Apicultura Urbana, design e tecnologia abertas

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“Voltar a encher as urbes de flores e abelhas” é o que propõe o projeto Miel de Barrio criado em Madrid.

Seus participantes formam um grupo colaborativo sobre Apicultura Urbana apoiado em iniciativas DIY (Do It Yourself) visando elaborar colmeias “opensource”. A ideia é associar tecnologia abertas, arte, design e sustentabilidade.
O grupo conduz uma série de workshops em maio e junho de 2014 no Foodlab, espaço vinculado ao Medialab Prado que promove iniciativas com objetivo de discutir questões sobre alimentação, tecnologia e sociedade.

Além das atividades realizadas pelo Miel de Barrio, será apresentada uma workshop sobre a Apilink.net, uma plataforma de monitoração permanente de colmeias por meio de diferentes tipos de sensores. Seu funcionamento consiste na coleta automatizada de informações armazenadas num banco de dados que ao ser analisado possibilita identificar padrões fenológicos das colônias. Os resultados das análises fornecem subsídios para planejar o design de ferramentas no intuito de reduzir custos e aumentar a produtividade.

Os projetos abordados neste e no post anterior, demonstram uma tendência de buscar a reflexão sobre problemas das cidades a partir da junção de várias perspectivas, que neste exemplos que vão desde a economia sustentável até a arte contemporânea, com uso de metodologias abertas e participativas como open-source, open-hardware (arduino).

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Foodlab Medialab-prado
Miel de Barrio: Apicultura Urbana DIY

Miel de Barrio
Presentación de Apilink: Un proyecto de monitorización de datos para colmenas por Tina Paterson

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

#ArenaNETmundial ParticipaBR discute a liberdade na internet

De 22 a 24 de abril de 2014  acontece o #ArenaNETmundial ParticipaBR com debates, oficinas e apresentações musicais ligadas à cultura digital tendo como foco iniciativas para uma internet livre, colaborativa, democrática e plural.

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Realizado no Centro Cultural São PaulO, o evento conta com a participação de Gilberto Gil, Demi Getschko, Frank William La Rue, Alessandro Molon, Manuel Castells, Tim Berners-Lee, e Fabio Malini.

O #ArenaNETmundial ParticipaBR ocorre simultaneamente ao Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet (NETmundial).

Conforme os organizadores serão discutidos “os princípios da governança da internet” e a “a sociedade civil poderá participar com suas ideias, que depois serão organizadas em uma Carta Proposta para os coordenadores do NETmundial“.

Mais informações sobre a programação no site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Começa a CryptoRave, com 24 horas de oficinas, exposições, debates e palestras

Hoje, 19hs, 11 de abril de 2014, começa a CryptoRave, uma maratona de 24 horas de atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede.
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O evento acontece Centro Cultural De São Paulo, e abrange oficinas, exposições, debates e palestras visando popularizar e difundir conceitos visando possibilitar que as pessoas comuns tenham “condições de defender sua privacidade e proteger suas informações”. Entre os variados temas que serão abordados estão o jornalismo investigativo, espionagem, cyberguerras, biometria, criptomoedas, liberdade na rede, neutralidade da rede, criptografia para mulheres, e os direitos do consumidor na internet.

O conjunto de convidados abrange pesquisadores, ativistas e jornalistas como Klaus Wuestefeld, Jorge Stolfi (UNICAMP), Bob Fernandes (jornalista), Natália Viana (Agência Pública), Sérgio Amadeu (UFABC), Bruna Provazi e Jérémmie Zimmermann (La Quadrature du Net), e muitos outros.

Conforme divulgado pelos organizadores, a CryptoRave segue a lógica das cryptoparties eventos que ocorrem em diversos países e “fazem parte de um esforço global de popularizar o uso de ferramentas de criptografia para ampliar a segurança das pessoas que se comunicam nas redes digitais”.

As atividades ocorrem no Piso Caio Graco do Centro Cultural De São Paulo e a participação é aberta mediante inscrição online gratuita.

Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Cidadãos remodelam região da cidade por meio de financiamento colaborativo

Em meio à crise econômica, moradores da cidade de Roterdã (Holanda) viabilizam a construção de uma passarela para pedestres por meio de uma campanha financiamento colaborativo compartilhada nas mídias sociais.

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Denominado “I Make Rotterdam“, o projeto inicial da passarela possui 17 mil pranchas de madeira, sendo que em cada uma delas os doadores podem inserir seu nome, um anúncio um negócio, ou mesmo uma mensagem. O valor das contribuições é de 32,50 dólares para uma prancha, ou 162,50 dólares para um segmento de pranchas.

O projeto foi elaborado pelo escritório de arquitetura ZUS [Zones Urbaines Sensibles] fundado por Kristian Koreman e Elma Van Boxel. O conceito visa proporcionar a remodelação do distrito por meio da religação de regiões da cidade que perderam sua conectividade em função do denso desenvolvimento e de uma infra-estrutura voltada principalmente aos veículos a motor.

A previsão era que a obra só pudesse ser concluída num prazo de 30 anos, mas assim que começaram as doações foi iniciada a construção, e em três meses um terço dos fundos necessários foi arrecadado. Agora os organizadores pretendem estender o comprimento da passarela por meio de doações adicionais.

A estratégia do financiamento colaborativo (crowdfunding) se mostrou uma alternativa num período em que a situação econômica dificulta os meios de financiamento tradicionais, ao mesmo tempo que envolveu e engajou os cidadãos de maneira mais efetiva em projetos de melhoria urbana da região.

Referências:

American Society of Civil Engineers
Pedestrian Bridge Financed through Crowdfunding por Jenny Jones

Pop-Up City
Rotterdam’s Crowd-Funded Pedestrian Bridge

Inhabitat
Rotterdam Citizens Crowdfund Fantastic Wooden Luchtsingel Footbridge por Ana Lisa Alperovich

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Documentário sobre design open source e comunidades auto-sustentáveis

The Spark é um documentário que aborda soluções sustentáveis propostas em projetos de comunidades intencionais no meio urbano e de tecnologias com design open source num ambiente rural.

Dirigido por Ian Midgley, o trabalho enfoca as dificuldades e oportunidades de dois projetos: Open Source Ecology e Our School at Blair Grocery.

Open Source Ecology (já abordado aqui anteriormente) é uma rede de agricultores, engenheiros, e apoiadores fundada pelo físico Marcin Jakubowski no Missouri. Seu principal objetivo é o GVCS (Global Village Construction Set) uma plataforma DIY voltada ao desenvolvimento de equipamentos para agricultura com design modular open source, caracterizados pelo baixo custo e alto desempenho. A plataforma abrange um conjunto de 50 ferramentas modulares e fáceis de replicar podem ser usadas ​​em comunidades sustentáveis. Entre elas, o protótipo de um trator, uma prensa para fabricar tijolos, uma unidade de energia hidráulica modular e uma retroescavadeira.

Our School at Blair Grocery é uma iniciativa do professor Nat Turner que após o furacão Katrina saiu de Nova York para fundar uma escola alternativa no local de um supermercado abandonado em New Orleans. Direcionada a jovens em situação de risco, a instituição ensina seus alunos a produzir alimentos, e os remunera com a venda para restaurantes locais. O objetivo é constituir um centro de educação para sustentabilidade que desenvolve habilidades sobre técnicas de agricultura urbana ensinando também como tornar esta atividade economicamente viável.

Financiado colaborativamente com apoio da plataforma de crowdfounding Kickstarter, The Spark analisa como a determinação de indivíduos Marcin Jakubowski e Nat Turner pode produzir mudanças importantes.

Mais informações no site do documentário

Referências:

Computerworld
Using open source to build sustainable communities por Rohan Pearce

P2P Foundation
The Spark: documentary about p2p resilience and thrivability experiments por Michel Bauwens

The Huffington Post
Our School at Blair Grocery

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A dinâmica do hardware aberto inspirada no software livre

Um dos maiores e mais respeitados centros de pesquisa científica no mundo, o CERN, está patrocinando uma importante iniciativa que apoia o espírito da disseminação do conhecimento em consonância com os ideais da chamada “Open Science”.

A organização lançou uma licença, denominada CERN OHL, que estabelece um marco legal para facilitar a troca de conhecimento entre a comunidade de designers que desenvolvem hardware. O que se propõe é reproduzir no âmbito do desenvolvimento de projetos de hardware, as mesmas vantagens e níveis de produtividade percebidos nos processos de desenvolvimento do Sistema Operacional Linux, e softwares open-source em geral.

Por meio da licença. é concedida aos usuários a liberdade de estudar, modificar, redistribuir os resultados relacionados tanto a documentação como a concepção e fabricação. Ao mesmo tempo, é estipulada a obrigação de compartilhamento para qualquer indivíduo que modifique ou melhore o projeto, o que gera uma natureza “persistente” da licença, e permite que todos possam se beneficiar das inovações.

Na mesma direção, o CERN também já havia lançado dois anos atrás uma comunidade chamada Open Hardware Repository (OHR) com o objetivo de incentivar projetos eletrônicos de colaboração. Atualmente a OHR disponibiliza 40 projetos de várias instituições com a suas especificações técnicas como, diagramas, layouts, esquemas de circuitos ou placas de circuito impresso, desenhos mecânicos, fluxogramas e textos descritivos, entre outros detalhes.

Um dos motivos que levaram a criação do repositório é a busca do compartilhamento de resultados no intuito de estabelecer um trabalho simultâneo e coordenado entre equipes diferentes para a solução do mesmo problema evitando duplicação de esforços.

Large Hadron Collider (CERN)

O CERN (The European Organization for Nuclear Research) administra entre outros grandes projetos o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC (Large Hadron Collider), e nos anos 80 desenvolveu em colaboração com físico inglês Tim Berners-Lee o projeto World Wide Web.

Referências:

Ars Technica
For the good of all of us: CERN launches open source hardware effort por Ryan Paul

MAKE
CERN Embraces Open Hardware por John Baichtal

Adafruit
CERN launches Open Hardware initiative – Open Hardware License is here…

Guardian.co.uk
Open science: a future shaped by shared experience por Bobbie Johnson

Inovação tecnológica
CERN lança iniciativa de hardware aberto

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Debtocracy, documentário sobre a crise grega, financiado pelo público

Debtocracy” é um documentário financiado pelo público, que discute as raízes da crise provocada pelo colapso financeiro que atingiu a Grécia.

Os jornalistas Katerina Kitidi e Aris Hatzistefanou realizaram o filme com um orçamento de apenas 8.000 euros levantados através de pequenas doações de amigos, indivíduos dispersos e os sindicatos. Disponibilizado na internet com uma licença Creative Commons, o trabalho já obteve mais de 1 milhão de visualizações.

A obra questiona a responsabilidade da elite política do país e banqueiros, alegando haver uma relação entre a cumplicidade das autoridades e as causas da crise de endividamento.

O sucesso de Debtocracy fez com que o filme adquirisse uma dimensão simbólica nos movimentos de resistência popular ao pacote de austeridade, tendo inclusive despertado o interesse do público em outros países, como por exemplo, na Espanha, em que 4.000 manifestantes participaram de uma exibição na Plaza Catalunya de Barcelona,

Debtocracy pode ser baixado no site:

http://www.debtocracy.gr/

Referências:

Global Voices
Greece: Documentary Film “Debtocracy” Available in English por Filip Stojanovski

The Guardian
Debtocracy: the samizdat of Greek debt por Aditya Chakrabortty

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

cloud computing + software livre: hora de investir

Em matéria publicada na versão eletrônica do Jornal “The Guardian” Arthur Charles prevê que com menos dinheiro e menos consumo haverá uma tendência de aumento do uso de software livre. Conseqüencia direta seria a economia de custos de licença e aumento de uso do “cloud computing”, no qual se paga pelo quanto se usa de recursos computacionais de terceiros. Segundo o editor, com a queda de confiança do mercado em ativos, petróleo e títulos do tesouro, o capital se tornaria mais acessível às empresas tecnológicas com idéias e planos de negócios.

Leia mais:
http://www.guardian.co.uk/