Vinyl Terror & Horror: Paisagens sonoras a partir da desconstrução dos discos de vinil

Vinyl Terror & Horror é um projeto que produz paisagens sonoras surpreendentes ao hackear pick-ups, subverter, danificar e destruir discos de vinil.

Fonte:http://thump.vice.com/ Fonte:http://thump.vice.com

As musicistas dinamarquesas Camilla Sørensen e Greta Christensen (radicadas em Berlim) desenvolveram a ideia em 2001. Segundo elas, o conceito surgiu a partir de uma prática visual e escultural que inspirou a desconstrução e rearranjo dos toca-discos e da mídia vinil em todas as formas imagináveis.

O nome Vinyl Terror & Horror resulta da natureza inquietante e caótica dos sons produzidos, com um alto nível de tolerância para possíveis “desastres” ou “acidentes”. Multiplas camadas sonoras são executadas ao mesmo tempo a partir de discos desgastados ou mesmo riscados propositalmente. As composições incorporam a ocasional quebra de agulhas, empurrões feitos de “forma desrespeitosa” nas pick-ups, ou objetos jogados que viram obstáculos para agulha como vidros quebrados ou pedaços de outros discos. Também são utilizados dispositivos de corte de precisão para fazer com que os registros se transformem literalmente num quebra-cabeças .
Na perspectiva do projeto, a composição e o improviso musical geram uma narrativa abstrata que remete o ouvinte a diferentes situações e estados mentais.

Sobre o aspecto visual, Sørensen e Christensen afirmam que muitas vezes as ideias para sons se originam de uma escultura, e às vezes é o contrário.

Referências:

Thump
Vinyl Terror and Horror Are Making The Art of DJing Seriously Weird por Daniel Montesinos-Donaghy

Dangerous Minds
Vinyl terror and horror’s jaw-dropping record manipulations por Ron Kretsch

Contraversao
Hackeando toca-discos para ouvir a música sinistra por Raphal Fernandes

Audition Records
Vinyl Terror & Horror : Deconstructed turntables and cut-up records (entrevista)

Via Neural Magazine

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Drop the Beat, kit de bateria eletrônica vestível

Drop the Beat é um colete que funciona como um kit de bateria eletrônica vestível ativado pelo toque. Cada bloco de percussão é incorporado por meio de um sensor e anexado ao colete com a utilização de velcros.

O trabalho é inspirado numa sequência filme do concerto de Laurie AndersonHome of the Brave” de 1986 (segue vídeo).

http://www.youtube.com/watch?v=osHBA6YAHAo

Criado por Wesley Chau, Drop the Beat objetiva oferecer uma roupa personalizável para artistas, músicos e DJs executarem performances que explorem ritmo e som através da interação física de uma forma mais dinâmica.
Referências:

Co.Design
A Touch-Sensitive Drum Kit You Wear Like A Vest por Jordan Kushins

FashioningTech
Interview with Wesley Chau por Carly Whitaker

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Concerto para Lanhouse

Concerto para Lanhouse é uma orquestra de luz e som criada com a utilização dos computadores da sala de internet do SESC Belenzinho no último dia 8 de fevereiro.

A instalação foi concebida por Giuliano Obici, pesquisador que produz trabalhos experimentais no campo da arte sonora. Neste contexto, o artista também conduziu no período de 09/02 a 12/02 a oficina Experimento Audiovisual em Rede, que aborda a síntese de áudio e vídeo, o uso de protocolos de comunicação para criação de instalações audiovisual em rede, e as potencialidades do software Puredata.

Conforme divulgado o Concerto para Lanhouse parte da ideia de utilizar o computador como instrumento que reúne diferentes mídias (metamídia), capaz de articular som, luz e máquinas num fluxo de metadados através da rede, esta performance traz a reflexão da LAN como um metainstrumento“.

Mais informações no site do SESCSP.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Café Tecnológico com Arnaldo Antunes, Ademir Assunção, André Vallias e Marcelo Sahea

O SESC Belenzinho realiza, neste sábado dia 23/6 às 14h, o último encontro do semestre do Café Tecnológico, série de encontros cujo intuito é discutir aspectos variados sobre os novos fenômenos produzidos pela tecnologia e arte na atualidade.

Conforme divulgado pelo organizadores, “o debate contará com uma mostra de algumas produções relevantes, como: a coletânea de trinta videopoemas denominada “Nome”, de 1993, realizada por Arnaldo Antunes; a pesquisa verbiVOCOvisual do poeta do Marcelo Sahea; a oralidade de Ademir Assunção; além das produções de André Vallias que podem ser acessadas no site Errática“.

Mais informações no site do SescSP

Archimedes: projeções, espelhos e robôs

Archimedes” é uma máquina com um conjunto de espelhos controlados por robôs, criada pelo produtor musical Alfred Darlington (que utiliza o codinome Daedelus) em parceria com os designers Emmanuel Biard e David Leonard.

Com os projetores luminosos a uma curta distância apontados para os espelhos, são projetados conteúdos de vídeos, com diferentes cores e formas na máquina, que refletem nas superfícies do ambiente, e em todos espaços ao seu redor com a utilização de gelo seco. Os espelhos podem realizar uma série de movimentos coordenados, e permitem um controle individual.

Archimedes interage com a música eletrônica nos concertos ao vivo realizados por Darlington, e foi apresentada no SONAR Barcelona 2012.

Referências:

Create Digital Motion
Archimedes, by Daedelus: Sheer Poetry of Robotic Moving Mirrors por Peter Kirn

Wired
Daedelus Builds Interactive Mirror Wall to Accompany Live Sets por Olivia Solon

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Video Mapping em pick-ups

Bruce Lott e Mark Morris criaram uma interface que combina a manipulação de pick-ups com discos de vinil e a técnica de video mapping.

A inovação permite utilizar um software de controle de áudio, o Serato video-SL, sem que o que Dj tenha que olhar para tela do computador. Um dos próximos objetivos do projeto é incorporar efeitos de vídeo por meio de uma interface baseada num console Wii.
Referências:

The Creator Project
Adafruit Industries
Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Parhelia, de Paul Prudence

Parhelia, do artista multimídia britânico Paul Prudence, é uma animação que apresenta uma máquina imaginária que funciona em tempo real, sugerindo a idéia de um mecanismo constituído de peças geométricas concêntricas que interagem umas com as outras efetuando o disparo de sons.

A obra faz menção ao Parélio, fenômeno óptico atmosférico que produz halos solares. O comportamento de cada uma das engrenagens sofrem a interferência de controladores midi, criando uma performance composta de sons produzidos a partir de diversas gravações de campo, que incluem amostras de dispositivos mecânicos reais.

Referências:

CreativeApplications.Net
Parhelia [vvvv]

Robotmafia
Parhelia by Paul Prudence

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mirage00, miragem interativa

Mirage00 é um instrumento musical inteligente que simula uma ‘miragem’ ao criar uma atmosfera sonora e visual ao redor dos visitantes.

O trabalho foi escolhido para a exposição [the next idea] ORIGIN promovida pelo Festival Ars Electronica até o dia 6 de setembro de 2011, na Áustria.

Criado pelos designers Kouji Ohno, Tetsuya Yamamoto, Nobu Miake e Toshikazu Toyama o dispositivo é composto por um espelho convexo, um projetor, LEDs de várias cores, e um computador.

O comportamento do público, detectado por câmeras e microfones, é convertido em música, imagens projetadas e alteração na iluminação dos LEDs em tempo real, com a utilização de um aplicativo controlado pelo computador. Por meio de uma tela sensível ao toque, o visitante pode pré-configurar padrões de músicas e imagens, ou também interagir durante a execução. O espelho convexo permite que as imagens criadas possam atingir 360 graus de espaço visual.

Mirage00 foi projetado para ser portátil, podendo transformar temporariamente qualquer ambiente em uma pista de dança. O projeto teve apoio do Exploratory IT Human Resources Project (The MITOH Program) conduzido pelo IPA (Information-technology Promotion Agency, Japan).

Referências:

ArsElectronica
Mirage00

o-planning
Mirage00 (site do projeto)

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Sky Orchestra, de Luke Jerram

Desenvolvido pelo artista inglês Luke Jerram, o projeto Sky Orchestra consiste em balões de ar quente equipados com alto falantes que voam sobre a cidade durante a madrugada tocando música.

O compositor Dan Jones criou a música do projeto por meio da elaboração de diferentes elementos de uma partitura musical. Cada um destes elementos é executado a partir de um dos sete balões. A combinação de sonoridades emitidas por todos os balões produz uma ampla paisagem sonora que atinge longas distâncias, e conforme proposto por Jerram, tem o intuito de sensibilizar os moradores que estão dormindo.

Realizada em julho no céu de Londres, a performance teve o objetivo de marcar a data em que resta exatamente um ano para começar os jogos olímpicos que acontecerão na cidade em 2012.

Os trabalhos de Luke Jerram abrangem varias linguagens e vão desde performances como Sky Orchestra,  até criação de esculturas e instalações expostas em vários lugares do mundo.

Referências:

The Guardian
Sky Orchestra balloons serenade London

We make money not art
Luke Jerram: Glass virus and singing architecture por Regine

The Pop-Up City
London Sky Orchestra por Daniel Cooper

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

The Radioactive Orchestra

The Radioactive Orchestra é um projeto que tem como objetivo explicar a radioatividade através da música.

O projeto oferece uma interface Web que permite compor músicas baseadas nos movimentos reais de 3.175 isótopos radioativos, e ao mesmo tempo obter dados científicos sobre cada um deles.

As melodias surgem a partir de freqüências isotópicas, elaborando uma tradução das características presentes na energia radioativa para uma forma mais tangível. Esta representação musical é baseada nas assinaturas características dos raios gama que os átomos emitem naturalmente em torno de nós o tempo todo, tendo como princípio o estabelecimento de comparações entre parâmetros físicos e musicais.

A iniciativa surgiu de uma colaboração entre o Instituto Real de Tecnologia ou Kungliga Tekniska Högskolan (KTH) e o Instituto de Formação e Segurança Nuclear Sueca (KSU). A trilha sonora foi criada pelo DJ baseado em Estocolmo Axel Boman, e o artista eletrônico Kristofer Hagbard que desenvolveu a interface interativa.

Referências:

Make
Make Music With Radioactivity

Brain Pickings
Radioactive Orchestra: Making Music from Nuclear Isotopes por Maria Popova

Designboom
Axel Boman and the Radioactive Orchestra

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

VJSUAVE, animações que interagem com a paisagem urbana

Uma animação apresentada por meio de projetores que são deslocados pelas ruas, em que os personagens interagem com o movimento da projeção se integrando a passagem por prédios, muros e outros lugares da cidade de São Paulo.

Este é o projeto criado pelo coletivo VJSUAVE formado pelo brasileiro Ygor Marotta e pela argentina Cecília Soloaga. Dirigido pela dupla, e animado por Dante Zaballa, o vídeo acima foi exibido como um dos spots da MTV BRASIL. Há um planejamento para a continuidade do projeto com a exibição em outros países.

Conforme afirma Marotta, a animação apresenta “um personagem carismático, cansado do modo de vida capitalista e que precisam confrontar a confusão dos prédios e da cidade para chegar em casa.

Referências:

Design You Trust
vjsuave mtv> urban live projection in Sao Paulo por Josh

The Creators Project
VJsuave Quer Espalhar O Amor Por São Paulo por Natasha Felizi

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Stadsmuziek, a cidade como música

Stadsmuziek é uma obra do designer holandês Akko Goldenbeld, em que o padrão físico da cidade é expresso de forma sonora. Um modelo em escala da cidade de Eindhoven é enrolado em um cilindro giratório e conectado a um piano.

De modo semelhante a um realejo, conforme o cilindro gira, a representação dos edifícios da cidade movimenta pequenos martelos que tocam as teclas de um piano.

Os prédios mais altos localizados na região central produzem toques mais agressivos, enquanto as construções mais baixas ao sul revelam sons muito suaves.

O trabalho foi exibido na mostra da Design Academy Eindhoven na Milan Design Week 2011, no mês passado, na Itália.

Referências:
The Pop-Up City
Make Cities Like Pop Songs por Joop de Boer

DesignBoom
Akko Golenbeld: stadsmuziek

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

V4W.ENKO

V4W.ENKO é um projeto audiovisual do pesquisador ucraniano Evgen Vaschenko iniciado em 2007.

Som e videostream são executados em tempo real por meio de um algoritmo programado para sofrer uma auto-modificação no processo.

O ponto de partida do projeto, surge a partir da reflexão sobre a possibilidade de compor e tocar uma música no mesmo momento. Os algoritmos auto-programados em Max / MSP que Vaschenko utiliza, geram imprevistas multi-camadas de sons em tempo real.

Referências:
Neural
v4w.enko – snd por Aurelio Cianciotta

Symbiosis
Symbiosis 64 – V4w.enko por Simon

Triangulation
V4W.ENKO por Emilio

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Bobinas Tesla como instrumentos musicais

Open Spark Project é uma iniciativa elaborada pelo coletivo Tesla Orchestra, que utiliza como instrumentos musicais duas bobinas de Tesla gigantes para interpretar músicas como “This Is The Remix” de Girl Talk ou “Poker Face” de Lady Gaga.

O Tesla Orchestra desenvolve uma série de experimentações que mesclam música e tecnologia. Seus projetos contam com a participação de músicos de todo mundo para transformar canções em “raios” (cargas elétricas geradas pelas bobinas tesla). O coletivo surgiu na Case Western Reserve University em Ohio, e é liderado pelo ex-aluno e gerente do projeto, Ian Charnas.

O processo funciona por meio da identificação de uma melodia principal na versão original de cada música, geralmente uma linha de baixo ou linha de harmonia que tem as notas reproduzidas através de um arquivo MIDI. A informação do arquivo é enviada para as bobinas, para depois ser executada junto com a música ao fundo. As bobinas de Tesla atingem frequências na faixa de 55 Hertz a 587 Hertz, o que possibilita um número de variações similares a um teclado convencional.

Referências:

WIRED / Underwire
See Girl Talk, Lady Gaga Performed on Tesla Coils por Angela Watercutter

Boing Boing
Musical Tesla coils por Maggie Koerth-Baker

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Vibratron, um robô-músico

O Vibratron é o novo “robô-músico” membro da RobOrchestra, projeto do Carnegie Mellon University Robotics Club, um grupo que tem como objetivo não apenas desenvolver instrumentos musicais que possam tocar de modo autônomo, mas que consigam trabalhar em conjunto para criar suas próprias músicas.

Construído com um orçamento total de 1000 dólares, o Vibratron é equipado com um microcontrolador Arduino Mega. Seu funcionamento ocorre por meio da liberação de esferas de aço que caem sobre 30 teclas dispostas circularmente e configuradas para tocar notas MIDI de 48 a 77. As esferas são recolhidas pela própria máquina, e em seguida são novamente liberadas caindo numa nova tecla.

O projeto é liderado por Andrew Burks, que disponibilizou no seu site, todo o histórico do projeto com detalhes sobre os materiais, esquemas e soluções adotadas.

O RobOrchestra objetiva a criação de uma banda completa, com pelo menos um instrumento para cobrir os papéis de soprano, contralto, tenor, baixo e ritmo.

Referências:

Carnegie Mellon University Robotics Club
RobOrchestra: Vibratron | Carnegie Mellon Robotics Club

Arduino Blog
Vibratron Robot Plays Out Midi As Steel Balls por D.gomba

Make Magazine
Vibratron Robot Makes Music Using Steel Balls por Matt Mets

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Mon Disque

Mon Disque é um blog francês dedicado ao resgate de informações sobre um dispositivo de gravação de som direto, que existia na França no início dos anos 60.

O dispositivo consistia num cubículo, como uma cabine de fotos, em que por alguns francos, qualquer indivíduo podia gravar uma mensagem de um ou dois minutos de áudio em um disco de 45 rotações.

O blog se dedica a pesquisar e publicar material sobre o assunto, assim como os registros que geralmente apresentam um conteúdo muito singular, com um tom bastante intimista ou anônimo. Também são retratados fragmentos de livros, e trechos de filmes que se referem ao dispositivo como algumas obras de Truffaut e Godard

Referências:

mediateletipos)))
Mon Disque

Syntone
Des pastilles, que vous ne savez plus boire

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Music for Flesh, o corpo como instrumento musical

Music for Flesh, utiliza dispositivos de biossensoriamento para explorar sons emitidos pelos músculos, possibilitando que o artista transforme o seu próprio corpo em instrumento musical.

http://vimeo.com/18846577

A partir da energia cinética produzida pelos músculos do corpo, são geradas vibrações acústicas captadas pelos biossensores. Técnicas de processamento de som são aplicadas sobre estes registros visando melhorar a interpretação metafórica do comportamento fisiológico do executor. O resultado é um dispositivo para criação de música em tempo real por meio das fibras dos músculos.

Desenvolvido pelo músico, artista e professor italiano Marco Donnarumma, Music for Flesh é uma primeira etapa do projeto Xth Sense, que consiste numa ampla pesquisa que explora o design de sons biofísicos. A investigação busca dar suporte para a produção de ferramentas open source (software e hardware) direcionadas a músicos, performers, dançarinos. O objetivo é que as ferramentas possam ser utilizadas como dispositivos de biosensoriamento facilmente configuráveis, personalizáveis e de baixo custo para a análise e processamento em tempo real de sons produzidos pelo corpo.

Via Rizhome

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Coded Sensation

Coded Sensation, de Martin Rille, explora a integração da percepção tátil com a expressão sonora. Corpos e objetos são cobertos por um tecido brilhante e negro, do qual emanam sons.

O tecido é criado por meio da aplicação de uma ultrafina película de óxido de cromo (o mesmo utilizado em fitas cassete) em um tecido comum.

De modo semelhante que ocorre nas fitas cassetes, a superfície de tecidos armazena informações que pode ser lidas através da modulação magnética. Rille gravou variados tipos de arquivos nas películas, como histórias, poesia, música e cantos. Costurada nas luvas, uma “cabeça de leitura” permite ler o conteúdo gravado, por meio do toque, dando origem a sons audíveis que são transmitidos para auto-falantes.

Conforme a maneira como os participantes da performance se tocam, os sons podem ser decifráveis ou distorcidos, se transformando em conjunto de palavra, música ou ruído.

Referências:

Neural.it
Coded Sensation, audio skin por Chiara Ciociola

New/Now Festival
The sound of magnetic skin por Adina

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Conductor

Conductor é um projeto que recria o sistema de metrô na forma de um instrumento musical. Desenvolvido por Alexander Chen, engenheiro do Google Creative Labs, o trabalho teve como base o diagrama icônico do metrô de Nova York, criado pelo designer Massimo Vignelli em 1972.

Com a utilização de recursos de HTML5 e Javascript, e utilizando as informações sobre a movimentação dos carros que são disponibilizadas publicamente em tempo real, Chen elaborou um sistema que produz acordes cada vez que os trens se cruzam.

Um dos próximos passos do projeto é o desenvolvimento de uma versão para Ipad que funcionaria como um instrumento de grande utilidade para os usuários do sistema de metrô.

Referências:
The Huffington Post
NYC Metro System Used As Musical Instrument
CreativeApplications.Net
Conductor [WebApp]

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Tênis musicais

O Hifana, duo de DJs Japoneses formado por KEIZOmachine! (Keizo Fukuda) and Juicy (Jun Miyata), apresentou alguns meses atrás uma performance ao vivo, usando tênis como controladores para execução de samples e efeitos de uma performance musical.

Para tornar os tênis interativos foram utilizados sensores flexíveis, e uma base de programação criada no Max/MSP, ambiente visual de programação para desenvolvimento de aplicativos musicais interativos em tempo real. A programação de hardware foi realizada por Tomoaki Yanagisawa (4nchor5 LA6) e programação de software e som por Daito Manabe.

A iniciativa foi promovida pela Nike para anunciar seu novo modelo, o Free Run.

Referências:

Arduino.cc
Bendable, Musical Shoes for Nike, and How They Were Made por D.gomba

Ben Bashford
This awesome ad for Nike by W+K Tokyo features Free Run+ shoes…

Colaborou: Francisco Arlindo Alves