Projeto e intervenção “fixos_fluxos”

De 13 de novembro a 13 de dezembro, o Projeto e intervenção “fixos_fluxos” (foto), de Daniela Kutschat Hanns em co-autoria com Leandro Velloso e Maurício Galdieri será exibido na Galeria de Arte Digital SESI na avenida Paulista em São Paulo.

fixos e fluxos2

Conforme apresentado no site do projeto a obra exibida na fachada do edifício-sede Fiesp/Sesi-SP  funciona a partir da “captação de dados abertos da cidade, como camadas de fluxos humanos (passantes, ciclistas, ônibus, helicópteros) e de outros fluxos (energia e dados climáticos). Os artistas associam propriedades visuais e sonoras a paradigmas computacionais de evolução e emergência e os espalham em uma variedade de plataformas (app, site, fachada da Galeria do Sesi) para fruição, interação e participação“.

O trabalho compõe a mostra Arquinterface, iniciativa de Giselle Beiguelman e Luciana Paulillo na Galeria de Arte Digital SESI-SP.

 

Test pattern [times square] de Ryoji Ikeda

Em outubro, das 23:57 à meia-noite mais de 47 telas em cinco espalhados em cinco blocos na Time Square em Nova York ficaram piscando ou deslizando padrões preto-e-branco.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=JfcN9Qhfir4[/youtube]

A instalação audiovisual Test pattern [times square] foi criada pelo artista japonês radicado em Paris, Ryoji Ikeda conhecido por seu trabalho que explora artes sonoras sincronizadas a experiências audiovisuais.

Para potencializar sua sensação imersiva 400 fones de ouvido foram distribuídos para público ouvir uma trilha sonora intensa sincronizada por computador ás imagens exibidas.

O artista apresentou um comunicado inusitado a imprensa com o seguinte código binário:

00110110 01100001 01100011 01100011 01100100 01100001 01100101 00110001 00110011 01100101 01100110 01100110 00110111 01101001 00110011 01101100 00111001 01101110 00110100 01101111 00110100 01110001 01110010 01110010 00110100 01110011 00111000 01110100 00110001 00110010 01110110 01111000

Em Test pattern [times square], Ikeda faz referência códigos de barras, processamento instantâneo de informações geralmente relacionadas ao comércio e dinheiro.

Referências:

NYT
Putting Cold Data in the Service of Language and Music por Ben Ratliff

Times Square NYC
Ryoji Ikeda

Animal Newyork
Ryoji Ikeda’s “test pattern” Will Take Over Five Blocks Of Times Square por Marina Galperina

Fast Company
Ryoji Ikeda Is Trolling Times Square Every Night This Month at 11:57 por Marina Galperina

Praças Digitais: Praça Dom José Gaspar testa internet sem fio gratuita

A Praça Dom José Gaspar, em São Paulo foi a primeira a oferecer internet sem fio gratuita por ocasião do lançamento do projeto Praças Digitais que vai abranger 120 praças em todas as regiões da capital.

praças_digitais

A praças definidas no projeto vão receber uma conexão de 512 kbytes para o uso irrestrito por qualquer pessoa com um dispositivo compatível com o sistema wi-fi.

Antes do lançamento, a prefeitura disponibilizou uma ferramenta online que ajudou a população definir por meio de sugestões uma lista de praças de cada distrito. Numa etapa posterior, a ferramenta passou a receber relatos, sugestões e fotos que abordavam desde o mobiliário e equipamento das praças (mesas, cadeiras, quadras, pistas de skate e aparelhos de ginástica) até opiniões sobre o tipo de público e os locais preferidos em cada uma delas, visando adequar os espaços antes da implantação da rede por parte dos prestadores de serviços.

A partir do dia 8 de agosto,relatos, sugestões e críticas sobre a qualidade do sinal na Praça Dom José Gaspar podem ser enviados pelo Twitter no perfil (@wifi_livre), no Facebook , ou pelo e-mail pracasdigitais@prefeitura.sp.gov.br. É importante informar qual o aparelho usado para acessar a internet na praça.

Referências:

Prestando Contas
A Secretaria de Serviços quer sua contribuição para descrever as praças onde haverá internet livre

Rede Brasil Atual
Praça Dom José Gaspar, em São Paulo, é a primeira a receber sinal aberto para Wi-Fi

Prefeitura de São Paulo
Projeto Praças Digitais testa wi-fi gratuito no Centro

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

NETWORK_LA transit: redes de dados e compartilhamento para um trânsito melhor

NETWORK_LA transit é uma iniciativa de um grupo de arquitetos e urbanistas que planejam reinventar o transporte público usando o poder das redes e a análise dos fluxos de dados produzidos em tempo real pelos sistemas, autoridades, automóveis e indivíduos.

[vimeo]http://vimeo.com/25688970[/vimeo]

Tendo como foco a cidade de Los Angeles, a abordagem busca aumentar a capacidade de resposta do sistema, fazendo com que ela seja mais personalizada e precisa.
Além da análise de grandes quantidades de dados, um dos aspectos considerados é o potencial de incorporar a frota pública uma certa quantidade de carros compartilhados e “pay-per-use” (que se aluga pelo tempo ou trajeto utilizado) e outros meios de transporte como bicicletas e scooters.

Por meio da conexão em tempo real de todos os usuários do sistema localizados via GPS, se produziriam dados enviados para um aplicativo chamado TripFinder que informa a rota mais eficiente combinando os vários tipos de veículos da frota e veículos de reserva determinados com antecedência.

Também se propõe uma flexibilidade da frota de ônibus que poderia ser redistribuída com base nas áreas com maior número de passageiros identificadas pela análise de dados em tempo real.

NETWORK_LA transit, consiste na criação de ciclos de feedback do trânsito, com o uso de tecnologias de computação em nuvem e geolocalização em tempo real que aumentam a precisão das informações. Com isso, se pode otimizar o uso dos ativos de transporte existentes, não se resumindo apenas aos ônibus e trens, mas incluindo carros compartilhados, bicicletas e scooters.

Referências:

P2P Foundation
Project of the Day: The Networked Transit System proposal for Los Angeles
por Michel Bauwens

Shareable
Can Big Data Revitalize Public Transit in Los Angeles? por Paul M. Davis

Fast Company

Remaking L.A. With A Groundbreaking New Idea For Public Transportation por Li Wen and Shawn Gehle

 

IG
Onda do carro compartilhado surge no Brasil
por Thiago Vinholes

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

LIVE Singapore! Plataforma de visualização de dados urbanos

LIVE Singapore! é um projeto que objetiva correlacionar as várias camadas de informação digital que cobrem um ambiente urbano numa plataforma de visualização dinâmica de dados.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2aEPkyOBtRo[/youtube]

O projeto é desenvolvido pelo Future Urban Mobility research initiative at the Singapore-MIT Alliance for Research and Technology (SMART) em parceria com o MIT Senseable City Lab.

Com base nesta plataforma, por exemplo, é possível entender melhor o fluxo de veículos e a variação nos congestionamentos no decorrer do dia por meio de um mapa isocrônico, em que as deformações são proporcionais ao tempo de viagem.

Informações de telemetria sobre a movimentação de táxis pela cidade, são cruzadas com dados sobre os índices de precipitação oferecendo um maior entendimento sobre o impacto da chuva no sistema de transporte.
Também é possível analisar as temperaturas na cidade, e sua correlação com usos de sistemas de ar-condicionado que por consequencia resultam em maior consumo de energia e elevação das temperaturas.

Informações geolocalizadas sobre as quantidades de chamadas de voz e mensagens de texto emitidas por celulares podem produzir um melhor entendimento sobre o uso do espaço urbano pela população em tempo real.

Se optou pelo desenvolvimento de uma plataforma aberta possibilitando um engajamento de comunidades de desenvolvedores na criação de aplicativos inovadores gerando mapas multi-dimensionais sobre a cidade-estado do sudeste asiático.

LIVE Singapore! devolve aos indivíduos uma série de dados que foram gerados através de suas próprias ações, formando um ciclo de feedback entre pessoas, com a combinação de diferentes fontes em tempo real, de forma  a produzir apresentações gráficas das informações para a tomada de decisões em resposta as condições do ambiente.

Referências:


DensityDesign

City of Flows Conference por Giorgia Lupi

Mashable
Why the Future of Transportation Is All About Real-Time Data por Aliza Sherman

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Swarmanoid, enxame robótico

Swarmanoid é uma família de robôs que trabalham colaborativamente. Dinamicamente conectados uns com os outros, o conjunto de unidades com diferentes características formam um sistema robótico distribuído com o objetivo de realizar tarefas específicas.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=M2nn1X9Xlps[/youtube]

Os robôs utilizam componentes relativamente baratos, chassis construídos em impressoras 3D, sensores e sistemas de comunicação e navegação. São cerca de 60 robôs autônomos divididos em três categorias: eye-bots, hand-bots, e foot-bots.

Os eye-bots são robôs quadrotores (helicóptero com quatro motores) equipados com câmeras, sensores de distância infravermelhos e sonares para poder efetuar um levantamento do terreno e voar de uma localização para outra. Os hand-bots são direcionados a manipular objetos e escalar superfícies, e possuem duas pinças e uma corda que se prende magneticamente ao teto. Os foot-bots são capacitados para a mobilidade no chão e detecção por meio de câmeras e sensores infravermelhos.

Um dos focos de seu desenvolvimento é oferecer a capacidade de auto-montagem e auto-organização de modo a combinar as características de cada robô para uma melhor adaptação aos ambientes. No vídeo acima os robôs executam a tarefa de recuperação de um livro numa prateleira.

O projeto é inspirado na metáfora dos insetos sociais, com ênfase na descentralização do controle, uso de informações locais, e comunicação entre múltiplas unidades gerando a emergência de um comportamento global de enxame.

Liderado pelo pesquisador Marco Dorigo, o projeto faz parte do Future and Emerging Technologies Open Scheme iniciativa apoiada pela European Commission. Swarmanoid conta com contribuição de pesquisadores de várias instituições européias: IRIDIA (Bélgica), IDSIA (Suíça), EPFL-LSRO (Suíça), EPFL-LIS (Suíca), e CNR-ISTC (Itália).

Referências:

Ponoko
Swarm Robots team up to conquer… a bookshelf por Guy Blashki

European Commission > CORDIS
SWARMANOID – Towards Humanoid Robotic Swarms

Hizook
Swarmanoids: Foot-Bots, Hand-Bots, and Eye-Bots Cooperate to Win “Best Video” at AAAI 2011 por Travis Deyle

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Robôs alemães cozinham salsichas e panquecas

Pesquisadores do Intelligent Autonomous Systems Group’s da Universidade Técnica de Munique criaram uma dupla de robôs que trabalha cooperativamente para preparar um tradicional Weisswurst Frühstück (lanche bávaro com salsichas).
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=gbIDPqb_2iM[/youtube]
O “casal” de robôs chamados TUM-James e TUM-Rosie, dividem tarefas. TUM-Rosie manipula as salsichas, depositando-as numa panela com água fervente, espera o tempo necessário para o cozimento, e em seguida as coloca numa tigela. TUM-James corta um baguete francês usando um cortador de pão elétrico e serve as salsichas e o pão para os convidados.

Os robôs utilizam um sistema de sensor Kinect e algoritmos de percepção COP (cognitive perception module).

TUM-Rosie “aprende” por meio da criação de modelos 3D dos objetos, desta forma pode reconhecer panelas e bacias mesmo quando estão posicionadas de modo arbitrário sobre a mesa. Além disso, sensores de toque ajudam a resolver imprecisões na medição de profundidade por meio de mecanismos de detecção de contato.

Uma outra tarefa executada por TUM-James, é a simulação de uma situação de compras, com escolha de mantimentos, para posterior armazenamento nos lugares da casa já previamente determinados. Para identificação do grupo ao qual os objetos pertencem, técnicas de recuperação de informação baseadas em algoritmos de percepção 3D calculam similaridades com os modelos de objetos da cozinha consultados pelo sistema num banco de dados.

Os robôs, que em 2010 já haviam preparado panquecas, melhoram seu funcionamento com a assimilação das falhas na execução das tarefas. Por exemplo, se a salsicha não for encontrada em determinado local, esta percepção é notificada pelo sistema, e o robô é instruído para refazer a ação de outra forma.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=4usoE981e7I[/youtube]
O objetivo principal da pesquisa realizada com robôs pelo Intelligent Autonomous Systems Group’s é desenvolver um sistema com inteligência para perceber e raciocinar sobre ambientes, e de modo autônomo inferir melhores ações plausíveis, visando executá-las com sucesso.

Referências:

SingularityHub
Robot Roommates Prove To Be a Dynamic Dining Duo Cooking Sausage and Pancakes por Aaron Saenz

BotJunkie
Epic: PR2 And Rosie Make Pancakes por Evan Ackerman

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A dinâmica do hardware aberto inspirada no software livre

Um dos maiores e mais respeitados centros de pesquisa científica no mundo, o CERN, está patrocinando uma importante iniciativa que apoia o espírito da disseminação do conhecimento em consonância com os ideais da chamada “Open Science”.

A organização lançou uma licença, denominada CERN OHL, que estabelece um marco legal para facilitar a troca de conhecimento entre a comunidade de designers que desenvolvem hardware. O que se propõe é reproduzir no âmbito do desenvolvimento de projetos de hardware, as mesmas vantagens e níveis de produtividade percebidos nos processos de desenvolvimento do Sistema Operacional Linux, e softwares open-source em geral.

Por meio da licença. é concedida aos usuários a liberdade de estudar, modificar, redistribuir os resultados relacionados tanto a documentação como a concepção e fabricação. Ao mesmo tempo, é estipulada a obrigação de compartilhamento para qualquer indivíduo que modifique ou melhore o projeto, o que gera uma natureza “persistente” da licença, e permite que todos possam se beneficiar das inovações.

Na mesma direção, o CERN também já havia lançado dois anos atrás uma comunidade chamada Open Hardware Repository (OHR) com o objetivo de incentivar projetos eletrônicos de colaboração. Atualmente a OHR disponibiliza 40 projetos de várias instituições com a suas especificações técnicas como, diagramas, layouts, esquemas de circuitos ou placas de circuito impresso, desenhos mecânicos, fluxogramas e textos descritivos, entre outros detalhes.

Um dos motivos que levaram a criação do repositório é a busca do compartilhamento de resultados no intuito de estabelecer um trabalho simultâneo e coordenado entre equipes diferentes para a solução do mesmo problema evitando duplicação de esforços.

Large Hadron Collider (CERN)

O CERN (The European Organization for Nuclear Research) administra entre outros grandes projetos o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Collider), e nos anos 80 desenvolveu em colaboração com físico inglês Tim Berners-Lee o projeto World Wide Web.

Referências:

Ars Technica
For the good of all of us: CERN launches open source hardware effort por Ryan Paul

MAKE
CERN Embraces Open Hardware por John Baichtal

Adafruit
CERN launches Open Hardware initiative – Open Hardware License is here…

Guardian.co.uk
Open science: a future shaped by shared experience por Bobbie Johnson

Inovação tecnológica
CERN lança iniciativa de hardware aberto

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Ghana Think Tank, uma conversa equilibrada entre primeiro e terceiro mundo

O Ghana Think Tank é uma rede mundial de núcleos catalisadores de idéias (Think tanks).

[vimeo]http://vimeo.com/3515679[/vimeo]

O projeto identifica os problemas vivenciados por pessoas em países do primeiro mundo como Estados Unidos e Reino Unido, e os envia para análise em comunidades de países de terceiro mundo como Cuba, Gana e El Salvador, que elaboram estratégias de solução. As sugestões são remetidas novamente aos locais em que os problemas ocorrem, para que se tente colocá-las em prática.

A idéia surge a partir de uma perspectiva crítica a respeito das práticas de algumas instituições e ONGS do chamado mundo desenvolvido, em que, frequentemente ocorre a imposição de soluções externas sobre comunidades do mundo em desenvolvimento. O Ghana Think Tank se contrapõem a este modelo através da inversão dos tradicionais papéis de poder. Os lugares são trocados, e os estereótipos se confrontam com diferentes realidades de culturas desconectadas.

Criado em 2006, o projeto é coordenado por Christopher Robbins, John Ewing, Matey Odonkor e Carmen Montoya. Sua rede está se expandido com a inclusão de diversos países, entre eles, Sérvia, México, Etiópia, El Salvador e Irã.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=EP3KPwHhc4M[/youtube]
Em uma das propostas uma comunidade em El Salvador, sugeriu atividades de teatro social para substituir a utilização do software PowerPoint no intuito de evitar o uso excessivo do computador na cidade de Providence nos Estados Unidos. Em outro caso, uma comunidade do Irã sugeriu que memórias engraçadas e picantes de uma comunidade idosa do País de Gales fossem compartilhadas com as gerações mais jovens, para melhorar a relação entre jovens e idosos. E mediante uma sugestão de um grupo de sérvios, habitantes de Liverpool, na Inglaterra, criaram seus próprios obstáculos de concreto feitos em casa, posicionados para impedir o estacionamento de carros nas calçadas.

O Ghana Think Tank não julga se as estratégias de solução são brilhantes ou impraticáveis. Seu objetivo é transpor concepções de uma cultura para outra e explorar o atrito causado por soluções que são geradas em um contexto e aplicadas em outros lugares, estimulando a reflexão e revelando os pressupostos ocultos nas relações entre culturas.

Mais informaçõe no blog ou no site do projeto.

Referências:

Art 21
Pardon This Brief Commercial Interruption: Ghana Think Tank por Erin Sickler

BoingBoing
Ghana Think Tank: the world majority solves the first world’s problems por Cory Doctorow

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Tales of Things, memória digital dos objetos da vida real

O projeto Tales of Things oferece uma maneira rápida de efetuar a conexão entre qualquer objeto físico e as lembranças referentes a ele, sejam elas registradas em qualquer mídia, para poder compartilhá-las essas memórias online.

[vimeo]http://vimeo.com/10948439[/vimeo]

O sistema permite o acompanhamento de um objeto, mesmo depois de ser repassado para outra pessoa.

Em uma economia permeada por uma cultura da descartabilidade, a ideia utiliza as potencialidades da chamada Internet das Coisas para incentivar os indivíduos a valorizar seus próprios objetos, e reflitir sobre possíveis novos usos para coisas “velhas” antes de jogá-las fora.

O armazenamento de informações, e a conexão com a plataforma online funcionam com auxílio de QR Codes (códigos de barras bidimensionais que podem representar dados alfanuméricos como um endereço de web) ou etiquetas RFID (etiquetas que possuem chip e memória em seu interior, podendo se comunicar com o exterior por meio de sinais de rádio).

Recentemente foi realizada The Curiosity Shop, uma parceria entre o projeto e a Oxfam, ONG que atua no combate a pobreza no mundo. Através da iniciativa, foram colocadas a venda roupas doadas por pessoas conhecidas como Annie Lennox, Colin Firth, Helen Mirren e Kate Moss. Cada item tinha uma etiqueta com um QR Code, que indicava links relatando como o dinheiro arrecadado poderia dar suporte e capacitar mulheres em situações vulneráveis.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NKtj_jBNECs&feature=player_embedded[/youtube]

Relatos feitos pelas celebridades que doaram os itens também foram associados às roupas, como por exemplo, o vestido que Annie Lennox usava na festa de aniversário de Nelson Mandela em Londres nos anos 90 (no vídeo abaixo).

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=9arFEBpTJUM&feature=player_embedded[/youtube]

Entre os muitos objetivos propostos pelo Tales of Things, está a promoção de uma aproximação entre pessoas pelo compartilhamento de experiências semelhantes, e o favorecimento de uma maior compreensão do passado dos objetos pelas gerações futuras. A ideia faz parte do projeto TOTeM que explora a memória social no contexto da Internet das Coisas.

Referências:

Digital Urban
QRCodes, Sociable Objects & RFID – The Oxfam Curiosity Shop in Selfridges por Smithee

Inovação Tecnológica
Tecnologias do futuro: Domótica e Internet das Coisas

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

UrbanRemix

UrbanRemix é um projeto colaborativo que trabalha a dimensão locativa sonora.

[vimeo]http://vimeo.com/18934954[/vimeo]

Desenvolvido por Jason Freeman, Carl DiSalvo, Michael Nitsche, e alguns alunos do Georgia Institute of Technology, o objetivo do projeto é oferecer ao público a oportunidade de construir e expressar uma identidade acústica com suas comunidades por meio de uma plataforma em que se pode compartilhar descobrir, gravar e remixar sons, criando uma nova forma de explorar e conhecer as paisagens sonoras da cidade.

A plataforma consiste em um sistema de telefonia móvel, com interfaces que possibilitam o registro, consulta e mixagem de áudio por meio da Web. Para participar os utilizadores baixam aplicativos gratuitos para iPhone IOS / ou para celulares com Android. O que se propõe é a exploração dos sons originais de ambientes urbanos, de modo que o utilizador se torne um criador ativo de materiais sonoros compartilhados, buscando continuamente novas pistas de sons interessantes no ambiente urbano.


Referências:

Networked_Performance
UrbanRemix: Call for Participation [NYC]

Newmediafix.net
Collective Soundscapes: UrbanRemix in San Francisco por Carl DiSalvo

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

The Rhythm of City

A instalação The Rhythm of City apresenta uma experiência visual e sonora que busca descrever metaforicamente o ritmo cultural da vida urbana de diferentes locais do mundo, tendo por base a medição da produção de conteúdos digitais georreferenciados.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=j3JqnrHKGvw[/youtube]

Criado pela artista estoniana Varvara Guljajeva em colaboração com o artista espanhol Mar Canet, o trabalho recolhe dados geo-localizados das redes do Twitter, Flickr e Youtube, referentes a 10 cidades do mundo.

O fluxo de dados gerado é utilizado para determinar o andamento de 10 metrônomos, cada um representando uma das cidades. Com auxílio de um sistema equipado com um microcontrolador Arduino, a frequência de movimentação dos pêndulos de cada um dos aparelhos pode oscilar de modo mais lento ou mais rápido, conforme a quantidade de conteúdos monitorados.

Por meio da análise desta produção de conteúdos digitais, conforme afirmam os autores da instalação, é possível estimar o ritmo de vida dos próprios habitantes nas diferentes localidades.

O trabalho será exibido este mês na Enter, 5th International Art | Science | Technology Biennale, em Praga.

Referências:

Arduino Blog
The Rhythm of City por dcuartielle

The Mobile City

DATACITY – Report of Amber’ 10 – Art and Technology Festival in Istanbul

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Time magazine: 1923-2009

O vídeo abaixo, de Lev Manovich e Jeremy Douglass, apresenta “Shaping Time“, trabalho desenvolvido pelo Software Studies Initiative que identifica padrões estéticos e de conteúdos que influenciaram o design da revista Time no período de 1923 até 2009.
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=d_OceOpCmf8 [/youtube]
Entre vários aspectos revelados, padrões no uso da cor podem ser visualizados por meio da ordenação cronológica das capas. Por exemplo, é possível perceber a evolução na adição de cores ao longo do tempo. A tendência da saturação de cor e contraste que aumentou gradualmente ao longo do século XX, de modo surpreendente, há 10 anos inverteu-se.

Em relação ao conteúdo, a pesquisa identifica que a revista, em suas primeiras décadas, dava destaque principalmente a perfis de políticos. A partir da segunda metade do século XX, passou a apresentar gradualmente uma maior ênfase de outros temas como artes, esportes, saúde e ciência.

A análise dos 4.535 exemplares da TIME, é resultado do trabalho do Software Studies Initiative no desenvolvimento de novas ferramentas para analisar grandes quantidades de dados visuais de milhões de páginas de publicações. O objetivo é revelar padrões interessantes e identificar insights através de conjuntos de dados culturais de grande escala.

Referências:
Calit2
Shaping Time: Dutch Museum Opens Design Exhibition by Digital Culture Guru Lev Manovich

Remix Theory
MAPPING TIME: Visualization of temporal patterns in media and art por Navasse

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

causa(s) mortis: entre stress, pesticidas e celulares

Em 2006, pedi que os alunos de design de interfaces fizessem uma pesquisa sobre as causas mortis de colônias de abelhas em vários países e continentes.  Hoje saiu mais uma matéria sobre o assunto na FAZ:  há mais controvérsias sobre causas da ” Colony Collapse Disorder”  do que sobre impactos do fenômeno na economia dos vários países.

http://www.spiegel.de/video/video-17343.html