Série de bate-papos e debates sobre mulheres e tecnologia no SESC Belenzinho

Nos dias 17 a 21 de março de 2015, acontece no SESC Belenzinho uma série de bate-papos e debates no âmbito da programação do “Mulheres em Cartaz” com foco em questões relacionadas as mulheres e a tecnologia.

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Conforme divulgado pelos organizadores, o que se propõe é “trazer ao público uma série de atividades de caráter multidisciplinar que referenciam o protagonismo feminino em diferentes áreas culturais, com destaque para as artes visuais, tradição oral, a literatura, a moda, as ciências, a tecnologia, a saúde etc.”.
As inscrições podem ser realizadas pessoalmente no SESC Belenzinho localizado na Rua Padre Adelino, 1000, próximo ao Metrô Belém.
Segue a programação:

17/3. Terça, às 19h
Ciência, Tecnologia, Mulheres e Ciborgues” com Francisco Arlindo Alves
Bate-papo sobre os processos de conjunção entre o humano e a máquina, e as transformações sociais e no cotidiano das mulheres a partir deste fenômeno. A discussão tem por base a obra “Manifesto Ciborgue” de Donna Haraway, que completa 30 anos de sua publicação.
18/3. Quarta, às 19h
Ciberfeminismo: Atualizando Novos Discursos do Feminino em Redes Eletrônicas” com Nina Gazire
A jornalista Nina Gazire discursa sobre as origens do termo ciberfeminismo através da relação entre tecnologia e feminismo, com base em suas investigações realizadas durante seu projeto de mestrado, sob orientação de Giselle Beiguelman. Serão traçados paralelos entre o movimento norte-americano Arte Feminista, a Internacional Ciberfeminista, presente durante a Documenta X, realizada em Kassel no ano de 1997; e a popularização das teorias de Donna Haraway dentro do feminismo acadêmico. A partir destas três perspectivas, pretende-se atualizar os desdobramentos do conceito de ciberfeminismo na sociedade atual.
19/3. Quinta, às 19h
Construção da Identidade Feminina na Rede: Arte, Atitude e Ativismo” com Kit Menezes e Karine Batista.
Esta palestra tratará das novas possibilidades de luta e ação que se estabelecem através da organização e redimensionamento de inúmeros movimentos sociais – entre eles o feminista – que se articulam através de redes sociais. Partindo da apresentação de mulheres artistas e ativistas que se manifestam, constroem e reafirmam suas identidades, alheias a padrões socialmente concebidos, serão discutidos casos de ativismo que ganharam repercussão como Marcha das Vadias e Eu Não Mereço Ser Estuprada.
20/3. Sexta, às 19h
Relato de Experiências: Minha Voz e Think Olga” com Daniela Rozados, Juliana de Faria e Bárbara Castro
Neste encontro, articuladoras de ações e movimentos em prol das mulheres, relatam experiências e trabalhos que vem sendo desenvolvidos para aprimorar discussões relativas ao papel social da mulher e seu poder de mobilização. Serão expostos os projetos Minha Voz, desenvolvido no Hackaton de Gênero e Cidadania, e o Think Olga, que entre os trabalhos realizados, destaca o mapeamento da violência contra a mulher, divulgado através da campanha Chega de Fiu Fiu.

21/3. Sábado, às 14h30.
Café Tecnológico
Debate: A Construção da Personagem Feminina nos Games
Especialistas ligados a estudos de narrativa, construção, design e jogabilidade discutem de que forma as personagens femininas são desenhadas em videogames e, consequentemente, sua responsabilidade social nestas construções. Se a representação do mundo tecnológico foi modificada com a chegada dos videogames, o papel da mulher dentro deles foi modificado também, e este será o foco de reflexão desta apresentação.
Mediação: Artur Palma Mungioli.
Convidadas: Renata Gomes e Maria Goretti Pedroso Soares

#ArenaNETmundial ParticipaBR discute a liberdade na internet

De 22 a 24 de abril de 2014  acontece o #ArenaNETmundial ParticipaBR com debates, oficinas e apresentações musicais ligadas à cultura digital tendo como foco iniciativas para uma internet livre, colaborativa, democrática e plural.

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Realizado no Centro Cultural São PaulO, o evento conta com a participação de Gilberto Gil, Demi Getschko, Frank William La Rue, Alessandro Molon, Manuel Castells, Tim Berners-Lee, e Fabio Malini.

O #ArenaNETmundial ParticipaBR ocorre simultaneamente ao Encontro Multissetorial Global sobre o Futuro da Governança da Internet (NETmundial).

Conforme os organizadores serão discutidos “os princípios da governança da internet” e a “a sociedade civil poderá participar com suas ideias, que depois serão organizadas em uma Carta Proposta para os coordenadores do NETmundial“.

Mais informações sobre a programação no site do evento.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Começa a CryptoRave, com 24 horas de oficinas, exposições, debates e palestras

Hoje, 19hs, 11 de abril de 2014, começa a CryptoRave, uma maratona de 24 horas de atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede.
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O evento acontece Centro Cultural De São Paulo, e abrange oficinas, exposições, debates e palestras visando popularizar e difundir conceitos visando possibilitar que as pessoas comuns tenham “condições de defender sua privacidade e proteger suas informações”. Entre os variados temas que serão abordados estão o jornalismo investigativo, espionagem, cyberguerras, biometria, criptomoedas, liberdade na rede, neutralidade da rede, criptografia para mulheres, e os direitos do consumidor na internet.

O conjunto de convidados abrange pesquisadores, ativistas e jornalistas como Klaus Wuestefeld, Jorge Stolfi (UNICAMP), Bob Fernandes (jornalista), Natália Viana (Agência Pública), Sérgio Amadeu (UFABC), Bruna Provazi e Jérémmie Zimmermann (La Quadrature du Net), e muitos outros.

Conforme divulgado pelos organizadores, a CryptoRave segue a lógica das cryptoparties eventos que ocorrem em diversos países e “fazem parte de um esforço global de popularizar o uso de ferramentas de criptografia para ampliar a segurança das pessoas que se comunicam nas redes digitais”.

As atividades ocorrem no Piso Caio Graco do Centro Cultural De São Paulo e a participação é aberta mediante inscrição online gratuita.

Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Mídia NINJA: o jornalismo alternativo das mídias sociais


A Mídia NINJA, acrônimo de Narrativas INdependentes, Jornalismo e Ação é uma iniciativa de “jornalismo-cidadão” que se destaca e ganha poder de influência em meio às manifestações populares pelo país.

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O projeto surge num contexto em que cidadãos se apropriam intensamente de dispositivos e tecnológicos portáteis e de plataformas de publicação de conteúdos na internet para registrar e comunicar suas perspectivas de fatos e acontecimentos.

A idéia é estabelecer um contraponto aos meios de comunicação tradicionais (TVs, jornais e rádios), atraves do uso de recursos online como os disponibilizados pelo Facebook, Youtube, Twitter, ferramentas de streaming, e outros . A cobertura feita pelo grupo repercute de modo crescente tanto nas redes sociais, como também em TV e Jornais, durante os protestos em várias cidades, ao mostrar relatos interessantes, e ao mesmo tempo denunciar e prevenir abusos policiais.

Nesta semana, no decorrer dos protestos organizados no Rio de Janeiro, por ocasião da chegada do Papa, oito membros do grupo que transmitiam os eventos foram presos por policiais sem identificação, veja o vídeo acima. Uma multidão se reuniu em frente ao 9º DP da cidade até a soltura dos ativistas, ao final da noite.

A origem do projeto é o movimento “midialivrismo” que teve como laboratório inicial uma cobertura jornalística feita pelos membros da Rede Fora do Eixo, Rafael Vilela e Thiago Dezan, que percorreram 11 aldeias Guarani-Kaiowá do Mato Grosso do Sul. O material foi publicado no Coluna PósTV Guarani Kaiowá.

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Seguindo a proposta “midialivrista”, a Mídia NINJA foi criada em São Paulo, e se espalhou pelo país. Em suas primeiras ações seus integrantes foram à Tunísia para cobrir o Fórum Social Mundial de 2013. E na chamada “A Missão Marabala“, acompanharam o Julgamento do assassinato dos ativistas José Cláudio e Maria do Espírito Santo, no interior do estado do Pará. Todo o material produzido foi licenciado em Creative Commons para livre uso e reprodução.

No áudio abaixo, o integrante Bruno Torturra entrevistado por Jacqueline Lafloufa, fala um pouco sobre as idéias do projeto, soluções e dificuldades técnicas, e as “gambiarras” necessárias numa cobertura em tempo real pela internet.

[soundcloud params=”auto_play=false&show_comments=true”]http://api.soundcloud.com/tracks/97849673[/soundcloud]

Conforme seus organizadores, o grupo visualiza “o potencial de utilização dessas ferramentas on-line, além da crescente acessibilidade a cada vez mais equipamentos e por preços cada vez menores, abre-se espaço para uma real disputa de imaginário através de meios de difusão de informação acessíveis a todos“.

Em meio as discussões sobre formas alternativas de jornalismo, é interessante conhecer às criticas do repórter Arthur Rodrigues (Estado de S. Paulo) e ao resposta de Bruno Torturra (Mídia Ninja) publicada na Revista Forum.

Os conteúdos produzidos pelo Mídia NINJA podem ser acompanhados por vários canais entre eles Flickr, streaming via Twitcasting, Facebook e Twitter. Qualquer pessoa pode participar e dar sua contribuição.

Referências:

Observatório da Imprensa
POSTV, de pós-jornalistas para pós-telespectadores por Elizabeth Lorenzotti

CatracaLivre
“Ninjas” do jornalismo travam guerrilha pela liberdade da mídia por Felipe Blumen

O Estado de S. Paulo
No meio do redemunho por Camila Hesse

Blue Bus
Cobertura independente do Mídia NINJA – Blue Bus entrevista Bruno Torturra por Jacqueline Lafloufa

Mídia Livre – Fora do Eixo
A Mídia Livre Fora do Eixo

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Water Light Graffiti

Water Light Graffiti é uma superfície interativa que pode instalada no espaço urbano permitindo que artistas ou cidadãos deixem suas mensagens de modo participativo e ao mesmo tempo efêmero e temporário.

O dispositivo consiste numa parede composta por milhares de LEDs projetados para que se iluminem ao contato com a água. Para molhar a tela podem ser utilizados pincéis, sprays, pulverizadores, ou mesmo o dedo. Qualquer forma pode ser desenhada: imagens, formas abstratas e até palavras.

O artista francês Antonin Fourneau criou Water Light Graffiti durante um período de residência no Digitalarti Artlab.

O trabalho foi exibido nas ruas da cidade francesa de Nantes.

Referencias:

Create Digital Motion
Water Light Graffiti: Painting with Water, Transformed into Light, and Urban Communication por Peter Kirn

Inhabitat
Water Light Graffiti LED Wall in France Needs Only Water to Paint a Picture por Bridgette Meinhold

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Jornalismo-Drone: manifestações vistas do céu de Istambul

Um cidadão comum utilizando um Drone, veículo aéreo não-tripulado (VANT) controlado por rádio, tem ajudado a registrar manifestações populares na Turquia.

A aeronave equipada com uma câmera é controlada por Jenk K, usuário da plataforma de vídeo Vimeo , conhecido como “Sky Pilot” no Twitter. Numa iniciativa de jornalismo cidadão, Jenk produziu diversos vídeos documentando as manifestações de modo panorâmico, revelando cenas dramáticas e violentas do embate entre ativistas e policiais.

Uma das aeronaves foi abatida por balas de borracha atiradas pelas forças polícia, conforme o vídeo abaixo:

As manifestações na Turquia foram iniciadas como um ato contra a construção de um shopping no parque Gezi, em Istambul, e se ampliaram após uma ação brutal de policiais contra cidadãos, se transformando num movimento de contestação ao governo.

Referências:

Mashable
Watch: Incredible Drone Journalism Footage of Istanbul Protests por Alex Fitzpatrick

DIY drones
Man whose RC drone was shot down over Turkey protest returns to the skies por Matthew Schroyer

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Repositório colaborativo de cartazes para manifestações

20 cents

Uma estratégia de crowdsourcing foi utilizada pelo estúdio de design gráfico Meli-Melo ao abrir uma campanha para a criação de cartazes em formato A3 visando apoiar as manifestações contra o aumento da passagem de ônibus na cidade de São Paulo.

meli-melo

Muitos cartazes foram impressos nas máquinas do estúdio, disponibilizadas gratuitamente. Os que não puderam ser impressos foram publicados numa página do Facebook que se tornou um grande repositório colaborativo com trabalhos abordando temas relativos aos protestos.

O Studio Meli-Melo funciona como uma plataforma criativa que produz impressões em Risograph para designers gráficos, ilustradores e artistas.

Via Global Voices

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Vírus Flame, ciberguerra e ciberespionagem

Considerado um dos mais complexos, maiores e poderosos softwares maliciosos já descobertos, o chamado “vírus Flame“, representa um novo conceito adotado nas estratégias de ciberguerra e ciberespionagem, segundo especialistas em segurança na internet.

Flame 2233656b ...item 3.. Flame turns an infected computer into a kind of 'industrial vacuum cleaner,' (29 May 2012) ...item 4B..Look For a Star - Billy Vaughn and His Orchestra  ..

O vírus pode se apropriar de sensores das máquinas, como microfones e webcams para gravar o que está sendo falado ao seu redor, além de roubar documentos, tirar cópias de tela e gravar conversas realizadas por serviços de voz (Skype) ou por mensagens instantâneas, e controlar o computador remotamente. Também pode ser realizada a captação de dados de nomes de usuário, senhas e documentos em outros dispositivos conectados em redes ou localizados perto do computador infectado por meio da tecnologia Bluetooth. A ameaça foi detectada em centenas de computadores, principalmente em países do Oriente Médio como Irã, Israel, Palestina e Síria.

A International Telecommunication Union (ITU) solicitou um estudo para a Kaspersky Lab, empresa líder em soluções de segurança na internet liderado pelo especialista Alexander Gostev. O trabalho revelou que o vírus Flame foi desenvolvido especificamente para espionar os usuários de computadores infectados e transmitir os dados coletados para o “comando e controle” de servidores que são utilizados por hackers localizados provavelmente em dezenas de países.

Outro estudo foi realizado pelo Laboratory of Cryptography and Systems Security (CrySyS), grupo da Universidade de Tecnologia e Economia de Budapeste (Hungria). Neste análise, foi considerado o tamanho do vírus de 20 MB (20 vezes maior que outros dos mais poderosos vírus já descobertos), e sua complexidade, para deduzir que seu desenvolvimento não foi executado por um grupo de crackers com intenção de ganhar dinheiro, mas por alguma agência governamental de um Estado que investiu grande orçamento e esforço no intuito de utilizá-lo em atividades de guerra cibernética.

O vírus tem se espalhado desde fevereiro de 2010 sem ser detectado, e segundo os especialistas pode levar mais um ano para que se possa entender completamente como ele funciona.

Referências:

El País
Flame, el código malicioso más complejo para ciberespiar

TheHuffingtonPost.com
‘Flame’ Malware Is Spying On Middle East Computer Users, Researchers Say por Gerry Smith

ReadWriteWeb
The Flame Virus: Spyware on an Unprecedented Scale por Dan Rowinski

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

I Fórum da Internet no Brasil

Amanhã, iniciam as discussões do I Fórum da Internet no Brasil que acontece nos dias 13 e 14 de outubro no Expo Center Norte, em São Paulo.

Representantes da comunidade acadêmica, do terceiro setor, do segmento empresarial e do governo promoverão no fórum um grande debate sobre as mais relevantes questões e desafios recentes e do futuro da Internet.

As discussões sobre podem ser acompanhadas online, sendo permitidas intervenções via chat. Para participar bastar acessar os links abaixo organizados em 6 “trilhas de discussão”:

  1. Liberdade, privacidade e direitos humanos
  2. Governança democrática e colaborativa
  3. Universalidade e Inclusão Digital
  4. Diversidade e conteúdo
  5. Padronização, interoperabilidade, neutralidade e Inovação
  6. Ambiente legal, regulatório, segurança e Inimputabilidade da rede

O evento é promovido pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em parceria com dezenas de instituições. O CGI.br é um orgão criado em 1995, “para coordenar e integrar todas as iniciativas de serviços Internet no país, promovendo a qualidade técnica, a inovação e a disseminação dos serviços ofertados“, conforme descrito em seus objetivos. O orgão elege de modo democrático representantes da sociedade civil para atuar na deliberação e definição de prioridades para a internet.

Via Baixa Cultura
Colaborou: Francisco Arlindo Alves

ADa Machine

ADa Machine é um projeto que possibilita o encontro de mulheres de diferentes áreas promovendo intercambio de conhecimentos buscando criar “narrativas que se expressam em diferentes linguagens: movimento (corpo), audiovisual e programação computacional, reunindo poética e prática da tecnologia livre”, conforme definido pelas participantes.

A partir do encontro podem surgir um produto em forma de performance, um artigo, uma instalação ou sonoridades.

O projeto é de autoria das brasileiras Virgina Maria Moreira Franco, Cinthia Mendonça, Brunella Provvidente, Luciana Fleischman, Paloma Oliveira e Vanessa de Michelis.

O início ocorreu numa Residência de 2 semanas espaçoi de produção artíistica Hangar (Barcelona-Espanha) e no MediaLab Prado (Madri-Espanha) onde fará parte do seminário Desvisualizar. A idéia inicial é “a criação de uma máquina para criar uma presença através da exploração do corpo e suas misturas com as tecnologias digitais e analógicas, expandindo sua presença e funções entre o real e o virtual. Esse mecanismo descontruirá a imagem real do corpo procurando uma fisicalidade virtual“.

Referências:

themediumandthemayhem
ADa Machine project proposal por Lisa Kori Chung
http://themediumandthemayhem.net/2011/06/10/ada-machine-in-barcelona/

MediaLab Matadero Madrid

Devisualize: Selected Projets

Submergentes.org
Convocatoria Colaboradores – DESVISUALIZAR 2011 por Jaime del Val

colaborou: Francisco Arlindo Alves

http://medialab-prado.es/article/desvisualizar_presentacion_final

http://www.hangar.org/drupal/?q=content/ada-machine-experiment-1

Newstweek, manipulador de notícias

Newstweek é um dispositivo que pode manipular notícias acessadas por laptops e celulares em hotspots (pontos de acesso à internet sem fio em cafés, bibliotecas ou aeroportos).

O trabalho é ganhador do prêmio Golden Nica do Prix Ars Electronica na categoria Interactive Art.

Criado pelo neozelandês Julian Oliver e pelo russo Danja Vasiliev, ambos artistas radicados em Berlim, o dispositivo de aparência imperceptível intercepta redes wifi e permite modificar os dados transmitidos por agências de notícias, de forma que um usuário da Web pode ler notícias modificadas sem se dar conta.

A proposta dos artistas, que é Newstweek favoreça a uma reflexão sobre dois aspectos da comunicação digital:

O primeiro procura alertar a respeito da constatação de que a distribuição de notícias ainda segue um modelo tradicional, num fluxo de cima para baixo, tornando o leitor uma vítima de interesses políticos e corporativos que sempre buscaram manipular a opinião pública. Por este prisma, o dispositivo proporciona que os próprios cidadãos tenham sua vez, fazendo uso de uma ferramenta para manipular a mídia.

O segundo aspecto é sinalizar sobre a vulnerabilidade de uma realidade estritamente definida por redes digitais. Neste sentido, o trabalho chama a atenção sobre a condição dos conteúdos que circulam por meio de um sistema que pode facilmente ser alvo da manipulação de informações durante o percurso em que os dados viajam desde sua origem até o seu destino.

Referências:

Arte, cultura e innovación
Sistemas vivos y redes de datos: los Golden Nica de Ars Electronica 2011 por Pau Waelder

Neural
Newstweek, mutant news por Chiara Ciociola

Vague Terrain
Newstweek: Network Permeability and Headline Hacking por Joshua Noble

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Culture|Futures: Transições para uma Era Ecológica

No dia 30 de maio, acontece no Centro Cultural de São Paulo a conferência pré C-40 Cities, “Culture|Futures: Transições para uma Era Ecológica”, destinada principalmente gestores, produtores e representantes de instituições culturais, artistas de qualquer área, ativistas, acadêmicos e líderes políticos com o objetivo de promover mudanças de comportamento, e ampliar a conscientização sobre questões ambientais por meio da cultura.

A conferência ocorre por ocasião do C40 Summit encontro do grupo dos dirigentes das 40 maiores cidades do mundo que tem como atual presidente o prefeito de Nova York Michael Bloomberg. O evento que terá sede em São Paulo discute a criação de projetos e políticas públicas visando enfrentar o impacto das mudanças climáticas.

As inscrições podem ser realizadas no site do Centro Cultural da Espanha_SP.

WikiRebels, documentário sobre o Wikileaks

WikiRebels é um documentário lançado esta semana, que narra a história do Wikileaks, desde o seu inicio até a recente publicação dos milhares de documentos da diplomacia americana.

Primeira parte:

http://www.youtube.com/watch?v=yJA5acjd0lI&feature=player_embedded
Produzido pela televisão pública da Suécia, Sveriges Television (SVT), o documentário oferece uma perspectiva sobre o funcionamento  da rede de colaboradores do Wikileaks, por meio de uma série entrevistas e do acompanhamento do trabalho do fundador Julian Assange, e outros membros da organização. O documentário tem aproximadamente uma hora de duração, sendo que, a versão com legendas em português está dividida em quatro partes.  A primeira parte foi postada acima, e segue abaixo as outras três partes complementares e a versão original.

Segunda parte:

http://www.youtube.com/watch?v=rB_Wp4Bt6vk

Terceira parte:

http://www.youtube.com/watch?v=YlpcU4hfgao&feature=player_embedded

Quarta parte:

http://www.youtube.com/watch?v=x3E6b-n-NHY&feature=player_embedded

Versão original:

http://www.youtube.com/watch?v=7C-vmlh48xY

Referências:

Open Culture
WikiRebels: New Documentary Tells the WikiLeaks‎ Story por Dan Colman

Outras Palavras
WikiRebels – Documentário (agora, legendado) por Caue Seigne Ameni

Brasilianas.org
O documentário WikiRebels, legendado. por Luis Nassif (via Ozório)

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Google, censura e negócios

Sergey Brin, um dos cofundadores do Google, em entrevista ao The Wall Street Journal, faz um relato sobre a decisão da empresa de não exercer a censura nos resultados das buscas imposta pelo governo chinês e sua  decisão de encerrar suas operações baseadas na China.

Brin aborda temas como o totalitarismo e relembra sua infância na União Soviética (ele foi para os Estados Unidos com 6 anos de idade). Para ele, as crescentes evidências de um comportamento repressivo por parte das autoridades chinesas, reavivaram as memórias da época em que tinha sua casa visitada pela polícia russa, em que testemunhou a discriminação anti-semita contra seu pai, que queria ser um astrofísico, mas por causa desta discriminação tornou-se um matemático. Esta experiência pessoal com o totalitarismo influenciou sua defesa do encerramento das censuras na operação chinesa perante os executivos da empresa.

Quando aconteceu o ataque cibernético em finais de 2009, o Google ainda estava avaliando suas opções na China, afirma Brin. Segundo ele, ao investigar a motivação dos ataques, foram encontradas provas suficientes que o objetivo era espreitar os e-mails de ativistas chineses de direitos humanos.

A reportagem do jornal informa que a decisão já tem afetado os negócios da empresa na China: A China Unicom Ltd. segunda maior operadora de telefonia móvel no país, anunciou que não iria instalar as funções de busca do Google em novos aparelhos dada a sua decisão de interromper a censura. Ao mesmo tempo ocorre uma migração de funcionários do Google na China para rivais como a Microsoft Corp, de acordo com recrutadores.

Por outro lado, atitude da empresa tem recebido pouco ou quase nenhum apoio de outras empresas como Yahoo e Microsoft. O portal EXAME, também publicou uma matéria sobre o assunto: “Google tem poucos aliados em batalha chinesa”. O texto descreve a existência de um “silêncio ensurdecedor na arena empresarial dos Estados Unidos” que isola o Google na utilização da “liberdade da Internet” como lema de seu embate com o governo Chinês.

Entrevista com Sergey Brin

Brin Drove Google to Pull Back in China (The Wall Street Journal)

Google tem poucos aliados em batalha chinesa (EXAME)

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Sociedades de Controle

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Este vídeo é baseado na perspectiva abordada pelo filósofo Gilles Deleuze no texto “Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controle“. O video é produzido pelos professores Gary Hall (School of Art and Design at Coventry), Clare Birchall (University of Kent) e Pete Woodbridge. Continue reading “Sociedades de Controle”

Liberdade de expressão e a ética das nuvens

O anúncio divulgado pelo Google em que a empresa ameaçou abandonar suas operações na China, a primeira vista se revelou como uma atitude visando reforçar uma posição de defesa da liberdade de expressão contra o sistema de censura nos resultados do serviço de procura na rede que funcionou durante muito tempo em comum acordo com governo chinês. Esta atitude produziu expectativa que outras grandes corporações seguissem esta postura, como por exemplo a Microsoft, que não se pronunciou até o momento.

Entretanto alguns analistas como o escritor americano Nicholas Carr, sugerem que a decisão do Google pode estar sendo motivada por uma tentativa de proteger um dos principais alicerces dos seus serviços de “cloud computing”, que consiste na confiança dos clientes em transferir seus dados dos HDs dos seus computadores para a “nuvem” servidores da empresa. O anúncio foi feito após o que a corporação considerou como um “ciber-ataque” muito sofisticado aos computadores da empresa, o que levantou suspeitas sobre o governo chinês, ao se afirmar que o foco dos invasores eram contas de e-mail de ativistas pró-democracia.

A seguir um trecho da análise “Google and the ethics of the cloud” de Nicholas Carr publicada no Rough Type.

[…] But Google’s motivations are not as pure as they may appear. While there’s almost certainly an ethical component to the company’s decision – Google and its founders have agonized in a very public way over their complicity in Chinese censorship – yesterday’s decision seems to have been spurred more by hard business calculations than soft moral ones. If Google had not, as it revealed in its announcement, “detected a highly sophisticated and targeted attack on our corporate infrastructure originating from China,” there’s no reason to believe it would have altered its policy of censoring search results to fit the wishes of the Chinese authorities. It was the attack, not a sudden burst of righteousness, that spurred Google’s action.

Google’s overriding business goal is to encourage us to devote more of our time and entrust more of our personal information to the Internet, particularly to the online computing cloud that is displacing the PC hard drive as the center of personal computing. The more that we use the Net, the more Google learns about us, the more frequently it shows us its ads, and the more money it makes. In order to continue to expand the time people spend online, Google and other Internet companies have to make the Net feel like a safe, well-protected space. If our trust in the Web is undermined in any way, we’ll retreat from the network and seek out different ways to communicate, compute, and otherwise store and process data. The consequences for Google’s business would be devastating.

Just as the early operators of passenger trains and airlines had, above all else, to convince the public that their services were safe, so Google has to convince the public that the Net is safe. Over the last few years, the company has assumed the role of the Web’s policeman. It encourages people to install anti-virus software on their PCs and take other measures to protect themselves from online crime. It identifies and isolates sites that spread malware. It plays a lead role in coordinating government and industry efforts to enhance network security and monitor and fight cyber attacks. […]

Mais detalhes e outras perspectivas sobre o assunto em matérias do Guardian.com

Google to end censorship in China over cyber attacks

Google attacks traced back to China, says US internet security firm

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves