Aplicativo conecta pessoas cegas a voluntários

O aplicativo Be My Eyes conecta pessoas cegas a voluntários com visão normal dispostos a ajudá-las de modo remoto.
[vimeo]http://vimeo.com/113872517[/vimeo]
Criado pelo dinamarquês Hans Jørgen Wiberg, o aplicativo foi concebido a princípio para a utilização residencial. Se pensou na necessidade de descrições de muitas coisas nos ambientes domésticos, que geralmente possuem conexão por Wi-Fi com melhor qualidade. Entretanto, outros usos tem sido comuns, como em lojas, supermercados ou no auxílio em trajetos nas ruas.

A interação funciona da seguinte forma: o usuário aponta seu aparelho para algo que deseje identificar, por exemplo, um produto no supermercado. Em seguida, o sistema procura um voluntário cadastrado que se conecta ao usuário para auxiliar na resposta.

Segundo Wiberg, 99 mil colaboradores em todo o mundo já se inscreveram para atuar como voluntários, e um número menor de 8.000 pessoas cegas.

Por enquanto o desenvolvimento do aplicativo é uma iniciativa sem fins lucrativos, mas segundo os organizadores, em razão dos custos associados à manutenção do Be My Eyes há um planejamento para se criar um modelo de negócio sustentável baseado num modelo de assinatura e/ou doações.

 

Referências

BBC
App links sighted helpers with blind people por Damon Rose

MAILONLINE
The app that helps blind people ‘see’ por Victoria Woollaston

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Aplicativo móvel identifica buracos nas ruas enquanto o motorista dirige

Street Bump App é um aplicativo móvel que coleta dados sobre a condição das ruas de modo automático enquanto o carro está em movimento.
[vimeo]http://vimeo.com/38233136[/vimeo]
O projeto foi criado pelo New Urban Mechanics, escritório de inovação apoiado pela prefeitura da cidade de Boston (EUA) com apoio do InnoCentive, plataforma online para crowdsourcing voltada à inovação.

A ideia é que os celulares dos usuários recolham os dados sobre a cidade com informações em tempo real para que as autoridades possam atuar para resolver problemas em curto prazo e ao mesmo tempo projetar um plano de investimento urbano de longo prazo.

O recurso se apoia em dois sensores do telefone: o acelerômetro e o GPS. Com a combinação destes dois recursos é possível detectar “solavancos” e trepidações e enviar estes registros para um servidor central que permite a visualização das informações num mapa. Se três ou mais ocorrências surgirem no mesmo local, a cidade vai inspecionar o obstáculo e incluí-lo numa fila para o reparo.

O aplicativo será disponibilizado gratuitamente para que mais pessoas possam usar e ser beneficiadas pelos esforços do projeto. A ideia é que ao invés de depender totalmente de inspetores e fiscais, as cidades possam obter informações de modo mais barato, rápido e eficiente por meio de seus próprios moradores.

Referências:

BBC
Bump and mend: The apps helping fix city streets por Ian Hardy

Fast Company
The 10 Smartest Cities In North America por Boyd Cohen

TecMundo
O que é um acelerômetro? por Rodrigo Prada

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Praças Digitais: Praça Dom José Gaspar testa internet sem fio gratuita

A Praça Dom José Gaspar, em São Paulo foi a primeira a oferecer internet sem fio gratuita por ocasião do lançamento do projeto Praças Digitais que vai abranger 120 praças em todas as regiões da capital.

praças_digitais

A praças definidas no projeto vão receber uma conexão de 512 kbytes para o uso irrestrito por qualquer pessoa com um dispositivo compatível com o sistema wi-fi.

Antes do lançamento, a prefeitura disponibilizou uma ferramenta online que ajudou a população definir por meio de sugestões uma lista de praças de cada distrito. Numa etapa posterior, a ferramenta passou a receber relatos, sugestões e fotos que abordavam desde o mobiliário e equipamento das praças (mesas, cadeiras, quadras, pistas de skate e aparelhos de ginástica) até opiniões sobre o tipo de público e os locais preferidos em cada uma delas, visando adequar os espaços antes da implantação da rede por parte dos prestadores de serviços.

A partir do dia 8 de agosto,relatos, sugestões e críticas sobre a qualidade do sinal na Praça Dom José Gaspar podem ser enviados pelo Twitter no perfil (@wifi_livre), no Facebook , ou pelo e-mail pracasdigitais@prefeitura.sp.gov.br. É importante informar qual o aparelho usado para acessar a internet na praça.

Referências:

Prestando Contas
A Secretaria de Serviços quer sua contribuição para descrever as praças onde haverá internet livre

Rede Brasil Atual
Praça Dom José Gaspar, em São Paulo, é a primeira a receber sinal aberto para Wi-Fi

Prefeitura de São Paulo
Projeto Praças Digitais testa wi-fi gratuito no Centro

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mídia NINJA: o jornalismo alternativo das mídias sociais

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=SlINOilQ68o[/youtube]
A Mídia NINJA, acrônimo de Narrativas INdependentes, Jornalismo e Ação é uma iniciativa de “jornalismo-cidadão” que se destaca e ganha poder de influência em meio às manifestações populares pelo país.

midia_ninja-visita_papa

O projeto surge num contexto em que cidadãos se apropriam intensamente de dispositivos e tecnológicos portáteis e de plataformas de publicação de conteúdos na internet para registrar e comunicar suas perspectivas de fatos e acontecimentos.

A idéia é estabelecer um contraponto aos meios de comunicação tradicionais (TVs, jornais e rádios), atraves do uso de recursos online como os disponibilizados pelo Facebook, Youtube, Twitter, ferramentas de streaming, e outros . A cobertura feita pelo grupo repercute de modo crescente tanto nas redes sociais, como também em TV e Jornais, durante os protestos em várias cidades, ao mostrar relatos interessantes, e ao mesmo tempo denunciar e prevenir abusos policiais.

Nesta semana, no decorrer dos protestos organizados no Rio de Janeiro, por ocasião da chegada do Papa, oito membros do grupo que transmitiam os eventos foram presos por policiais sem identificação, veja o vídeo acima. Uma multidão se reuniu em frente ao 9º DP da cidade até a soltura dos ativistas, ao final da noite.

A origem do projeto é o movimento “midialivrismo” que teve como laboratório inicial uma cobertura jornalística feita pelos membros da Rede Fora do Eixo, Rafael Vilela e Thiago Dezan, que percorreram 11 aldeias Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul. O material foi publicado no Coluna PósTV Guarani Kaiowá.

midia_ninja-missão_marabala

Seguindo a proposta “midialivrista”, a Mídia NINJA foi criada em São Paulo, e se espalhou pelo país. Em suas primeiras ações seus integrantes foram à Tunísia para cobrir o Fórum Social Mundial de 2013. E na chamada “A Missão Marabala“, acompanharam o Julgamento do assassinato dos ativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, no interior do estado do Pará. Todo o material produzido foi licenciado em Creative Commons para livre uso e reprodução.

No áudio abaixo, o integrante Bruno Torturra entrevistado por Jacqueline Lafloufa, fala um pouco sobre as idéias do projeto, soluções e dificuldades técnicas, e as “gambiarras” necessárias numa cobertura em tempo real pela internet.

[soundcloud params=”auto_play=false&show_comments=true”]http://api.soundcloud.com/tracks/97849673[/soundcloud]

Conforme seus organizadores, o grupo visualiza “o potencial de utilização dessas ferramentas on-line, além da crescente acessibilidade a cada vez mais equipamentos e por preços cada vez menores, abre-se espaço para uma real disputa de imaginário através de meios de difusão de informação acessíveis a todos“.

Em meio as discussões sobre formas alternativas de jornalismo, é interessante conhecer às criticas do repórter Arthur Rodrigues (Estado de S. Paulo) e ao resposta de Bruno Torturra (Mídia Ninja) publicada na Revista Forum.

Os conteúdos produzidos pelo Mídia NINJA podem ser acompanhados por vários canais entre eles Flickr, streaming via Twitcasting, Facebook e Twitter. Qualquer pessoa pode participar e dar sua contribuição.

Referências:

Observatório da Imprensa
POSTV, de pós-jornalistas para pós-telespectadores por Elizabeth Lorenzotti

CatracaLivre
“Ninjas” do jornalismo travam guerrilha pela liberdade da mídia por Felipe Blumen

O Estado de S. Paulo
No meio do redemunho por Camila Hesse

Blue Bus
Cobertura independente do Mídia NINJA – Blue Bus entrevista Bruno Torturra por Jacqueline Lafloufa

Mídia Livre – Fora do Eixo
A Mídia Livre Fora do Eixo

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

LIVE Singapore! Plataforma de visualização de dados urbanos

LIVE Singapore! é um projeto que objetiva correlacionar as várias camadas de informação digital que cobrem um ambiente urbano numa plataforma de visualização dinâmica de dados.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=2aEPkyOBtRo[/youtube]

O projeto é desenvolvido pelo Future Urban Mobility research initiative at the Singapore-MIT Alliance for Research and Technology (SMART) em parceria com o MIT Senseable City Lab.

Com base nesta plataforma, por exemplo, é possível entender melhor o fluxo de veículos e a variação nos congestionamentos no decorrer do dia por meio de um mapa isocrônico, em que as deformações são proporcionais ao tempo de viagem.

Informações de telemetria sobre a movimentação de táxis pela cidade, são cruzadas com dados sobre os índices de precipitação oferecendo um maior entendimento sobre o impacto da chuva no sistema de transporte.
Também é possível analisar as temperaturas na cidade, e sua correlação com usos de sistemas de ar-condicionado que por consequencia resultam em maior consumo de energia e elevação das temperaturas.

Informações geolocalizadas sobre as quantidades de chamadas de voz e mensagens de texto emitidas por celulares podem produzir um melhor entendimento sobre o uso do espaço urbano pela população em tempo real.

Se optou pelo desenvolvimento de uma plataforma aberta possibilitando um engajamento de comunidades de desenvolvedores na criação de aplicativos inovadores gerando mapas multi-dimensionais sobre a cidade-estado do sudeste asiático.

LIVE Singapore! devolve aos indivíduos uma série de dados que foram gerados através de suas próprias ações, formando um ciclo de feedback entre pessoas, com a combinação de diferentes fontes em tempo real, de forma  a produzir apresentações gráficas das informações para a tomada de decisões em resposta as condições do ambiente.

Referências:


DensityDesign

City of Flows Conference por Giorgia Lupi

Mashable
Why the Future of Transportation Is All About Real-Time Data por Aliza Sherman

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Ativismo e QR Codes

O grupo NOAH, uma ONG alemã que trabalha pela proteção dos animais, utilizou QR Codes como estratégia para divulgar suas idéias, criando uma experiência interativa para as pessoas que transitam pelo espaço urbano.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=OWvOBaCtv8s[/youtube]

Os QR Codes são códigos de barras bidimensionais que podem ser lidos por aparelhos celulares permitindo o acesso a links na internet. Outras ONGs, já utilizaram QR Codes em outdoors ou em locais públicos, entre elas, a organização conservacionista Greenpeace na Holanda e o grupo pacifista The Freedom Bargain no Estados Unidos. No caso do grupo NOAH, a diferença consiste na mobilização por meio da internet, incentivando uma atitude faça-você-mesmo.

Aproveitando as potencialidades da tecnologia, a ONG convidou voluntários para baixar de seu site códigos QR, para imprimir e colar em lugares públicos. Aos serem lidos pelos aparelhos celulares de indivíduos que passam pelos locais, os códigos remetem a vídeos que denunciam sobre experimentos e maus tratos em animais.

Referências

2d code
Advances In QR Code Activism por Roger

Último Segundo
Greepeace da Holanda usa sexualidade para falar de desmatamento

2d code
QR Code Activism por Roger

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

QR Codes e o acesso à informação no espaço urbano

A cidade de Bordeaux, tem implementado uma série de alternativas para a utilização de QR codes no espaço público.

São iniciativas realizadas por artistas, pesquisadores e gestores públicos, com o objetivo de potencializar o acesso a informações sobre o patrimônio, história, arte, esportes, cultura para as pessoas que andam pela cidade.

Os QR Codes (códigos de barras bidimensionais) podem ser lidos por aparelhos celulares dando acesso a hiperlinks para  conteúdos diversos.  Por exemplo, foi proposto um trajeto por regiões da cidade com auxílio dos QR codes visando apresentar e informar ao público sobre o rico patrimônio em Art Déco presente na arquitetura de vários prédios.

Em outra iniciativa, o foco foi proporcionar um maior conhecimento sobre o passado, e ao mesmo tempo poder efetuar comparações com o presente. Vinte códigos QR foram espalhados em lugares estratégicos, e proporcionam o acesso a fotografias dos locais produzidas na década de 30.

Existem outros projetos, como os realizados pelo coletivo Pervasive Bordeaux, que utilizam a cidade como laboratório espacial, promovendo jogos de realidade aumentada, e disponibilizando músicas e vídeos pelas ruas.

Uma das iniciativas do grupo, em colaboração com a Câmara Municipal de Bordeaux e a livraria Mollat, implementou um projeto relacionado ao romance de Umberto Eco, O Cemitério de Praga (2010). Os usuários de celulares são convidados a explorar trechos do romance, lendo episódios selecionados, e tendo última etapa do percurso um vídeo com uma entrevista do autor (segue abaixo).

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=6K227-Dqhkg[/youtube]
Referências:

2d code
City Of Bordeaux Front Runner In QR Code Usage por Roger

Semaine Digitale
Deux ans avec les QR Codes : de l’action municipale à la créativité partagée

Manuela Pegoraro
Pervasive conspiracy – promoting the last novel by Eco por Manuela Pegoraro

Pervasive conspiracy
Pervasive conspiracy

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

You Are GO!: a cidade como plataforma para games

You Are GO! International Street Games Festival é um evento que pretende transformar as ruas da cidade de Berlim num ambiente de jogo.

[vimeo]http://vimeo.com/3829932[/vimeo]

Inspirado em festivais realizados em outros países como o “Come Out & Play” (Nova Yorque), “Hide & Seek” (Londres) e “igFest” (Bristol), a proposta do evento é instalar games em plataformas que consistem em ambientes do cotidiano da cidade, ao invés de ambientes virtuais.

No período entre 17 e 19 de junho, o “You Are GO” apresenta uma variedade de games, entre eles, o “Retronyms: Seek ‘n’ Spell” (vídeo acima) , que tem como objetivo a coleta de cartas virtuais num espaço ao ar livre. Os participantes marcam pontos conforme vão elaborando a ortografia de palavras por meio das letras presentes nas cartas coletadas.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=mBHbdqwSdnQ[/youtube]

Outro exemplo de game que compõe a programação é o “Johann Sebastian Joust!“, criado pelo coletivo Copenhagen Game Collective baseado na Dinamarca. É um game físico jogado em “câmara lenta” com Wiimotes (controle principal do console WII) . Os jogadores movimentam seus Wiimotes ao som de uma música de andamento lento. Os participantes que se movem rápido, acima da velocidade permitida pela música são eliminados. O último jogador que permanece é o vencedor.

O festival tem curadoria do Invisible Playground, grupo iniciado em 2009 por Sebastian Quack, formado por uma rede de game designers, artistas, músicos e acadêmicos que partilham o interesse pela utilização de cidades como plataformas para jogar.

Via The Mobile City

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Tales of Things, memória digital dos objetos da vida real

O projeto Tales of Things oferece uma maneira rápida de efetuar a conexão entre qualquer objeto físico e as lembranças referentes a ele, sejam elas registradas em qualquer mídia, para poder compartilhá-las essas memórias online.

[vimeo]http://vimeo.com/10948439[/vimeo]

O sistema permite o acompanhamento de um objeto, mesmo depois de ser repassado para outra pessoa.

Em uma economia permeada por uma cultura da descartabilidade, a ideia utiliza as potencialidades da chamada Internet das Coisas para incentivar os indivíduos a valorizar seus próprios objetos, e reflitir sobre possíveis novos usos para coisas “velhas” antes de jogá-las fora.

O armazenamento de informações, e a conexão com a plataforma online funcionam com auxílio de QR Codes (códigos de barras bidimensionais que podem representar dados alfanuméricos como um endereço de web) ou etiquetas RFID (etiquetas que possuem chip e memória em seu interior, podendo se comunicar com o exterior por meio de sinais de rádio).

Recentemente foi realizada The Curiosity Shop, uma parceria entre o projeto e a Oxfam, ONG que atua no combate a pobreza no mundo. Através da iniciativa, foram colocadas a venda roupas doadas por pessoas conhecidas como Annie Lennox, Colin Firth, Helen Mirren e Kate Moss. Cada item tinha uma etiqueta com um QR Code, que indicava links relatando como o dinheiro arrecadado poderia dar suporte e capacitar mulheres em situações vulneráveis.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=NKtj_jBNECs&feature=player_embedded[/youtube]

Relatos feitos pelas celebridades que doaram os itens também foram associados às roupas, como por exemplo, o vestido que Annie Lennox usava na festa de aniversário de Nelson Mandela em Londres nos anos 90 (no vídeo abaixo).

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=9arFEBpTJUM&feature=player_embedded[/youtube]

Entre os muitos objetivos propostos pelo Tales of Things, está a promoção de uma aproximação entre pessoas pelo compartilhamento de experiências semelhantes, e o favorecimento de uma maior compreensão do passado dos objetos pelas gerações futuras. A ideia faz parte do projeto TOTeM que explora a memória social no contexto da Internet das Coisas.

Referências:

Digital Urban
QRCodes, Sociable Objects & RFID – The Oxfam Curiosity Shop in Selfridges por Smithee

Inovação Tecnológica
Tecnologias do futuro: Domótica e Internet das Coisas

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Inscrições para o Claro Curtas 2011

De 30 de abril até 17 de junho de 2011, vídeos realizados com celulares, webcams, câmeras fotográficas digitais ou outros dispositivos móveis podem ser inscritos para a edição 2011 do Claro Curtas.

Os trabalhos devem ter duração de 30 a 90 segundos, e abordar o tema “O Tempo do Agora”. A iniciativa irá oferecer mais de 100 mil reais em prêmios, beneficiando vencedores, e também as instituições educativas e sociais vinculadas aos vídeos premiados. Neste sentido, escolas de ensino médio receberão equipamentos de edição de vídeos, universidades receberão um curso de linguagem audiovisual com Philippe Barcinski, e ONGs, pontos de cultura ou cineclubes poderão receber a doação de equipamentos de edição de vídeos.

Para quem está aprendendo, o evento disponibiliza para download gratuito um miniguia com orientações para o aprimoramento na produção de vídeos de curtíssima metragem.

Mais informações no site do Claro Curtas.

via Jornal Teia.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

UrbanRemix

UrbanRemix é um projeto colaborativo que trabalha a dimensão locativa sonora.

[vimeo]http://vimeo.com/18934954[/vimeo]

Desenvolvido por Jason Freeman, Carl DiSalvo, Michael Nitsche, e alguns alunos do Georgia Institute of Technology, o objetivo do projeto é oferecer ao público a oportunidade de construir e expressar uma identidade acústica com suas comunidades por meio de uma plataforma em que se pode compartilhar descobrir, gravar e remixar sons, criando uma nova forma de explorar e conhecer as paisagens sonoras da cidade.

A plataforma consiste em um sistema de telefonia móvel, com interfaces que possibilitam o registro, consulta e mixagem de áudio por meio da Web. Para participar os utilizadores baixam aplicativos gratuitos para iPhone IOS / ou para celulares com Android. O que se propõe é a exploração dos sons originais de ambientes urbanos, de modo que o utilizador se torne um criador ativo de materiais sonoros compartilhados, buscando continuamente novas pistas de sons interessantes no ambiente urbano.


Referências:

Networked_Performance
UrbanRemix: Call for Participation [NYC]

Newmediafix.net
Collective Soundscapes: UrbanRemix in San Francisco por Carl DiSalvo

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Expression

Expression é um trabalho do programador Julien Gachadoat, um dos fundadores do studio francês 2Roqs, localizado em Bordeaux.
[vimeo]http://vimeo.com/12399772[/vimeo]
Como em Gravity, outro trabalho de Gachadoat já apresentado neste blog, Expression é uma instalação que utiliza a tipografia, colaboração e superfícies arquitetônicas como meio de comunicação.

O trabalho é construído por meio de mensagens SMS, enviadas através de telefones celulares e projetadas em duas fachadas de prédios. Em uma delas as mensagens viajam ao longo da parede representando a expressão individual. No outro prédio, as mensagens se misturam na estrutura arquitetônica de forma a simbolizar a voz coletiva.

Referências:

2Roqs studio

Eyebeam

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Wireless in the World

Timo Arnall é designer e pesquisador na Noruega, e tem seu trabalho voltado a produtos e mídias interativas. Um dos aspectos recorrentes em seu trabalho é a busca de uma melhor compreensão sobre os sistemas intangíveis presentes nas tecnologias sem fio, no intuito de tornar visível o invisível.
[vimeo]http://vimeo.com/12187317[/vimeo]
No seu vídeo “Wireless in the World“, Arnall apresenta uma interessante forma de visualização das áreas de conectividade no espaço urbano. Os perímetros de abrangência dos hotspots Wireless são representados por meio de círculos transparentes que se sobrepõem e se deslocam pela paisagem urbana. As imagens têm o objetivo de sensibilizar designers e estudantes para as propriedades espaciais e incorporadas em tecnologias como RFID, Bluetooth e Wi-Fi.

Mais informações:
Site de Timo Arnall

Referência:

Neural
Habitar – Bending the urban frame 2010 report from Laboral

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

V Mobilefest

Até dia 15 de abril, o MOBILEFEST – Festival Internacional de Criatividade Móvel receberá inscrições de projetos, protótipos, produtos, soluções, aplicativos, artigos acadêmicos ou de pesquisadores independentes para sua quinta edição que acontece em São Paulo, de 14 a 19 de setembro.

O tema desta edição é: “Como a tecnologia móvel pode contribuir para a democracia, cultura, arte, ecologia, paz, educação, saúde, e o terceiro setor?”

Mais informações

Realidade Aumentada: oportunidades para arquitetos

Quais as oportunidades oferecidas pela utilização da realidade aumentada na arquitetura?
[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=a645kLWRmSU[/youtube]
O pesquisador  Martijn de Waal publicou no The Mobile City um texto interessante sobre esta questão, que ressalta dois aspectos importantes: a realidade aumentada como uma plataforma para formas arquiteturais e a realidade aumentada como uma ferramenta de organização de processos sociais no espaço. Sua reflexão aborda uma ampla e interessante série de inovações, ao mesmo tempo que reconhece que em virtude dos desenvolvimentos neste campo ainda estarem num estágio experimental, há uma série de deficiências e questões que precisam ser resolvidas.

Radicado em Amsterdam, e especializado em temas como a tecnologia, mídia e cultura urbana, Waal faz algumas considerações sobre projetos apresentados por Johannes la Poutre, desenvolvedor de aplicativos para Layar (navegador que leva realidade aumentada para celulares) e por Ole Bouman, diretor do NAi (Netherlands Architetcture Institute) que foi entrevistado sobre o aplicativo SARA (Stedelijk Augmented Reality applicatie) que também funciona no navegador Layar.
A realidade aumentada como um meio de representação das formas arquiteturais, é o primeiro aspecto abordado. Nesta direção o aplicativo SARA, serve como exemplo, em razão de seus recursos proporcionarem um meio para apresentação de projetos no ambiente urbano. Imagens do passado, presente e futuro, podem ser adicionadas a realidade existente. Com isso, o NAi se propôs a um grande desafio: fazer com que a Holanda seja o primeiro país no mundo a ter sua arquitetura visualizada em smartphones graças à realidade aumentada.

Além de poder visualizar prédios históricos que desapareceram também é possível analisar propostas (como em competições que arquitetos enviam propostas diversas) e projetos que nunca foram realizados, ou mesmo lançar todos os tipos de planos para o futuro.
Waal cita um trecho da fala de Ole Bouman que usa o exemplo dos vitrais em catedrais como elementos que agregavam valor a experiência dos visitantes medievais das igrejas.

For me, architecture is not limited to the construction of the physcial. It is about organizing spaces inteligently. For instance, the paintings on stained glass in a cathedral are technically not architecture. They are made by artisans that added to the builded process. But of course they add tremendously to the experience of the church, by giving medieval visitors a connection with heaven. In this way they contribute more to the experience of space than the bricks and mortar do.

O segundo aspecto, exemplificado nos projetos co-desenvolvidos por Johannes La Poutre para visualização em Layar, mostra uma dimensão diferente da prática arquitetônica ao evidenciar o papel da realidade aumentada como um meio para organização dos processos sociais no espaço.
O projeto Tweeps Around proporciona uma camada de realidade aumentada que permite ver o que foi publicado no twitter sobre um ambiente que está sendo visitado. O programa consulta mensagens no Twitter em que uma localização exata é informada. Todas as mensagens que estão vinculadas a um determinado perímetro da localização do usuário são mostradas.

De forma similar, o Verbeterdebuurt-Layar (numa tradução aproximada “corrija minha rua”) permite visualizar sugestões para melhorar o bairro enviar pelos cidadãos. Outra iniciativa foi o Copenhagenlayer projeto executado durante a conferência do clima em Copenhague, que mapeou em tempo real medições ambientais realizadas com sensores Sensaris Senspods (que funcionam via wireless) transportados por moto-boys que operam nas ruas de Copenhague. A idéia central é  permitir que as pessoas possam usar o celular para acessar informações em tempo real sobre a qualidade do ar do local onde estão, por meio da imersão numa camada de realidade aumentada.

Projetos como estes são indicadores de uma direção interessante para o trabalho do design de informação, sugere Waal. Complementando o aspecto em questão, são destacados no texto, trabalhos como o CENS-lab de Los Angeles, que visa utilizar a tecnologia dos sensores para elaborar colaborativamente um mapa das rotas de bicicleta mais atrativas na cidade. Na visão do pesquisado todos este projetos podem afetar a forma como nós nos movemos com a experiência e as nossas cidades.

Em seguida a abordagem deste dois aspectos, são enumeradas uma série de limitações e desafios que a tecnologia terá que enfrentar, entre elas, destacamos resumidamente algumas:

A velocidade limitada dos processadores dos celulares, resulta no fato de que andar a pé através de modelos virtuais não é ainda uma experiência suave.

O fato das telas dos celulares serem pequenas, prejudica a imersão na realidade aumentada, produzindo a sensação de assisti-la através de um buraco de fechadura. Pensando nisso, telas maiores podem ser a solução, mas por outro lado, se deve considerar que quanto maiores, se tornam menos portáteis. Waal indica alguns caminhos como o uso de projetores, lentes de contato que favoreçam a imersão.

A constatação que a espacialização das informações, não necessariamente organiza o conjunto de dados de maneira mais inteligível. Uma simples tabela bidimensional ou um Mapa 2D pode ser muito mais eficazes para comunicar uma mensagem do que adicionar dados em 3D para o mundo real.

Questões relacionadas a controle e autoria. Atualmente, os arquitetos são capazes de controlar o ponto de vista e selecionar perspectivas favoráveis. Clientes e público podem inspecionar um prédio inteiro em 3D no site. Waal reconhece, que esta característica não é tanto uma lacuna da realidade aumentada em si, mas uma característica das novas tecnologias de mídia em geral, em que os profissionais tradicionais perdem o controle sobre seus conteúdos. No caso em questão, isso poderia gerar uma resistência dos arquitetos em abraçar a utilização de RA. Por outro lado, isso também oferece oportunidades de apropriações bottom-up que poderiam tornar o meio mais interessante.

Seguindo a perspectiva desta discussão, cabe lembrar outras iniciativas não citadas por Waal, mas já discutidas neste blog anteriormente, como por exemplo o projeto Common Sense que também é ligado ao CENS-lab, e que de modo similar ao Copenhagenlayer, combina o uso de sensores, celulares para medições ambientais desde 2008. Igualmente importantes são os projetos liderados por Federico Casalegno no Mobile Experience Lab do MIT e que foram apresentados na palestra “Design de Conexões: pessoas, lugares e informação” proferida na FAPCOM em 2008. De forma convergente ao que Waal preconiza, Casalegno revelou em sua exposição, que considera importante repensar a mobilidade e conectividade na relação entre pessoas e lugares, produzindo uma experiência social mais rica.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Call for Contributions: The City as Interface @ Impakt Online

A Impakt Online convida artistas, arquitetos, urbanistas, pesquisadores, programadores e afins para apresentação de projetos artísticos que abordem o tema ‘The City as Interface’. Os projetos devem devem conceber a cidade como interface, entre outras coisas imaginando edifícios como superfícies de resposta, os celulares como ferramentas para jogar e mapeamento, e vestígios tecnológicos como dados para arte e pesquisa.

Três projetos on-line serão selecionados e apresentados na Impakt.nl / online. Aliado a isso, os candidatos podem apresentar uma proposta para concorrer a uma residência na sede da Impakt em Utrecht, que inclui um local de trabalho e moradia por um período de dois meses.
O prazo para envio de propostas é 30 de abril de 2010.

Impakt Online é uma plataforma de Internet art, desenvolvida pela Fundação Impakt com curadoria de Sabine Niederer. A Fundação Impakt tem como foco apresentar e estimular a inovação das artes audiovisuais, num contexto interdisciplinar.

Site da Impakt
http://www.impakt.nl/

Segue detalhes divulgados pela Impakt:

Call for Contributions: The City as Interface @ Impakt Online
Mar 8th, 2010 by admin

This is a call for art projects that fit the topic of ‘the City as Interface’. Impakt Online invites artists, architects, urban planners, researchers, programmers and the like to submit their proposals for online projects that consider the city as interface, buildings as responsive surfaces, mobile phones as tools for playing and mapping, and technological traces as data for art and research. With the Impakt festival focusing on The Matrix City this year, Impakt Online 2010 offers a space to explore the City as Interface.

About the topic

In December 2009, the Amsterdam-based new media research centre Institute of Network Cultures (INC) organized an event on Urban Screens in which artists, architects and theorists presented their research and design projects that regarded the city as a space of informatics, buildings as interactive surfaces, and mobile phones as pocketsize urban screens. Building on this research and design practice, and collaborating with the INC, the International Urban Screens Association, and other parties such as Vurb.eu and De Verdieping, Impakt online will commission new works within this field of interest. Engaging with changing conceptions, structures and practices of urban landscapes, the Impakt Online topic of “The City as Interface” works meaningfully with the Impakt festival’s overall theme of ‘Matrix City’.
‘Matrix City’ maps out the recent developments in this new urban landscape along two regularly intertwining lines. On the one hand, the city is viewed as a gathering place of subcultures and communities. Another viewpoint reflects on the city as an immersive audiovisual environment, as a modal structure in which virtual and real systems merge.

About the call

Impakt online will select and support a max. total of three online projects to be presented at Impakt.nl/online. In addition, applicants may also submit a proposal for a residency at Impakt headquarters in Utrecht, as part of the Impakt Works program, which includes a workspace and housing facilities for a period of two months.

Deadline for Impakt Online project proposals: April 30, 2010
Please submit your proposal (max 1000 words) and a short bio (max 500 words) to online(at)impakt(dot)nl, by April 30, 2010.N.B. Impakt online projects are indeed presented online, so please do not submit ideas for art installations for the Impakt Festival.

Deadline for Impakt Works residency proposals: March 31, 2010
Please submit your proposal for an Impakt Works residency (max 1000 words) and a short bio (max 500 words) to online(at)impakt(dot)nl, by March 31, 2010.

http://www.impakt.nl/

Favelas Georreferenciadas

Serviços de pesquisa e visualização de ruas e mapas na internet geralmente não abrangem favelas. O projeto Wikimapa coordenou a elaboração de mapas de ruas e vielas de comunidades de baixa renda no Rio de Janeiro. Os mapas são construídos num sistema colaborativo bottom-up, agregando valor pela participação dos próprios moradores (wiki-repórteres).

Morro Santa Marta Georreferenciado pelo projeto wikimapa
Morro Santa Marta Georeferenciado pelo projeto wikimapa

O projeto piloto envolveu as comunidades do Complexo da Maré, Complexo do Alemão, Santa Marta, Pavão Pavãozinho e Cidade de Deus. Usando o celulares ou internet os habitantes podem se informar ou enviar informações sobre trajetos ou locais de interesse como escolas, pontos de comércio, hospitais, igrejas, clubes, bares, lan houses entre outros.

As novas formas de apropriação do produzidas, refletem uma relação renovada entre indivíduos e seu entorno intensificando a discussão de questões como a sustentabilidade, tratamento do lixo, a iluminação pública, a precariedade de serviços como correio, fornecimento de água, atendimento médico, a segurança pública em razão das intervenções da polícia pacificadora, a violência e a marginalidade. São discussões que alcançam o campo político e social.

Ao mesmo tempo práticas como esta colaboram na desmistificação destes locais para o observador que vive fora desta comunidades, revelando a perspectiva dos próprios moradores que difere substancialmente da veiculada pelos meios de comunicação em geral. As informações mostram outros aspectos da vida cotidiana deste lugares, fugindo do enfoque centrado apenas no tráfico de drogas ou violência.

Site do projeto:

http://wikimapa.org.br

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Software livre auxilia em trabalho humanitário no Haiti

Uma ferramenta de software livre, o  “Ushahidi” que já demonstrou ser eficente para ajudar a população em cenários de violência e convulsão social na Africa, agora tem tido contribuição significativa no trabalho humanitário no Haiti.
haiti
O recurso está ajudando a enfrentar as grandes dificuldades de comunicação resultantes do fato das redes de telefones fixos no país estarem muito danificadas, e haver muitos empecilhos para o transporte terrestre. Continue reading “Software livre auxilia em trabalho humanitário no Haiti”

vivo arte mov: mesa pesquisa, circuito, fomento e perspectivas

Nesta mesa foram expostos os desafios de curadores, artistas e críticos em discutir e produzir arte usando novas tecnologias num cenário  em que a cultura tem entre as suas principais fontes de financiamento recursos da iniciativa privada. Esse cenário é determinado muitas vezes por estratégias de marketing que promovem uma cultura das marcas. Os componentes da mesa Giselle Beiguelman, Guilherme Kujawski, Lucas Bambozzi e Mario Ramiro levantaram diferentes perspectivas sobre o tema:

Giselle Beiguelmann, entre outros temas, fez referências as noções deleuzianas de máquinas de guerra e de aparelhos de captura e destacou a autocrítica visando a independência do papel do curador num ambiente de cultura patrocinado por bancos e coorporações. A isto se soma a percepção da precariedade econômica e cultural do país que se reflete no plano individual de cada produtor de cultura e num plano mais abrangente na introdução de abordagens políticas e críticas.

Lucas Bambozzi iniciou sua fala lembrando a frase ” vivemos numa sociedade cínica” que, dita por um governador de São Paulo, segundo sua análise, toma uma dimensão maior, podendo ser transferida à discussão sobre o embate entre marketing e cultura. Neste aspecto, uma das temáticas levantadas foi a responsabilidade do trabalho de negociação do curador junto aos financiadores no intuito de impedir que eventos culturais se destinem apenas a promoção de marcas e que, ao contrário disso, mantenham suas perspectivas artisticas e críticas.

Guilherme Kujawski analisou as mídias móveis e os fenômenos de interpenetração de “espaços físicos” e “espaços etéreos”. Destacou o mito de se conceber os espectros das ondas de rádio como recursos escassos, neste sentido evidenciou novas possibilidades de utilização de radiofreqüências que muitas vezes ainda não estão sendo utilizadas por artistas, para isso apresentou exemplos de tecnologias como SDR ( Software Defined Radio) e de organizações de artistas como Free103point9 http://www.free103point9.org/

Mario Ramiro lembrou do papel transgressor do artista frente ao apoio dos mecenas da arte. No contexto atual da arte no Brasil percebe uma ampliação de campo de trabalho para artistas e para toda uma gama de profissionais ligados à arte, em função da ampliação dos recursos de financiamento por parte da iniciativa privada. Em meio a este cenário destacou a importância do papel transgressor do artista e, como exemplo, citou a escultura do Êxtase de Santa Teresa de Gian Lorenzo Bernini, em que o escultor parece dar um sentido de êxtase mais sexual do que espiritual subvertendo o que seria um ornamento religioso católico.

Colaborou Francisco Alves