Crianças inglesas terão aulas de programação a partir dos 5 anos

Uma reforma no currículo educacional na Inglaterra tem o objetivo de ensinar crianças a elaborar os seus próprios programas. A idéia é que elas não sejam apenas meras utilizadoras do computador, mas entendam seu modo de operação, e controlem o seu funcionamento para criar o que queiram.

Imagem criada por Wesley Fryer "Scratch Scripts to move in a circle" disponibilizada por licença CC-BY-SA no site Flickr Imagem criada por Wesley Fryer
“Scratch Scripts to move in a circle” disponibilizada por licença CC-BY-SA no site Flickr

Esta é uma das principais propostas da mudança do currículo escolar na Inglaterra, que envolve o ensino de programação a crianças a partir dos 5 anos de idade.

A iniciativa é vista como ambiciosa e tem gerado controvérsias. Por um lado é percebida como uma solução que vai surtir resultados a longo prazo para o déficit de profissionais qualificados, mas para ativistas da tecnologia as habilidades de programação beneficiam as crianças em outros aspectos, tornando-as mais criativas, e despertando o pensamento lógico, e a curiosidade sobre a forma como as coisas são construídas. Conforme afirma Bill Mitchell da BCS (Academy of Computing Board) “Quando você aprende computação, você está pensando sobre o pensar”.

O investimento intenso de empresas privadas como Google e Microsot ao financiar projetos de formação de professores também tem gerado polêmica. Renunciou ao cargo em agosto, Linda Sandvik, diretora do Code Club, umas das entidades que participa neste processo formativo. Linda afirma ter recebido ordens para não criticar patrocinadores (Google) a respeito de questões como por exemplo a vigilância em massa. Representantes do Google negam qualquer orientação neste sentido. Outra crítica realizada por representantes de professores é sobre a falta de preparo, em relação a uma implementação apressada das reformas.

O novo programa irá atingir mais de 5 milhões de alunos com idade entre 5 e 14 nas escolas públicas inglesas. Estão incluídas outras mudanças importantes como a introdução de uma língua estrangeira obrigatória mais cedo, ao invés de aos onze anos, aos sete anos de idade.

Referências:

Telegraph
Five-year-olds to be taught computer programming and foreign languages

The Guardian
Coding at school: a parent’s guide to England’s new computing curriculum por Stuart Dredge

UOL
Ingleses passam a ter aulas de programação a partir dos 5 anos

PandoDaily
UPDATED: Code Club cofounder resigns after being ordered not to criticize Google por David Holmes

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Encontro online discute o presente e o futuro dos Recursos Educacionais Abertos (REA)

No dia 15 de março de 2014, no horário das 11h às 12h30, a educação aberta e Recursos Educacionais Abertos (REA) são discutidos em encontro online: “Presente e Futuro – Planejando os próximos 5 anos: encontro da comunidade brasileira REA.br“.

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O evento ocorre em comemoração à Open Education Week (Semana de Educação Aberta), evento internacional que discute a Educação Aberta.

Recursos Educacionais Abertos conforme descrição da UNESCO “são materiais de ensino, aprendizado e pesquisa em qualquer suporte ou mídia, que estão sob domínio público, ou estão licenciados de maneira aberta, permitindo que sejam utilizados ou adaptados por terceiros”.

A Comunidade REA-Brasil é composta por “educadores, cientistas, engenheiros, profissionais de TICs, advogados, e toda e qualquer pessoa que acredita em educação aberta e recursos educacionais abertos visando a construção de uma educação mais democrática, inclusiva e mais próxima a cultura colaborativa da Internet”, em definição do site REA.br.

A moderação do encontro é de Débora Sebriam e Priscila Gonsales (Instituto Educadigital/REA.br).

Participam do debate Oona Castro e Luiz Augusto (Wikimedia Community User Group Brasil), Jamila Venturine (USP), Romero Tori e Rodrigo Filev (USP e eMundo), Rafael Pezzi (UFRG e OKF-Br) e Marcelo Akira (UFG e membro comunidade REA.br).

Conforme divulgado pela organização “apresentadores também vão falar sobre o projeto de mapeamento de REA no Brasil e América Latina”. Serão exploradas “parcerias e compartilhar informações sobre os projetos atuais e nossos sonhos para progredir com REA no Brasil. Um relatório dessa discussão será posteriormente publicado no site do REA.br“.

O encontro ocorre via ferramenta Hangout do Google (o link será disponibilizado às 10h40).
As informações sobre como participar estão em página do rea.net.br

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Fórum sobre Educação Aberta permite participação online e gratuita

Está aberto para participação online e gratuita o fórum para discutir o tema: “Rumo à Educação Aberta no Brasil com REA e EAD: oportunidades e desafios na educação básica“.

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O Fórum compõe parte da programação do Open Education Week 2014, evento internacional que ocorre de 10 a 15 de março de 2014, e busca aumentar a consciência do movimento de educação aberta. A moderação da discussão é de Paula Ugalde (Telecentro Info.com – RS), Cláudio Kirner (Universidade Federal de Itajubá – MG), Cristiana Mattos Assumpção (Colégio Bandeirantes – SP) e Francisco Velasquez (Secretaria Municipal de Educação do RJ).

A Educação Aberta constitui um tema de grande importância nas discussões sobre educação no contexto internacional. Suas práticas visam ampliar as oportunidades de acesso ao conhecimento por meio de recursos educacionais abertos, tanto por meio de plataformas tecnológicas que permitem a intercomunicação, acesso e inovação, como por meio de instrumentos legais (licenças abertas) que garantem a liberdade para compartilhar reutilizar e modificar materiais. Desta forma é possível combinar recursos para construir coisas novas, ampliando as possibilidades para alunos e educadores em todo o mundo.

Dica da Paula Ugalde

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Oficinas gratuitas no Sesc Belenzinho em fevereiro e março

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Ainda é possível se inscrever para as oficinas, cursos livres e bate-papos gratuitos que acontecem nos meses de fevereiro e março no Sesc Belenzinho.As atividades envolvem diversas linguagens visando aprimorar a formação, a experimentação e a pesquisa.

sescbelenzinho

O espaço de cultura digital na unidade é estruturado por meio de  laboratórios que abrangem temas como criação de games e músicas, fotografia, edição de vídeo, edição de imagens, discussões sobre a cultura DIY (Do It Yourself/Faça Você Mesmo), direitos autorais abertos ou as possibilidades do uso software livre para formatação de trabalhos acadêmicos.

Seguem abaixo as datas e atividades:

 

DESIGN.LAB

Fevereiro

11/02 a 27/02.
Terça e quinta, das 10h às 12h.
Edição de Imagem: Tratamento e Criação com orientação de Vanessa Pereira

12/02 e 13/02.
Quarta e quinta, das 15h30 às 18h.
Formatação de trabalhos acadêmicos com orientação de Francisco Arlindo Alves

15/02 a 16/02
Sabados e Domingos, 11h.
Auto Retrato 3D com orientação de André Fernandes

19/02 a 27/02
Terça a quinta, das 19h às 21h30.
Pixel Art com orientação de Rafael Nascimento

Março

12/03 a 21/03.
Quartas e sextas, das 13h às 15h.
Crie Sua Estampa com orientação de Joel Melo

26/3 a 04/04.
Quartas e sextas, das 13h às 15h.
Ensaio Visual | Cor com orientação de Joel Melo

 

SOCIAL MEDIA.LAB

Fevereiro

18/02.
Terça, das 15h30 às 18h.
Direitos autorais Abertos: Creative Commons, Copyleft e Domínio público com orientação de Francisco Arlindo Alves

25/02.
Terça, das 15h30 às 17h30.
Pensamento e Tecnologia: a cultura do “Faça você mesmo” com orientação de Francisco Arlindo Alves

Março

11/03 a 27/3.
Terças e quintas, das 10h às 12h.
Redes Sociais com orientação Vanessa Pereira

12/03 a 26/3.
Quartas, das 10h às 12h.
Cursos Online – Crowdlearning com orientação de Vanessa Pereira

 

VÍDEO.LAB

Fevereiro

De 18/02 a 27/2.
Terças a quintas, das 13h às 15h.
Iniciação ao Vídeo Digital  com orientação de Joel Melo

Março

11/03 a 27/3.
Terças e quintas, das 15h30 às 17h30.
Foto-Narrativas: Experimentações em vídeo com imagens estáticas com orientação de Francisco Arlindo Alves

 

GAME.LAB

Fevereiro

19/02 a 28/2.
Quartas a sextas, das  15h30 às 17h30.
Chip Music com Orientação de Eduardo Melo

Março

3/03 e 4/03.
Segunda e terça, das 12h às 14h.
Faça seu Game! com orientação de Vanessa Pereira

Informações sobre vagas e inscrições no site do SESCPSP.

Endereço:
SESC Belenzinho
rua Padre Adelino, 1.000 – São Paulo – SP
Fone:11 2076-9778

Remixando brinquedos: Free Universal Construction Kit

The Free Universal Construction Kit é um conjunto de 80 peças adaptadoras que permitem a interoperabilidade entre vários tipos de brinquedos de montar produzidos por diferentes fabricantes.

Qualquer pessoa pode produzir as peças por um baixo custo usando uma impressora 3D. Os modelos digitais das peças são disponibilizados gratuitamente no site do projeto ou no Thingiverse.com, e todo o material é distribuido por uma licença de direitos autorais aberta Creative Commons.

O kit permite que a criança explore melhor o seu potencial criativo ao facilitar a interligação de uma peça a qualquer outra, integrando diferentes sistemas de brinquedos. Há uma diversificação das possibilidades construtivas ao invés do número limitado de combinações de um sistema fechado.

Além de proporcionar a criação de novos projetos com brinquedos de montar, The Free Universal Construction Kit tem a proposta de provocar uma reflexão sobre questões relacionadas à propriedade intelectual e cultura de código aberto, e demonstrar um modelo de engenharia reversa como uma atividade cívica. Nesta perspectiva, um processo criativo conduzido por qualquer pessoa pode desenvolver peças necessárias para reduzir as limitações apresentadas por artefatos comerciais produzidos em massa.

A iniciativa do projeto é do F.A.T. Lab e do Sy-Lab, ambos coletivos que reúnem designers, artistas, programadores, desenvolvedores.

Referências

SCRIPTed – A Journal of Law, Technology & Society
The Intellectual Property Implications of Low-Cost 3D Printing por Simon Bradshaw, Adrian Bowyer° and Patrick Haufe

F.A.T.
The Free Universal Construction Kit por fffffa

Object and Matter
Free Universal Construction Kit

WIRED

Ars Electronica at the ITU in Bangkok por Bruce Stering

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

 

 

 

 

 

 

III Festival Games for Change América Latina

Nos dias 29 e 30 de novembro acontece o III Festival Games for Change América Latina, evento que aborda como os games podem constituir uma força transformadora da sociedade.

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Profissionais e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento humano vão discutir suas perspectivas sobre o impacto dos games na educação, inovação, e políticas públicas a partir de campos como a realidade aumentada, internet das coisas, computação em nuvem, e mobilidade.

Além de palestras e debates, o festival abrange testes de games em laboratório e oficinas práticas de criação.

O evento é promovido pela rede internacional “Games for Change” e organizado pelo grupo de pesquisa Cidade do Conhecimento da USP.

Mais informações sobre programação e inscrições no site do evento:

gamesforchange.org.br

Referências:

GameStorming
III Festival Games for Change Traz Atividades e Game de Ciências ‘Ludwig’ Por Kao Tokio

Games For Changes
III Festival Games for Change América Latina por David

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Documentário sobre design open source e comunidades auto-sustentáveis

The Spark é um documentário que aborda soluções sustentáveis propostas em projetos de comunidades intencionais no meio urbano e de tecnologias com design open source num ambiente rural.

Dirigido por Ian Midgley, o trabalho enfoca as dificuldades e oportunidades de dois projetos: Open Source Ecology e Our School at Blair Grocery.

Open Source Ecology (já abordado aqui anteriormente) é uma rede de agricultores, engenheiros, e apoiadores fundada pelo físico Marcin Jakubowski no Missouri. Seu principal objetivo é o GVCS (Global Village Construction Set) uma plataforma DIY voltada ao desenvolvimento de equipamentos para agricultura com design modular open source, caracterizados pelo baixo custo e alto desempenho. A plataforma abrange um conjunto de 50 ferramentas modulares e fáceis de replicar podem ser usadas ​​em comunidades sustentáveis. Entre elas, o protótipo de um trator, uma prensa para fabricar tijolos, uma unidade de energia hidráulica modular e uma retroescavadeira.

Our School at Blair Grocery é uma iniciativa do professor Nat Turner que após o furacão Katrina saiu de Nova York para fundar uma escola alternativa no local de um supermercado abandonado em New Orleans. Direcionada a jovens em situação de risco, a instituição ensina seus alunos a produzir alimentos, e os remunera com a venda para restaurantes locais. O objetivo é constituir um centro de educação para sustentabilidade que desenvolve habilidades sobre técnicas de agricultura urbana ensinando também como tornar esta atividade economicamente viável.

Financiado colaborativamente com apoio da plataforma de crowdfounding Kickstarter, The Spark analisa como a determinação de indivíduos Marcin Jakubowski e Nat Turner pode produzir mudanças importantes.

Mais informações no site do documentário

Referências:

Computerworld
Using open source to build sustainable communities por Rohan Pearce

P2P Foundation
The Spark: documentary about p2p resilience and thrivability experiments por Michel Bauwens

The Huffington Post
Our School at Blair Grocery

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Chamada de trabalhos: SeNID 2013 – por uma cultura hacker na educação

Até 31 de dezembro de 2012, II Seminário Nacional de Inclusão Digital recebe submissões de artigos, oficinas e paineis tematizando experiências na áreas de Inclusão digital na educação e em processos de inclusão social.

O seminário ocorre na Universidade de Passo Fundo – UPF, com o tema “Por uma cultura hacker na educação”. Os trabalhos devem estar inseridos em tópicos de interesse que abrangem variados temas, entre eles, a “Robótica educativa livre”, “Metodologias de ensino para a era digital”, “Reflexões sobre a cultura hacker na educação”, “Dispositivos móveis” e “Escolas do século XXI”.

Conforme os organizadores, o tema do evento está relacionado a “observação de que a Escola, inserida em um contexto de conexão e de espaços digitais poderosos de autoria, deve mudar, apropriando-se das tecnologias de inclusão digital de forma inovadora, inusitada, revolucionária e criativa“.

As inscrições podem ser efetuadas no site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Hackeando a cidade: bibliotecas DIY no Brasil

O “Estante Pública” é um projeto de participação coletiva e ocupação urbana na cidade de Porto Alegre que consiste na instalação de bibliotecas DIY “faça você mesmo” (DIY: Do It Yourself) em paradas de ônibus, utilizando algumas estruturas abandonadas originalmente direcionadas para publicidade.

Em termos de simplicidade e criatividade, o redesign de equipamentos urbanos em desuso tem algumas semelhanças com a proposta do nova-iorquino John Locke comentada em post anterior, sobre a criação de mini bibliotecas em cabines telefônicas. Seguindo a lógica do conhecimento aberto presente na cultura DIY dos hackers urbanos, os porto-alegrenses disponibilizaram um PDF com um guia de montagem para que qualquer pessoa, em qualquer cidade possa replicar o projeto.

A primeira biblioteca foi instalada na Avenida Nilo Peçanha com 50 livros, e posteriormente novas estandes foram construídas em vários bairros, com o apoio do coletivo independente Nomade Ind e da Funarte. Algumas resistiram poucos dias, outras foram além das expectativas, e intermediaram a troca de livros, textos, revistas, jornais e outros objetos entre moradores de modo mais permanente.

Os organizadores do projeto usam o conceito de “transvenção” para denominar suas ações.  Segundo esta perspectiva o conceito se diferencia da ideia de “intervenção” por “visar (através da prática intervencionista) dar uma função que seja útil à sociedade ao local afetado, sem afirmar nenhum tipo de possessão privada ou individual“.

No Brasil, existem diversas iniciativas que promovem apropriações criativas dos espaços urbanos aliadas ao incentivo e disseminação da leitura. Entre elas, cabe citar projetos como o Parada Cultural (em pontos de ônibus), Cultura no Ônibus (biblioteca itinerante criada por um cobrador de ônibus no veiculo onde trabalha), ambos em Brasília, Biblioteca Livre Pote de Mel (Biblioteca que funciona em uma padaria em Curitiba), além de outros descritos em artigo “Bibliotecas na rua” publicado no site Bibliotecários Sem Fronteiras.

Na Colômbia funciona um projeto similar através de um programa governamental Paraderos Paralibros Paraparques (PPP) iniciado há 15 anos na cidade de Bogotá. Já foram construídas 51 mini-bibliotecas públicas na cidade, e em todo o país, mais de 100.
http://www.youtube.com/watch?v=Cw2yOr_zkCU
Todas estes projetos são caracterizadas pelo custo reduzido, facilidade de construção e forma como revitalizam o espaço urbano tornando-o mais elegante, agradável e solidário.

Referências:

Bibliotecários Sem Fronteiras
Bibliotecas na rua por Moreno Barros

Hack Your City
DIY Libraries por Andrew Hyder

Secretaría Distrital de Cultura, Recreación y Deporte de Bogotá
Parques para Leer. Paraderos Paralibros Paraparques (PPP)

World Literature Today
10 Unusual Micro Libraries

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Hackeando a cidade: bibliotecas DIY

Nas ruas de Nova York, “Bibliotecas DIY” (Do It Yourself / faça você mesmo) são fabricadas e instaladas voluntariamente por meio de uma intervenção urbana realizada pelo arquiteto John Locke.

De modo simples e com baixo custo, o projeto faz um redesign das estruturas de cabines telefônicas abandonadas da cidade.

As mini-bibliotecas comunitárias são construídas com prateleiras de madeira compensada e preenchidas com livros doados por vizinhos e amigos, sem que seja alterada a operacionalidade e visibilidade do telefone.

O que se propõe é que as pessoas retirem, depositem e compartilhem livros, em uma tentativa de promover uma atitude participativa da comunidade.

Locke trabalha num projeto mais abrangente chamado The Department of Urban Betterment. A idéia é reunir especialistas em várias áreas e elaborar intervenções que transformem os locais e estruturas subutilizadas da cidade, propondo novos e criativos usos dos espaços públicos.

Intervenções em várias cidades do mundo, como as realizadas por John Locke têm sido classificadas como ações de “hackers urbanos”, termo usado por Andrew Hyder, do site Hack Your City. A expressão, segundo Peter Geoghegan, surgiu no livro “Access All Areas: A User’s Guide to the Art of Urban Exploration” (2005) de Jeff Chapman. A obra define o “hacking urbano”, como uma prática de “infiltrar-se ou invadir áreas ou espaços restritos ou de acesso proibido”.

Referências

Hack Your City
DIY Libraries por  Andrew Hyder

NovaE
Hackers do Espaço: nenhum território inacessível por Peter Geoghegan (tradução)

The Atlantic Cities
How New York Pay Phones Became Guerrilla Libraries por  John Metcalfe

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Software para indexação e distribuição de recursos educacionais

Duda Library é um software livre que mapeia, padroniza, indexa, armazena e redistribui Recursos Educacionais Abertos (REA) disponibilizados gratuitamente no mundo inteiro.

Seus recursos permitem a disponibilização dos conteúdos educativos de modo offline para instituições educacionais e comunidades dispersas geograficamente sem que seja necessário uma boa conexão com a Internet.

Criado por Eduardo Nogueira, o sistema tem como objetivo enfrentar os empecilhos que monitores/professores encontram na péssima qualidade da conexão de internet, e principalmente na dificuldade de encontrar os conteúdos úteis e específicos a cada prática pedagógica, apesar de já existirem muitos laboratórios de computadores em escolas e comunidades em lugares remotos.

Em entrevista ao site brasileiro do REA, Eduardo afirma: “Não podemos esperar que os professores conheçam tecnologia a fundo para que consigam baixar e levar o REA pra dentro da sala de aula. Nós, hackers, programadores e conhecedores da tecnologia em geral é que devemos fazer essa ponte: criar uma ferramenta que coloque os REAs certos, nos lugares certos, nas mãos das pessoas certas”.

Segundo a UNESCO, os Recursos Educacionais Abertos – REA, (em inglês: Open Educational Resources, OER), “consistem em diversos tipos de materiais educacionais sob domínio público ou licenciados de maneira aberta, o que dá direito legal aos usuários para usar, copiar, adaptar, remixar e redistribuir gratuitamente”.

Referências:

UNESCO
Fórum Latino-Americano de Políticas em Recursos Educacionais Abertos

Centro de Tecnologia Acadêmica IF-UFRGS
Seminário de Recursos Educacionais Abertos por Tatiana Pereda

Internantando
Seminário Recursos Educacionais Abertos em Porto Alegre de Débora Sebriam

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

D3 Academy: Oportunidade para produção de projetos digitais

A D3 Produtora Digital abre inscrições para a nova turma do “D3 Academy”.  Conforme a produtora, o programa consiste num “treinamento técnico e um período de experiência para pessoas com potencial, que aspiram trabalhar na produção de projetos digitais”.

A duração do programa é três meses, no qual o participante terá contato com múltiplas áreas da produção digital, estudando e desenvolvendo projetos experimentais, além de trabalhar com a equipe da produtora em atividades relacionadas a projetos de clientes.

Ao final do programa, os participantes com melhor desempenho podem ser efetivados em sua área de interesse.

Mais informações no site da D3.

As inscrições são realizadas por meio de um formulário disponibilizado pela produtora.

Coréia do Sul pretende eliminar livros de papel nas escolas até 2015

O ministério da educação da Coréia do Sul anunciou um plano chamado de “educação inteligente” que entre seus objetivos propõe que até 2015 todos os livros de papel utilizados por alunos do ensino fundamental e médio sejam convertidos para versões digitais.

Entre as outras medidas anunciadas há um plano de aumentar a quantidade de aulas on-line em três anos até 2013, como forma de possibilitar a continuidade dos estudos para alunos que não podem ir à escola devido às condições meteorológicas ou problemas de saúde. Também serão disponibilizados livros digitais personalizados para atender estudantes com necessidades especiais.

Estima-se que serão gastos 2,4 bilhões de dólares, o que por outro lado, conforme o que o site do Technology Review destacou, pode funcionar também como um grande incentivo para a indústria coreana de produtos eletrônicos.

Referências

Technology Review – MIT

Samsung Windfall: All of South Korea’s Textbooks to Go Digital by 2015 por Christopher Mims

ESchool News
All Korean textbooks to go digital by 2015

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

JOVAED 2011 – Jornada Virtual ABED de Educação a Distância

Esta semana, de 10 a 21 de junho, acontece o JOVAED: Jornada Virtual ABED de Educação a Distância.

O evento será totalmente online com uma série de atividades síncronas e assíncronas em múltiplas plataformas coordenadas por importantes profissionais do Ensino a Distância do Brasil e de outros países.

Conforme informado pela organização estão programadas atividades que ocorrerão em listas de discussão, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, blogs e microblogs, wikis, imagens, vídeos, webconferências, games e mundos virtuais, dentre outras ferramentas web 2.0.

Qualquer pessoa ler e participar da cobertura colaborativa do evento no Twitter com a utilização da hashtag #jovaed

Mas informações no site do evento e a programação completa por ser conferida neste link.

Via Tecnologia e Mídias Digitais – PUC

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Hyper Island

Foram divulgados os programas para 2011 da Hyper Island, centro educacional para profissionais criativos e empreendedores voltado a responder às novas tendências e necessidades das mídias digitais.

Originalmente criada em 1995 por Lars Lundh, David Erixon e Jonathan Briggs numa antiga prisão real sueca em Karlskrona, a Hyper Island possui escritórios em Estocolmo, Londres, Manchester e Nova York, e em 2011, oferece os programas “digital media”, “mobile applications”, “interactice art director”, “ecommerce manager”, “motion graphics” e “interactive media design & management”.

Dica do Bruno Lima

Professores robôs

Crianças que frequentam a escola primária na Coréia, nas cidades de Masan e Daegu, estão entre as primeiras a serem instruídas por professores-robôs. EngKey é um robô instrutor de inglês que possui scripts de conversas para ajudar na melhoria das habilidades de linguagem dos alunos.

Veja vídeo
Desenvolvido pelo KIST – Korea Institute of Science and Technology, o EngKey está faz parte de um plano do ministério da educação coreano para que até 2013, todos os 8400 jardins da infância no país receberem um robô instrutor. Cada um deles assumiria um papel de auxiliar aos “professores humanos”.

Entre as vantagens, está o fato de que ao contrário do que pode ocorrer com adultos, os robôs, que possuem a forma de pinguins, fazem os alunos não se sentirem intimidados para errar e acertar em seu aprendizado. Por outro lado, os robôs ainda estão evoluindo para conseguir lidar com a improvisação, de forma que os alunos devem seguir um roteiro cuidadoso ao praticar sua pronúncia com as máquinas.

Referências:

New York Times
Teaching Machine Sticks to Script in South Korea por Choe Sang-Hun

SingularityHub
A Robot in Every Korean Kindergarten by 2013? por Aaron Saenz

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Entrevista ao Conexões Tecnológicas

Em entrevista publicada no site do Festival Conexões Tecnológicas, tive a oportunidade de discutir sobre a pesquisa do corpo como tecnologia e modelos do espaço e de concepção do mesmo, e a incorporação de elementos da investigação destes temas nas atividades em sala de aula. Também destaquei e comentei sobre alguns trabalhos inscritos no Festival Conexões Tecnológicas 2010.
Confira no link: http://conexoestecnologicas.org.br/?p=1773

Scratch: Linguagem de programação para crianças

Uma linguagem gráfica de programação para crianças a partir de 8 anos de idade. Este é o objetivo do projeto Scratch, elaborado pelo Lifelong Kindergarten Group no MIT Media Lab, que desde 2007 já recebeu uma infinidade de projetos compartilhados em seu site.

A linguagem de programação possibilita as crianças desenvolver com maior facilidade suas próprias histórias interativas, animações, jogos, música e criações artísticas, com a recurso de poder compartilhar estes conteúdos na Internet.

Scratch é distribuído gratuitamente, e roda nas plataformas Mac e PC, e sistemas operacionais Windows, Linux. Em seu site estão disponibilizados vários tutoriais, fóruns, apresentações e artigos de pesquisadores que discutem as possibilidades educativas do projeto. A iniciativa conta com apoio financeiro da National Science Foundation, Microsoft, Intel Foundation, MacArthur Foundation, Google, Iomega e MIT Media Lab research consortia.

Site do projeto:
http://scratch.mit.edu/

Referência:
4 Tools for Teaching Kids to Code no  ReadWriteWeb por Audrey Watters

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Software para aquisição e manipulação de dados através de gestos

SignStream é uma ferramenta de banco de dados para análise de dados lingüísticos capturados em vídeo, que possibilita a aquisição e manipulação de dados através de gestos.

Imagem original do ASL Linguistic Research Project at Boston University
Imagem original: ASL Linguistic Research Project at Boston University

Embora esteja sendo projetado especificamente para trabalhar com dados da Língua de Sinais Americana, a ferramenta pode ser aplicada a qualquer tipo de dados linguísticos capturados em vídeo. SignStream poderia ser usado para o estudo de outras línguas de sinais, como por exemplo a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), bem como para estudos que incluem os componentes gestuais das línguas faladas. Continue reading “Software para aquisição e manipulação de dados através de gestos”

Information Landscapes (1994)

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Muriel Cooper (1925-1994), foi uma das co-fundadoras do MIT Media Lab, e atuou como designer, educadora e pesquisadora. Começou sua trajetória como designer de livros nos anos 70, foi responsável pelo Design na MIT Press, e co-fundadora do Visible Language Workshop no MIT Media Lab, liderarando várias equipes de estudantes de design e pesquisadores (entre eles, Lisa Strausfeld e John Maeda) no desenvolvimento de novas técnicas, formas e métodos de design gráfico, adaptados especificamente ao contexto emergente dos ambientes computacionais.

Seu trabalho explorou várias dimensões de como a informação pode ser organizada na tela do computador: A profundidade, o uso de texto em telas bidimensionais, niveis de transparência no texto, os hiperlinks, a interatividade. É recorrente a citação de sua impactante apresentação “Information Landscapes” (publicada no inicio do texto) realizada em 1994 na conferência TED. Lamentavelmente no mesmo ano a pesquisadora veio a falecer. Continue reading “Information Landscapes (1994)”