Projeto e intervenção “fixos_fluxos”

De 13 de novembro a 13 de dezembro, o Projeto e intervenção “fixos_fluxos” (foto), de Daniela Kutschat Hanns em co-autoria com Leandro Velloso e Maurício Galdieri será exibido na Galeria de Arte Digital SESI na avenida Paulista em São Paulo.

fixos e fluxos2

Conforme apresentado no site do projeto a obra exibida na fachada do edifício-sede Fiesp/Sesi-SP  funciona a partir da “captação de dados abertos da cidade, como camadas de fluxos humanos (passantes, ciclistas, ônibus, helicópteros) e de outros fluxos (energia e dados climáticos). Os artistas associam propriedades visuais e sonoras a paradigmas computacionais de evolução e emergência e os espalham em uma variedade de plataformas (app, site, fachada da Galeria do Sesi) para fruição, interação e participação“.

O trabalho compõe a mostra Arquinterface, iniciativa de Giselle Beiguelman e Luciana Paulillo na Galeria de Arte Digital SESI-SP.

 

Instalações Interativas: XYZT, Les Paysages Abstraits

XYZT, Les Paysages Abstraits” é um conjunto de instalações interativas criadas pelos artistas franceses Adrien M / Claire B e Martin Gautron.

O nome do projeto se relaciona a quatro letras que podem descrever o movimento de um ponto no espaço X (horizontal) , Y (vertical) , Z (profundidade) , T (tempo).

Cada instalação possui sensores (Kinect) que captam movimentos e enviam a informações a um computador, gerando algoritmos necessários para projetar vários tipos de imagens poéticas sincronizadas ao comportamento dos visitantes.
Para o funcionamento do sistema os artistas desenvolveram um software chamado eMotion e disponibilizado por licença aberta de direitos autorais.

O grupo de artistas atua nos campos das artes digitais e artes cênicas desde 2004. Seus trabalhos combinam os mundos real e virtual com ferramentas tecnológicas customizadas especificamente para cada projeto. O corpo humano está no cerne de suas propostas tecnológicas e artísticas, que buscam elementos poéticos através de uma linguagem visual baseada em jogo e diversão.

Seu trabalho anterior “Convergence 1.0“, foi um espetáculo que mesclava elementos do malabarismo físico-virtual com efeitos digitais, música e luz.

Referências:

Los Inrocks
XYZT: un recorrido por el espacio y el tiempo por Marine Leparc

Adafruit industries
XYZT, Les Paysages Abstraits por Jeff

Test pattern [times square] de Ryoji Ikeda

Em outubro, das 23:57 à meia-noite mais de 47 telas em cinco espalhados em cinco blocos na Time Square em Nova York ficaram piscando ou deslizando padrões preto-e-branco.

A instalação audiovisual Test pattern [times square] foi criada pelo artista japonês radicado em Paris, Ryoji Ikeda conhecido por seu trabalho que explora artes sonoras sincronizadas a experiências audiovisuais.

Para potencializar sua sensação imersiva 400 fones de ouvido foram distribuídos para público ouvir uma trilha sonora intensa sincronizada por computador ás imagens exibidas.

O artista apresentou um comunicado inusitado a imprensa com o seguinte código binário:

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Em Test pattern [times square], Ikeda faz referência códigos de barras, processamento instantâneo de informações geralmente relacionadas ao comércio e dinheiro.

Referências:

NYT
Putting Cold Data in the Service of Language and Music por Ben Ratliff

Times Square NYC
Ryoji Ikeda

Animal Newyork
Ryoji Ikeda’s “test pattern” Will Take Over Five Blocks Of Times Square por Marina Galperina

Fast Company
Ryoji Ikeda Is Trolling Times Square Every Night This Month at 11:57 por Marina Galperina

Construa seu robô humanoide em casa com impressoras 3D

InMoov é um projeto de robô humanóide disponibilizado livremente e replicável em impressoras 3D.

Criado pelo escultor e maker francês Gael Langevin, o robô é composto de servomotores, placas controladoras Arduinos, microfones, câmeras e um computador. Seu controle pode ser realizado por gestos ou reconhecimento de voz.

Trata-se de um projeto open-source. Toda a documentação e arquivos 3D podem ser compartilhados, e estão organizados de acordo com cada parte do corpo, contendo instruções de montagem.

As peças para o robô InMoov podem ser baixadas na plataforma Wevolver.com

Referências:

Design Livre
InMoov, um humanóide impresso em 3D por Fred

MAKE
Humanity: At the Core of Robotics Excitement por Stuart Gannes

Inhabitat
InMoov is an Open-Source Humanoid Robot You Can Make With a 3D Printer por Al Bredenberg

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Projeto Co_operar apresenta oficinas, laboratório e performances audiovisuais

Em agosto e setembro de 2014, o Projeto Co_operar no Sesc Belenzinho apresenta uma série de oficinas, performances audiovisuais e um laboratório para pesquisas artísticas.

Seguem abaixo a programação divulgada pelos organizadores:

co_operar

 

Agenda:

https://www.facebook.com/cooperaragenda

Programação | Oficinas:

Introdução ao home estúdio | Muep Etmo
Demonstração de diversas maneiras de criar um estúdio caseiro de forma fácil, acessível e individualizada. Para iniciantes ou músicos profissionais que queiram discutir, rever ou ampliar suas possibilidades de produção.
Duração: 4 encontros.
Internet Livre – 15 vagas.
De 05/08 a 08/08. Terça à sexta, das 19h00 às 21h00.

Live multimídia | Giuliano Obici
A oficina apresentará princípios de manipulação de áudio e vídeo e de síntese de som e imagem em tempo real, bem como formas de interação em rede.
Duração: 3 encontros.
Internet Livre – 15 vagas.
12/08 e 14/08. Terça e quinta, das 13h00 às 15h30. 19/08. Terça, das 13h00 às 18h30.

Captura e edição de vídeo em tempo real | Fernando Velázquez
A oficina apresenta técnicas de captura e edição de vídeo em tempo real. Usando câmeras de segurança, serão discutidas formas para a criação de loops de vídeo utilizados numa composição audiovisual coletiva.
Duração: 4 encontros.
Internet Livre – 15 vagas.
De 12/08 a 15/08. Terça a sexta, das 15h30 às 18h30.

Iluminação cênica em novas finalidades narrativas | Mirella Brandi
A oficina aborda as técnicas de luz cênica para pesquisa de processos narrativos subjetivos sem o uso da palavra.
Duração: 4 encontros.
Internet Livre – 15 vagas.
13, 15, 27 e 29/08. Quartas e sextas, das 19h00 às 21h00.

Introdução ao Pure Data
Giuliano Obici. Conheça o PD (pure data), uma linguagem de programação que pode ser utilizada na criação de projetos artísticos utilizando áudio, vídeo e outras linguagens.
16 vagas. Não recomendado para menores de 14 anos.
7/8, das 13 às 15h, e 8/8, das 13 às 18h.

Programação | Performances

Mecânima | DUO b e Fernando Velázquez
Mecânima é uma performance que aborda o universo da música eletrônica de pista a partir da manipulação sonora e visual de objetos de uso cotidiano manipulados ao vivo. Os artistas criam, por meio de recursos digitais e analógicos, uma composição evolutiva em camadas.
Sala de Espetáculos 2. 80 lugares.
Duração: 30 minutos.
19/08/2014. Terça, às 20h30.

Laptop coral | Giuliano Obici
Laptop coralé uma performance audiovisual que utiliza o computador pessoal como simulacro, capaz de executar ao mesmo tempo funções de performer e de instrumento-multimídia. O efeito é um tipo de “performatização midiática”, um simulacro coral.
Sala de Espetáculos 2. 80 lugares.
Duração: 30 minutos.
20/08/2014. Quarta, às 20h30.

Cinza | Mirella Brandi e Muep Etmo
Cinza é uma performance que explora caminhos audiovisuais de imersão narrativa, apropriando-se das instalações imersivas nas artes visuais, da arte sonora, das técnicas de artes cênicas e do cinema expandido para recriar e transportar o espectador por outros caminhos perceptivos.
Sala de Espetáculos 2. 80 lugares. Duração: 30 minutos.
21/08/2014. Quinta, às 20h30.

Performances sonoras

DUO b
O workshop explora técnicas para captação e edição digital de áudio a partir de equipamentos cotidianos para a criação de peças sonoras performáticas.
Duração: 3 encontros.
Internet Livre – 15 vagas.
20 e 22/08, quarta e sexta, das 15h30 às 18h30. E excepcionalmente dia 21/8, quinta, das 13h, às 18h30.

co_opera_livre

Setembro

Introdução ao Arduíno | Luciana Ohira e Sérgio Bonilha
Saiba como utilizar o Arduíno, uma plataforma de prototipagem e de programação open source que pode ser empregada em projetos interativos. 16 vagas.
Não recomendado para menores de 16 anos.
03 a 12/9. Quartas e sextas, das 19h00 às 21h00.

Edição de vídeo: TV remix retro | Francisco Arlindo Alves
A oficina propõe a criação de remixes de arquivos em vídeo da TV brasileira dos anos 60 e 70 com músicas e sons encontrados em plataformas online para livre utilização. Serão utilizados recursos básicos de edição por meio do software livre Kdenlive, com o objetivo de explorar novas interpretações através da recontextualização e recombinação.
16 vagas. Não recomendado para menores de 16 anos.
09 a 18/9. Terças e quintas, das 15h30 às 17h30.

Linguagem sonora | Ines Nin
Oficina introdutória que abordará os elementos da linguagem sonora – ruído, voz, silêncio e música e sua utilização na construção de paisagens sonoras, que aliam som e imagem. 16 vagas. Não recomendado para menores de 16 anos.
09 a 18/9. Terças e quintas, das 19h00 às 21h00.

Introdução ao vídeo digital | Joel Melo
A oficina abordará técnicas, conceitos e ferramentas para criação e edição de vídeo e, também, noções básicas de sonorização para construção de um projeto audiovisual.
16 vagas. Não recomendado para menores de 16 anos.
10/09 a 26/9. Quartas e sextas, das 13h00 às 15h00.

Arduíno e sensores | Luciana Ohira e Sérgio Bonilha
Saiba como utilizar os recursos de prototipagem do Arduíno combinados a sensores que coletam dados externos, como temperatura, luminosidade e outros, para disparar comandos de programação. 16 vagas. Não recomendado para menores de 16 anos.
De 10/09 a 16/9. Quartas e sextas, das 16h00 às 18h00.

Técnicas de animação | Vanessa Pereira
Apresentação de técnicas de animação como o stop motion, pixelation, morphing, estereoscopia, entre outras. Durante os encontros o participante poderá vivenciar a criação de animações em 2D e 3D por meio da utilização de diferentes softwares livres. 16 vagas. Não recomendado para menores de 14 anos.
10/9 a 3/10, quartas e sextas, das 10h00 às 12h00. *no dia 01/10 (quarta) não haverá atividade

Arduíno, Sensores e Pure Data | Jean Habib
Entenda as possibilidades de uso combinado da placa Arduíno, de sensores diversos e da plataforma de programação Pure Data para a criação de projetos artísticos. 16 vagas.
Não recomendado para menores de 16 anos.
17/09 a 26/9. Quartas e sextas, das 19h00 às 21h00.

Local:

Sesc Belenzinho

Endereço: Rua Padre Adelino, 1000.
Belenzinho – São Paulo (SP)
Telefone: (11) 2076-9700
http://www.sescsp.org.br

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

P&D Design 2014 tem inscrições abertas para workshops

Até 31 de agosto de 2014, workshops com temas relacionados a sustentabilidade e inovavação podem ser inscritas no P&D Design 2014, que acontece na cidade turística de Gramado, Rio Grande do Sul, entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro de 2014.

p&d

As workshops irão compor o DESIS Forum/Showcase com o prof. Ezio Manzini, evento que complementa as atividades do P&D Design 2014. O DESIS Forum/Showcase é uma iniciativa da rede DESIS, fundada por Manzini.

A iniciativa já foi realizada em várias cidades do mundo, e cria um espaço em que “projetos em curso ou recentemente concluídos sobre design para a inovação social são apresentados, e compartilhados para contribuir na formação de um panorama destas iniciativas, bem como ampliar a compreensão de seu potencial transformador no contexto brasileiro e internacional”, conforme divulgam seus organizadores.

Mais informações no site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Chamada de artigos: Revista Interin

Até 28 de julho de 2014, a Revista Interin está aceitando a submissão de trabalhos para a primeira edição de 2014 com temas livres.

A revista, cuja a idéia original foi concebida por Décio Pignatari, tem especial interesse em refletir no âmbito acadêmico multidisciplinar sobre as seguintes questões:

1- o desenvolvimento das novas tecnologias de comunicação, o poder ubíquo da mobilidade e o crescente alcance da interconexão simultânea e coletiva da sociedade, que produz e é produzida pelas novas mídias eletrônicas;

2- a comunicação para pensar (sobre) e atuar na análise dos processos de significação midiática, na produção e veiculação de discursos, no estabelecimento de vínculos em contextos socioculturais e no estudo de objetos em mídias diversas.

A Interin aceita artigos de doutores, ou doutores em co-autoria com pós-graduandos e mestres.

Mais informações no site da revista.

Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Robos imprimíveis e automontáveis inspirados em origami

Pesquisadores do MIT trabalham no desenvolvimento de robôs a partir de peças planas produzidas por impressoras 3-D que se dobram quando aquecidas. A tecnologia permite a montagem automatizada em configurações tridimensionais pré-determinadas.

A técnica se baseia na sobreposição de uma folha de PVC entre duas películas de um poliéster rígido crivadas com fendas de larguras diferentes. O calor faz com que a camada do meio se contraia, forçando a folha a se dobrar em ângulos diferentes, conforme a largura do sulco.

O desafio dos pesquisadores é aperfeiçoar o controle sobre a configuração final. A complexidade deste processo está relacionada ao fato de que as dobras  do material ocorrem de modo  simultâneo, influenciando seus ângulos mutuamente. Neste sentido, as folhas são projetadas com vincos impressos ou criados por corte a laser, com base em cálculos matemáticos efetuados por um programa de computador com o objetivo de gerar com exatidão as formas que os pesquisadores querem produzir.

A pesquisa é liderada por Daniela Rus, que se baseou em trabalhos anteriores realizados por Erik Demaine, professor de ciência da computação e engenharia no MIT. Demaine pesquisou adaptação de técnicas de origami para criação de robôs reconfiguráveis. Como parte do projeto, estão sendo desenvolvidos componentes elétricos auto dobráveis, tais como sensores, atuadores e resistores para ajudar a trazer essas máquinas para a vida.

A ideia é fornecer ferramentas de design para que indivíduos que não são especialistas consigam construir suas próprias máquinas de modo mais fácil e barato.

Referências

The Kurzweil Accelerating Intelligence
Self-assembling printable robotic components

MIT News
Bake your own robot

Newscientist
High-tech origami folds itself when heat is on por Aviva Rutkin

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, design e tecnologia abertas

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“Voltar a encher as urbes de flores e abelhas” é o que propõe o projeto Miel de Barrio criado em Madrid.

Seus participantes formam um grupo colaborativo sobre Apicultura Urbana apoiado em iniciativas DIY (Do It Yourself) visando elaborar colmeias “opensource”. A ideia é associar tecnologia abertas, arte, design e sustentabilidade.
O grupo conduz uma série de workshops em maio e junho de 2014 no Foodlab, espaço vinculado ao Medialab Prado que promove iniciativas com objetivo de discutir questões sobre alimentação, tecnologia e sociedade.

Além das atividades realizadas pelo Miel de Barrio, será apresentada uma workshop sobre a Apilink.net, uma plataforma de monitoração permanente de colmeias por meio de diferentes tipos de sensores. Seu funcionamento consiste na coleta automatizada de informações armazenadas num banco de dados que ao ser analisado possibilita identificar padrões fenológicos das colônias. Os resultados das análises fornecem subsídios para planejar o design de ferramentas no intuito de reduzir custos e aumentar a produtividade.

Os projetos abordados neste e no post anterior, demonstram uma tendência de buscar a reflexão sobre problemas das cidades a partir da junção de várias perspectivas, que neste exemplos que vão desde a economia sustentável até a arte contemporânea, com uso de metodologias abertas e participativas como open-source, open-hardware (arduino).

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Foodlab Medialab-prado
Miel de Barrio: Apicultura Urbana DIY

Miel de Barrio
Presentación de Apilink: Un proyecto de monitorización de datos para colmenas por Tina Paterson

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, repensando as cidades

Proibida em várias cidades do mundo até recentemente, a apicultura urbana é uma tendência que ganha força entre os habitantes de Hong Kong, Madrid, Londres, Maastricht, entre outros locais.
Sky_Solar_Hive
fonte: beecollective.wordpress.com
A prática ressurge na esteira do crescimento de iniciativas que repensam o funcionamento das cidades em vários países. Proposições inovadoras e criativas para o espaço urbano tem envolvido temas como a agricultura urbana, street food, energia sustentável, hardware open source, engenharia, design, e empreendedorismo social, e vários outros abordados aqui.

Com relação a apicultura urbana, telhados de edifícios públicos, hotéis, ambientes comunitários e residências se tornam espaços para produção de mel e derivados por meio da junção de competências de técnicos, artistas, designers e outros profissionais, junto aos cidadãos interessados.
 
Na cidade de Maastricht (Holanda) um grupo chamado Bee Collective formado por apicultores e designers elaborou um sistema chamado Sky Hive Solar que consiste numa torre que eleva as colmeias usando um motor elétrico alimentado por energia solar. O dispositivo foi apresentado na Semana de Design de Milão de 2014, e recebeu certificação para ser utilizado em espaços públicos em toda a Europa.

Em Londres, outro grupo denominado Bee-Collective lançou um serviço de processamento de mel para os apicultores urbanos. Na loja “Honey House” são extraidas, engarrafadas e rotuladas toneladas de mel produzidas por apicultores de toda a cidade. Mediante um taxa pelos serviços prestados, o grupo financia treinamentos em apicultura, desenvolve uma estratégia de plantio de árvores e projetos de infraestrutura verdes para acolher abelhas. Conforme o Guardian, a apicultura urbana atingiu níveis sem precedentes na cidade nos últimos cinco anos. Estima-se que existam 5.000 apicultores, cada um com uma média de três colmeias, segundo associações do setor.

Em Hong Kong, o artista Michael Leung reuniu apicultores, designers, fotógrafos, e outros artistas, para criar um grupo que já distribuiu 11 colmeias urbanas pela cidade. O Hong Kong Honey,  segue a tradição chinesa, seus participantes não usam roupas de proteção, nem fumegadores.

Muitos destas iniciativas conectam conhecimentos de apicultura, com metodologias colaborativas e participativas. Inovações no campo da eletrônica e fabricação digital e tecnologias abertas de open-source e open-hardware também são utilizadas. Com esta perspectiva, foi criado em Madrid, o projeto Miel de Barrio com apoio do Foodlab, laboratório vinculado ao Medialab Prado que fomenta a inovação no âmbito alimentação, tecnologia e sociedade. Este projeto será abordado no próximo post.

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Brasil247
Abelhas urbanas – Colmeias voltam às cidades

BBC
Apicultura urbana se populariza em ‘selva de pedra’ de Hong Kong

Bee Collective
Sky Hive por Robin van Hontem

The Guardian – Environment blog
Can a honey-processing service unite urban beekeepers?

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Chamada de trabalhos: Computer Art Congress

Até 12 de maio de 2014 estão abertas as inscrições de trabalhos para quarta edição do CAC – Computer Art Congress que acontece em setembro no Rio de Janeiro.

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Com uma programação que prevê debates, palestras, e workshops, o evento é organizado com a colaboração do NANO LAB núcleo laboratorial da Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (URFJ) para pesquisa em artes, hibridação e biotelemática, e apoio do Programa de Graduação em Artes Visuais, da URFJ.

Os conceitos fundamentais desta edição envolvem os seguintes temas:

Computer art & design for children.
Computer art & design for visually impaired.
Computer art & design for audio impaired.
Computer art & design for motor impaired.

Mais informações no site do evento

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

IOGraphica: representação visual dos movimentos do mouse

IOGraphica é um aplicativo que transforma os movimentos do mouse em representações visuais interessantes.


Enquanto o usuário desenvolve suas tarefas cotidianas no computador, com o programa aberto em segundo plano são registrados todos os movimentos do mouse gerando uma peça gráfica. Sempre que o mouse fica imóvel o aplicativo cria um círculo que tem o tamanho proporcional à duração de tempo de inatividade.

3 hours in Photoshop
3 hours in Photoshop

Criado pelos designers russos Anatoly Zenkov e Andrey Shipilov, o programa gera um mapeamento da utilização do mouse que pode ajudar a entender melhor como os  indivíduos usam seus computadores.
Outro designer Jonay OUrbina (País Basco) realizou um vídeo (publicado acima) que registra sua rotina diária de trabalho por meio do aplicativo no decorrer de um ano.

O IOGraphica é gratuito, de fácil utilização e pode ser baixado no site do programa.
Colaboração: Francisco Arlindo Alves

#ArenaNETmundial ParticipaBR discute a liberdade na internet

De 22 a 24 de abril de 2014  acontece o #ArenaNETmundial ParticipaBR com debates, oficinas e apresentações musicais ligadas à cultura digital tendo como foco iniciativas para uma internet livre, colaborativa, democrática e plural.

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Realizado no Centro Cultural São PaulO, o evento conta com a participação de Gilberto Gil, Demi Getschko, Frank William La Rue, Alessandro Molon, Manuel Castells, Tim Berners-Lee, e Fabio Malini.

O #ArenaNETmundial ParticipaBR ocorre simultaneamente ao Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet (NETmundial).

Conforme os organizadores serão discutidos “os princípios da governança da internet” e a “a sociedade civil poderá participar com suas ideias, que depois serão organizadas em uma Carta Proposta para os coordenadores do NETmundial“.

Mais informações sobre a programação no site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Improvisation Machine de Annika Frye

Improvisation machine (máquina de improvisação) é um mecanismo configurável de produção experimental que visa favorecer a variação de formas ao invés da repetição da fabricação em série.

Um dos destaques da exposição Adhocracy (já comentada anteriormente neste blog), o sistema construído pela designer alemão Annika Frye permite a produção de itens únicos por meio de uma máquina de rotomoldagem movimentada através de uma simples furadeira sem fio.

Improvisation_Machine-1

As peças são criadas a partir de um molde preenchido com um material feito de gesso-polímero molhado. Suspensos numa armação feita de tiras de tecido, os moldes são rotacionados pela máquina ao se acionar a furadeira num encaixe específico. Com o movimento o material se espalha ao mesmo tempo em que seca e se fixa no molde. O material é um gesso especial que endurece dentro de pouco tempo (30 minutos) e se assemelha à cerâmica com a vantagem de ser mais leve.

Improvisation_Machine

Depois da secagem, os objetos são lixados a partir do exterior, e seu interior é coberto com verniz. Alguns são cortados com uma serra, a fim de criar um recipiente ou um vaso. Desta forma, a parte superior e a parte inferior de um vaso, recipiente ou prato pode ser produzidas dentro de um molde único. Os moldes de plástico são criados a partir de uma folha plana, que ao ser dobrada produz formas geométricas simples, adaptando uma rede baseada em octógonos tesselados, permitindo que o padrão possa ser facilmente alterado.

Com características que remetem a cultura DIY e ao open design, Improvisation machine se contrapõe a uniformização dos produtos ao incorporar a espontaneidade e a imprevisibilidade no processo de produção em série.

Referências:

Dezeen
Improvisation Machine by Annika Frye

Share Design
Annika Frye’s ‘Improvisation Machine’

Annika Frye
The improvisation machine

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A arte de Cyrus Kabiru

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Cyrus Kabiru é um pintor e escultor autodidata nascido em Nairobi (Quênia) que faz uso de materiais reciclados encontrados nas ruas para criar obras que se situam entre a moda e a arte vestível.

Seus trabalhos foram exibidos na Exposição Adhocracy, comentada em post anterior, evento que questiona a própria definição de design, por meio das transformações no processos de fabricação e criação.
Cyrus Kabiru Art2
As pinturas de Kabiru são retratos humorísticos da vida contemporânea no seu país, ao mesmo tempo, sua obra escultórica encarna seu papel como um “coletor” de materiais reciclados de sua cidade.
Cyrus Kabiru Art3
Atualmente, se concentra em uma série que retrata a natureza africana usando milhares de tampas de garrafa costuradas. Seu trabalho mais conhecido é a série C-STUNNERS, que consiste em criar e usar óculos bifocais artísticos.

O artista relata que em sua infância vivia num local próximo de onde eram despejados grandes quantidades de resíduos. Este ambiente marcou profundamente sua memória, e sobre isso ele afirma (em tradução livre) “Eu costumava dizer ao meu pai que, quando crescesse, queria dar ao lixo uma segunda chance.”

Referências:

NYTimes.com
In the Shifting World of Product Design, the User Now Has a Voice

TED Blog
No art, no life: Fellows Friday with Cyrus Kabiru por Karen Eng

ZUPI
Conheça o trabalho de Cyrus Kabiru por Lígia Cristaldi

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Oficinas gratuitas no Sesc Belenzinho em fevereiro e março

sescbelenzinho

Ainda é possível se inscrever para as oficinas, cursos livres e bate-papos gratuitos que acontecem nos meses de fevereiro e março no Sesc Belenzinho.As atividades envolvem diversas linguagens visando aprimorar a formação, a experimentação e a pesquisa.

sescbelenzinho

O espaço de cultura digital na unidade é estruturado por meio de  laboratórios que abrangem temas como criação de games e músicas, fotografia, edição de vídeo, edição de imagens, discussões sobre a cultura DIY (Do It Yourself/Faça Você Mesmo), direitos autorais abertos ou as possibilidades do uso software livre para formatação de trabalhos acadêmicos.

Seguem abaixo as datas e atividades:

 

DESIGN.LAB

Fevereiro

11/02 a 27/02.
Terça e quinta, das 10h às 12h.
Edição de Imagem: Tratamento e Criação com orientação de Vanessa Pereira

12/02 e 13/02.
Quarta e quinta, das 15h30 às 18h.
Formatação de trabalhos acadêmicos com orientação de Francisco Arlindo Alves

15/02 a 16/02
Sabados e Domingos, 11h.
Auto Retrato 3D com orientação de André Fernandes

19/02 a 27/02
Terça a quinta, das 19h às 21h30.
Pixel Art com orientação de Rafael Nascimento

Março

12/03 a 21/03.
Quartas e sextas, das 13h às 15h.
Crie Sua Estampa com orientação de Joel Melo

26/3 a 04/04.
Quartas e sextas, das 13h às 15h.
Ensaio Visual | Cor com orientação de Joel Melo

 

SOCIAL MEDIA.LAB

Fevereiro

18/02.
Terça, das 15h30 às 18h.
Direitos autorais Abertos: Creative Commons, Copyleft e Domínio público com orientação de Francisco Arlindo Alves

25/02.
Terça, das 15h30 às 17h30.
Pensamento e Tecnologia: a cultura do “Faça você mesmo” com orientação de Francisco Arlindo Alves

Março

11/03 a 27/3.
Terças e quintas, das 10h às 12h.
Redes Sociais com orientação Vanessa Pereira

12/03 a 26/3.
Quartas, das 10h às 12h.
Cursos Online – Crowdlearning com orientação de Vanessa Pereira

 

VÍDEO.LAB

Fevereiro

De 18/02 a 27/2.
Terças a quintas, das 13h às 15h.
Iniciação ao Vídeo Digital  com orientação de Joel Melo

Março

11/03 a 27/3.
Terças e quintas, das 15h30 às 17h30.
Foto-Narrativas: Experimentações em vídeo com imagens estáticas com orientação de Francisco Arlindo Alves

 

GAME.LAB

Fevereiro

19/02 a 28/2.
Quartas a sextas, das  15h30 às 17h30.
Chip Music com Orientação de Eduardo Melo

Março

3/03 e 4/03.
Segunda e terça, das 12h às 14h.
Faça seu Game! com orientação de Vanessa Pereira

Informações sobre vagas e inscrições no site do SESCPSP.

Endereço:
SESC Belenzinho
rua Padre Adelino, 1.000 – São Paulo – SP
Fone:11 2076-9778

Exposição Adhocracy discute a nova revolução industrial

Adhocracy” é uma das exposições que se destacam por explorar a chamada “nova revolução industrial” e a transformação radical do design e dos processos de fabricação por meio de inovações como a impressão 3D, sistemas de software abertos e redes distribuídas.

Adhocracy_1

Com curadoria de Joseph Grima, a exposição foi apresentada originalmente na Bienal de Design em Istambul (2012) e posteriormente em Nova York (03/2013). Em Londres (09 e 10/2013) foi adaptada por Thomas Ermacora para ocupar os espaços da Galeria Limewharf, compondo parte da programação do London Design Festival 2013.

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O termo “Adhocracy” (utilizado pelo futurólogo Alvin Toffler), foi escolhido pelos organizadores por significar “uma organização sem estrutura que é utilizada para resolver problemas em oposição a uma burocracia”. Com obras originais da África, Europa e Américas “Adhocracy” representa a vanguarda da ecologia de fabricação digital, questionando a própria definição de design.

Conforme Joseph Grima (em tradução livre) o mundo das pessoas que fazem as coisas está em convulsão. O exponencial crescimento de redes de comunicações globais para protótipos digitais de baixo custo transforma radicalmente a vida cotidiana, o que sugere uma nova revolução industrial. Se a última revolução era sobre fazer objetos perfeitos, milhões deles, absolutamente idênticos, esta é sobre fazer apenas um, ou alguns. Seu nascedouro não é a fábrica, mas a oficina, e sua tábua de salvação é a rede.

Em consonância com a perspectiva defendida por Grima, “Adhocracy” propõe que a expressão máxima do design seja cada vez menos um “objeto fechado”, para ao invés disso se transformar no processo em si. Este deslocamento é favorecido pela ativação de sistemas abertos, ferramentas que moldam a sociedade permitindo a auto-organização em plataformas de colaboração que subvertem a competição capitalista, e fortalecem as redes de produção.

O conteúdo da exposição é heterogêneo e com uma abrangencia ampla, abarcando desde a inovação médica à crítica cultural e política, de design de móveis até fabricação de armas. Alguns dos trabalhos e artistas que compõe “Adhocracy” serão destacados e comentados nos próximos posts.

Referências:
Londonist
Adhocracy: Hacking The Design Process In Hackney

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Remixando brinquedos: Free Universal Construction Kit

The Free Universal Construction Kit é um conjunto de 80 peças adaptadoras que permitem a interoperabilidade entre vários tipos de brinquedos de montar produzidos por diferentes fabricantes.

Qualquer pessoa pode produzir as peças por um baixo custo usando uma impressora 3D. Os modelos digitais das peças são disponibilizados gratuitamente no site do projeto ou no Thingiverse.com, e todo o material é distribuido por uma licença de direitos autorais aberta Creative Commons.

O kit permite que a criança explore melhor o seu potencial criativo ao facilitar a interligação de uma peça a qualquer outra, integrando diferentes sistemas de brinquedos. Há uma diversificação das possibilidades construtivas ao invés do número limitado de combinações de um sistema fechado.

Além de proporcionar a criação de novos projetos com brinquedos de montar, The Free Universal Construction Kit tem a proposta de provocar uma reflexão sobre questões relacionadas à propriedade intelectual e cultura de código aberto, e demonstrar um modelo de engenharia reversa como uma atividade cívica. Nesta perspectiva, um processo criativo conduzido por qualquer pessoa pode desenvolver peças necessárias para reduzir as limitações apresentadas por artefatos comerciais produzidos em massa.

A iniciativa do projeto é do F.A.T. Lab e do Sy-Lab, ambos coletivos que reúnem designers, artistas, programadores, desenvolvedores.

Referências

SCRIPTed – A Journal of Law, Technology & Society
The Intellectual Property Implications of Low-Cost 3D Printing por Simon Bradshaw, Adrian Bowyer° and Patrick Haufe

F.A.T.
The Free Universal Construction Kit por fffffa

Object and Matter
Free Universal Construction Kit

WIRED

Ars Electronica at the ITU in Bangkok por Bruce Stering

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

 

 

 

 

 

 

3º Workshop Internacional FAB LAB SP, na FAUUSP

Acontece até amanhã, dia 14 de novembro o 3° Workshop Internacional FAB LAB promovido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) em sua sede na rua do lago, 876,  em  São Paulo.

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Fabricação digital aplicada ao Design e à Arquitetura Contemporâneos” é o tema do evento que apresenta uma série de palestras e workshops com convidados brasileiros e internacionais.

Os FAB LABs (abreviação de Fabrication Laboratory) consistem num conceito que surgiu no MIT,  podem ser entendidos como espaços de prototipagem rápida com equipamentos, tecnologias e softwares abertos que permitem as pessoas criarem peças e protótipos individuais, possibilitando rapidamente uma aproximação da ideia ou conceito ao objeto ou protótipo.

Segue a programação com as atividades:

13/11/2013

Edifício ANEXO (LAME) / FAU – Cidade Universitária

14h30 – 18h00
Workshop de fabricação – Parte 2
GRUPO A José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Paul Shepherd – University of Bath (UK)
GRUPO B Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) / Alexandra Paio – ISCTE-IUL (Lisboa)

14/11/2013

SEMINÁRIO INTERNACIONAL ABERTO / Auditório Ariosto Mila / FAU – Cidade Universitária

09h00 – 09h30
Abertura
Prof. Dr. Marcelo de Andrade Roméro – Diretor da FAUUSP /
Prof. Dr. Paulo Eduardo Fonseca de Campos – Coordenador do Grupo de Pesquisa DIGI FAB (FAUUSP)

09h30 – 10h10
FAB LAB: Rede Colaborativa de Pesquisa e Open Design
Prof. Dr. Paulo Fonseca (FAUUSP) / Arq. Eduardo Lopes (Garagem FabLab)

10h10 – 10h50
Fabricação Digital Com/Sem Fabrição Digital
Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto)

10h50 – 11h10 INTERVALO

11h10 – 11h50
A Biomimética na Arquitetura e no Design
Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona)

11h50 – 12h30
Mesa Redonda
Moderador: Prof. Dr. André Leme Fleury – EPUSP / Debatedora: Profa. Dra. Cibele Haddad Taralli – FAUUSP
Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) /
Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE – IUL (Lisboa) / Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

12h30 – 14h00 INTERVALO

14h00 – 14h40
Apresentação de Trabalhos do Workshop
Juliana Harrison Henno – Doutoranda ECA-USP / Alex Garcia Smith Angelo – Mestrando FAUUSP /
Representantes dos GRUPOS participantes

14h40 – 15h20
Qual o Papel dos Laboratórios de Fabricação Digital?
Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE-IUL (Lisboa)

15h20 – 15h40 INTERVALO

15h40 – 16h20
Digital Architectonics (não haverá tradução simultanea)
Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

16h20 – 17h00
Mesa Redonda
Moderador: Prof. Dr. Paulo Fonseca – FAUUSP / Debatedor: Prof. Dr. Artur Rozestraten – FAUUSP / Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) / Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE – IUL (Lisboa) / Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

Jornalismo de dados: The PANDA Project

The PANDA Project é um aplicativo criado para jornalistas que funciona como uma “biblioteca de dados”, que contribui no armazenamento, organização, pesquisa e análise das relações entre conjuntos de informações complexas.

Diferentes tipos de dados de interesse jornalístico podem ser levantados e cruzados, como por exemplo, registros de eleitores, relatórios policiais, resultados de pesquisas de meio ambiente, registros de informações judiciais, entre outros.
Além de funcionar como um motor de busca, tornando pesquisáveis todos dados armazenados, o recurso funciona como um serviço online de nuvem. O utilizador pode ter acesso aos dados de qualquer computador com acesso a internet, e desta forma economizar tempo e facilitar o trabalho.
The PANDA Project é elaborado por uma equipe liderada por Brian Boyer que se autodenomina “jornalista hacker”. Boyer já trabalhou em plataformas inovadoras de jornalismo online independente como o ProPublica.
Na visão de Boyer, a idéia é criar redações inteligentes para que os dados não fiquem presos a um disco rígido isolado, proporcionando um lugar em que as informações possam ser trabalhadas de modo mais colaborativo e dinâmico.

Referências:

Periodismociudadano.com
Cómo convertir los datos en noticias por Paula Gonzalo

Journalism.co.uk
PANDA: How the ‘data library’ for newsrooms saves time por Sarah Marshall

The PANDA Project
Welcome to PANDA!

Colaborou: Francisco Arlindo Alves