Oficinas e workshops do FILE 2016

Até 11 de junho estão abertas as inscrições online para as workshops do FILE São Paulo 2016

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Para a workshop TAPE SÃO PAULO – Numen / For Use, as incrições seguem até dia 13 de junho conforme instruções neste link. O grupo Croata/Alemão Numen / For Use vai construir a estrutura da instalação Tape junto com os participantes. A obra consiste numa “estrutura orgânica penetrável, feita em fita adesiva transparente que emerge de pontos de apoio na parede no teto”, segundo o que foi divulgado pela equipe do FILE.

Desde 2009, as oficinas oferecidas pelo FILE “buscam uma imersão experimental na essência da linguagem binária com o objetivo de difundir a tecnologia como linguagem criativa e processo de desenvolvimento artístico”, conforme informam seus organizadores.

As oficinas oferecidas acontecem este ano de 12 a 15 de julho no Mezanino do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Instalações Interativas: XYZT, Les Paysages Abstraits

XYZT, Les Paysages Abstraits” é um conjunto de instalações interativas criadas pelos artistas franceses Adrien M / Claire B e Martin Gautron.

O nome do projeto se relaciona a quatro letras que podem descrever o movimento de um ponto no espaço X (horizontal) , Y (vertical) , Z (profundidade) , T (tempo).

Cada instalação possui sensores (Kinect) que captam movimentos e enviam a informações a um computador, gerando algoritmos necessários para projetar vários tipos de imagens poéticas sincronizadas ao comportamento dos visitantes.
Para o funcionamento do sistema os artistas desenvolveram um software chamado eMotion e disponibilizado por licença aberta de direitos autorais.

O grupo de artistas atua nos campos das artes digitais e artes cênicas desde 2004. Seus trabalhos combinam os mundos real e virtual com ferramentas tecnológicas customizadas especificamente para cada projeto. O corpo humano está no cerne de suas propostas tecnológicas e artísticas, que buscam elementos poéticos através de uma linguagem visual baseada em jogo e diversão.

Seu trabalho anterior “Convergence 1.0“, foi um espetáculo que mesclava elementos do malabarismo físico-virtual com efeitos digitais, música e luz.

Referências:

Los Inrocks
XYZT: un recorrido por el espacio y el tiempo por Marine Leparc

Adafruit industries
XYZT, Les Paysages Abstraits por Jeff

Série de bate-papos e debates sobre mulheres e tecnologia no SESC Belenzinho

Nos dias 17 a 21 de março de 2015, acontece no SESC Belenzinho uma série de bate-papos e debates no âmbito da programação do “Mulheres em Cartaz” com foco em questões relacionadas as mulheres e a tecnologia.

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Conforme divulgado pelos organizadores, o que se propõe é “trazer ao público uma série de atividades de caráter multidisciplinar que referenciam o protagonismo feminino em diferentes áreas culturais, com destaque para as artes visuais, tradição oral, a literatura, a moda, as ciências, a tecnologia, a saúde etc.”.
As inscrições podem ser realizadas pessoalmente no SESC Belenzinho localizado na Rua Padre Adelino, 1000, próximo ao Metrô Belém.
Segue a programação:

17/3. Terça, às 19h
Ciência, Tecnologia, Mulheres e Ciborgues” com Francisco Arlindo Alves
Bate-papo sobre os processos de conjunção entre o humano e a máquina, e as transformações sociais e no cotidiano das mulheres a partir deste fenômeno. A discussão tem por base a obra “Manifesto Ciborgue” de Donna Haraway, que completa 30 anos de sua publicação.
18/3. Quarta, às 19h
Ciberfeminismo: Atualizando Novos Discursos do Feminino em Redes Eletrônicas” com Nina Gazire
A jornalista Nina Gazire discursa sobre as origens do termo ciberfeminismo através da relação entre tecnologia e feminismo, com base em suas investigações realizadas durante seu projeto de mestrado, sob orientação de Giselle Beiguelman. Serão traçados paralelos entre o movimento norte-americano Arte Feminista, a Internacional Ciberfeminista, presente durante a Documenta X, realizada em Kassel no ano de 1997; e a popularização das teorias de Donna Haraway dentro do feminismo acadêmico. A partir destas três perspectivas, pretende-se atualizar os desdobramentos do conceito de ciberfeminismo na sociedade atual.
19/3. Quinta, às 19h
Construção da Identidade Feminina na Rede: Arte, Atitude e Ativismo” com Kit Menezes e Karine Batista.
Esta palestra tratará das novas possibilidades de luta e ação que se estabelecem através da organização e redimensionamento de inúmeros movimentos sociais – entre eles o feminista – que se articulam através de redes sociais. Partindo da apresentação de mulheres artistas e ativistas que se manifestam, constroem e reafirmam suas identidades, alheias a padrões socialmente concebidos, serão discutidos casos de ativismo que ganharam repercussão como Marcha das Vadias e Eu Não Mereço Ser Estuprada.
20/3. Sexta, às 19h
Relato de Experiências: Minha Voz e Think Olga” com Daniela Rozados, Juliana de Faria e Bárbara Castro
Neste encontro, articuladoras de ações e movimentos em prol das mulheres, relatam experiências e trabalhos que vem sendo desenvolvidos para aprimorar discussões relativas ao papel social da mulher e seu poder de mobilização. Serão expostos os projetos Minha Voz, desenvolvido no Hackaton de Gênero e Cidadania, e o Think Olga, que entre os trabalhos realizados, destaca o mapeamento da violência contra a mulher, divulgado através da campanha Chega de Fiu Fiu.

21/3. Sábado, às 14h30.
Café Tecnológico
Debate: A Construção da Personagem Feminina nos Games
Especialistas ligados a estudos de narrativa, construção, design e jogabilidade discutem de que forma as personagens femininas são desenhadas em videogames e, consequentemente, sua responsabilidade social nestas construções. Se a representação do mundo tecnológico foi modificada com a chegada dos videogames, o papel da mulher dentro deles foi modificado também, e este será o foco de reflexão desta apresentação.
Mediação: Artur Palma Mungioli.
Convidadas: Renata Gomes e Maria Goretti Pedroso Soares

Lançamento do Livro: Futuros Possíveis: arte, museus e arquivos digitais.

No dia 25 de novembro de 2014, às 19h, acontece o lançamento do livro “Futuros Possíveis: arte, museus e arquivos digitais” no Itaú Cultural.
futuros possiveis
O livro é bilíngue, e “discute estratégias e metodologias para o armazenamento e preservação de arte digital e processos de digitalização de acervos, incluindo também estudos sobre novas formas de organização e disponibilização das informações em sistemas de visualização de dados. Além disso, Futuros Possíveis/Possible Futures apresenta estudos de caso e reflexões sobre o surgimento da estética do banco de dados e o campo emergente da curadoria de informação” conforme a sinopse divulgada pelos organizadores.

Será realizado debate e apresentação com Giselle Beiguelman e Ana Gonçalves Magalhães (Organizadoras), e Lucas Bambozzi. A mediação é de Marcos Cuzziol.

Mais informações na página no evento.

Robos imprimíveis e automontáveis inspirados em origami

Pesquisadores do MIT trabalham no desenvolvimento de robôs a partir de peças planas produzidas por impressoras 3-D que se dobram quando aquecidas. A tecnologia permite a montagem automatizada em configurações tridimensionais pré-determinadas.

A técnica se baseia na sobreposição de uma folha de PVC entre duas películas de um poliéster rígido crivadas com fendas de larguras diferentes. O calor faz com que a camada do meio se contraia, forçando a folha a se dobrar em ângulos diferentes, conforme a largura do sulco.

O desafio dos pesquisadores é aperfeiçoar o controle sobre a configuração final. A complexidade deste processo está relacionada ao fato de que as dobras  do material ocorrem de modo  simultâneo, influenciando seus ângulos mutuamente. Neste sentido, as folhas são projetadas com vincos impressos ou criados por corte a laser, com base em cálculos matemáticos efetuados por um programa de computador com o objetivo de gerar com exatidão as formas que os pesquisadores querem produzir.

A pesquisa é liderada por Daniela Rus, que se baseou em trabalhos anteriores realizados por Erik Demaine, professor de ciência da computação e engenharia no MIT. Demaine pesquisou adaptação de técnicas de origami para criação de robôs reconfiguráveis. Como parte do projeto, estão sendo desenvolvidos componentes elétricos auto dobráveis, tais como sensores, atuadores e resistores para ajudar a trazer essas máquinas para a vida.

A ideia é fornecer ferramentas de design para que indivíduos que não são especialistas consigam construir suas próprias máquinas de modo mais fácil e barato.

Referências

The Kurzweil Accelerating Intelligence
Self-assembling printable robotic components

MIT News
Bake your own robot

Newscientist
High-tech origami folds itself when heat is on por Aviva Rutkin

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Apicultura Urbana, design e tecnologia abertas

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“Voltar a encher as urbes de flores e abelhas” é o que propõe o projeto Miel de Barrio criado em Madrid.

Seus participantes formam um grupo colaborativo sobre Apicultura Urbana apoiado em iniciativas DIY (Do It Yourself) visando elaborar colmeias “opensource”. A ideia é associar tecnologia abertas, arte, design e sustentabilidade.
O grupo conduz uma série de workshops em maio e junho de 2014 no Foodlab, espaço vinculado ao Medialab Prado que promove iniciativas com objetivo de discutir questões sobre alimentação, tecnologia e sociedade.

Além das atividades realizadas pelo Miel de Barrio, será apresentada uma workshop sobre a Apilink.net, uma plataforma de monitoração permanente de colmeias por meio de diferentes tipos de sensores. Seu funcionamento consiste na coleta automatizada de informações armazenadas num banco de dados que ao ser analisado possibilita identificar padrões fenológicos das colônias. Os resultados das análises fornecem subsídios para planejar o design de ferramentas no intuito de reduzir custos e aumentar a produtividade.

Os projetos abordados neste e no post anterior, demonstram uma tendência de buscar a reflexão sobre problemas das cidades a partir da junção de várias perspectivas, que neste exemplos que vão desde a economia sustentável até a arte contemporânea, com uso de metodologias abertas e participativas como open-source, open-hardware (arduino).

Referências:

Fair Companies
Apicultura urbana, o cómo producir miel en la ciudad por Nicolas Boullosa

Foodlab Medialab-prado
Miel de Barrio: Apicultura Urbana DIY

Miel de Barrio
Presentación de Apilink: Un proyecto de monitorización de datos para colmenas por Tina Paterson

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Começa a CryptoRave, com 24 horas de oficinas, exposições, debates e palestras

Hoje, 19hs, 11 de abril de 2014, começa a CryptoRave, uma maratona de 24 horas de atividades sobre segurança, criptografia, hacking, anonimato, privacidade e liberdade na rede.
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O evento acontece Centro Cultural De São Paulo, e abrange oficinas, exposições, debates e palestras visando popularizar e difundir conceitos visando possibilitar que as pessoas comuns tenham “condições de defender sua privacidade e proteger suas informações”. Entre os variados temas que serão abordados estão o jornalismo investigativo, espionagem, cyberguerras, biometria, criptomoedas, liberdade na rede, neutralidade da rede, criptografia para mulheres, e os direitos do consumidor na internet.

O conjunto de convidados abrange pesquisadores, ativistas e jornalistas como Klaus Wuestefeld, Jorge Stolfi (UNICAMP), Bob Fernandes (jornalista), Natália Viana (Agência Pública), Sérgio Amadeu (UFABC), Bruna Provazi e Jérémmie Zimmermann (La Quadrature du Net), e muitos outros.

Conforme divulgado pelos organizadores, a CryptoRave segue a lógica das cryptoparties eventos que ocorrem em diversos países e “fazem parte de um esforço global de popularizar o uso de ferramentas de criptografia para ampliar a segurança das pessoas que se comunicam nas redes digitais”.

As atividades ocorrem no Piso Caio Graco do Centro Cultural De São Paulo e a participação é aberta mediante inscrição online gratuita.

Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Improvisation Machine de Annika Frye

Improvisation machine (máquina de improvisação) é um mecanismo configurável de produção experimental que visa favorecer a variação de formas ao invés da repetição da fabricação em série.

Um dos destaques da exposição Adhocracy (já comentada anteriormente neste blog), o sistema construído pela designer alemão Annika Frye permite a produção de itens únicos por meio de uma máquina de rotomoldagem movimentada através de uma simples furadeira sem fio.

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As peças são criadas a partir de um molde preenchido com um material feito de gesso-polímero molhado. Suspensos numa armação feita de tiras de tecido, os moldes são rotacionados pela máquina ao se acionar a furadeira num encaixe específico. Com o movimento o material se espalha ao mesmo tempo em que seca e se fixa no molde. O material é um gesso especial que endurece dentro de pouco tempo (30 minutos) e se assemelha à cerâmica com a vantagem de ser mais leve.

Improvisation_Machine

Depois da secagem, os objetos são lixados a partir do exterior, e seu interior é coberto com verniz. Alguns são cortados com uma serra, a fim de criar um recipiente ou um vaso. Desta forma, a parte superior e a parte inferior de um vaso, recipiente ou prato pode ser produzidas dentro de um molde único. Os moldes de plástico são criados a partir de uma folha plana, que ao ser dobrada produz formas geométricas simples, adaptando uma rede baseada em octógonos tesselados, permitindo que o padrão possa ser facilmente alterado.

Com características que remetem a cultura DIY e ao open design, Improvisation machine se contrapõe a uniformização dos produtos ao incorporar a espontaneidade e a imprevisibilidade no processo de produção em série.

Referências:

Dezeen
Improvisation Machine by Annika Frye

Share Design
Annika Frye’s ‘Improvisation Machine’

Annika Frye
The improvisation machine

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Impressora 3D constrói casa de 2.500 pés quadrados em 20 horas

Impressora 3D criada por pesquisadores na Califórnia tem capacidade para construir uma casa de 2.500 pés quadrados (aproximadamente 232 metros quadrados) em 20 horas.

Desde 2008, uma equipe liderada pelo Professor Behrokh Khoshnevis da Universidade do Sul da Califórnia, elabora pesquisa sobre uma nova tecnologia de fabricação em camadas chamada Contour Crafting.

A tecnologia não utiliza termoplásticos (material normalmente adotado em impressões 3D), mas camadas de concreto sobrepostas depositadas por meio de um bico suspenso por um guindaste pórtico, com movimentos controlados por computador.

Podem ser construídas paredes retas,curvas, ou estruturas em forma de cúpula ou domus.

Entre os usos previstos, os pesquisadores propõem que este tipo de construção, por ser mais barata, rápida e eficiente, pode ajudar a substituir habitações precárias que contribuem para o aumento de doenças em regiões pobres ou em áreas destruídas por desastres naturais.
Também está sendo estudada a utilização em colônias fora do planeta como a Lua ou Marte para construção de edifícios, estradas, cabides e habitats para o ser humano.

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Referências:

Mashable
The Answer to Affordable Housing Could Lie Within a 3D Printer por Alex Magdaleno

Huffington Post
This 3D Printer, Capable Of Building A House In A Day, Could Change Construction Forever por Kathleen Miles

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

 

Exposição Adhocracy discute a nova revolução industrial

Adhocracy” é uma das exposições que se destacam por explorar a chamada “nova revolução industrial” e a transformação radical do design e dos processos de fabricação por meio de inovações como a impressão 3D, sistemas de software abertos e redes distribuídas.

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Com curadoria de Joseph Grima, a exposição foi apresentada originalmente na Bienal de Design em Istambul (2012) e posteriormente em Nova York (03/2013). Em Londres (09 e 10/2013) foi adaptada por Thomas Ermacora para ocupar os espaços da Galeria Limewharf, compondo parte da programação do London Design Festival 2013.

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O termo “Adhocracy” (utilizado pelo futurólogo Alvin Toffler), foi escolhido pelos organizadores por significar “uma organização sem estrutura que é utilizada para resolver problemas em oposição a uma burocracia”. Com obras originais da África, Europa e Américas “Adhocracy” representa a vanguarda da ecologia de fabricação digital, questionando a própria definição de design.

Conforme Joseph Grima (em tradução livre) o mundo das pessoas que fazem as coisas está em convulsão. O exponencial crescimento de redes de comunicações globais para protótipos digitais de baixo custo transforma radicalmente a vida cotidiana, o que sugere uma nova revolução industrial. Se a última revolução era sobre fazer objetos perfeitos, milhões deles, absolutamente idênticos, esta é sobre fazer apenas um, ou alguns. Seu nascedouro não é a fábrica, mas a oficina, e sua tábua de salvação é a rede.

Em consonância com a perspectiva defendida por Grima, “Adhocracy” propõe que a expressão máxima do design seja cada vez menos um “objeto fechado”, para ao invés disso se transformar no processo em si. Este deslocamento é favorecido pela ativação de sistemas abertos, ferramentas que moldam a sociedade permitindo a auto-organização em plataformas de colaboração que subvertem a competição capitalista, e fortalecem as redes de produção.

O conteúdo da exposição é heterogêneo e com uma abrangencia ampla, abarcando desde a inovação médica à crítica cultural e política, de design de móveis até fabricação de armas. Alguns dos trabalhos e artistas que compõe “Adhocracy” serão destacados e comentados nos próximos posts.

Referências:
Londonist
Adhocracy: Hacking The Design Process In Hackney

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

A revolução D.I.Y. das impressoras 3D e fabricação digital na arquitetura, arte e design

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“Autoretrato” Richard Dupont (2008) | Fonte: Mad Museum

Até julho de 2014, o Museum of Arts and Design (MAD) de Nova York promove uma grande exposição que apresenta as possibilidades criativas proporcionadas pelos novos métodos de fabricação digital.

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“3-D printed dress” by Michael Schmidt (2013) | Fonte: Mad Museum

Tecnologias como impressoras 3D, tricô digital, usinagem e máquinas CNC (Controle Númerico por Computadorizado), entre outras, são utilizadas nos trabalhos expostos e discutidas em palestras e workshops.

Com foco nos universos da arte, design e arquitetura, a exposição “Out of Hand” foi organizada pelo curador do museu Ron Labaco. A proposta é explorar a criatividade do século 21 potencializada por métodos avançados de produção assistida por computador. Obras de 80 artistas de vários países contemplam criações nos campos da escultura, arte, acessórios para moda, objetos de design, e projetos de arquitetura.

“Out of Hand” revela como artistas individuais, arquitetos e designers ampliam suas oportunidades com métodos DIY “faça você mesmo” (DIY: Do It Yourself) na busca de abordagens criativas não-convencionais por meio do acesso aos recursos de fabricação digital de hoje.

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Julian Mayor (2005)| Fonte: Mad Museum

Conforme divulgado pelos seus organizadores, é a primeira grande exposição do museu a considerar o impacto destes novos métodos revolucionários de fabricação assistida por computador. O objetivo é explorar uma transição monumental na forma como os seres humanos compreendem a criação, desde os primeiros objetos concebidos e produzidos por fabricantes individuais através das ferramentas de inovação tecnológica.

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Frank Stella (2011)| Fonte: Mad Museum

Programação de workshops
A exposição será acompanhada por uma lista ativa de programas públicos de ensino, a partir de oficinas e palestras para envolver os visitantes nos processos de criação e desenvolvimento dos artistas para revelar o potencial de longo alcance de muitas dessas novas tecnologias. Seguem abaixo algumas das atividades:

Everything You Wanted to Know About 3D Printing but Didn’t Know Who to Ask

Intro to 3D Printing, Software, Materials, and Processes

Intro to 3D Design for 3D Printing

3D Printing for Sculptors

The Once and Future Interior

3D Printing for Sculptors

3D Printing for Jewelers

3D Printing for Fashion

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

3º Workshop Internacional FAB LAB SP, na FAUUSP

Acontece até amanhã, dia 14 de novembro o 3° Workshop Internacional FAB LAB promovido pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP) em sua sede na rua do lago, 876,  em  São Paulo.

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Fabricação digital aplicada ao Design e à Arquitetura Contemporâneos” é o tema do evento que apresenta uma série de palestras e workshops com convidados brasileiros e internacionais.

Os FAB LABs (abreviação de Fabrication Laboratory) consistem num conceito que surgiu no MIT,  podem ser entendidos como espaços de prototipagem rápida com equipamentos, tecnologias e softwares abertos que permitem as pessoas criarem peças e protótipos individuais, possibilitando rapidamente uma aproximação da ideia ou conceito ao objeto ou protótipo.

Segue a programação com as atividades:

13/11/2013

Edifício ANEXO (LAME) / FAU – Cidade Universitária

14h30 – 18h00
Workshop de fabricação – Parte 2
GRUPO A José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Paul Shepherd – University of Bath (UK)
GRUPO B Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) / Alexandra Paio – ISCTE-IUL (Lisboa)

14/11/2013

SEMINÁRIO INTERNACIONAL ABERTO / Auditório Ariosto Mila / FAU – Cidade Universitária

09h00 – 09h30
Abertura
Prof. Dr. Marcelo de Andrade Roméro – Diretor da FAUUSP /
Prof. Dr. Paulo Eduardo Fonseca de Campos – Coordenador do Grupo de Pesquisa DIGI FAB (FAUUSP)

09h30 – 10h10
FAB LAB: Rede Colaborativa de Pesquisa e Open Design
Prof. Dr. Paulo Fonseca (FAUUSP) / Arq. Eduardo Lopes (Garagem FabLab)

10h10 – 10h50
Fabricação Digital Com/Sem Fabrição Digital
Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto)

10h50 – 11h10 INTERVALO

11h10 – 11h50
A Biomimética na Arquitetura e no Design
Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona)

11h50 – 12h30
Mesa Redonda
Moderador: Prof. Dr. André Leme Fleury – EPUSP / Debatedora: Profa. Dra. Cibele Haddad Taralli – FAUUSP
Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) /
Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE – IUL (Lisboa) / Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

12h30 – 14h00 INTERVALO

14h00 – 14h40
Apresentação de Trabalhos do Workshop
Juliana Harrison Henno – Doutoranda ECA-USP / Alex Garcia Smith Angelo – Mestrando FAUUSP /
Representantes dos GRUPOS participantes

14h40 – 15h20
Qual o Papel dos Laboratórios de Fabricação Digital?
Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE-IUL (Lisboa)

15h20 – 15h40 INTERVALO

15h40 – 16h20
Digital Architectonics (não haverá tradução simultanea)
Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

16h20 – 17h00
Mesa Redonda
Moderador: Prof. Dr. Paulo Fonseca – FAUUSP / Debatedor: Prof. Dr. Artur Rozestraten – FAUUSP / Prof. Dr. José Pedro Sousa – FAUP (Porto) / Prof. Dr. Mauro Costa – ESARQ – UIC (Barcelona) / Profa. Dra. Alexandra Paio – ISCTE – IUL (Lisboa) / Dr. Paul Shepherd – University of Bath (UK)

Projeto do Google propõe acesso à internet em todo mundo através de rede de balões

Project Loon é um projeto experimental e ambicioso do Google, lançado em junho, com o objetivo de criar uma rede de balões movidos a energia solar e eólica visando disponibilizar o acesso a Internet para pessoas que vivem em regiões com baixa ou nenhuma conectividade.


Antes do lançamento, em outubro do ano de 2012, a empresa realizou testes com balões no estado americano do Kentucky. O teste produziu polêmica entre moradores que pensavam ter avistado um UFO, posteriormente identificado pelo Google como um de seus balões.

Um dos grandes obstáculos do projeto consistiu na dificuldade em manter balões gigantes numa posição fixa, resistindo ao vento das correntes atmosféricas.  Para isso, seria necessária uma grande quantidade de energia. Diante do problema, Rich DeVaul, um dos líderes do projeto, recriou o conceito inicial ao propor a ideia de uma grande rede de balões mais leves que se utilizam das correntes para uma distribuição coordenada.

A partir da constatação de que balões são reféns das correntes de ar, se pensou numa grande rede de balões de tamanho menor que sobem e descem e “pegam carona” nos ventos que apresentam diferentes direções conforme a altitude. Os balões podem percorrer o globo, da mesma forma que veleiros, tendo que gerar pouca energia para a locomoção.

Para isso, algoritmos complexos analisariam uma grande quantidade de dados sobre as correntes atmosféricas produzidos por institutos e agências governamentais. Ao mesmo tempo, estes algoritmos possibilitariam um comportamento coordenado entre os balões no intuito de que consigam aumentar sua cobertura.

Cada balão tem informações sobre o comportamento dos outros balões, e sobre as diferentes correntes em vários níveis da estratosfera, desta forma podem calcular suas movimentações na direção de uma formação e espaçamento para abranger uma área maior possível.

Referências:

WIRED
The Untold Story of Google’s Quest to Bring the Internet Everywhere—By Balloon por Steven Levy

Ars Technica
Google’s “Project Loon” flying Internet coming to homes in California por Jon Brodkin

Google +
Project Loon
Colaborou: Francisco Arlindo Alves

O universo das mídias sociais em discussão no SESC Belenzinho

De 13/08 a 22/08, o universo das mídias sociais será discutido em suas diversas perspectivas no bate-papo “Dicionário das mídias sociais: 40 verbetes” no SESC Belenzinho. As inscrições são gratuitas.

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Com a apresentação de projetos, ferramentas online, vídeos, e livros especializados, a atividade consiste em uma série de conversas com público no espaço da Biblioteca da unidade, no térreo.

Com orientação de Vanessa Pereira e Francisco Arlindo Alves, durante duas semanas, todas as tardes (15h30 às 18h) nas terças e quintas, o público poderá discutir sobre algumas das principais tendências, fenômenos, teorias que envolvem o universo das mídias digitais, dando enfoque a significados e definições.

Mais informações no site do SESC
Endereço:
SESC Belenzinho
rua Padre Adelino, 1.000 – São Paulo – SP
Fone: 11 2076-9778

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

Praças Digitais: Praça Dom José Gaspar testa internet sem fio gratuita

A Praça Dom José Gaspar, em São Paulo foi a primeira a oferecer internet sem fio gratuita por ocasião do lançamento do projeto Praças Digitais que vai abranger 120 praças em todas as regiões da capital.

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A praças definidas no projeto vão receber uma conexão de 512 kbytes para o uso irrestrito por qualquer pessoa com um dispositivo compatível com o sistema wi-fi.

Antes do lançamento, a prefeitura disponibilizou uma ferramenta online que ajudou a população definir por meio de sugestões uma lista de praças de cada distrito. Numa etapa posterior, a ferramenta passou a receber relatos, sugestões e fotos que abordavam desde o mobiliário e equipamento das praças (mesas, cadeiras, quadras, pistas de skate e aparelhos de ginástica) até opiniões sobre o tipo de público e os locais preferidos em cada uma delas, visando adequar os espaços antes da implantação da rede por parte dos prestadores de serviços.

A partir do dia 8 de agosto,relatos, sugestões e críticas sobre a qualidade do sinal na Praça Dom José Gaspar podem ser enviados pelo Twitter no perfil (@wifi_livre), no Facebook , ou pelo e-mail pracasdigitais@prefeitura.sp.gov.br. É importante informar qual o aparelho usado para acessar a internet na praça.

Referências:

Prestando Contas
A Secretaria de Serviços quer sua contribuição para descrever as praças onde haverá internet livre

Rede Brasil Atual
Praça Dom José Gaspar, em São Paulo, é a primeira a receber sinal aberto para Wi-Fi

Prefeitura de São Paulo
Projeto Praças Digitais testa wi-fi gratuito no Centro

Colaborou: Francisco Arlindo Alves

RodAda Hacker reúne meninas e mulheres para aprendizagem de linguagens de programação

No dia 27 de julho de 2013, ocorre um evento exclusivo para mulheres que querem aprender a programar: o RodAda Hacker.

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Em sua segunda edição em São Paulo, o evento foi “desenhado especialmente para que meninas e mulheres se sintam confiantes para conhecer, usar e recriar as tecnologias da rede“, a iniciativa “surge da percepção de que existem poucas mulheres atuando nas atividades técnicas ligadas à internet, como engenharia ou programação“, conforme descrito pela organização. Serão desenvolvidos projetos abrangendo linguagens de programação com foco principal em HTML, HTML5, CSS e javascript.

O RodAda Hacker homenageia em seu nome, a inglesa Ada Lovelace, primeira pessoa a criar um programa na história.

A edição anterior aconteceu em março deste ano e reuniu 30 mulheres na Casa Preta, em frente ao metrô Sumaré, em São Paulo. O evento atraiu mulheres de diversas profissões como administradoras de empresas, fotógrafas, designers e jornalistas, que tinham como interesse comum, entender sobre programação.

As participantes tinham variados níveis de conhecimento, sendo algumas iniciantes e outras com experiência na área e buscando se aprofundar. Divididas em grupos pequenos, foram acompanhadas por tutores e desenvolveram tarefas específicas usando diversas ferramentas e linguagens.

O evento vai acontecer no bairro do Pacaembu, as informações sobre as inscrições estão no site do RodAda Hacker.

Referências:

IMasters
Segunda RodAda Hacker reúne mulheres que querem aprender a programar

Link Estadão
RodAda Hacker ajuda mulheres a programar

Via @Anna Carolina Finageiv no fórum do NDIS USP

colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Frankie for Kids: livro interativo para tablets


Frankie for Kids é um livro-interativo brasileiro (app book) para tablets, premiado no Prix Jeunesse Internacional, um dos mais importantes festivais voltados à mídia infanto-juvenil, em sua edição ibero-americana.

Frankie for Kids

Distribuído em versões para as plataformas iOS, Android e Blackberry, o app book bilíngue (inglês e português) exemplifica as potencialidades deste novo tipo de mídia para abarcar idéias criativas, inovadoras e com qualidade.

Com uma equipe reduzida, comparada a outros realizadores, Frankie for Kids foi produzido pelo Studio experimental YB Digital Content, da jornalista Samira Almeida e do ilustrador e diretor de arte Fernando Tangi.

Inspirada na obra clássica em domínio público de Mary Shelley, foi criada uma versão com o personagem Frankenstein voltada para um público infantil de crianças com mais de nove anos. São 40 telas e diversos recursos interativos como movimentar objetos, acender e apagar luzes, disparar sons, entre outros, mantendo a preocupação com a leitura e informação.

Sobre o espaço para criação de app books no Brasil os realizadores afirmam: “Há um grande benefício em não haver um modelo sedimentado: pudemos soltar a criatividade e criar nosso próprio caminho! Isso se tornou nossa especialidade, aquilo que nos diferencia como processo, como custo e como resultado”.

Frankie for Kids atingiu milhares de downloads, e já figurou entre os 10 apps mais baixados do Brasil.

Referências:

Ipad Família
Frankie for Kids: Halloween em (muito) bom Português

YB Digital Content
Frankie for Kids

Colaborou:  Francisco Arlindo Alves

Um robô inseto faz o primeiro vôo controlado

Inspirado pela biologia de uma mosca, cientistas realizam o primeiro vôo controlado de um “robô-inseto”.

Com tamanho de metade de um clipe de papel, o robô tem o peso de um décimo de uma grama, e duas super finas asas que batem 120 vezes por segundo.

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fonte: Robobees

O feito é o resultado de mais de uma década de trabalho liderado por pesquisadores do Harvard School of Engineering and Applied Sciences (SEAS) e do Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering at Harvard. O projeto chamado Robobee reúne cientistas e engenheiros de várias disciplinas que elaboram pesquisas inspiradas na natureza. O vôo foi concretizado em função de recentes avanços concebidos pela equipe no desenvolvimento de sistemas de microfabricação e controle, produção de materiais e design.

Em função do tamanho, um dos obstáculos encontrados era a impossibilidade de uso de motores eletromagnéticos para movimentar as asas, como em robôs maiores. Neste sentido, foi construído um sistema baseado em flexão que funciona como “músculos”. Atuadores piezoelétricos que consistem em peças feitas com tiras de cerâmica, se expandem e se contraem quando um campo elétrico é aplicado.

Um sistema de controle comanda os movimentos de rotação, e determina comportamento de cada asa de modo independente. Pequenas alterações no fluxo de ar podem ter um efeito sobre a dinâmica de vôo, exigindo respostas muito rápidas para manter a estabilidade.

Um dos desafios do projeto é melhorar aspectos relacionados ao comportamento coordenado como uma colônia, e a fonte de energia. A alimentação de energia é realizada por um cabo muito fino e leve, pois ainda não existem soluções de armazenamento de energia em dispositivos pequenos adaptadas as dimensões do projeto. O desenvolvimento de células de combustível, sistemas de comunicação sem fio, e um cérebro computacionalmente eficiente irá permitir que o robô inseto voe de modo independente, autônomo e coordenado.

Entre as aplicações possíveis estão o auxílio em operações de busca e salvamento, exploração de ambientes perigosos, vigilância militar, mapeamento do clima e monitoramento de tráfego.

Referências:

Science
Controlled Flight of a Biologically Inspired, Insect-Scale Robot por Kevin Y. Ma*,†, Pakpong Chirarattananon†, Sawyer B. Fuller, Robert J. Wood

Harvard School of Engineering and Applied Sciences
INSPIRED by the biology of a bee and the insect’s hive behavior …

Ars Technica
Researchers build miniature flying robots, modeled on Drosophila por John Timmer

Harvard University Gazette
Robotic insects make first controlled flight por Caroline Perry

Colaboração: Francisco Arlindo Alves

Drop the Beat, kit de bateria eletrônica vestível

Drop the Beat é um colete que funciona como um kit de bateria eletrônica vestível ativado pelo toque. Cada bloco de percussão é incorporado por meio de um sensor e anexado ao colete com a utilização de velcros.

O trabalho é inspirado numa sequência filme do concerto de Laurie AndersonHome of the Brave” de 1986 (segue vídeo).

http://www.youtube.com/watch?v=osHBA6YAHAo

Criado por Wesley Chau, Drop the Beat objetiva oferecer uma roupa personalizável para artistas, músicos e DJs executarem performances que explorem ritmo e som através da interação física de uma forma mais dinâmica.
Referências:

Co.Design
A Touch-Sensitive Drum Kit You Wear Like A Vest por Jordan Kushins

FashioningTech
Interview with Wesley Chau por Carly Whitaker

Colaborou: Francisco Arlindo Alves