The Noun Project: ícones gratuitos e universais

The Noun Project é uma iniciativa que visa projetar, reunir e disponibilizar livremente uma grande biblioteca de ícones em preto e branco para representar conceitos humanos de forma visual transcendendo línguas e culturas.

Distribuídos de modo aberto sob a licença Creative Commons, o site reúne trabalhos apresentados pelo público, que são avaliados seguindo um conjunto de diretrizes de design antes de serem colocados à disposição na plataforma.

Sediados em Los Angeles, os co-fundadores Edward Boatman, Sofya Polyakov e Scott Thomas, lançaram o site em dezembro de 2010, tendo como princípio-chave a simplicidade. Conforme Boatman, um dos objetivos é criar projetos elegantes que podem oferecer uma boa leitura, em qualquer dimensão, seja numa escala grande ou pequena, articulando as melhores práticas de design para elaboração de um símbolo, e identificando os atributos ou os elementos do objeto a ser representado.

Referências:

Rhizome
An Interview with Edward Boatman, Co-Founder of The Noun Project por Sonia Saraiya

Cool Infographics
The Noun Project por Randy

TechCrunch
Iconoclasm por Devin Coldewey

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Ghana Think Tank, uma conversa equilibrada entre primeiro e terceiro mundo

O Ghana Think Tank é uma rede mundial de núcleos catalisadores de idéias (Think tanks).

O projeto identifica os problemas vivenciados por pessoas em países do primeiro mundo como Estados Unidos e Reino Unido, e os envia para análise em comunidades de países de terceiro mundo como Cuba, Gana e El Salvador, que elaboram estratégias de solução. As sugestões são remetidas novamente aos locais em que os problemas ocorrem, para que se tente colocá-las em prática.

A idéia surge a partir de uma perspectiva crítica a respeito das práticas de algumas instituições e ONGS do chamado mundo desenvolvido, em que, frequentemente ocorre a imposição de soluções externas sobre comunidades do mundo em desenvolvimento. O Ghana Think Tank se contrapõem a este modelo através da inversão dos tradicionais papéis de poder. Os lugares são trocados, e os estereótipos se confrontam com diferentes realidades de culturas desconectadas.

Criado em 2006, o projeto é coordenado por Christopher Robbins, John Ewing, Matey Odonkor e Carmen Montoya. Sua rede está se expandido com a inclusão de diversos países, entre eles, Sérvia, México, Etiópia, El Salvador e Irã.

Em uma das propostas uma comunidade em El Salvador, sugeriu atividades de teatro social para substituir a utilização do software PowerPoint no intuito de evitar o uso excessivo do computador na cidade de Providence nos Estados Unidos. Em outro caso, uma comunidade do Irã sugeriu que memórias engraçadas e picantes de uma comunidade idosa do País de Gales fossem compartilhadas com as gerações mais jovens, para melhorar a relação entre jovens e idosos. E mediante uma sugestão de um grupo de sérvios, habitantes de Liverpool, na Inglaterra, criaram seus próprios obstáculos de concreto feitos em casa, posicionados para impedir o estacionamento de carros nas calçadas.

O Ghana Think Tank não julga se as estratégias de solução são brilhantes ou impraticáveis. Seu objetivo é transpor concepções de uma cultura para outra e explorar o atrito causado por soluções que são geradas em um contexto e aplicadas em outros lugares, estimulando a reflexão e revelando os pressupostos ocultos nas relações entre culturas.

Mais informaçõe no blog ou no site do projeto.

Referências:

Art 21
Pardon This Brief Commercial Interruption: Ghana Think Tank por Erin Sickler

BoingBoing
Ghana Think Tank: the world majority solves the first world’s problems por Cory Doctorow

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

0h!M1gas: formigas como DJs

0h!M1gas é um ambiente biomimético baseado na análise da atividade de uma colônia de formigas registrada em áudio e vídeo em uma instalação sonora reativa. O mapeamento do comportamento das formigas tem como foco o movimento, e principalmente a comunicação por meio de ruídos produzidos pelo atrito entre partes do corpo, a estridulação.

Imagem original de http://kuaishen.tv/0hm1gas/

Kuaishen Auson, artista equatoriano que idealizou 0h!M1gas (pronuncia hormigas) procura estabelecer analogias e diferenças entre o “scratching” como uma expressão estética da cultura humana presente no universo dos Djs e os fenômenos de estridulação das formigas como método de comunicação.

Ao pensar as formigas como Djs, a proposta sugere a percepção da colônia de formigas como um superorganismo natural que pode ser sentida e entendida por meio de suas ondas sonoras, pedaços de freqüências e ritmos musicais, mapeados em seus movimentos e estridulações.

O objetivo final seria um sistema de feedback cibernético, fundamentado na especulação sobre a possibilidade de tentar se comunicar com as formigas, considerando a análise de dados recolhidos em tempo real, numa conexão de realimentação entre as formigas e os toca-discos.

Na semana passada, 0h!M1gas foi premiado com menção honrosa no Share Festival em Piemonte na Itália. Na cerimônia de premiação Bruce Sterling, um dos membros do júri, teceu algumas considerações:

“Our special commendation goes to Kuai Auson for the installation Oh!M1gas (pronounced hormigas). In this unique, ingenious work from Cologne, ants – social networkers par excellence – become techno musicians. An intelligent industrial design acts as back-up to the musical ants, which after touring several countries are now performing here in Italy too – good luck with your career Kuai.”(via Rhizome)

É possível ver alguns vídeos de 0h!M1gas no site do projeto.
http://kuaishen.tv/0hm1gas/
http://www.toshare.it/?lang=en

http://kuaishen.tv/

http://rhizome.org/announce/view/56421

Referências:
< nettime >
Share Festival 2010 – Smart Mistakes – Winner Share Prize 2010 por Share Festival

Rhizome
Share Festival 2010 – Winner Share Prize por Luca Barbeni

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A baixa popularidade de aplicativos baseados em localização nos Estados Unidos

A IDG Now publicou um artigo que repercute estudo da Forrester Research no qual afirma que 96% dos norte-americanos não usam serviços de geolocalização.

Apesar do Foursquare ter alcançado a marca de 3 milhões de inscritos, apenas 1% dos norte-americanos usa o serviço regularmente.

Para ler mais:

Forrester Research
Location-Based Social Networks: A Hint Of Mobile Engagement Emerges por Melissa Parrish

IDG Now
96% dos norte-americanos não usam serviços de geolocalização, diz estudo por Barbara E. Hernandez

Meio Bit
Eu não quero saber a sua localização… por Rodrigo Ghedin

Dica do Bruno Lima

Jam3media e Transmedia Storytelling

Jam3media é um premiado estúdio que produz trabalhos para novas mídias. Sediado em Toronto e criado por Mark McQuillan, Pablo Vio e Adrian Belina, sua especialidade é desenvolver CGI e efeitos visuais em Flash para sites interativos.

Um exemplo do trabalho do estúdio é a experiência de ficção interativa criada no hotsite Autotopsy (ver vídeo acima) que objetiva promover o seriado canadense “Crash and Burn“.

O visitante do site ajuda a descobrir o culpado de um acidente em que estão envolvidos 5 veículos. Por meio das interfaces disponibilizadas é possível saber o que as pessoas faziam antes do acidente para tentar solucionar o mistério. Continue reading “Jam3media e Transmedia Storytelling”

Realidade Aumentada: oportunidades para arquitetos

Quais as oportunidades oferecidas pela utilização da realidade aumentada na arquitetura?

O pesquisador  Martijn de Waal publicou no The Mobile City um texto interessante sobre esta questão, que ressalta dois aspectos importantes: a realidade aumentada como uma plataforma para formas arquiteturais e a realidade aumentada como uma ferramenta de organização de processos sociais no espaço. Sua reflexão aborda uma ampla e interessante série de inovações, ao mesmo tempo que reconhece que em virtude dos desenvolvimentos neste campo ainda estarem num estágio experimental, há uma série de deficiências e questões que precisam ser resolvidas.

Radicado em Amsterdam, e especializado em temas como a tecnologia, mídia e cultura urbana, Waal faz algumas considerações sobre projetos apresentados por Johannes la Poutre, desenvolvedor de aplicativos para Layar (navegador que leva realidade aumentada para celulares) e por Ole Bouman, diretor do NAi (Netherlands Architetcture Institute) que foi entrevistado sobre o aplicativo SARA (Stedelijk Augmented Reality applicatie) que também funciona no navegador Layar.
A realidade aumentada como um meio de representação das formas arquiteturais, é o primeiro aspecto abordado. Nesta direção o aplicativo SARA, serve como exemplo, em razão de seus recursos proporcionarem um meio para apresentação de projetos no ambiente urbano. Imagens do passado, presente e futuro, podem ser adicionadas a realidade existente. Com isso, o NAi se propôs a um grande desafio: fazer com que a Holanda seja o primeiro país no mundo a ter sua arquitetura visualizada em smartphones graças à realidade aumentada.

Além de poder visualizar prédios históricos que desapareceram também é possível analisar propostas (como em competições que arquitetos enviam propostas diversas) e projetos que nunca foram realizados, ou mesmo lançar todos os tipos de planos para o futuro.
Waal cita um trecho da fala de Ole Bouman que usa o exemplo dos vitrais em catedrais como elementos que agregavam valor a experiência dos visitantes medievais das igrejas.

For me, architecture is not limited to the construction of the physcial. It is about organizing spaces inteligently. For instance, the paintings on stained glass in a cathedral are technically not architecture. They are made by artisans that added to the builded process. But of course they add tremendously to the experience of the church, by giving medieval visitors a connection with heaven. In this way they contribute more to the experience of space than the bricks and mortar do.

O segundo aspecto, exemplificado nos projetos co-desenvolvidos por Johannes La Poutre para visualização em Layar, mostra uma dimensão diferente da prática arquitetônica ao evidenciar o papel da realidade aumentada como um meio para organização dos processos sociais no espaço.
O projeto Tweeps Around proporciona uma camada de realidade aumentada que permite ver o que foi publicado no twitter sobre um ambiente que está sendo visitado. O programa consulta mensagens no Twitter em que uma localização exata é informada. Todas as mensagens que estão vinculadas a um determinado perímetro da localização do usuário são mostradas.

De forma similar, o Verbeterdebuurt-Layar (numa tradução aproximada “corrija minha rua”) permite visualizar sugestões para melhorar o bairro enviar pelos cidadãos. Outra iniciativa foi o Copenhagenlayer projeto executado durante a conferência do clima em Copenhague, que mapeou em tempo real medições ambientais realizadas com sensores Sensaris Senspods (que funcionam via wireless) transportados por moto-boys que operam nas ruas de Copenhague. A idéia central é  permitir que as pessoas possam usar o celular para acessar informações em tempo real sobre a qualidade do ar do local onde estão, por meio da imersão numa camada de realidade aumentada.

Projetos como estes são indicadores de uma direção interessante para o trabalho do design de informação, sugere Waal. Complementando o aspecto em questão, são destacados no texto, trabalhos como o CENS-lab de Los Angeles, que visa utilizar a tecnologia dos sensores para elaborar colaborativamente um mapa das rotas de bicicleta mais atrativas na cidade. Na visão do pesquisado todos este projetos podem afetar a forma como nós nos movemos com a experiência e as nossas cidades.

Em seguida a abordagem deste dois aspectos, são enumeradas uma série de limitações e desafios que a tecnologia terá que enfrentar, entre elas, destacamos resumidamente algumas:

A velocidade limitada dos processadores dos celulares, resulta no fato de que andar a pé através de modelos virtuais não é ainda uma experiência suave.

O fato das telas dos celulares serem pequenas, prejudica a imersão na realidade aumentada, produzindo a sensação de assisti-la através de um buraco de fechadura. Pensando nisso, telas maiores podem ser a solução, mas por outro lado, se deve considerar que quanto maiores, se tornam menos portáteis. Waal indica alguns caminhos como o uso de projetores, lentes de contato que favoreçam a imersão.

A constatação que a espacialização das informações, não necessariamente organiza o conjunto de dados de maneira mais inteligível. Uma simples tabela bidimensional ou um Mapa 2D pode ser muito mais eficazes para comunicar uma mensagem do que adicionar dados em 3D para o mundo real.

Questões relacionadas a controle e autoria. Atualmente, os arquitetos são capazes de controlar o ponto de vista e selecionar perspectivas favoráveis. Clientes e público podem inspecionar um prédio inteiro em 3D no site. Waal reconhece, que esta característica não é tanto uma lacuna da realidade aumentada em si, mas uma característica das novas tecnologias de mídia em geral, em que os profissionais tradicionais perdem o controle sobre seus conteúdos. No caso em questão, isso poderia gerar uma resistência dos arquitetos em abraçar a utilização de RA. Por outro lado, isso também oferece oportunidades de apropriações bottom-up que poderiam tornar o meio mais interessante.

Seguindo a perspectiva desta discussão, cabe lembrar outras iniciativas não citadas por Waal, mas já discutidas neste blog anteriormente, como por exemplo o projeto Common Sense que também é ligado ao CENS-lab, e que de modo similar ao Copenhagenlayer, combina o uso de sensores, celulares para medições ambientais desde 2008. Igualmente importantes são os projetos liderados por Federico Casalegno no Mobile Experience Lab do MIT e que foram apresentados na palestra “Design de Conexões: pessoas, lugares e informação” proferida na FAPCOM em 2008. De forma convergente ao que Waal preconiza, Casalegno revelou em sua exposição, que considera importante repensar a mobilidade e conectividade na relação entre pessoas e lugares, produzindo uma experiência social mais rica.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Favelas Georreferenciadas

Serviços de pesquisa e visualização de ruas e mapas na internet geralmente não abrangem favelas. O projeto Wikimapa coordenou a elaboração de mapas de ruas e vielas de comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro. Os mapas são construídos num sistema colaborativo bottom-up, agregando valor pela participação dos próprios moradores (wiki-repórteres).

Morro Santa Marta Georreferenciado pelo projeto wikimapa
Morro Santa Marta Georeferenciado pelo projeto wikimapa

O projeto piloto envolveu as comunidades do Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Santa Marta, Pavão Pavãozinho e Cidade de Deus. Usando o celulares ou internet os habitantes podem se informar ou enviar informações sobre trajetos ou locais de interesse como escolas, pontos de comércio, hospitais, igrejas, clubes, bares, lan houses entre outros.

As novas formas de apropriação do produzidas, refletem uma relação renovada entre indivíduos e seu entorno intensificando a discussão de questões como a sustentabilidade, tratamento do lixo, a iluminação pública, a precariedade de serviços como correio, fornecimento de água, atendimento médico, a segurança pública em razão das intervenções da polícia pacificadora, a violência e a marginalidade. São discussões que alcançam o campo político e social.

Ao mesmo tempo práticas como esta colaboram na desmistificação destes locais para o observador que vive fora desta comunidades, revelando a perspectiva dos próprios moradores que difere substancialmente da veiculada pelos meios de comunicação em geral. As informações mostram outros aspectos da vida cotidiana deste lugares, fugindo do enfoque centrado apenas no tráfico de drogas ou violência.

Site do projeto:

http://wikimapa.org.br

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Sociedades de Controle

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Este vídeo é baseado na perspectiva abordada pelo filósofo Gilles Deleuze no texto “Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controle“. O video é produzido pelos professores Gary Hall (School of Art and Design at Coventry), Clare Birchall (University of Kent) e Pete Woodbridge. Continue reading “Sociedades de Controle”

Programa de Exposições 2010 do Centro Cultural São Paulo

O Programa de Exposições 2010 do Centro Cultural São Paulo – Curadoria de Artes Visuais, está com inscrições abertas até 29 de janeiro de 2010 para artistas em início de carreira objetivando a inserção dos mesmos no circuito de artes visuais e disponibilizando obras representativas de suas produções ao conhecimento do público.

Serão selecionados 18 artistas, que serão contratados e no decorrer do ano de 2010 realizarão exposições individuais simultâneas, participarão de encontros e debates e concorrerão à prêmios, e uma residência artística.

Instruções no site do Centro cultural de São Paulo:

http://www.centrocultural.sp.gov.br

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Chamada de artigos: Liinc em Revista

Até o dia 25 de maio de 2010, podem ser enviados artigos para a publicação Liinc em Revista Volume 6, número 2. Organizada pelos professores Maria Nélida González de Gómez e Clóvis Montenegro de Lima (IBICT), o tema desta edição é “Dossiê Linguagem, informação e novas dinâmicas sociais contemporâneas”.

Entre outras questões a revista pretende discutir os novos desafios enfrentados por um novo lócus da linguagem como a “[…] busca de equações entre as pragmáticas das linguagens cotidianas e especializadas e as linguagens computacionais (lógicas e matemáticas) que demandam para si a universalidade formal do dado numeralizado. Cabe questionar conflitos e mecanismos de controle que definem regimes de informação, formas de organização e processos de produção e inovação que, no médium da linguagem, cercam ou potencializam as formas de vida“.

A Liinc em Revista é coordenada pela UFRJ e o IBICT, e publicada pelo Laboratório Interdisciplinar em Informação e Conhecimento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

vivo arte mov: mesa pesquisa, circuito, fomento e perspectivas

Nesta mesa foram expostos os desafios de curadores, artistas e críticos em discutir e produzir arte usando novas tecnologias num cenário  em que a cultura tem entre as suas principais fontes de financiamento recursos da iniciativa privada. Esse cenário é determinado muitas vezes por estratégias de marketing que promovem uma cultura das marcas. Os componentes da mesa Giselle Beiguelman, Guilherme Kujawski, Lucas Bambozzi e Mario Ramiro levantaram diferentes perspectivas sobre o tema:

Giselle Beiguelmann, entre outros temas, fez referências as noções deleuzianas de máquinas de guerra e de aparelhos de captura e destacou a autocrítica visando a independência do papel do curador num ambiente de cultura patrocinado por bancos e coorporações. A isto se soma a percepção da precariedade econômica e cultural do país que se reflete no plano individual de cada produtor de cultura e num plano mais abrangente na introdução de abordagens políticas e críticas.

Lucas Bambozzi iniciou sua fala lembrando a frase ” vivemos numa sociedade cínica” que, dita por um governador de São Paulo, segundo sua análise, toma uma dimensão maior, podendo ser transferida à discussão sobre o embate entre marketing e cultura. Neste aspecto, uma das temáticas levantadas foi a responsabilidade do trabalho de negociação do curador junto aos financiadores no intuito de impedir que eventos culturais se destinem apenas a promoção de marcas e que, ao contrário disso, mantenham suas perspectivas artisticas e críticas.

Guilherme Kujawski analisou as mídias móveis e os fenômenos de interpenetração de “espaços físicos” e “espaços etéreos”. Destacou o mito de se conceber os espectros das ondas de rádio como recursos escassos, neste sentido evidenciou novas possibilidades de utilização de radiofreqüências que muitas vezes ainda não estão sendo utilizadas por artistas, para isso apresentou exemplos de tecnologias como SDR ( Software Defined Radio) e de organizações de artistas como Free103point9 http://www.free103point9.org/

Mario Ramiro lembrou do papel transgressor do artista frente ao apoio dos mecenas da arte. No contexto atual da arte no Brasil percebe uma ampliação de campo de trabalho para artistas e para toda uma gama de profissionais ligados à arte, em função da ampliação dos recursos de financiamento por parte da iniciativa privada. Em meio a este cenário destacou a importância do papel transgressor do artista e, como exemplo, citou a escultura do Êxtase de Santa Teresa de Gian Lorenzo Bernini, em que o escultor parece dar um sentido de êxtase mais sexual do que espiritual subvertendo o que seria um ornamento religioso católico.

Colaborou Francisco Alves

obra completa de Machado em html e pdf

Qualquer usuário da internet poderá ter acesso a edições gratuitas e confiáveis da obra completa digitalizada do escritor brasileiro Machado de Assis. Esse é o resultado da parceria entre o Portal Domínio Público do MEC e o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística da Universidade Federal de Santa Catarina. São 246 arquivos para leitura em tela e para download nos formatos html e pdf. Separado por gêneros como romance, conto, poesia, tradução e outros, o acervo reúne também vídeos, teses e dissertações. Inclui também uma curiosa coleção de textos de autores contemporâneos a Machado que abordam a vida e obra do autor.

http://portal.mec.gov.br/machado

Colaborou: Francisco Arlindo Alves