Projeto do Google propõe acesso à internet em todo mundo através de rede de balões

Project Loon é um projeto experimental e ambicioso do Google, lançado em junho, com o objetivo de criar uma rede de balões movidos a energia solar e eólica visando disponibilizar o acesso a Internet para pessoas que vivem em regiões com baixa ou nenhuma conectividade.


Antes do lançamento, em outubro do ano de 2012, a empresa realizou testes com balões no estado americano do Kentucky. O teste produziu polêmica entre moradores que pensavam ter avistado um UFO, posteriormente identificado pelo Google como um de seus balões.

Um dos grandes obstáculos do projeto consistiu na dificuldade em manter balões gigantes numa posição fixa, resistindo ao vento das correntes atmosféricas.  Para isso, seria necessária uma grande quantidade de energia. Diante do problema, Rich DeVaul, um dos líderes do projeto, recriou o conceito inicial ao propor a ideia de uma grande rede de balões mais leves que se utilizam das correntes para uma distribuição coordenada.

A partir da constatação de que balões são reféns das correntes de ar, se pensou numa grande rede de balões de tamanho menor que sobem e descem e “pegam carona” nos ventos que apresentam diferentes direções conforme a altitude. Os balões podem percorrer o globo, da mesma forma que veleiros, tendo que gerar pouca energia para a locomoção.

Para isso, algoritmos complexos analisariam uma grande quantidade de dados sobre as correntes atmosféricas produzidos por institutos e agências governamentais. Ao mesmo tempo, estes algoritmos possibilitariam um comportamento coordenado entre os balões no intuito de que consigam aumentar sua cobertura.

Cada balão tem informações sobre o comportamento dos outros balões, e sobre as diferentes correntes em vários níveis da estratosfera, desta forma podem calcular suas movimentações na direção de uma formação e espaçamento para abranger uma área maior possível.

Referências:

WIRED
The Untold Story of Google’s Quest to Bring the Internet Everywhere—By Balloon por Steven Levy

Ars Technica
Google’s “Project Loon” flying Internet coming to homes in California por Jon Brodkin

Google +
Project Loon
Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Evento: “A Internet para além da superfície”

deepweb

Questões cruciais para o futuro da internet como o anonimato, a privacidade, a liberdade de expressão e questões regulatórias serão discutidas no evento “A Internet para além da superfície: direito, tecnologia e redes anônimas” que acontece hoje dia 06/06 às 19h no Auditório Arcadas (no 4º Andar Intermediário do Prédio Anexo da Faculdade de Direito da USP).

A iniciativa é do NDIS USP (Núcleo de Direito, Internet e Sociedade da Faculdade de Direito da USP), que terá uma nova linha de pesquisa, estruturada em temas relacionados a navegação nas redes anônimas (“deep web”), que consiste uma camada submersa do uso da internet.

Na perspectiva do NDIS USP, “a deep web oferece conteúdos que não fazem parte da “navegação de superfície”, isto é, aquela indexada por mecanismos de busca… Nesse ambiente, é possível fugir do monitoramento de conteúdos por parte de regimes autoritários (projeto Tor) ou comercializar determinados produtos qualificados como contrabando em algumas jurisdições (Silk Road).

Participam da mesa Demi Getschko (Diretor Presidente do NIC.br e membro do Comitê Gestor da Internet no Brasil), Virgilio Afonso da Silva (Professor Titular da FDUSP e responsável pelo NDIS) e Ronaldo Lemos (Fundador do Centro de Tecnologia e Sociedade da FGV-Rio e representante do MIT Media Lab no Brasil).

Mais informações no site do NDIS USP, no e-mail ndisusp@gmail.com

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

NETWORK_LA transit: redes de dados e compartilhamento para um trânsito melhor

NETWORK_LA transit é uma iniciativa de um grupo de arquitetos e urbanistas que planejam reinventar o transporte público usando o poder das redes e a análise dos fluxos de dados produzidos em tempo real pelos sistemas, autoridades, automóveis e indivíduos.

Tendo como foco a cidade de Los Angeles, a abordagem busca aumentar a capacidade de resposta do sistema, fazendo com que ela seja mais personalizada e precisa.
Além da análise de grandes quantidades de dados, um dos aspectos considerados é o potencial de incorporar a frota pública uma certa quantidade de carros compartilhados e “pay-per-use” (que se aluga pelo tempo ou trajeto utilizado) e outros meios de transporte como bicicletas e scooters.

Por meio da conexão em tempo real de todos os usuários do sistema localizados via GPS, se produziriam dados enviados para um aplicativo chamado TripFinder que informa a rota mais eficiente combinando os vários tipos de veículos da frota e veículos de reserva determinados com antecedência.

Também se propõe uma flexibilidade da frota de ônibus que poderia ser redistribuída com base nas áreas com maior número de passageiros identificadas pela análise de dados em tempo real.

NETWORK_LA transit, consiste na criação de ciclos de feedback do trânsito, com o uso de tecnologias de computação em nuvem e geolocalização em tempo real que aumentam a precisão das informações. Com isso, se pode otimizar o uso dos ativos de transporte existentes, não se resumindo apenas aos ônibus e trens, mas incluindo carros compartilhados, bicicletas e scooters.

Referências:

P2P Foundation
Project of the Day: The Networked Transit System proposal for Los Angeles
por Michel Bauwens

Shareable
Can Big Data Revitalize Public Transit in Los Angeles? por Paul M. Davis

Fast Company

Remaking L.A. With A Groundbreaking New Idea For Public Transportation por Li Wen and Shawn Gehle

 

IG
Onda do carro compartilhado surge no Brasil
por Thiago Vinholes

 

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Concerto para Lanhouse

Concerto para Lanhouse é uma orquestra de luz e som criada com a utilização dos computadores da sala de internet do SESC Belenzinho no último dia 8 de fevereiro.

A instalação foi concebida por Giuliano Obici, pesquisador que produz trabalhos experimentais no campo da arte sonora. Neste contexto, o artista também conduziu no período de 09/02 a 12/02 a oficina Experimento Audiovisual em Rede, que aborda a síntese de áudio e vídeo, o uso de protocolos de comunicação para criação de instalações audiovisual em rede, e as potencialidades do software Puredata.

Conforme divulgado o Concerto para Lanhouse parte da ideia de utilizar o computador como instrumento que reúne diferentes mídias (metamídia), capaz de articular som, luz e máquinas num fluxo de metadados através da rede, esta performance traz a reflexão da LAN como um metainstrumento“.

Mais informações no site do SESCSP.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Drones criando espaços de liberdade em redes digitais nômades

Electronic Countermeasures é um projeto que busca criar espaços de liberdade utilizando um conjunto de drones interativos e autônomos que produzem uma infraestrutura para redes digitais nômades.


Foto: Claus Langer

Os drones, veículos aéreos não-tripulados (VANTs), são geralmente utilizados em estratégias militares. Silenciosos e com um custo inferior ao de um avião com piloto, os veículos não são usados apenas em bombardeios, mas em projetos em desenvolvimento pelo exército americano que visam criar conexões e redes. Se um governo inimigo bloquear o acesso à internet para impedir a articulação de protestos com o uso das redes sociais e mensagens de texto, os drones poderiam criar redes que funcionariam como alternativas de conexão para a população.

Corrompendo as lógicas militares, Electronic Countermeasures se inspira na mesma concepção de infra-estrutura de comunicação nômade, mas para a criação de uma rede temporária de compartilhamento de arquivos. Uma internet “pirata” por meio de conexões WIFI.

Foi construído um grupo de drones quadrotores (helicópteros com quatro motores) orientados por GPS, a partir de componentes direcionados inicialmente às funções de reconhecimento aéreo e vigilância policial. Os veículos se conectam dinamicamente uns aos outros, num comportamento denominado como de enxame, uma metáfora dos insetos sociais, em que há uma ênfase na descentralização do controle.

Quando as pessoas conectam seus laptops e celulares a rede criada temporariamente, as naves brilham utilizando cores vibrantes e seu o balé aéreo se torna mais dramático e expressivo.  Após um determinado intervalo de tempo conjunto se dispersa, podendo se reunir em outro lugar.

O projeto foi elaborado pelo estúdio anglo-indiano de design Superflux que contou com uma equipe formada pelos arquitetos e designers Oliviu Lugojan-Ghenciu e Liam Young, além de Eleanor Saitta que é hacker, designer, artista e escritora.

Electronic Countermeasures foi apresentado no festival de arte e luz GLOW, que aconteceu em 2011 na cidade holandesa de Eindhoven.

Referências:

Superflux
Exploring the design, interactions, and social possibilities of a new form of nomadic infrastructure.

P2P Foundation
Electronic Countermeasures – a demonstration project at Netherlands GLOW festival por Sepp Hasslberger

Tomorrows Thoughts Today
Under Tomorrows Sky. A new project for the Future City por Liam Young

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Ativismo e QR Codes

O grupo NOAH, uma ONG alemã que trabalha pela proteção dos animais, utilizou QR Codes como estratégia para divulgar suas idéias, criando uma experiência interativa para as pessoas que transitam pelo espaço urbano.

Os QR Codes são códigos de barras bidimensionais que podem ser lidos por aparelhos celulares permitindo o acesso a links na internet. Outras ONGs, já utilizaram QR Codes em outdoors ou em locais públicos, entre elas, a organização conservacionista Greenpeace na Holanda e o grupo pacifista The Freedom Bargain no Estados Unidos. No caso do grupo NOAH, a diferença consiste na mobilização por meio da internet, incentivando uma atitude faça-você-mesmo.

Aproveitando as potencialidades da tecnologia, a ONG convidou voluntários para baixar de seu site códigos QR, para imprimir e colar em lugares públicos. Aos serem lidos pelos aparelhos celulares de indivíduos que passam pelos locais, os códigos remetem a vídeos que denunciam sobre experimentos e maus tratos em animais.

Referências

2d code
Advances In QR Code Activism por Roger

Último Segundo
Greepeace da Holanda usa sexualidade para falar de desmatamento

2d code
QR Code Activism por Roger

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Google cria rede com 16.000 processadores para simular cérebro humano

Por iniciativa da empresa Google, 16.000 processadores de computador formaram uma rede neural com mais de um bilhão de conexões, com o objetivo de simular a capacidade de aprender do cérebro humano.

O principal desafio proposto foi conseguir efetuar o reconhecimento de rostos de gatos durante a análise de mais de 10 milhões de imagens digitais do site YouTube.

A equipe de pesquisa do Google, liderada pelo cientista da computação da Stanford University Andrew Y. Ng e seu colega Jeff Dean (Google), propõe a aplicação de um algoritmo sobre uma grande quantidade de dados, para fazer com que os “dados falem”, e por consequencia propiciar de modo automático que o “software aprenda” a partir dos próprios dados, tornando desnecessária a supervisão de seres humanos durante o processo de aprendizado da máquina.

O projeto, surge na esteira de outras iniciativas anteriores como o Blue Brain, parceria entre IBM e EPFL (Ecole Polytechnique Fédérale de Lausanne) de 2008 que visou criar um modelo funcional do cérebro por meio de um supercomputador.

O “cérebro” do Google inventou o conceito de um gato e gerou uma imagem do animal, após ser exposto a milhões de imagens. No trabalho foi atingido um alto nível de reconhecimento de rostos de gatos e corpos humanos chegando a 20.000 itens, um salto de 70 por cento de melhoria relativa aos esforços anteriores.

Os resultados do trabalho foram publicados no artigo “Building high-level features using large scale unsupervised learning” apresentado numa conferência em Edimburgo, Escócia.

A pesquisa representa uma tendência da ciência da computação relacionada à diminuição nos custos de computação e a maior disponibilidade de clusters de computadores em grandes centros de dados. As pesquisas neste campo podem possibilitar avanços em várias áreas, entre elas o aperfeiçoamento da visão e percepção das máquinas, e o reconhecimento de voz e tradução por meio de computadores.

Referências:

New York Times
How Many Computers to Identify a Cat? 16,000 por John Markoff

Mashable
Google Simulates Human Brain in Search for Cat Videos por Stan Schroeder

WIRED.UK
Google brain simulator identifies cats on YouTube por Liat Clark

BBC News Technology
Google computer works out how to spot cats

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Newstweek, manipulador de notícias

Newstweek é um dispositivo que pode manipular notícias acessadas por laptops e celulares em hotspots (pontos de acesso à internet sem fio em cafés, bibliotecas ou aeroportos).

O trabalho é ganhador do prêmio Golden Nica do Prix Ars Electronica na categoria Interactive Art.

Criado pelo neozelandês Julian Oliver e pelo russo Danja Vasiliev, ambos artistas radicados em Berlim, o dispositivo de aparência imperceptível intercepta redes wifi e permite modificar os dados transmitidos por agências de notícias, de forma que um usuário da Web pode ler notícias modificadas sem se dar conta.

A proposta dos artistas, que é Newstweek favoreça a uma reflexão sobre dois aspectos da comunicação digital:

O primeiro procura alertar a respeito da constatação de que a distribuição de notícias ainda segue um modelo tradicional, num fluxo de cima para baixo, tornando o leitor uma vítima de interesses políticos e corporativos que sempre buscaram manipular a opinião pública. Por este prisma, o dispositivo proporciona que os próprios cidadãos tenham sua vez, fazendo uso de uma ferramenta para manipular a mídia.

O segundo aspecto é sinalizar sobre a vulnerabilidade de uma realidade estritamente definida por redes digitais. Neste sentido, o trabalho chama a atenção sobre a condição dos conteúdos que circulam por meio de um sistema que pode facilmente ser alvo da manipulação de informações durante o percurso em que os dados viajam desde sua origem até o seu destino.

Referências:

Arte, cultura e innovación
Sistemas vivos y redes de datos: los Golden Nica de Ars Electronica 2011 por Pau Waelder

Neural
Newstweek, mutant news por Chiara Ciociola

Vague Terrain
Newstweek: Network Permeability and Headline Hacking por Joshua Noble

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

18ª Bienal de Sydney: all our relations

A próxima edição da Bienal de Sydney, que ocorre em 2012, propõe um modelo emergente em que as práticas artísticas surgem num processo de desenvolvimento contínuo gerado pelo engajamento entre todos os participantes.

O conceito proposto, “all our relations“, tem como ponto de partida o diálogo estabelecido entre dois curadores (Catherine de Zegher e Gerald McMaster).  Esta dinâmica inicial de conversação se estende de forma a envolver artistas e incentivar a colaboração criando relações de interligação e interdependência que culminam na contribuição do próprio público, com a introdução de elementos que se conectem com suas próprias experiências.

Ao invés dos trabalhos apresentarem apenas um “link” para uma ou duas outras obras, a proposta pressupõe que se construa uma evolução mútua, num processo progressivo em meio à seqüência de espaços e edifícios. Neste contexto a colaboração será explorada em vários níveis, como co-existência, conversação e justaposição, e conectividade proposital.

A abordagem busca renovar a atenção, sobre como as coisas se conectam, e sobre como nos relacionamos uns com os outros e com mundo em que habitamos, numa realidade em mudança. Vale a pena conferir a brochura com material de divulgação disponibilizada pelos organizadores.

A Bienal de Sydney foi criada em 1973, e nas suas 17 grandes exposições, exibiu trabalhos de 1500 artistas de mais de 83 países.

Referências:

ARTECAPITAL
Bienal de Sydney realiza 18ª edição em 2012

e-flux
Biennale of Sydney

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Tales of Things, memória digital dos objetos da vida real

O projeto Tales of Things oferece uma maneira rápida de efetuar a conexão entre qualquer objeto físico e as lembranças referentes a ele, sejam elas registradas em qualquer mídia, para poder compartilhá-las essas memórias online.

O sistema permite o acompanhamento de um objeto, mesmo depois de ser repassado para outra pessoa.

Em uma economia permeada por uma cultura da descartabilidade, a ideia utiliza as potencialidades da chamada Internet das Coisas para incentivar os indivíduos a valorizar seus próprios objetos, e reflitir sobre possíveis novos usos para coisas “velhas” antes de jogá-las fora.

O armazenamento de informações, e a conexão com a plataforma online funcionam com auxílio de QR Codes (códigos de barras bidimensionais que podem representar dados alfanuméricos como um endereço de web) ou etiquetas RFID (etiquetas que possuem chip e memória em seu interior, podendo se comunicar com o exterior por meio de sinais de rádio).

Recentemente foi realizada The Curiosity Shop, uma parceria entre o projeto e a Oxfam, ONG que atua no combate a pobreza no mundo. Através da iniciativa, foram colocadas a venda roupas doadas por pessoas conhecidas como Annie Lennox, Colin Firth, Helen Mirren e Kate Moss. Cada item tinha uma etiqueta com um QR Code, que indicava links relatando como o dinheiro arrecadado poderia dar suporte e capacitar mulheres em situações vulneráveis.

Relatos feitos pelas celebridades que doaram os itens também foram associados às roupas, como por exemplo, o vestido que Annie Lennox usava na festa de aniversário de Nelson Mandela em Londres nos anos 90 (no vídeo abaixo).

Entre os muitos objetivos propostos pelo Tales of Things, está a promoção de uma aproximação entre pessoas pelo compartilhamento de experiências semelhantes, e o favorecimento de uma maior compreensão do passado dos objetos pelas gerações futuras. A ideia faz parte do projeto TOTeM que explora a memória social no contexto da Internet das Coisas.

Referências:

Digital Urban
QRCodes, Sociable Objects & RFID – The Oxfam Curiosity Shop in Selfridges por Smithee

Inovação Tecnológica
Tecnologias do futuro: Domótica e Internet das Coisas

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Circuitos de luz

A norte-americana Michal Lipson, física e professora na Universidade de Cornell, propõe substituir os elétrons pelos fótons (partículas elementares da luz) na transmissão de dados.

Coordenadora do grupo de nanofotônica da instituição, o Cornell Nanophotonics Group – CNG, pioneiro nesta pesquisa, Lipson propõe que o avanço das tecnologias que utilizam elétrons chegou a um ponto de saturação. Os fios elétricos aquecem e dissipam energia quando transportam os elétrons em determinadas distâncias, o que produz perdas. Já os dutos de luz não dissipam energia, e por isso não ocorrem perdas, e neste sentido a utilização de fótons pode ser vantajosa em relação aos elétrons, como um meio ideal para processar os dados em dispositivos eletrônicos, inclusive diminuindo o consumo de energia.

O CNG, já demonstrou um modulador eletro-óptico de silício que pode transmitir a luz na velocidade de 18 gigabytes por segundo. Em comparação, os convencionais podem chegar até 6 gigabytes por segundo.

O grupo de pesquisa também está trabalhando em outra tecnologia: a criação de um tecido de silício que desvia e reflete a luz, tendo por objetivo enganar o observador, para gerar invisibilidade.

Lipson é filha de Reuven Opher, professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP), e morou no Brasil até os 19 anos. Seu trabalho recebeu o reconhecimento do MacArthur Fellows Program, premiação destinada a talentos emergentes em vários campos do conhecimento.

É possível ler artigos da pesquisadora em sua página na Universidade de Cornell.

Para saber mais, é interessante ler a entrevista com Michal Lipson publicada no site da Agência Fapesp.

Referências:

Agência FAPESP
Criação de circuitos de luz por Por Fábio Reynol

TechnologyReview
Carpet Cloaks Bring Invisibility to the Optical World

Popsci
New Steps Towards A Real Invisibility Cloak por Rebecca Boyle
http://www.popsci.com/scitech/article/2009-05/new-steps-towards-real-invisibility-cloak

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Invisible Cities

O projeto Invisible Cities executa o mapeamento de informações em tempo real sobre as relações de redes sociais com o espaço urbano, e possibilita a visualização dos dados através um ambiente de representação tridimensional e imersivo.

O trabalho apresenta uma experiência paralela ao ambiente físico urbano. Através de um aplicativo, é monitorada a inserção de conteúdos georreferenciados nas redes do Twitter e Flickr. Dentro de um mapa tridimensional, as inserções são representadas como nós de uma rede. Os nós se interligam por meio de fios narrativos com base em temas emergentes que conectam diferentes áreas da cidade. Conforme os fios se sobrepõem, se formam “teias”, que gradualmente com a acumulação de camadas de dados fazem eclodir configurações topográficas como montes e vales, que representam áreas com maior ou menor densidade de dados.

André Lemos, no Carnet de Notes, afirma que Invisible Cities “quer fazer justamente o impossível: visualizar o invisível das cidades pelas redes sociais digitais em interpolação com os mapas do espaço urbano”.  Ele utiliza o conceito de “território informacional” para denominar as camadas digitais invisíveis de NY reveladas pelo trabalho.

De autoria do designer Christian Marc Schmidt e do programador Liangjie Xia, ambos baseados em Nova York, o trabalho tem inspiração na obra “As Cidades Invisíveis” do italiano Ítalo Calvino.

Referências:

Carnet de Notes
Cidade Invisível por André Lemos

Co.Design
Infographic of the Day: Twitter Conversations, Mapped in the Real World por Cliff Kuang

CreativeApplications.Net
Invisible Cities [Processing] de Filip

Digital urban
Invisible, Hidden, Parallel Cities: Twitter Landscapes

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Virtual Revolution: documentário da BBC sobre a internet

Vale a pena conferir a série de entrevistas que compõem Virtual Revolution, documentário sobre a Internet e a Web produzido pela BBC.

Figuras importantes no desenvolvimento da Internet e Web, como Vint Cerf e Tim Berners-Lee, teóricos e pesquisadores como Howard Rheingold e Nicholas Carr e criadores de sites como o Twitter e Wikipédia dão seus depoimentos  sobre o presente, passado e futuro da rede.

O documentário foi concebido especialmente para Internet, e está disponibilizado numa plataforma no site da BBC que permite comentários, envio de vídeos pelo público, e download dos vídeos produzidos, que podem ser editados e reutilizados pelo público com fins não-comerciais. Continue reading “Virtual Revolution: documentário da BBC sobre a internet”

Sociedades de Controle

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Este vídeo é baseado na perspectiva abordada pelo filósofo Gilles Deleuze no texto “Post-Scriptum sobre as Sociedades de Controle“. O video é produzido pelos professores Gary Hall (School of Art and Design at Coventry), Clare Birchall (University of Kent) e Pete Woodbridge. Continue reading “Sociedades de Controle”

Registros da Primeira Noite do Colóquio

“Pensem o design para dispositivos móveis!”

Rubem Chaves, do Instituto Nokia de Desenvolvimento Tecnológico.

O INdT conta com equipe de 24 designers distribuídos entre Manaus, São Paulo e Rio.

Foto: Rafael Soares₢2008

O Design de possíveis traduções do som para a imagem

“da notação, à cor, ao ritmo, ao instrumento…”

Nelson Urssi

Foto: Rafael Soares₢2008

Tiago Costa Silva fala sobre a Teoria Peirciana e coloca a discussão:

como nascem as idéias?

Foto: Rafael Soares₢2008

Fabrizio Poltronieri em Performance

de ressignificação dos significantes…

Foto: Rafael Soares₢200