Aplicativo móvel identifica buracos nas ruas enquanto o motorista dirige

Street Bump App é um aplicativo móvel que coleta dados sobre a condição das ruas de modo automático enquanto o carro está em movimento.

O projeto foi criado pelo New Urban Mechanics, escritório de inovação apoiado pela prefeitura da cidade de Boston (EUA) com apoio do InnoCentive, plataforma online para crowdsourcing voltada à inovação.

A ideia é que os celulares dos usuários recolham os dados sobre a cidade com informações em tempo real para que as autoridades possam atuar para resolver problemas em curto prazo e ao mesmo tempo projetar um plano de investimento urbano de longo prazo.

O recurso se apoia em dois sensores do telefone: o acelerômetro e o GPS. Com a combinação destes dois recursos é possível detectar “solavancos” e trepidações e enviar estes registros para um servidor central que permite a visualização das informações num mapa. Se três ou mais ocorrências surgirem no mesmo local, a cidade vai inspecionar o obstáculo e incluí-lo numa fila para o reparo.

O aplicativo será disponibilizado gratuitamente para que mais pessoas possam usar e ser beneficiadas pelos esforços do projeto. A ideia é que ao invés de depender totalmente de inspetores e fiscais, as cidades possam obter informações de modo mais barato, rápido e eficiente por meio de seus próprios moradores.

Referências:

BBC
Bump and mend: The apps helping fix city streets por Ian Hardy

Fast Company
The 10 Smartest Cities In North America por Boyd Cohen

TecMundo
O que é um acelerômetro? por Rodrigo Prada

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Sentient City Survival Kit

Sentient City Survival Kit é um projeto de pesquisa em design que propõe uma série de artefatos experimentais para subverter o funcionamento de tecnologias digitais de vigilância e marketing que interferem na privacidade e autonomia dos indivíduos.

O arquiteto Mark Shepard concebeu o projeto, a partir da perspectiva de que as cidades se tornam cada vez mais inteligentes, e podem sentir, lembrar e antecipar o comportamento das pessoas. Sua proposta busca refletir sobre as implicações deste “futuro próximo” em que sistemas de informação baseados em computação ubíqua, espalhados pelo espaço urbano podem executar uma monitoração reflexiva, ao captar informações inadvertidamente por meio de câmeras ocultas, sistemas de tráfego, registro de navegação na internet, telefones, bilhetes de transporte público, e até mesmo roupas e sistemas de medição da corrente galvânica da pele, entre outros recursos.

As soluções elaboradas visam defender o indivíduo das ameaças invasivas destas tecnologias. Para despistar as câmeras de vigilância, foi desenvolvido um guarda-chuva equipado com 256 LEDs infravermelhos que piscam e confundem a visão da câmera. Outra solução é um sistema denominado Serendipitor que ao invés de fornecer a rota mais curta para um destino, sugere caminhos sinuosos que enriquecem o trajeto com outros lugares interessantes, propiciando uma navegação lúdica pela cidade. Shepard concebeu também um dispositivo equipado com sensores que acoplado a roupa íntima pode vibrar ao detectar sistemas de leitura de dados num espaço público.

Sentient City Survival Kit tem apoio do New York State Council on the Arts (NYSCA). Todos os projetos estão reunidos num livro publicado pela  MIT Press. A obra é ilustrada com esquemas, instruções de construção, lista de peças, e códigos fonte, além de apresentar ensaios de pensadores sobre o tema.

Referências:

CARNET DE NOTES
Sentient City por André Lemos

WIRED.UK
‘Sentient City Survival Kit’ lets citizens flirt with surveillance por Daniel Nye Griffiths

Eyebeam
Sentient City Survival Kit

Boing Boing
Sentient City Survival Kit: gadgets to foul the surveillance state and amuse the bearer por Cory Doctorow

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

 

QR Codes e o acesso à informação no espaço urbano

A cidade de Bordeaux, tem implementado uma série de alternativas para a utilização de QR codes no espaço público.

São iniciativas realizadas por artistas, pesquisadores e gestores públicos, com o objetivo de potencializar o acesso a informações sobre o patrimônio, história, arte, esportes, cultura para as pessoas que andam pela cidade.

Os QR Codes (códigos de barras bidimensionais) podem ser lidos por aparelhos celulares dando acesso a hiperlinks para  conteúdos diversos.  Por exemplo, foi proposto um trajeto por regiões da cidade com auxílio dos QR codes visando apresentar e informar ao público sobre o rico patrimônio em Art Déco presente na arquitetura de vários prédios.

Em outra iniciativa, o foco foi proporcionar um maior conhecimento sobre o passado, e ao mesmo tempo poder efetuar comparações com o presente. Vinte códigos QR foram espalhados em lugares estratégicos, e proporcionam o acesso a fotografias dos locais produzidas na década de 30.

Existem outros projetos, como os realizados pelo coletivo Pervasive Bordeaux, que utilizam a cidade como laboratório espacial, promovendo jogos de realidade aumentada, e disponibilizando músicas e vídeos pelas ruas.

Uma das iniciativas do grupo, em colaboração com a Câmara Municipal de Bordeaux e a livraria Mollat, implementou um projeto relacionado ao romance de Umberto Eco, O Cemitério de Praga (2010). Os usuários de celulares são convidados a explorar trechos do romance, lendo episódios selecionados, e tendo última etapa do percurso um vídeo com uma entrevista do autor (segue abaixo).


Referências:

2d code
City Of Bordeaux Front Runner In QR Code Usage por Roger

Semaine Digitale
Deux ans avec les QR Codes : de l’action municipale à la créativité partagée

Manuela Pegoraro
Pervasive conspiracy – promoting the last novel by Eco por Manuela Pegoraro

Pervasive conspiracy
Pervasive conspiracy

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

You Are GO!: a cidade como plataforma para games

You Are GO! International Street Games Festival é um evento que pretende transformar as ruas da cidade de Berlim num ambiente de jogo.

Inspirado em festivais realizados em outros países como o “Come Out & Play” (Nova Yorque), “Hide & Seek” (Londres) e “igFest” (Bristol), a proposta do evento é instalar games em plataformas que consistem em ambientes do cotidiano da cidade, ao invés de ambientes virtuais.

No período entre 17 e 19 de junho, o “You Are GO” apresenta uma variedade de games, entre eles, o “Retronyms: Seek ‘n’ Spell” (vídeo acima) , que tem como objetivo a coleta de cartas virtuais num espaço ao ar livre. Os participantes marcam pontos conforme vão elaborando a ortografia de palavras por meio das letras presentes nas cartas coletadas.

http://www.youtube.com/watch?v=mBHbdqwSdnQ

Outro exemplo de game que compõe a programação é o “Johann Sebastian Joust!“, criado pelo coletivo Copenhagen Game Collective baseado na Dinamarca. É um game físico jogado em “câmara lenta” com Wiimotes (controle principal do console WII) . Os jogadores movimentam seus Wiimotes ao som de uma música de andamento lento. Os participantes que se movem rápido, acima da velocidade permitida pela música são eliminados. O último jogador que permanece é o vencedor.

O festival tem curadoria do Invisible Playground, grupo iniciado em 2009 por Sebastian Quack, formado por uma rede de game designers, artistas, músicos e acadêmicos que partilham o interesse pela utilização de cidades como plataformas para jogar.

Via The Mobile City

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Pele eletrônica

Pesquisadores do Nokia Research Center e da Universidade de Cambridge desenvolvem uma “pele” elástica eletrônica sensível ao toque, que poderá ser utilizada em roupas e acessórios. Ela funcionaria como uma interface integrada para uma série de dispositivos como telefones, relógios ou computadores.
http://www.youtube.com/watch?v=ZOJ2QSioTA0

Diferente das tradicionais placas de circuitos eletrônicos, que são sólidas, o material flexível em desenvolvimento pode esticar até 20% do seu tamanho original, e é capaz de assumir qualquer forma.
Referências:

Gizmo Watch
Nokia developing stretchable mobile phones for your wrist and clothing por Bharat

Nokia Conversations
Beyond Morph – a visit to Nokia Research Center Cambridge por JBC

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

GLONET: 5 cidades interconectadas

glonet

Acontece hoje. Manchester,  Istambul, Vancouver e Sendai e São Paulo estarão interconectadas na conferência global abordando temas ligados a  relação entre tecnologia e espaço público. O evento é organizado pelo Vivo arte.mov – Festival Internacional de Arte em Mídias Móveis em parceria com o FutureEverything e o British Council.

Conforme consta no tumblr do Glonet o “evento explora o nomadismo e como as tecnologias de rede e códigos abertos e a noção de ‘Lugar’ “. Em São Paulo o evento  inicia às 11h no MASP e conta com palestras de  Lucas Bambozzi, Guilherme Wisnik, Jorge Menna Barreto, Giselle Beiguelman e Cicero Silva.
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Tracing Mobility

Tracing Mobility

Tracing Mobility é um programa de artes pan-Europeu produzido pelo Radiator Festival que abrange residências, oficinas, eventos e simpósios, examinando as mudanças no campo da mobilidade termos globais, assim como o desenvolvimento da infra-estrutura das redes transformam nossas concepções do tempo, espaço e distância.
A iniciativa propõe um olhar sobre o potencial cultural dos novos espaços abertos por essas tecnologias apresentando recentes práticas artísticas em formatos inovadores, apoiando o diálogo interdisciplinar no cenário europeu em colaboração e parceria com um vasto leque de organizações e interessados.