecnologia que abordam relações entre espaços físicos e digitais.

 

Mimesis é uma obra produzida pelo laboratório de arte e tecnologia memeLab e a produtora multimídia Grão Filmes. O trabalho propõe aproximar ambiente urbano, da fauna selvagem por meio da projeção de animais selvagens na tela gigante da fachada do prédio da FIESP.

 

Programação

20h às 22h – Obras interativas, alterando em 10 minutos cada.
Open Enviroment – Late!
Waterdrops – Music Thecnologic Group (Carles F. Juliá, Daniel Gallardo e Sebastián Mealla)
SCSD de Nina Valkanova & Mortiz Behrens

22h às 23:30h – Obras de visualização de dados e em vídeo.
In the Air – Neréa Calvillo & Martin Nadal
SP Reflections – Tecné Collective
Mimesis – memeLab + Grão

23h30 ás 06h – Todas as obras transmitidas anteriormente em formato de vídeo (loop)

 

Referências:

FIESP
Galeria de Arte Digital Sesi-SP recebe exposição interativa Vivacidade: Poéticas Socioambientais

Nina Valkanova
#myPosition: Interactive Urban Poll Visualization

Moritz Behrens
screens-in-the-wild

Nova Paraisópolis
Workshop no CEU Paraisópolis vai receber artistas de mostra digital do SESI por Joildo Santos

Music Technology Group – Universitat Pompeu Fabra
Reactable – Genesis of the project

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Cidadãos remodelam região da cidade por meio de financiamento colaborativo

Em meio à crise econômica, moradores da cidade de Roterdã (Holanda) viabilizam a construção de uma passarela para pedestres por meio de uma campanha financiamento colaborativo compartilhada nas mídias sociais.

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Denominado “I Make Rotterdam“, o projeto inicial da passarela possui 17 mil pranchas de madeira, sendo que em cada uma delas os doadores podem inserir seu nome, um anúncio um negócio, ou mesmo uma mensagem. O valor das contribuições é de 32,50 dólares para uma prancha, ou 162,50 dólares para um segmento de pranchas.

O projeto foi elaborado pelo escritório de arquitetura ZUS [Zones Urbaines Sensibles] fundado por Kristian Koreman e Elma Van Boxel. O conceito visa proporcionar a remodelação do distrito por meio da religação de regiões da cidade que perderam sua conectividade em função do denso desenvolvimento e de uma infra-estrutura voltada principalmente aos veículos a motor.

A previsão era que a obra só pudesse ser concluída num prazo de 30 anos, mas assim que começaram as doações foi iniciada a construção, e em três meses um terço dos fundos necessários foi arrecadado. Agora os organizadores pretendem estender o comprimento da passarela por meio de doações adicionais.

A estratégia do financiamento colaborativo (crowdfunding) se mostrou uma alternativa num período em que a situação econômica dificulta os meios de financiamento tradicionais, ao mesmo tempo que envolveu e engajou os cidadãos de maneira mais efetiva em projetos de melhoria urbana da região.

Referências:

American Society of Civil Engineers
Pedestrian Bridge Financed through Crowdfunding por Jenny Jones

Pop-Up City
Rotterdam’s Crowd-Funded Pedestrian Bridge

Inhabitat
Rotterdam Citizens Crowdfund Fantastic Wooden Luchtsingel Footbridge por Ana Lisa Alperovich

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mostra Brasil-Alemanha: Culturas Conectadas

Até o dia 09 de Junho de 2013, a fachada do edifício-sede da Fiesp irá funcionar como uma tela gigante para as obras da mostra digital “Brasil-Alemanha: Culturas Conectadas“ que reúne obras de artistas brasileiros e alemães.
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Serão exibidos trabalhos de Super Uber (Brasil), Rachel Rosalen (Brasil), Pfadfinderei & The Constitute (Alemanha), Mader, Stublic e Wiermann (Alemanha). Compõe a programação a workshop “Cidades Informacionais e Media Facades” ministrada pela artista Rachel Rosalen, que acontece nos dias 3 e 4 de junho, das 15h às 18h, no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Conforme divulgado pelos organizadores, a diretriz da exposição é o “uso de fachadas digitais de mídia, grandes telas e projeções mapeadas, agindo de forma a conectar o visitante com o universo virtual, além de incentivar os habitantes da cidade de forma ativa a, conjuntamente, moldar o espaço urbano, promovendo a troca cultural direta entre os habitantes de diferentes cidades“.

Mais informações no site da Galeria de Arte Digital do Sesi-SP

Referências:
SESI
Mostra Brasil-Alemanha: culturas conectadas

Arte comunitária com pneus descartados

Um projeto de arte comunitária chamado “Ubuntu” introduz crianças no universo da arte com a utilização de centenas de pneus descartados espalhados em regiões pobres na cidade Cidade do Cabo (África do Sul).

O projeto criado pelo artista ABOVE convida crianças a pintar os pneus escolhendo as cores que desejem. Em seguida os pneus são empilhados formando um totem unificado e colorido.

A palavra africana Ubuntu foi escolhida por ter um sentido ético-filosófico podendo significar entre outras coisas, “humanidade para com os outros”. Um dos objetivos do artista é representar por meio das cores a diversidade da África do Sul e suas diferentes raças.

ABOVE é um street artist californiano com trabalhos realizados nas ruas de mais 90 cidades em 60 países.

Referências:

Wooster Collective
Go Above: Community Art in Cape Town por Marc

Coisa Semanal
Precisamos de mais Aboves por Barbara

ArrestedMotion
Video / Streets: ABOVE (South Africa) por Sleepboy

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

“Obliteration Room” de Yayoi Kusama

A obra “Obliteration Room” da artista japonesa Yayoi Kusama se apresenta inicialmente como um espaço totalmente monocromático, uma sala branca. Pouco a pouco, com o envolvimento do público, o ambiente se transforma numa explosão de cores.

Ao longo de algumas semanas, os visitantes são convidados a “obliterar” esta “tela em branco” espalhando multi-coloridos pontos adesivos de diferentes tamanhos em qualquer superfície, seguindo qualquer padrão ou idéia que desejem.

Foi produzido um vídeo (acima) em formato timelapse registrando esta transformação durante as primeiras semanas da apresentação da obra na Tate Modern em Londres no período entre fevereiro e março de 2013.

Referências:

TheGuardian
Spot on: The Obliteration Room by Yayoi Kusama – in pictures

Tate
TateShots: Kusama’s Obliteration Room

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

NETWORK_LA transit: redes de dados e compartilhamento para um trânsito melhor

NETWORK_LA transit é uma iniciativa de um grupo de arquitetos e urbanistas que planejam reinventar o transporte público usando o poder das redes e a análise dos fluxos de dados produzidos em tempo real pelos sistemas, autoridades, automóveis e indivíduos.

Tendo como foco a cidade de Los Angeles, a abordagem busca aumentar a capacidade de resposta do sistema, fazendo com que ela seja mais personalizada e precisa.
Além da análise de grandes quantidades de dados, um dos aspectos considerados é o potencial de incorporar a frota pública uma certa quantidade de carros compartilhados e “pay-per-use” (que se aluga pelo tempo ou trajeto utilizado) e outros meios de transporte como bicicletas e scooters.

Por meio da conexão em tempo real de todos os usuários do sistema localizados via GPS, se produziriam dados enviados para um aplicativo chamado TripFinder que informa a rota mais eficiente combinando os vários tipos de veículos da frota e veículos de reserva determinados com antecedência.

Também se propõe uma flexibilidade da frota de ônibus que poderia ser redistribuída com base nas áreas com maior número de passageiros identificadas pela análise de dados em tempo real.

NETWORK_LA transit, consiste na criação de ciclos de feedback do trânsito, com o uso de tecnologias de computação em nuvem e geolocalização em tempo real que aumentam a precisão das informações. Com isso, se pode otimizar o uso dos ativos de transporte existentes, não se resumindo apenas aos ônibus e trens, mas incluindo carros compartilhados, bicicletas e scooters.

Referências:

P2P Foundation
Project of the Day: The Networked Transit System proposal for Los Angeles
por Michel Bauwens

Shareable
Can Big Data Revitalize Public Transit in Los Angeles? por Paul M. Davis

Fast Company

Remaking L.A. With A Groundbreaking New Idea For Public Transportation por Li Wen and Shawn Gehle

 

IG
Onda do carro compartilhado surge no Brasil
por Thiago Vinholes

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Sentient City Survival Kit

Sentient City Survival Kit é um projeto de pesquisa em design que propõe uma série de artefatos experimentais para subverter o funcionamento de tecnologias digitais de vigilância e marketing que interferem na privacidade e autonomia dos indivíduos.

O arquiteto Mark Shepard concebeu o projeto, a partir da perspectiva de que as cidades se tornam cada vez mais inteligentes, e podem sentir, lembrar e antecipar o comportamento das pessoas. Sua proposta busca refletir sobre as implicações deste “futuro próximo” em que sistemas de informação baseados em computação ubíqua, espalhados pelo espaço urbano podem executar uma monitoração reflexiva, ao captar informações inadvertidamente por meio de câmeras ocultas, sistemas de tráfego, registro de navegação na internet, telefones, bilhetes de transporte público, e até mesmo roupas e sistemas de medição da corrente galvânica da pele, entre outros recursos.

As soluções elaboradas visam defender o indivíduo das ameaças invasivas destas tecnologias. Para despistar as câmeras de vigilância, foi desenvolvido um guarda-chuva equipado com 256 LEDs infravermelhos que piscam e confundem a visão da câmera. Outra solução é um sistema denominado Serendipitor que ao invés de fornecer a rota mais curta para um destino, sugere caminhos sinuosos que enriquecem o trajeto com outros lugares interessantes, propiciando uma navegação lúdica pela cidade. Shepard concebeu também um dispositivo equipado com sensores que acoplado a roupa íntima pode vibrar ao detectar sistemas de leitura de dados num espaço público.

Sentient City Survival Kit tem apoio do New York State Council on the Arts (NYSCA). Todos os projetos estão reunidos num livro publicado pela  MIT Press. A obra é ilustrada com esquemas, instruções de construção, lista de peças, e códigos fonte, além de apresentar ensaios de pensadores sobre o tema.

Referências:

CARNET DE NOTES
Sentient City por André Lemos

WIRED.UK
‘Sentient City Survival Kit’ lets citizens flirt with surveillance por Daniel Nye Griffiths

Eyebeam
Sentient City Survival Kit

Boing Boing
Sentient City Survival Kit: gadgets to foul the surveillance state and amuse the bearer por Cory Doctorow

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

Coal Power Plant Mutation: arranha-céus contra a poluição

O projeto Coal Power Plant Mutation propõe a construção de arranha-céus de 1000 metros de altura, como uma abordagem inovadora para diminuir a poluição gerada por usinas de energia movidas a combustíveis fósseis.

Fonte: evolo.us

As estruturas gigantescas propostas pelo arquiteto romeno Bogdan Chipara seriam construídas ao redor de uma usina de carvão para minimizar o impacto dos resíduos nocivos jogados na atmosfera.

Fonte: evolo.us

A idéia é criar uma alternativa enquanto não são implementadas energias verdes para substituir estas centrais térmicas, que atualmente respondem por 85% do mercado global de energia, segundo dados divulgados por Chipara.

A estrutura é composta de três pernas longas e tubulares com um volume de quase 10 milhões de metros cúbicos. São equipadas com vários tipos de filtros de ar de diversas densidades em diferentes alturas.  Os filtros inferiores usam técnicas sintéticas para fixação de dióxido de carbono e os superiores funcionam como bio-filtros.

Desta forma, se diminui os efeitos tóxicos da emissão de gases poluentes que saem de grandes chaminés em virtude do processo de combustão do carvão. Nas usinas convencionais, os gases reagem com a atmosfera produzindo ácidos nítricos, sulfurosos e sulfúricos que caem em forma de chuva.

Uma “pele” de 300.000 metros cobre toda a parte superior. À prova d’água e composta com elastômero (polímero que apresenta propriedades elásticas), esta malha isola gases e vapores, evitando a chuva ácida, além de ser equipada com células fotovoltaicas e sensores para monitorar a qualidade do ar.

Tendo em vista que na maioria das vezes estes complexos energéticos se localizam perto de grandes cidades, a estrutura é iluminada por LEDs, que brilham em padrões verticais, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre suas demandas de energia e seus impactos.

O trabalho recebeu uma menção honrosa no “eVolo’s 2012 Skyscraper Competition“, premiação especializada em arquitetura para “arranha-céus”, que reconhece projetos que utilizem, entre outros aspectos, novas tecnologias, sistemas sustentáveis, considerando os impactos econômicos, sociais e culturais no meio urbano.

Referências:

Bustler
Coal Power Plant Mutation by Bogdan Chipara

eVolo
Coal Power Plant Mutation

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Augmented Structures v2.0

Augmented Structures v2.0 é uma instalação que aproxima a arte e a arquitetura  tendo como base “texturas urbanas” da cidade de Istambul.

O designer Refik Anadol e o arquiteto Alper Derinbogaz  conceberam a obra utilizando conjuntos de dados que se relacionam com a identidade urbana da metrópole. Duas regiões diferentes foram mapeadas, o centro histórico da cidade, e um vasto subúrbio composto por condomínios fechados, e construções residenciais.

Em exibição no Istanbul Modern, Museu de Arte Moderna de Istanbul, o trabalho permite ao visitante visualizar informações geralmente invisíveis que demonstram as singularidades entre as duas regiões da cidade, por meio da combinação de sons e luzes sincronizados em movimentos dispersos.

Referências:

Design You Trust
Refik Anadol + Alper Derinbogaz: Augmented Structures v2.0

Archinet
ShowCase: Augmented Structures v2.0 by Refik Anadol & Alper Derinbogaz

Designboom
Refik Anadol + Alper Derinbogaz: augmented structures v2.0

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

 

QR Codes e o acesso à informação no espaço urbano

A cidade de Bordeaux, tem implementado uma série de alternativas para a utilização de QR codes no espaço público.

São iniciativas realizadas por artistas, pesquisadores e gestores públicos, com o objetivo de potencializar o acesso a informações sobre o patrimônio, história, arte, esportes, cultura para as pessoas que andam pela cidade.

Os QR Codes (códigos de barras bidimensionais) podem ser lidos por aparelhos celulares dando acesso a hiperlinks para  conteúdos diversos.  Por exemplo, foi proposto um trajeto por regiões da cidade com auxílio dos QR codes visando apresentar e informar ao público sobre o rico patrimônio em Art Déco presente na arquitetura de vários prédios.

Em outra iniciativa, o foco foi proporcionar um maior conhecimento sobre o passado, e ao mesmo tempo poder efetuar comparações com o presente. Vinte códigos QR foram espalhados em lugares estratégicos, e proporcionam o acesso a fotografias dos locais produzidas na década de 30.

Existem outros projetos, como os realizados pelo coletivo Pervasive Bordeaux, que utilizam a cidade como laboratório espacial, promovendo jogos de realidade aumentada, e disponibilizando músicas e vídeos pelas ruas.

Uma das iniciativas do grupo, em colaboração com a Câmara Municipal de Bordeaux e a livraria Mollat, implementou um projeto relacionado ao romance de Umberto Eco, O Cemitério de Praga (2010). Os usuários de celulares são convidados a explorar trechos do romance, lendo episódios selecionados, e tendo última etapa do percurso um vídeo com uma entrevista do autor (segue abaixo).


Referências:

2d code
City Of Bordeaux Front Runner In QR Code Usage por Roger

Semaine Digitale
Deux ans avec les QR Codes : de l’action municipale à la créativité partagée

Manuela Pegoraro
Pervasive conspiracy – promoting the last novel by Eco por Manuela Pegoraro

Pervasive conspiracy
Pervasive conspiracy

Colaborou: Francisco Arlindo Alves