Lançamento do Livro: Futuros Possíveis: arte, museus e arquivos digitais.

No dia 25 de novembro de 2014, às 19h, acontece o lançamento do livro “Futuros Possíveis: arte, museus e arquivos digitais” no Itaú Cultural.
futuros possiveis
O livro é bilíngue, e “discute estratégias e metodologias para o armazenamento e preservação de arte digital e processos de digitalização de acervos, incluindo também estudos sobre novas formas de organização e disponibilização das informações em sistemas de visualização de dados. Além disso, Futuros Possíveis/Possible Futures apresenta estudos de caso e reflexões sobre o surgimento da estética do banco de dados e o campo emergente da curadoria de informação” conforme a sinopse divulgada pelos organizadores.

Será realizado debate e apresentação com Giselle Beiguelman e Ana Gonçalves Magalhães (Organizadoras), e Lucas Bambozzi. A mediação é de Marcos Cuzziol.

Mais informações na página no evento.

Frankie for Kids: livro interativo para tablets


Frankie for Kids é um livro-interativo brasileiro (app book) para tablets, premiado no Prix Jeunesse Internacional, um dos mais importantes festivais voltados à mídia infanto-juvenil, em sua edição ibero-americana.

Frankie for Kids

Distribuído em versões para as plataformas iOS, Android e Blackberry, o app book bilíngue (inglês e português) exemplifica as potencialidades deste novo tipo de mídia para abarcar idéias criativas, inovadoras e com qualidade.

Com uma equipe reduzida, comparada a outros realizadores, Frankie for Kids foi produzido pelo Studio experimental YB Digital Content, da jornalista Samira Almeida e do ilustrador e diretor de arte Fernando Tangi.

Inspirada na obra clássica em domínio público de Mary Shelley, foi criada uma versão com o personagem Frankenstein voltada para um público infantil de crianças com mais de nove anos. São 40 telas e diversos recursos interativos como movimentar objetos, acender e apagar luzes, disparar sons, entre outros, mantendo a preocupação com a leitura e informação.

Sobre o espaço para criação de app books no Brasil os realizadores afirmam: “Há um grande benefício em não haver um modelo sedimentado: pudemos soltar a criatividade e criar nosso próprio caminho! Isso se tornou nossa especialidade, aquilo que nos diferencia como processo, como custo e como resultado”.

Frankie for Kids atingiu milhares de downloads, e já figurou entre os 10 apps mais baixados do Brasil.

Referências:

Ipad Família
Frankie for Kids: Halloween em (muito) bom Português

YB Digital Content
Frankie for Kids

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Hackeando a cidade: bibliotecas DIY no Brasil

O “Estante Pública” é um projeto de participação coletiva e ocupação urbana na cidade de Porto Alegre que consiste na instalação de bibliotecas DIY “faça você mesmo” (DIY: Do It Yourself) em paradas de ônibus, utilizando algumas estruturas abandonadas originalmente direcionadas para publicidade.

Em termos de simplicidade e criatividade, o redesign de equipamentos urbanos em desuso tem algumas semelhanças com a proposta do nova-iorquino John Locke comentada em post anterior, sobre a criação de mini bibliotecas em cabines telefônicas. Seguindo a lógica do conhecimento aberto presente na cultura DIY dos hackers urbanos, os porto-alegrenses disponibilizaram um PDF com um guia de montagem para que qualquer pessoa, em qualquer cidade possa replicar o projeto.

A primeira biblioteca foi instalada na Avenida Nilo Peçanha com 50 livros, e posteriormente novas estandes foram construídas em vários bairros, com o apoio do coletivo independente Nomade Ind e da Funarte. Algumas resistiram poucos dias, outras foram além das expectativas, e intermediaram a troca de livros, textos, revistas, jornais e outros objetos entre moradores de modo mais permanente.

Os organizadores do projeto usam o conceito de “transvenção” para denominar suas ações.  Segundo esta perspectiva o conceito se diferencia da ideia de “intervenção” por “visar (através da prática intervencionista) dar uma função que seja útil à sociedade ao local afetado, sem afirmar nenhum tipo de possessão privada ou individual“.

No Brasil, existem diversas iniciativas que promovem apropriações criativas dos espaços urbanos aliadas ao incentivo e disseminação da leitura. Entre elas, cabe citar projetos como o Parada Cultural (em pontos de ônibus), Cultura no Ônibus (biblioteca itinerante criada por um cobrador de ônibus no veiculo onde trabalha), ambos em Brasília, Biblioteca Livre Pote de Mel (Biblioteca que funciona em uma padaria em Curitiba), além de outros descritos em artigo “Bibliotecas na rua” publicado no site Bibliotecários Sem Fronteiras.

Na Colômbia funciona um projeto similar através de um programa governamental Paraderos Paralibros Paraparques (PPP) iniciado há 15 anos na cidade de Bogotá. Já foram construídas 51 mini-bibliotecas públicas na cidade, e em todo o país, mais de 100.
http://www.youtube.com/watch?v=Cw2yOr_zkCU
Todas estes projetos são caracterizadas pelo custo reduzido, facilidade de construção e forma como revitalizam o espaço urbano tornando-o mais elegante, agradável e solidário.

Referências:

Bibliotecários Sem Fronteiras
Bibliotecas na rua por Moreno Barros

Hack Your City
DIY Libraries por Andrew Hyder

Secretaría Distrital de Cultura, Recreación y Deporte de Bogotá
Parques para Leer. Paraderos Paralibros Paraparques (PPP)

World Literature Today
10 Unusual Micro Libraries

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Hackeando a cidade: bibliotecas DIY

Nas ruas de Nova York, “Bibliotecas DIY” (Do It Yourself / faça você mesmo) são fabricadas e instaladas voluntariamente por meio de uma intervenção urbana realizada pelo arquiteto John Locke.

De modo simples e com baixo custo, o projeto faz um redesign das estruturas de cabines telefônicas abandonadas da cidade.

As mini-bibliotecas comunitárias são construídas com prateleiras de madeira compensada e preenchidas com livros doados por vizinhos e amigos, sem que seja alterada a operacionalidade e visibilidade do telefone.

O que se propõe é que as pessoas retirem, depositem e compartilhem livros, em uma tentativa de promover uma atitude participativa da comunidade.

Locke trabalha num projeto mais abrangente chamado The Department of Urban Betterment. A idéia é reunir especialistas em várias áreas e elaborar intervenções que transformem os locais e estruturas subutilizadas da cidade, propondo novos e criativos usos dos espaços públicos.

Intervenções em várias cidades do mundo, como as realizadas por John Locke têm sido classificadas como ações de “hackers urbanos”, termo usado por Andrew Hyder, do site Hack Your City. A expressão, segundo Peter Geoghegan, surgiu no livro “Access All Areas: A User’s Guide to the Art of Urban Exploration” (2005) de Jeff Chapman. A obra define o “hacking urbano”, como uma prática de “infiltrar-se ou invadir áreas ou espaços restritos ou de acesso proibido”.

Referências

Hack Your City
DIY Libraries por  Andrew Hyder

NovaE
Hackers do Espaço: nenhum território inacessível por Peter Geoghegan (tradução)

The Atlantic Cities
How New York Pay Phones Became Guerrilla Libraries por  John Metcalfe

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Electrolibrary: livro de papel com saída USB

Elaborado pelo designer polonês Waldek Węgrzyn, “Electrolibrary” é um projeto que conecta um livro de papel a um computador via USB.

Ao mesmo tempo em que folheia as páginas do livro, o leitor pode acessar uma série de informações adicionais ao navegar por um site, entre elas, citações, filmes e animações relacionadas a cada página aberta.

Produzido na Academy of Fine Arts em Katowice, na Polônia, o conteúdo do livro consiste numa tese defendida por Węgrzyn que discute o fenômeno do livro como interface, tendo como principal inspiração o manifesto  “A topografia da tipografia” publicado pelo russo El Lissitzky em 1923.

“Electrolibrary” é equipado com uma placa de desenvolvimento teensy e um conjunto de circuitos feitos com tinta condutora e impressos em silk-screen. Os circuitos informam quando uma página é aberta e possibilita a adição de elementos sensíveis ao toque nas ilustrações.

As versões produzidas por Węgrzyn são protótipos para exibição, mas existe a intenção de utilizar “Electrolibrary”  como um  livro infantil, catálogo interactivo ou em outros projetos que explorem as possibilidades da relação entre livro de papel e computador. Também podem ser produzidas versões com conexão via Bluetooth ou wireless.

Referências:

CreativeApplications.net
Electrolibrary by Waldek Węgrzyn – Paper book as interface

abcDesign
Os cartazes russos e a comunicação com as massas por estraub

Adafruit Industries
Rethink book as computer interface

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Chamada de trabalhos para o livro “Copyfight”

Até 28 de agosto podem ser enviados materiais para concorrer ao edital de seleção de trabalhos que irão compor o livro “Copyfight”.

O lançamento do livro está previsto para novembro, ocasião em que será realizado um encontro e debate parte presencial e parte a distância com colaboradores.

Segundo os organizadores, já foram recebidas contribuições de vários países como Inglaterra, França, Itália, Brasil e Estados Unidos. O objetivo é apresentar “uma publicação online e impressa de uma série de conteúdos, construídos em um processo colaborativo, tratando de temas como pirataria, propriedade intelectual e cultura livre, estimulando a reflexão e crítica destes conceitos não somente nos círculos educacionais formais”.

Podem ser inscritos trabalhos relacionados aos seguintes temas:

– Ideologia da Propriedade Intelectual

– Nem público, Nem privado: Comum

– Cultura Livre

– Pirataria

– Desobediência Civil e Ciberativismo

– Tecnologias Livres e Fruição do Conhecimento

– Lei de Direito Autoral e Patentes

– Bens Comuns

– Copyleft e Creative Commons

– Ecossistema Criativo

– A Cultura da/na Era Digital: Novas Rentabilidades

– Redes e Antropofagia

O livro é uma iniciativa do Pontão de Cultura Digital da ECO UFRJ e da i-Motirõ.

Pontão de Cultura Digital da ECO UFRJ é uma parceria entre a Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o Ministério da Cultura e busca. Conforme divulgado pelos seus organizadores, a iniciativa busca o “desenvolvimento de ações com tecnologias livres sobre mídias colaborativas e arte digital, além do fortalecimento da rede dos Pontos de Cultura do estado e sua interação com o ambiente universitário”.

A i-Motirõ, conforme divulgado em seu site, é um organização que tem como objetivo “realizar ações que enfrentem a desigualdade no acesso às novas mídias e às tecnologias sociais, buscando estimular a formação de redes de colaboração e cooperação, a pluralidade cultural, a apropriação tecnológica, o conhecimento aberto e uma relação harmoniosa no meio ambiente”. de forma divertida e prazerosa.

Mais informações no site do livro.

Via Miguel Caetano

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

In the Woods, de Camille Scherrer

In the Woods” ou “Affût” é uma instalação da designer suíca Camille Scherrer que explora a percepção dos visitantes sobre o real e o virtual, por meio da transformação de suas próprias sombras.

O trabalho aproxima o espectador do ambiente de uma floresta que remete à região montanhosa suíça de Pays-d’Enhaut em que Scherrer, quando criança, brincava de se esconder e se camuflar. Um dos aspectos que inspiraram a obra, é a lembrança de que nestas brincadeiras em meio à natureza, muitas vezes se podia transformar a própria sombra com a ajuda de galhos e folhas, produzindo silhuetas de estranhas criaturas.

Na instalação, os visitantes se posicionam em frente a um foco de luz, e suas sombras passam a se misturar com desenhos de máscaras de animais, criando a ilusão de que elas adquirem vida própria, como uma espécie de fábula.

O trabalho de Camille Scherrer ganhou destaque com a obra “Le Monde des Montagnes” produzida em colaboração com o  EPFL+ECAL Lab em 2008, em que é mostrada a transformação de um livro comum num conto de fadas virtual. Com a utilização de realidade aumentada, um livro inspirado num velho álbum de família. ao ser observado a partir da perspectiva de uma câmera, revela uma camada virtual de ilustrações animadas que remetem a lembranças e histórias fantásticas.

Scherrer é formada em design na University of art and design Lausanne. Seus trabalhos combinam realidade aumentada e design gráfico, explorando a intersecção entre a tecnologia e a arte.

Referências:

Objet Graphik
Le Monde des Montagnes

Kinomotion
An Interview with Interactive Designer Camille Scherrer

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

ABCiber e Itaú Cultural lançam “A Cibercultura em Transformação”

A ABCiber – Associação Brasileira de Pesquisadores em Cibercultura, e o Instituto Itaú Cultural lançam com apoio da CAPES e da Pluricom, o volume 2 da Coleção ABCiber de textos sobre cultura digital, em formato e-book online, sem versão impressa e aberto ao acesso universal.

A obra “A Cibercultura em Transformação: Poder, liberdade e sociabilidade em tempos de compartilhamento, nomadismo e mutação de direitos” apresenta trabalhos de pesquisadores brasileiros destacados no campo da cibercultura. Compõem o projeto, textos de Adriana Amaral, André Lemos, Diana Domingues, Erick Felinto, Eugênio Trivinho, Fátima Régis, Fernanda Bruno, Francisco Rüdiger, Gilbertto Prado, Gisela G. S. Castro, Lucia Santaella, Lucrécia D’Alessio Ferrara, Luisa Paraguai, Marco Silva, Marcos Palacios, Rogério da Costa, Sandra Portella Montardo, Sergio Amadeu da Silveira, Sueli Mara Soares Pinto Ferreira, Suely Fragoso e Yara Rondon Guasque Araújo.

Conforme consta na sinopse da obra divulgado pelos organizadores, “o projeto concentra e aprofunda preocupações teóricas, epistemológicas e metodológicas a respeito das principais características do processo civilizatório aí pressuposto, de base multimediática avançada – suas origens, seu estado da arte, suas tendências e horizontes –, e, em particular, de como ele se expressa no Brasil, seja por seus aspectos problemáticos, seja por sua diversidade e suas potencialidades“.

A obra está disponível no site da ABCiber

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Livro: Laboratórios do pós-digital

Laboratórios do pós-digital é um livro com o conteúdo totalmente disponibilizado para download gratuito.

A obra reúne artigos do pesquisador Felipe Fonseca sobre temas como laboratórios experimentais, inovação baseada em conhecimento livre, e fatores relacionados ao que ele percebe como o campo pós-digital: internet das coisas e computação física.

Felipe Fonseca é artista, pesquisador e integrante da rede MetaReciclagem e ativista midiático em temas ligados à apropriação tecnológica por meio de práticas D.I.Y. (do it yourself).

Quem se interessar pela obra, e quiser receber uma versão impressa em casa, pode comprar um exemplar feito sob demanda no site do clube dos autores. As cópias vendidas irão apoiar financeiramente os vários projetos do autor, como por exemplo, o núcleo de articulação de cultura digital experimental Ubalab, em Ubatuba.
Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Traumgedanken: livro com hiperlinks costurados

De autoria da designer alemã Maria Fischer, “Traumgedanken” (Reflexões sobre sonhos) é um livro que possibilita variados percursos de leitura entre fragmentos de textos e palavra-chaves por meio de hiperligações construídas por linhas costuradas no próprio papel de suas páginas.

O livro apresenta uma coleção de textos filosóficos, literários, psicológicos e científicos que revelam visões sobre diferentes teorias a respeito dos sonhos.

A natureza hipertextual de “Traumgedanken” surge de uma analogia à concepção de sonho baseada na combinação de partes da realidade para a construção de uma narrativa.

Referências:

Co.Design
A Book About Dreams With Hyperlinks Made of Thread por John Pavlus

Boing Boing
Book uses colored thread between pages to make hyperlinks por Cory Doctorow

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Hojeando/Folheando: Quatro décadas de livros e revistas de artistas na Espanha

A exposição “Hojeando/Folheando: Quatro décadas de livros e revistas de artistas na Espanha” está aberta ao público no Centro Cultural de São Paulo até o dia 2 de maio oferecendo uma visão geral de publicações produzidas por artistas espanhóis no decorrer de mais de quatro décadas. Continue reading “Hojeando/Folheando: Quatro décadas de livros e revistas de artistas na Espanha”

O Google e o futuro do livro

Trecho do artigo de autoria do historiador Roger Chartier em que é discutido e problematizado o projeto ensejado pelo Google que prevê a digitalização de livros dos mais diversos acervos de bibliotecas de todo o mundo. O texto completo está publicado no caderno +Mais da Folha de São Paulo de 29/11/2009.

“A obsessão, talvez excessiva e indiscriminada, pela digitalização não deve mascarar um outro aspecto da “grande conversão digital”, para retomar a expressão do filósofo Milad Doueihi. Essa escrita palimpséstica e polifônica, aberta e maleável, infinita e móvel confunde as categorias que, desde o século 18, servem como fundamento à propriedade literária. Essas novas produções escritas, muitas das quais digitais já de origem, propõem a difícil questão de como se deve conservá-las e arquivá-las.
É preciso estar atento, mesmo que a urgência atual seja a de decidir como e por quem será realizada a digitalização do patrimônio escrito, à necessidade de que a “República digitalizada do saber” não seja confundida com o grande mercado de informação onde o Google e outros oferecem seus produtos.”

Colaborou Francisco Arlindo Alves

obra completa de Machado em html e pdf

Qualquer usuário da internet poderá ter acesso a edições gratuitas e confiáveis da obra completa digitalizada do escritor brasileiro Machado de Assis. Esse é o resultado da parceria entre o Portal Domínio Público do MEC e o Núcleo de Pesquisa em Informática, Literatura e Lingüística da Universidade Federal de Santa Catarina. São 246 arquivos para leitura em tela e para download nos formatos html e pdf. Separado por gêneros como romance, conto, poesia, tradução e outros, o acervo reúne também vídeos, teses e dissertações. Inclui também uma curiosa coleção de textos de autores contemporâneos a Machado que abordam a vida e obra do autor.

http://portal.mec.gov.br/machado

Colaborou: Francisco Arlindo Alves