P&D Design 2014 tem inscrições abertas para workshops

Até 31 de agosto de 2014, workshops com temas relacionados a sustentabilidade e inovavação podem ser inscritas no P&D Design 2014, que acontece na cidade turística de Gramado, Rio Grande do Sul, entre os dias 29 de setembro e 2 de outubro de 2014.

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As workshops irão compor o DESIS Forum/Showcase com o prof. Ezio Manzini, evento que complementa as atividades do P&D Design 2014. O DESIS Forum/Showcase é uma iniciativa da rede DESIS, fundada por Manzini.

A iniciativa já foi realizada em várias cidades do mundo, e cria um espaço em que “projetos em curso ou recentemente concluídos sobre design para a inovação social são apresentados, e compartilhados para contribuir na formação de um panorama destas iniciativas, bem como ampliar a compreensão de seu potencial transformador no contexto brasileiro e internacional”, conforme divulgam seus organizadores.

Mais informações no site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, design e tecnologia abertas

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“Voltar a encher as urbes de flores e abelhas” é o que propõe o projeto Miel de Barrio criado em Madrid.

Seus participantes formam um grupo colaborativo sobre Apicultura Urbana apoiado em iniciativas DIY (Do It Yourself) visando elaborar colmeias “opensource”. A ideia é associar tecnologia abertas, arte, design e sustentabilidade.
O grupo conduz uma série de workshops em maio e junho de 2014 no Foodlab, espaço vinculado ao Medialab Prado que promove iniciativas com objetivo de discutir questões sobre alimentação, tecnologia e sociedade.

Além das atividades realizadas pelo Miel de Barrio, será apresentada uma workshop sobre a Apilink.net, uma plataforma de monitoração permanente de colmeias por meio de diferentes tipos de sensores. Seu funcionamento consiste na coleta automatizada de informações armazenadas num banco de dados que ao ser analisado possibilita identificar padrões fenológicos das colônias. Os resultados das análises fornecem subsídios para planejar o design de ferramentas no intuito de reduzir custos e aumentar a produtividade.

Os projetos abordados neste e no post anterior, demonstram uma tendência de buscar a reflexão sobre problemas das cidades a partir da junção de várias perspectivas, que neste exemplos que vão desde a economia sustentável até a arte contemporânea, com uso de metodologias abertas e participativas como open-source, open-hardware (arduino).

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Foodlab Medialab-prado
Miel de Barrio: Apicultura Urbana DIY

Miel de Barrio
Presentación de Apilink: Un proyecto de monitorización de datos para colmenas por Tina Paterson

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, repensando as cidades

Proibida em várias cidades do mundo até recentemente, a apicultura urbana é uma tendência que ganha força entre os habitantes de Hong Kong, Madrid, Londres, Maastricht, entre outros locais.
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fonte: beecollective.wordpress.com
A prática ressurge na esteira do crescimento de iniciativas que repensam o funcionamento das cidades em vários países. Proposições inovadoras e criativas para o espaço urbano tem envolvido temas como a agricultura urbana, street food, energia sustentável, hardware open source, engenharia, design, e empreendedorismo social, e vários outros abordados aqui.

Com relação a apicultura urbana, telhados de edifícios públicos, hotéis, ambientes comunitários e residências se tornam espaços para produção de mel e derivados por meio da junção de competências de técnicos, artistas, designers e outros profissionais, junto aos cidadãos interessados.
 
Na cidade de Maastricht (Holanda) um grupo chamado Bee Collective formado por apicultores e designers elaborou um sistema chamado Sky Hive Solar que consiste numa torre que eleva as colmeias usando um motor elétrico alimentado por energia solar. O dispositivo foi apresentado na Semana de Design de Milão de 2014, e recebeu certificação para ser utilizado em espaços públicos em toda a Europa.

Em Londres, outro grupo denominado Bee-Collective lançou um serviço de processamento de mel para os apicultores urbanos. Na loja “Honey House” são extraidas, engarrafadas e rotuladas toneladas de mel produzidas por apicultores de toda a cidade. Mediante um taxa pelos serviços prestados, o grupo financia treinamentos em apicultura, desenvolve uma estratégia de plantio de árvores e projetos de infraestrutura verdes para acolher abelhas. Conforme o Guardian, a apicultura urbana atingiu níveis sem precedentes na cidade nos últimos cinco anos. Estima-se que existam 5.000 apicultores, cada um com uma média de três colmeias, segundo associações do setor.

Em Hong Kong, o artista Michael Leung reuniu apicultores, designers, fotógrafos, e outros artistas, para criar um grupo que já distribuiu 11 colmeias urbanas pela cidade. O Hong Kong Honey,  segue a tradição chinesa, seus participantes não usam roupas de proteção, nem fumegadores.

Muitos destas iniciativas conectam conhecimentos de apicultura, com metodologias colaborativas e participativas. Inovações no campo da eletrônica e fabricação digital e tecnologias abertas de open-source e open-hardware também são utilizadas. Com esta perspectiva, foi criado em Madrid, o projeto Miel de Barrio com apoio do Foodlab, laboratório vinculado ao Medialab Prado que fomenta a inovação no âmbito alimentação, tecnologia e sociedade. Este projeto será abordado no próximo post.

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Brasil247
Abelhas urbanas – Colmeias voltam às cidades

BBC
Apicultura urbana se populariza em ‘selva de pedra’ de Hong Kong

Bee Collective
Sky Hive por Robin van Hontem

The Guardian – Environment blog
Can a honey-processing service unite urban beekeepers?

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A arte de Cyrus Kabiru

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Cyrus Kabiru é um pintor e escultor autodidata nascido em Nairobi (Quênia) que faz uso de materiais reciclados encontrados nas ruas para criar obras que se situam entre a moda e a arte vestível.

Seus trabalhos foram exibidos na Exposição Adhocracy, comentada em post anterior, evento que questiona a própria definição de design, por meio das transformações no processos de fabricação e criação.
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As pinturas de Kabiru são retratos humorísticos da vida contemporânea no seu país, ao mesmo tempo, sua obra escultórica encarna seu papel como um “coletor” de materiais reciclados de sua cidade.
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Atualmente, se concentra em uma série que retrata a natureza africana usando milhares de tampas de garrafa costuradas. Seu trabalho mais conhecido é a série C-STUNNERS, que consiste em criar e usar óculos bifocais artísticos.

O artista relata que em sua infância vivia num local próximo de onde eram despejados grandes quantidades de resíduos. Este ambiente marcou profundamente sua memória, e sobre isso ele afirma (em tradução livre) “Eu costumava dizer ao meu pai que, quando crescesse, queria dar ao lixo uma segunda chance.”

Referências:

NYTimes.com
In the Shifting World of Product Design, the User Now Has a Voice

TED Blog
No art, no life: Fellows Friday with Cyrus Kabiru por Karen Eng

ZUPI
Conheça o trabalho de Cyrus Kabiru por Lígia Cristaldi

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Fachada do edifício Fiesp-SESI é palco da Mostra Vivacidades: Poéticas Socioambientais

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fonte: Verve cultural

Até dia 30 de setembro, a fachada do edifício FIESP-SESI se transforma numa tela gigante para exibição de obras interativas que compõem a mostra de arte digital “Vivacidades: Poéticas Socioambientais” promovida pela Galeria de Arte Digital do Serviço Social da Indústria de São Paulo SESI-SP.

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fonte: Verve cultural

A curadoria de Marília Pasculli, da Verve Cultural tem como objetivo “provocar a reflexão sobre a relação de suas vidas nas metrópoles e os fenômenos naturais, como o fluxo dos mares, a força dos ventos e as mudanças climáticas”, conforme divulgado pela Agência Indusnet FIESP.
Questões como relações entre consumo, meio ambiente, mudanças climáticas e qualidade de vida dos habitantes de uma megalópole serão abordadas por diferentes perspectivas nas 6 obras que compõem a exposição. São exploradas linguagens artístico-estéticas por meio da interação com tablets, celulares e outros dispositivos, além de experiências de visualização de dados em tempo real.

 

Waterdrops, é uma obra interativa criada por Carles F. Juliá, Daniel Gallardo e Sebastián Mealla, participantes do Music Thecnology Group de Barcelona. A participação do público ocorre por meio da mesa interativa “Reactable” que consiste numa interface multiusuário sensível ao toque. O dispositivo já foi utilizado anteriormente como instrumento musical pela cantora Björk. Neste trabalho, a interatividade da mesa possibilita manipular um quebra-cabeça virtual, com peças que controlam várias fontes de “águas virtuais” exibidas na fachada do prédio. A ideia é despertar uma reflexão sobre como a água pode ser um recurso renovável se utilizado do modo correto.
Em 2008, o grupo já havia realizado um trabalho experimentando as possibilidades da Reactable para controlar intervenções visuais em grandes estruturas arquitetônicas na Torre Agbar.

O Music Thecnology Group reúne pesquisadores de disciplinas diferentes e complementares na Universitat Pompeu Fabra, em Barcelona, para o estudo de temas como processamento de sinais de áudio, descrição sonora e musical, e interfaces musicais. O grupo incorpora conhecimentos provenientes tanto de disciplinas científico-tecnológicas como humanístico-artísticas.

 

SCSD (Smart Citizen Sentiment Dashboard) de Nina ValkanovaMortiz Behrens possibilita que as pessoas se expressem sobre problemas da cidade exibindo o conjunto de contribuições numa linguagem visual simples na fachada do prédio. Durante sua estada em São Paulo, os artistas europeus visitaram o Centro Cultural da Juventude na Vila Nova Cachoeirinha, e o CEU Paraisópolis, locais onde ministraram workshops sobre seu trabalho.
Nina Valkanova é uma artista multimídia e programadora búlgara, especialista em design de interação. Entre outros projetos, ela participou do #myPosition que consiste numa fachada urbana interativa que apresenta uma visualização coletiva de opiniões dos cidadãos. Este trabalho foi produzido em parceria com o Mobile & Physical Interaction Team do T-Labs / TU Berlin e o Institute for Internet and Society de Berlim.
Moritz Behrens é um designer de interfaces alemão, que pesquisa arquitetura de computação adaptativa urbana. Entre seus trabalhos se destaca o projeto multimídia “Screens in the Wild” que explora a conectividade de comunidades na cidade de Londres, permitindo a indivíduos situados em locais separados se comunicarem através de telas em rede colocadas em espaços públicos.

 

Open Enviroment é uma obra apresentada pelo coletivo brasileiro Late! (Laboratório de Arte e Tecnologia). O trabalho, conforme seus criadores, “aponta algumas questões emergentes relacionadas à forma como o fluxo de informação nas cidades é capaz de promover grandes mudanças socioambientais”. O publico participa por meio de redes sociais e dispositivos móveis, para tornar possível “manter um ecossistema virtual que se alimenta deste fluxo de dados”.
O Late! é um laboratório/coletivo que envolve diversas áreas do conhecimento, como a arte, a ciência da computação, eletrônica, música e design. É formado por Kiko Barretto, bacharel em Ciências da Computação e Mestre em Arte e Tecnologia e Carlos Eduardo Batista, doutor em informática (Sistemas Hipermídia).

 

In the Air, dos artistas espanhóis Neréa Calvillo e Martin Nadal, exibe na fachada do prédio, uma visualização de dados sobre a composição do ar na cidade de São Paulo com a utilização de informações disponibilizadas pela CETESB (Companhia do Meio Ambiente do Governo Paulista). Componentes atmosféricos (CO, SO2, NO2, PMO3) são representadas com o uso de diferentes cores.
Neréa Calvillo é arquiteta e especialista em novas tecnologias com projetos voltados a temas ligados à visualização de dados e cartografia.
Martin Nadal é programador e desenvolve projetos no campo da arte e tecnologia.

 

SP Reflections é uma obra do grupo venezuelano Tecné Collective, que apresenta na fachada do prédio a representação de dados atmosféricos da cidade em tempo real, por meio de um conjunto de animações. Informações sobre velocidade e direção do vento, da temperatura e da qualidade do ar, correspondem a variadas cores e padrões visuais .
Com artistas baseados em Madrid, Florida e Miami, o Tecné Collective elabora trabalhos de arte e tecnologia que abordam relações entre espaços físicos e digitais.

 

Mimesis é uma obra produzida pelo laboratório de arte e tecnologia memeLab e a produtora multimídia Grão Filmes. O trabalho propõe aproximar ambiente urbano, da fauna selvagem por meio da projeção de animais selvagens na tela gigante da fachada do prédio da FIESP.

 

Programação

20h às 22h – Obras interativas, alterando em 10 minutos cada.
Open Enviroment – Late!
Waterdrops – Music Thecnologic Group (Carles F. Juliá, Daniel Gallardo e Sebastián Mealla)
SCSD de Nina Valkanova & Mortiz Behrens

22h às 23:30h – Obras de visualização de dados e em vídeo.
In the Air – Neréa Calvillo & Martin Nadal
SP Reflections – Tecné Collective
Mimesis – memeLab + Grão

23h30 ás 06h – Todas as obras transmitidas anteriormente em formato de vídeo (loop)

 

Referências:

FIESP
Galeria de Arte Digital Sesi-SP recebe exposição interativa Vivacidade: Poéticas Socioambientais

Nina Valkanova
#myPosition: Interactive Urban Poll Visualization

Moritz Behrens
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Nova Paraisópolis
Workshop no CEU Paraisópolis vai receber artistas de mostra digital do SESI por Joildo Santos

Music Technology Group – Universitat Pompeu Fabra
Reactable – Genesis of the project

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

People Make Parks: engajamento de comunidades para criação de parques urbanos

People Make Parks promove o envolvimento de comunidades nos projetos de criação, financiamento e design de parques urbanos. O projeto propõe que a partir deste envolvimento dos cidadãos, o governo construa melhores parques, e as pessoas se sintam mais comprometidas a preservar estes espaços, por terem participado de sua elaboração.

Baseado em Nova York, o projeto disponibiliza 11 ferramentas em seu site para coordenar o recolhimento de ideias e opiniões sobre o que uma comunidade deseja ter no seu novo parque. Há um repositório online com estudos de casos de iniciativas já bem sucedidas de comunidades que podem ser replicadas. Além disso, é oferecido apoio e informações sobre como pleitear financiamentos a órgãos governamentais. O site do projeto tem versões em inglês e espanhol.

A iniciativa é organizada pelo Hester Street Collaborative’s (HSC), grupo que trabalha em projetos educação e design comunitários. O grupo estimula que os moradores de uma região desenvolvam um senso de propriedade positiva ao ter suas ideias ouvidas sobre a forma como seu entorno é construído e moldado.

People Make Parks também é apoiado pelo programa Partnerships for Parks (PFP) que defende uma cultura de colaboração entre as pessoas e governo em torno do reconhecimento dos parques como centros vitais da vida numa comunidade.

Referências:

BMW Guggenheim Lab
100 Urban Trends

Urban Omnibus
People Make Parks por Hillary Angelo e Anooradha Siddiqi

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Eco DIY Collection

Eco DIY Collection é uma série de produtos com inspiração “DIY” (Do It Yourself / faça você mesmo) que podem ser montados pelos usuários por meio de simples instruções que constam na embalagem.eduardo_alessi-deer2
Tendo papelão reciclado como material estrutural, as peças criadas pelo designer italiano Eduardo Alessi, se caracterizam por ter como base uma única folha 2D plana.
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Na montagem a folha pode ser facilmente dobrada conforme os entalhes e vincos determinados, sem cola ou corte.
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Todos os projetos seguem uma tendência eco-friendly. Além do uso de papelão reciclado na estrutura, as partes elétricas foram desenvolvidas para conseguir uma maior eficiência no consumo de energia, sem o uso de baterias. A série é composta por cinco animais ameaçados de extinção: o cervo, a coruja, o elefante, a girafa e o rinoceronte.

 

Referências

1 Design Per Day
DIY Animals Collection by Eduardo Alessi

Revista de Design social
Coleção Eduardo Alessi/Eco DIY, feita de papelão reciclado por Jessica Zannori

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Projeto sistemas/ecos ocupa a Praça Victor Civita em SP

Até 18 de junho de 2013, o Projeto sistemas/ecos apresenta na Praça Victor Civita, em São Paulo, uma exposição com foco na convergência entre arte, design e meio-ambiente. A entrada é gratuita.
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Abrangendo performances e instalações, o evento exibe obras dos artistas Maurício Dias & Walter Riedwig, Sonia Guggisberg, Lucas Bambozzi e Rejane Cantoni & Leonardo Crescenti. Também compõem a programação, apresentações de live cinema, e de música experimental dos artistas Cristiano Rosa e Dudu Tsuda.

O projeto surge a partir da pesquisa da artista Sonia Guggisberg, que tem como objeto o Subsolo. A hipótese proposta é que “as histórias subterrâneas, enterradas, nunca terminam mesmo quando soterradas e relegadas à invisibilidade uma vez que sobrevivem como resíduos do passado e como metáforas cognitivas redesenhando as redes de relações na cidade“. O  estudo da Praça Victor Civita e as contaminações no seu solo deu origem ao Projeto sistemas/ecos.

A programação pode ser conferida no site do evento.

Via Fotografia Contemporânea e Catraca Livre

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Documentário sobre design open source e comunidades auto-sustentáveis

The Spark é um documentário que aborda soluções sustentáveis propostas em projetos de comunidades intencionais no meio urbano e de tecnologias com design open source num ambiente rural.

Dirigido por Ian Midgley, o trabalho enfoca as dificuldades e oportunidades de dois projetos: Open Source Ecology e Our School at Blair Grocery.

Open Source Ecology (já abordado aqui anteriormente) é uma rede de agricultores, engenheiros, e apoiadores fundada pelo físico Marcin Jakubowski no Missouri. Seu principal objetivo é o GVCS (Global Village Construction Set) uma plataforma DIY voltada ao desenvolvimento de equipamentos para agricultura com design modular open source, caracterizados pelo baixo custo e alto desempenho. A plataforma abrange um conjunto de 50 ferramentas modulares e fáceis de replicar podem ser usadas ​​em comunidades sustentáveis. Entre elas, o protótipo de um trator, uma prensa para fabricar tijolos, uma unidade de energia hidráulica modular e uma retroescavadeira.

Our School at Blair Grocery é uma iniciativa do professor Nat Turner que após o furacão Katrina saiu de Nova York para fundar uma escola alternativa no local de um supermercado abandonado em New Orleans. Direcionada a jovens em situação de risco, a instituição ensina seus alunos a produzir alimentos, e os remunera com a venda para restaurantes locais. O objetivo é constituir um centro de educação para sustentabilidade que desenvolve habilidades sobre técnicas de agricultura urbana ensinando também como tornar esta atividade economicamente viável.

Financiado colaborativamente com apoio da plataforma de crowdfounding Kickstarter, The Spark analisa como a determinação de indivíduos Marcin Jakubowski e Nat Turner pode produzir mudanças importantes.

Mais informações no site do documentário

Referências:

Computerworld
Using open source to build sustainable communities por Rohan Pearce

P2P Foundation
The Spark: documentary about p2p resilience and thrivability experiments por Michel Bauwens

The Huffington Post
Our School at Blair Grocery

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Arte comunitária com pneus descartados

Um projeto de arte comunitária chamado “Ubuntu” introduz crianças no universo da arte com a utilização de centenas de pneus descartados espalhados em regiões pobres na cidade Cidade do Cabo (África do Sul).

O projeto criado pelo artista ABOVE convida crianças a pintar os pneus escolhendo as cores que desejem. Em seguida os pneus são empilhados formando um totem unificado e colorido.

A palavra africana Ubuntu foi escolhida por ter um sentido ético-filosófico podendo significar entre outras coisas, “humanidade para com os outros”. Um dos objetivos do artista é representar por meio das cores a diversidade da África do Sul e suas diferentes raças.

ABOVE é um street artist californiano com trabalhos realizados nas ruas de mais 90 cidades em 60 países.

Referências:

Wooster Collective
Go Above: Community Art in Cape Town por Marc

Coisa Semanal
Precisamos de mais Aboves por Barbara

ArrestedMotion
Video / Streets: ABOVE (South Africa) por Sleepboy

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Coal Power Plant Mutation: arranha-céus contra a poluição

O projeto Coal Power Plant Mutation propõe a construção de arranha-céus de 1000 metros de altura, como uma abordagem inovadora para diminuir a poluição gerada por usinas de energia movidas a combustíveis fósseis.

Fonte: evolo.us

As estruturas gigantescas propostas pelo arquiteto romeno Bogdan Chipara seriam construídas ao redor de uma usina de carvão para minimizar o impacto dos resíduos nocivos jogados na atmosfera.

Fonte: evolo.us

A idéia é criar uma alternativa enquanto não são implementadas energias verdes para substituir estas centrais térmicas, que atualmente respondem por 85% do mercado global de energia, segundo dados divulgados por Chipara.

A estrutura é composta de três pernas longas e tubulares com um volume de quase 10 milhões de metros cúbicos. São equipadas com vários tipos de filtros de ar de diversas densidades em diferentes alturas.  Os filtros inferiores usam técnicas sintéticas para fixação de dióxido de carbono e os superiores funcionam como bio-filtros.

Desta forma, se diminui os efeitos tóxicos da emissão de gases poluentes que saem de grandes chaminés em virtude do processo de combustão do carvão. Nas usinas convencionais, os gases reagem com a atmosfera produzindo ácidos nítricos, sulfurosos e sulfúricos que caem em forma de chuva.

Uma “pele” de 300.000 metros cobre toda a parte superior. À prova d’água e composta com elastômero (polímero que apresenta propriedades elásticas), esta malha isola gases e vapores, evitando a chuva ácida, além de ser equipada com células fotovoltaicas e sensores para monitorar a qualidade do ar.

Tendo em vista que na maioria das vezes estes complexos energéticos se localizam perto de grandes cidades, a estrutura é iluminada por LEDs, que brilham em padrões verticais, com o objetivo de conscientizar as pessoas sobre suas demandas de energia e seus impactos.

O trabalho recebeu uma menção honrosa no “eVolo’s 2012 Skyscraper Competition“, premiação especializada em arquitetura para “arranha-céus”, que reconhece projetos que utilizem, entre outros aspectos, novas tecnologias, sistemas sustentáveis, considerando os impactos econômicos, sociais e culturais no meio urbano.

Referências:

Bustler
Coal Power Plant Mutation by Bogdan Chipara

eVolo
Coal Power Plant Mutation

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Chris Jordan: crítica à sociedade de consumo

Chris Jordan é um artista e fotógrafo com trabalhos exibidos em várias exposições ao redor do mundo, abordando o fenômeno do consumismo desenfreado.

Running the Numbers: An American Self-Portrait“, sua série mais recente, iniciada em 2006, examina os efeitos cumulativos da cultura americana contemporânea buscando um novo olhar sobre como as estatísticas sobre o tema são percebidas.

Cada imagem retrata uma quantidade específica de algo em grande escala, por exemplo, “The Moon“, de 2011, (Imagem acima) é formada por 29.000 cartões de crédito, que seria equivalente ao número médio de pedidos de falência pessoal a cada semana nos EUA em 2010. Em “Barbie Dolls“, de 2008, 32.000 bonecas Barbie compõem a imagem, número que equivale a quantidade de cirurgias de aumento de mama realizadas mensalmente nos EUA em 2006. Em “Seurat” (imagem acima), de 2007, 106.000 latas de alumínio, equivalem a trinta segundos de consumo de latas no país.

Conforme explica em seu site, a intenção de Jordan é que as imagens que representam as quantidades possam ter um efeito diferente do que os números brutos por si só.  Em sua visão, as estatísticas são percebidas de um modo abstrato, o que torna difícil o entendimento de seus significados.

Sua série anterior “Intolerable Beauty: Portraits of American Mass Consumption“, produzida de 2003 a 2005, provoca uma reflexão sobre a enorme quantidade de detritos acumulados pela sociedade de consumo de massa.

Os conjuntos quase infinitos de aparelhos celulares, carregadores para celulares, placas de computador, entre outros dispositivos, demonstram a imensa escala de consumo, que é retratada na visão de Jordan, como algo desolador, macabro, estranhamente cômico e irônico, e até mesmo sombriamente bonito.

Atualmente o artista produz o documentário “Midway“, inspirado em sua experiência como fotógrafo em uma ilha no oceano pacífico na qual encontrou vários bebês albatrozes mortos com os corpos cheios de pedaços de plástico.

Chris Jordan nasceu em São Francisco em 1963, e atualmente vive em Seattle.

Referências:

Wired
Plastic-Filled Albatrosses Are Pollution Canaries in New Doc por Jakob SchillerEmail

Revista Select
Quanto pesa uma vida sem fio? A dimensão política dos celulares não se esgota no seu uso por Giselle Beiguelman

Core77
Running the Numbers: An American Self-Portrait by Chris Jordan por Jeannie Choe

Orion Magazine
Photographs by Chris Jordan (interview) por Jörg Colberg

 

A partir de dica de Andrea Fonseca (Sesc Belenzinho)

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Fase 4, encontro sobre arte e tecnologia

De 11 a 14 de Outubro de 2012 acontece na Cidade de Buenos Aires, o Fase 4, quarta edição do encontro sobre arte e tecnologia que reúne mais de 20 instituições, e mais de 150 artistas de vários países.

O evento é realizado no Centro Cultural Recoleta desde 2009, e aborda o tema “Post ecología – hacia una naturaleza y una cultura sustentable“. Com curadoria de Graciela Taquini e assessoria artística de Rodrigo Alonso, o que se propõe é efetuar uma reflexão sobre um mundo em crise, evidenciada nos campos político social, ecológico, e econômico.

LIVE Singapore! Plataforma de visualização de dados urbanos

LIVE Singapore! é um projeto que objetiva correlacionar as várias camadas de informação digital que cobrem um ambiente urbano numa plataforma de visualização dinâmica de dados.

O projeto é desenvolvido pelo Future Urban Mobility research initiative at the Singapore-MIT Alliance for Research and Technology (SMART) em parceria com o MIT Senseable City Lab.

Com base nesta plataforma, por exemplo, é possível entender melhor o fluxo de veículos e a variação nos congestionamentos no decorrer do dia por meio de um mapa isocrônico, em que as deformações são proporcionais ao tempo de viagem.

Informações de telemetria sobre a movimentação de táxis pela cidade, são cruzadas com dados sobre os índices de precipitação oferecendo um maior entendimento sobre o impacto da chuva no sistema de transporte.
Também é possível analisar as temperaturas na cidade, e sua correlação com usos de sistemas de ar-condicionado que por consequencia resultam em maior consumo de energia e elevação das temperaturas.

Informações geolocalizadas sobre as quantidades de chamadas de voz e mensagens de texto emitidas por celulares podem produzir um melhor entendimento sobre o uso do espaço urbano pela população em tempo real.

Se optou pelo desenvolvimento de uma plataforma aberta possibilitando um engajamento de comunidades de desenvolvedores na criação de aplicativos inovadores gerando mapas multi-dimensionais sobre a cidade-estado do sudeste asiático.

LIVE Singapore! devolve aos indivíduos uma série de dados que foram gerados através de suas próprias ações, formando um ciclo de feedback entre pessoas, com a combinação de diferentes fontes em tempo real, de forma  a produzir apresentações gráficas das informações para a tomada de decisões em resposta as condições do ambiente.

Referências:


DensityDesign

City of Flows Conference por Giorgia Lupi

Mashable
Why the Future of Transportation Is All About Real-Time Data por Aliza Sherman

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

QR Code Gigante

Com  mais de  300.000 metros quadrados, a maior representação de um QR Code foi criada por uma família proprietária de uma fazenda próxima a Edmonton, capital da província canadense de Alberta.

A estrutura forma um labirinto gigantesco composto por milharais, que ao ser fotografada de uma vista aérea por meio de um smartphone, ativa num  navegador o endereço da propriedade.

O trabalho foi realizado mediante várias tentativas, até ser atingida uma relação de contraste ideal que permitiu a leitura do código.

Referências:

CBC NEWS
Alberta corn maze cut into huge QR code

2d Code
Giant QR Code Corn Maze por Roger

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Convocatória Internacional Interactivos?’12

Até dia 18 de agosto podem ser realizadas inscrições para a convocatória Interactivos?’12 Nuvem que vai selecionar 5 propostas para residência no hacklab rural em Visconde de Mauá (RJ) entre 1 e 17 de novembro 2012.

Realizada pelo Medialab-Prado em parceria com o projeto Nuvem.tk, a iniciativa é direcionada a pesquisadores, profissionais e amadores com projetos ligados às áreas de “comunicação, agricultura, alimentação, água potável, saúde, energia, transporte, bio-construção, desde uma perspectiva rural”.

Conforme divulgado pelos organizadores, a proposta tem como foco a “intersecção das culturas hacker e rural para o desenvolvimento de projetos que permitam uma vida mais autônoma“. O intuito é “viabilizar ideias que facilitem a reocupação do campo, a produção e distribuição de alimentos saudáveis, a integração social das comunidades existentes, o compartilhamento dos conhecimentos tradicionais, a soberania energética e outros efeitos benéficos na comunidade“.

Será oferecido transporte, hospedagem, alimentação, ajuda de custo e apoio técnico para a elaboração dos projetos.

Mais informações no site do Medialab-Prado ou do Projeto Nuvem (em português).

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Cientistas anunciam painéis de energia solar mais baratos

Um grupo de pesquisadores das Universidades de Sheffield e Cambridge na Inglaterra anunciou nesta semana um novo processo que torna muito mais barata e simplificada a produção em massa de dispositivos para energia solar.

O estudo publicado no Journal Advanced Energy Materials, apresenta um método para fabricação de células solares sobre uma película de polímero aderente por meio de impressão. Os filmes de células solares que foram desenvolvidos são mil vezes mais finos do que a largura de um cabelo humano.

Além de baratos, são leves e facilmente transportáveis, o que permite que uma produção em grande escala de painéis solares possa cobrir áreas extensas tornando esta energia renovável muito mais viável e eficiente.

Referências:

Inhabitat
New Printable Cling-Film Solar Cells are Cheap and Easy to Produce por Brit Liggett

Process and Control Today
‘Cling-film’ solar cells could lead to advance in renewable energy

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Tales of Things, memória digital dos objetos da vida real

O projeto Tales of Things oferece uma maneira rápida de efetuar a conexão entre qualquer objeto físico e as lembranças referentes a ele, sejam elas registradas em qualquer mídia, para poder compartilhá-las essas memórias online.

O sistema permite o acompanhamento de um objeto, mesmo depois de ser repassado para outra pessoa.

Em uma economia permeada por uma cultura da descartabilidade, a ideia utiliza as potencialidades da chamada Internet das Coisas para incentivar os indivíduos a valorizar seus próprios objetos, e reflitir sobre possíveis novos usos para coisas “velhas” antes de jogá-las fora.

O armazenamento de informações, e a conexão com a plataforma online funcionam com auxílio de QR Codes (códigos de barras bidimensionais que podem representar dados alfanuméricos como um endereço de web) ou etiquetas RFID (etiquetas que possuem chip e memória em seu interior, podendo se comunicar com o exterior por meio de sinais de rádio).

Recentemente foi realizada The Curiosity Shop, uma parceria entre o projeto e a Oxfam, ONG que atua no combate a pobreza no mundo. Através da iniciativa, foram colocadas a venda roupas doadas por pessoas conhecidas como Annie Lennox, Colin Firth, Helen Mirren e Kate Moss. Cada item tinha uma etiqueta com um QR Code, que indicava links relatando como o dinheiro arrecadado poderia dar suporte e capacitar mulheres em situações vulneráveis.

Relatos feitos pelas celebridades que doaram os itens também foram associados às roupas, como por exemplo, o vestido que Annie Lennox usava na festa de aniversário de Nelson Mandela em Londres nos anos 90 (no vídeo abaixo).

Entre os muitos objetivos propostos pelo Tales of Things, está a promoção de uma aproximação entre pessoas pelo compartilhamento de experiências semelhantes, e o favorecimento de uma maior compreensão do passado dos objetos pelas gerações futuras. A ideia faz parte do projeto TOTeM que explora a memória social no contexto da Internet das Coisas.

Referências:

Digital Urban
QRCodes, Sociable Objects & RFID – The Oxfam Curiosity Shop in Selfridges por Smithee

Inovação Tecnológica
Tecnologias do futuro: Domótica e Internet das Coisas

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Culture|Futures: Transições para uma Era Ecológica

No dia 30 de maio, acontece no Centro Cultural de São Paulo a conferência pré C-40 Cities, “Culture|Futures: Transições para uma Era Ecológica”, destinada principalmente gestores, produtores e representantes de instituições culturais, artistas de qualquer área, ativistas, acadêmicos e líderes políticos com o objetivo de promover mudanças de comportamento, e ampliar a conscientização sobre questões ambientais por meio da cultura.

A conferência ocorre por ocasião do C40 Summit encontro do grupo dos dirigentes das 40 maiores cidades do mundo que tem como atual presidente o prefeito de Nova York Michael Bloomberg. O evento que terá sede em São Paulo discute a criação de projetos e políticas públicas visando enfrentar o impacto das mudanças climáticas.

As inscrições podem ser realizadas no site do Centro Cultural da Espanha_SP.