IOGraphica: representação visual dos movimentos do mouse

IOGraphica é um aplicativo que transforma os movimentos do mouse em representações visuais interessantes.


Enquanto o usuário desenvolve suas tarefas cotidianas no computador, com o programa aberto em segundo plano são registrados todos os movimentos do mouse gerando uma peça gráfica. Sempre que o mouse fica imóvel o aplicativo cria um círculo que tem o tamanho proporcional à duração de tempo de inatividade.

3 hours in Photoshop
3 hours in Photoshop

Criado pelos designers russos Anatoly Zenkov e Andrey Shipilov, o programa gera um mapeamento da utilização do mouse que pode ajudar a entender melhor como os  indivíduos usam seus computadores.
Outro designer Jonay OUrbina (País Basco) realizou um vídeo (publicado acima) que registra sua rotina diária de trabalho por meio do aplicativo no decorrer de um ano.

O IOGraphica é gratuito, de fácil utilização e pode ser baixado no site do programa.
Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Mapa colaborativo permite indicar problemas e soluções para a cidade de São Paulo

A prefeitura de São Paulo lançou um mapa interativo para que os cidadãos indiquem os problemas da cidade que servirá como referência para plano diretor da cidade.
mapa-gestaourbana-prefeitura-sp

No mapa, os pontos vermelhos indicam os problemas, e os verdes representam soluções, ambos podem ser apontados por qualquer pessoa. O usuário do sistema pode clicar na tela, descrever o problema ou solução, e se quiser publicar uma foto.

O projeto utiliza as potencialidades da plataforma de mapeamento colaborativa OpenStreetMap (alternativa de código aberto para o Google Maps).

Conforme divulgado pela prefeitura no site do projeto “pedidos de serviço, obras, fiscalização ou vistorias não serão atendidos por este mapeamento (exemplos: reparos em iluminação pública; tapa-buraco; poda de árvore; entre outros pedidos) e devem ser formalizados no Sistema SAC, da Central 156 ou nas Praças de Atendimento das Subprefeituras“.

 

Referências:

Ecodesenvolvimento
Gestão Urbana SP: Prefeitura cria site para cidadãos apontarem problemas
http://www.ecodesenvolvimento.org/posts/2013/julho/gestao-urbana-sp-prefeitura-cria-site-para

André Lemos
Link da semana 8

 

Colaborou:
Francisco Arlindo Alves

 

Uma visualização de dados sobre a história da Filosofia

O estatístico inglês Simon Raper criou um interessante trabalho de visualização de dados abordando a história da filosofia em seu site Drunks&Lampposts.

O trabalho de Raper demonstra graficamente uma rede de relações e influências entre filósofos e pensadores de diferentes épocas a partir das informações inseridas por colaboradores na Wikipédia.

Cada filósofo representa um nó na rede, e as linhas entre eles (arestas, conforme a teoria dos grafos) revelam as relações de influência. O tamanho dos nós são dimensionados conforme o número de conexões.

Raper utilizou o software gratuito Gephi, que funciona como ferramenta para análise e visualização de dados. Os dados da Wikipédia foram recolhidos por meio da DBpedia, um projeto direcionado a extrair conteúdo estruturado das informações da Wikipédia para disponibilização num banco de dados acessível na internet.

Os gráficos foram desenhados com a utilização de princípios da classe de algoritmos de Fruchterman-Reingold (force-directed). Desenvolvidos por Thomas Fruchterman e Edward Reingold em 1991, os algoritmos apresentam entre as principais características, uma visualização em que os vértices são distribuidos igualmente no espaço disponível, a redução do cruzamento de arestas, a uniformização do tamanho das arestas, e busca de simetria. O intuito é produzir gráficos de uma forma esteticamente interessante e mais fáceis para a compreensão.

Uma versão dos gráficos em arquivo vetorial pode ser baixada aqui.

Referências:

The New York Times – Opinionator
Stone Links: A Constellation of Philosophers por Mark de Silva

OpenCulture
The History of Philosophy Visualized por Mark Linsenmayer

Drunks & Lampposts
Graphing the history of philosophy por Simon Raper

V Brazilian Symposium on Computer Games and Digital Entertainment – Recife
Levantamento de características referentes à análise de redes sociais nas comunidades virtuais brasileiras de jogos on-line por Lia C. Rodrigues e Pollyana N. Mustaro

UFRGS
Teoria dos Grafos por Edson Prestes

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

LIVE Singapore! Plataforma de visualização de dados urbanos

LIVE Singapore! é um projeto que objetiva correlacionar as várias camadas de informação digital que cobrem um ambiente urbano numa plataforma de visualização dinâmica de dados.

O projeto é desenvolvido pelo Future Urban Mobility research initiative at the Singapore-MIT Alliance for Research and Technology (SMART) em parceria com o MIT Senseable City Lab.

Com base nesta plataforma, por exemplo, é possível entender melhor o fluxo de veículos e a variação nos congestionamentos no decorrer do dia por meio de um mapa isocrônico, em que as deformações são proporcionais ao tempo de viagem.

Informações de telemetria sobre a movimentação de táxis pela cidade, são cruzadas com dados sobre os índices de precipitação oferecendo um maior entendimento sobre o impacto da chuva no sistema de transporte.
Também é possível analisar as temperaturas na cidade, e sua correlação com usos de sistemas de ar-condicionado que por consequencia resultam em maior consumo de energia e elevação das temperaturas.

Informações geolocalizadas sobre as quantidades de chamadas de voz e mensagens de texto emitidas por celulares podem produzir um melhor entendimento sobre o uso do espaço urbano pela população em tempo real.

Se optou pelo desenvolvimento de uma plataforma aberta possibilitando um engajamento de comunidades de desenvolvedores na criação de aplicativos inovadores gerando mapas multi-dimensionais sobre a cidade-estado do sudeste asiático.

LIVE Singapore! devolve aos indivíduos uma série de dados que foram gerados através de suas próprias ações, formando um ciclo de feedback entre pessoas, com a combinação de diferentes fontes em tempo real, de forma  a produzir apresentações gráficas das informações para a tomada de decisões em resposta as condições do ambiente.

Referências:


DensityDesign

City of Flows Conference por Giorgia Lupi

Mashable
Why the Future of Transportation Is All About Real-Time Data por Aliza Sherman

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Visualização dos fluxos de bicicletas

Um mapa animado descreve graficamente os fluxos em 100.000 quilômetros de rotas de ciclismo por meio da coleta de dados de ciclistas individuais na cidade de Budapeste durante 24 horas. O mapa distorce a representação de determinadas regiões da cidade para mostrar as oscilações na intensidade do tráfego.

A iniciativa faz parte da série Submap realizada por meio de uma parceria entre as equipes do medialab Kitchen Budapeste e do aplicativo UrbanCyclr, ambas baseadas em Budapeste, na Hungria. Com a utilização de formas de representação semelhantes, outros trabalhos da série descrevem por exemplo, as alterações na quantidade de notícias ou postagens no twitter oriundas de uma determinada região.

O projeto tem uma proposta similar a trabalhos desenvolvidos em outras cidades do mundo, discutidos aqui neste blog anteriormente, como os que apresentam mapas animados descrevendo os fluxos de veículos nas cidades de Londres e Lisboa.

Referências:

Createdigitalmotion.com
Bicycles, Making Budapest Bubble with Data por Peter Kirn

The Creators Project

SubMap Provide A Biker’s Guide To Budapest

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mapeamento e visualização dos fluxos no transporte público

Uma pesquisa realizada na Inglaterra mapeou 114.000 viagens de ônibus que percorrem 22.000 pontos de parada, tendo como desafio produzir uma visualização dos dados, para uma melhor compreensão a respeito do funcionamento desta modalidade de transporte dentro da complexa infra-estrutura viária da cidade de Londres.

Os dados são relativos aos trajetos de todos os ônibus que fazem parte do sistema de transporte público na cidade diariamente. A dinâmica destes deslocamentos, foi descrita por meio de mapas elaborados por Joan Serras e James Cheshire, especialistas em cartografia que trabalham no CASA – Centre for Advanced Spatial Analysis. As vias em que há um fluxo mais intenso de ônibus são representadas de forma mais larga e avermelhada, e as que apresentam um fluxo menor deste transporte são mais estreitas e amareladas. As vias que não dispõem de linhas de ônibus foram excluídas do mapa.

A abertura da base de dados de instituições públicas com informações sobre transporte possibilitou que o projeto fosse realizado. Foram usados dados do National Public Transport Data Repository e Digimap’s Intergrated Transport Network layer.

Abaixo um vídeo realizado ano passado no inicio do projeto:

Seus resultados serão exibidos esta semana na conferência “Smart Cities: bridging physical and digital” no Centre for Advanced Spatial Analysis em Londres.

O mapa pode ser visto em detalhes no site mappinglondon.co.uk

Referências:

The Guardian
Meticulous map shows every London bus journey

Mapping London
Mapped: Every Bus Trip in London por James Cheshire

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

The MUA Project: Preservação de monumentos em risco

The MUA Project desenvolve formas criativas de preservação do patrimônio arquitetônico da Grécia combinando o poder das tecnologias das redes, e o engajamento dos cidadãos.

A iniciativa propõe criar um extenso banco de dados com a participação do público com o intuito de monitorar o risco que estão expostos documentos e monumentos históricos do país.

O site do projeto promove uma comunicação interativa, permitindo aos visitantes obter informações sobre os locais, mas também contribuir com atualizações por meio de dados recolhidos em sua visitas. Os dados são verificados e acrescentados na página, tornando o site uma importante ferramenta de pesquisa para investigadores, e sintetizando num único ambiente os dados para as diversas esferas responsáveis pela preservação.

O projeto é apoiado por uma rede de parceiros coordenada pela ONG “Elliniki Etaireia – Sociedade para a preservação do Meio Ambiente e do patrimônio cultural”.  Sua primeira etapa foi financiada pela ‘AG Leventis Foundation‘ e pela ‘Stavros Niarchos Foundation’.

Referências:

P2P Foundation
The MuA Project | Monuments at risk: Press Release por Vasilis Kostakis

Archaeology News Network
Greek cultural monuments at risk por Tann

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

UrbanRemix

UrbanRemix é um projeto colaborativo que trabalha a dimensão locativa sonora.

Desenvolvido por Jason Freeman, Carl DiSalvo, Michael Nitsche, e alguns alunos do Georgia Institute of Technology, o objetivo do projeto é oferecer ao público a oportunidade de construir e expressar uma identidade acústica com suas comunidades por meio de uma plataforma em que se pode compartilhar descobrir, gravar e remixar sons, criando uma nova forma de explorar e conhecer as paisagens sonoras da cidade.

A plataforma consiste em um sistema de telefonia móvel, com interfaces que possibilitam o registro, consulta e mixagem de áudio por meio da Web. Para participar os utilizadores baixam aplicativos gratuitos para iPhone IOS / ou para celulares com Android. O que se propõe é a exploração dos sons originais de ambientes urbanos, de modo que o utilizador se torne um criador ativo de materiais sonoros compartilhados, buscando continuamente novas pistas de sons interessantes no ambiente urbano.


Referências:

Networked_Performance
UrbanRemix: Call for Participation [NYC]

Newmediafix.net
Collective Soundscapes: UrbanRemix in San Francisco por Carl DiSalvo

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Topologies

“Topologies, do artista visual baseado em Londres Quayola, é uma obra formada por mapas topográficos em movimento que surgem a partir da transformação digital de duas obras-primas da pintura: “As Meninas” de Velázquez (1656) e “Imaculada Conceição” de Tiepolo (1767/69).

A transformação é produzida por meio de software personalizado que mantém regras da composição visual e cores dos originais, mas ao mesmo tempo introduz uma diferenciação em relação a eles, por gerar estruturas geométricas em movimento vibrante que constituem uma paisagem viva e abstrata.

O trabalho está exposto na BFI Gallery em Londres. Algumas fotos da exposição forma disponibilizadas no Flickr.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Over Data

Over Data” é o trabalho mais recente produzido pelo artista e fotógrafo de mundos virtuais Marco Cadioli, que também utiliza o codinome Marco ManRay.

Cadioli produz suas imagens a partir de ambientes como Second Life, jogos online e outros mundos virtuais. Seus trabalhos têm sido apresentados em publicações internacionais como Liberation, El Pais e Repubblica.

Em “Over Data” é utilizada a técnica machinima por meio da utilização do Google Earth. O planeta Terra é retratado através de uma superfície branca neutra, na qual dados, informações gráficas e ícones são os únicos elementos que compõem a paisagem.

Referência:

Digicult RSS
Manray Replica

Rhizome
Marco Cadioli

Neural.it
Links_for 24/12/2010

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Invisible Cities

O projeto Invisible Cities executa o mapeamento de informações em tempo real sobre as relações de redes sociais com o espaço urbano, e possibilita a visualização dos dados através um ambiente de representação tridimensional e imersivo.

O trabalho apresenta uma experiência paralela ao ambiente físico urbano. Através de um aplicativo, é monitorada a inserção de conteúdos georreferenciados nas redes do Twitter e Flickr. Dentro de um mapa tridimensional, as inserções são representadas como nós de uma rede. Os nós se interligam por meio de fios narrativos com base em temas emergentes que conectam diferentes áreas da cidade. Conforme os fios se sobrepõem, se formam “teias”, que gradualmente com a acumulação de camadas de dados fazem eclodir configurações topográficas como montes e vales, que representam áreas com maior ou menor densidade de dados.

André Lemos, no Carnet de Notes, afirma que Invisible Cities “quer fazer justamente o impossível: visualizar o invisível das cidades pelas redes sociais digitais em interpolação com os mapas do espaço urbano”.  Ele utiliza o conceito de “território informacional” para denominar as camadas digitais invisíveis de NY reveladas pelo trabalho.

De autoria do designer Christian Marc Schmidt e do programador Liangjie Xia, ambos baseados em Nova York, o trabalho tem inspiração na obra “As Cidades Invisíveis” do italiano Ítalo Calvino.

Referências:

Carnet de Notes
Cidade Invisível por André Lemos

Co.Design
Infographic of the Day: Twitter Conversations, Mapped in the Real World por Cliff Kuang

CreativeApplications.Net
Invisible Cities [Processing] de Filip

Digital urban
Invisible, Hidden, Parallel Cities: Twitter Landscapes

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A cidade como um sistema circulatório

Um estudo de visualização desenvolvido pelo português Pedro Miguel Cruz, trabalha com a percepção das cidades como um sistema circulatório.

Tendo por base o tráfego nas ruas de Lisboa, o projeto revela por meio de uma série de gráficos, as oscilações no deslocamento pelas principais artérias da cidade, durante um dia.

No vídeo acima, um erro de programação relatado por Cruz, produz um resultado esteticamente interessante.

A visualização de coágulos que corresponderiam metaforicamente aos problemas circulatórios da cidade, faz referência a dinâmica existente no funcionamento do metabolismo urbano. Conforme o gráfico, é possível perceber as ruas em que o tráfego flui mais rapidamente por meio das linhas verdes, e as que apresentam congestionamentos, em vermelho. Os dados utilizados correspondem a monitoração de 1.534 veículos durante um dia, tendo como fonte as informações recolhidas do projeto CityMotion do MIT Portugal.

Pedro Miguel Cruz é aluno do Mestrado de Engenharia Informática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e recentemente foi premiado no SIGGRAPH 2010 por outro trabalho: “Visualizing Empires Decline“, que descreve visualmente o declínio dos quatro maiores impérios nos séculos XIX e XX”.

Mais informações:

Site do Pedro Miguel Cruz
Information visualization et al.

Referências:

Neural
Habitar – Bending the urban frame 2010 report from Laboral por Chiara Ciociola

Masters of Media
The New Cartographers #1, Pedro M Cruz por Margarida Fonseca

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mapa termográfico urbano

O site “Zoom into Your Roof” disponibiliza aos moradores da cidade de Antuérpia, um mapa em que pode ser verificado o calor irradiado pelos telhados das habitações onde vivem.

Durante quatro noites do último inverno, um avião sobrevoou 21 cidades da região de Antuérpia, e tirou fotos infravermelhas. As fotos foram “sobrepostas” aos mapas disponibilizados pelo Google Maps na internet.
O projeto tem um duplo propósito: econômico e ambiental. Os telhados que emitem mais calor revelam uma deficiência no seu isolamento térmico, o que está diretamente ligado a um maior consumo de energia durante o inverno. A conseqüencia é a elevação dos gastos com petróleo e gás, e o aumento emissões de poluentes.
Por meio no mapa, habitantes podem se organizar, trocar experiências e tomar providências baseadas na visualização das construções em que o isolamento do telhado funciona de modo eficiente e onde pode ser melhorado.

Referências:

Zoom into your Roof: Checking the Thermal Performance of Homes
http://infosthetics.com/archives/

Zoom into Your Roof
http://zoominopuwdak.antwerpen.be/

Colaborou:
Francisco Arlindo Alves

Soundcities

O projeto Soundcities consiste num site que disponibiliza um banco de dados online de milhares de sons gravados em cidades de todo o mundo nos últimos dez anos.

Qualquer pessoa pode enviar sons coletados, colaborando com a criação de um grande arquivo sonoro de ambientes urbanos, construído num processo “bottom-up”.

A iniciativa desenvolvida pelo artista londrino Stanza explora as possibilidades de sons específicos refletirem a identidade das cidades, revelando também um modo emocional e sensível como os indivíduos interagem com estas metropóles.

Para o artista, a cidade é a sua própria música. Uma bela composição em constante evolução, feita pelos diversos sons que constituem uma orquestra quando nos deslocamos por ela.

http://www.soundcities.com/

Referências:

http://www.soundcities.com/info.php

Dica da Pagu Senna

colaborou: Francisco Arlindo Alves

Favelas Georreferenciadas

Serviços de pesquisa e visualização de ruas e mapas na internet geralmente não abrangem favelas. O projeto Wikimapa coordenou a elaboração de mapas de ruas e vielas de comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro. Os mapas são construídos num sistema colaborativo bottom-up, agregando valor pela participação dos próprios moradores (wiki-repórteres).

Morro Santa Marta Georreferenciado pelo projeto wikimapa
Morro Santa Marta Georeferenciado pelo projeto wikimapa

O projeto piloto envolveu as comunidades do Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Santa Marta, Pavão Pavãozinho e Cidade de Deus. Usando o celulares ou internet os habitantes podem se informar ou enviar informações sobre trajetos ou locais de interesse como escolas, pontos de comércio, hospitais, igrejas, clubes, bares, lan houses entre outros.

As novas formas de apropriação do produzidas, refletem uma relação renovada entre indivíduos e seu entorno intensificando a discussão de questões como a sustentabilidade, tratamento do lixo, a iluminação pública, a precariedade de serviços como correio, fornecimento de água, atendimento médico, a segurança pública em razão das intervenções da polícia pacificadora, a violência e a marginalidade. São discussões que alcançam o campo político e social.

Ao mesmo tempo práticas como esta colaboram na desmistificação destes locais para o observador que vive fora desta comunidades, revelando a perspectiva dos próprios moradores que difere substancialmente da veiculada pelos meios de comunicação em geral. As informações mostram outros aspectos da vida cotidiana deste lugares, fugindo do enfoque centrado apenas no tráfico de drogas ou violência.

Site do projeto:

http://wikimapa.org.br

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Software livre auxilia em trabalho humanitário no Haiti

Uma ferramenta de software livre, o  “Ushahidi” que já demonstrou ser eficente para ajudar a população em cenários de violência e convulsão social na Africa, agora tem tido contribuição significativa no trabalho humanitário no Haiti.
haiti
O recurso está ajudando a enfrentar as grandes dificuldades de comunicação resultantes do fato das redes de telefones fixos no país estarem muito danificadas, e haver muitos empecilhos para o transporte terrestre. Continue reading “Software livre auxilia em trabalho humanitário no Haiti”

vivo arte mov: mesa mídias móveis e arte

Na mesa, que deu início aos debates no auditório do MUBE, os participantes Raquel Kogan, Martha Gabriel e Cicero Silva apresentaram seus trabalhos e debateram  perspectivas da arte em midias móveis no país.

Raquel Kogan entre outros temas comentou sobre seu trabalho “a ponte”, que foi exposto este ano na avenida Paulista. Projeções de vídeos com pessoas em  múltiplas situações podiam ser assistidas nas paredes externas de dois prédios vizinhos: O Sesc Paulista e o Itaú Cultural. A obra era exibida sempre após o pôr do sol, e construia uma ponte entre os dois edifícios misturando a movimentação das pessoas vistas pelas janelas dos prédios com as projeções feitas nos seus vazios externos, chamando a atenção e despertando novas percepções nas pessoas que passavam pela avenida.
http://www.raquelkogan.com/ponte.html

Martha Gabriel falou do seu trabalho locative painting, que consiste numa pintura  colaborativa e interativa no qual o participante pode dar sua “pincelada”  fornecendo sua localização geográfica. Cada pincelada constitue um lugar, por sua vez estes lugares são interligados num desenho único, criando diferentes rotas, com diferentes cores. Estas rotas unem o global ao local em 3 layers sobrepostos, um layer local da cidade de São Paulo, um layer do país representando o Brasil e um layer global.
http://www.locativepainting.com.br/

Cícero Silva falou sobre seu trabalho com o pesquisador Brett Stalbaum da  Universidade da Califórnia em San Diego e comentou alguns projetos como por exemplo o GPSFACE que se propõe criar uma rede social entre usuários de celulares integrada com google maps, com a utilização deste recurso, os membros podem calcular a distância física entre os  amigos de sua comunidade, e criar rotas para encontrá-los pessoalmente.
http://www.gpsface.com.br/

Colaborou Francisco Alves